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Alto Minho

Mais de 500 quilos frutas e legumes em igreja de Viana para “agradecer” colheitas

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Mais de 500 quilos de frutas e legumes decoram a partir de hoje e durante de três semanas a igreja de Alvarães, Viana do Castelo, para “agradecer” a São Miguel as “boas colheitas”, disse uma das dinamizadoras da iniciativa.


A decoração, com cebolas, abóboras, courgettes, milho, ouriços de castanhas, maças, pimentos, uvas, alho, beringelas, entre muitos outros produtos agrícolas, vai ser aberta ao público às 18:00, quando se realizar na igreja a missa em honra daquele padroeiro.

A “manifestação de fé” permanecerá “o tempo que os produtos resistirem viçosos”, cerca de três semanas, afirmou hoje Ester Sotomaior, de 63 anos, uma das zeladoras do templo.

“É a forma de agradecermos ao São Miguel, nosso padroeiro pelas boas colheitas. No meu tempo de jovem era um dia tão importante que até era feriado na terra”, acrescentou.

Questionada sobre o facto de as frutas e os legumes não serem encaminhados no imediato para pessoas com dificuldades, em vez de serem colocadas na igreja, argumentou que “quase todos os produtos são reaproveitados”.

“Quase todos os produtos são de duração longa. No final é quase tudo reaproveitado. Alguns produtos damos a instituições ou a pessoas que nos pedem. Outros reaproveitamos nas nossas casas”, especificou.

Ester Sotomaior é zeladora da igreja de Alvarães, na margem esquerda do rio Lima desde os 15 anos e, garantiu, “só deixará de enfeitar os altares quando as forças não o permitirem ou se acabarem com a tradição”.

O trabalho de decoração dos diversos altares, com os produtos das colheitas da época, envolveu mais de uma dezena de zeladoras. Começou na terça-feira e terminou na madrugada de hoje.

Ester Sotomaior destacou o ”empenho” que todas as zeladoras colocam na confeção dos arranjos chegando “a procurar nas freguesias vizinhas os produtos mais bonitos quando os que saem das suas terras não são os melhores para enfeitar a igreja”.

Este ano temos um coração de Viana lindíssimo. A estrutura de ferro foi toda bordada com umas grandes vargens de feijão, pimentos vermelhos e piripiri”, explicou.

A freguesia de Alvarães é também conhecida pelos andores floridos, feitos com “milhares de pétalas frescas e folhas variadas”, ex-libris das festas das Cruzes que se realizam em maio.

Manda a tradição, que remonta a 1946, que as pétalas das flores utilizadas na confeção dos andores sejam colhidas nos montes de Viana do Castelo e coladas uma cola feita à base de farinha que garante a humidade necessária para que as pétalas se aguentem vários dias “viçosas e coloridas”.

Um trabalho minucioso que através da conjugação das cores e texturas das pétalas forma desenhos temáticos, transformando os andores em verdadeiras obras de arte popular, com motivos religiosos, paisagísticos e monumentais.

 

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Alto Minho

Junta em Arcos de Valdevez vai ornamentar campas de quem não pode ir ao cemitério

Covid-19

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Foto: Ilustrativa / DR

A Junta de Freguesia de Cabana Maior, em Arcos de Valdevez, decidiu ornamentar as campas que, por causa da pandemia (e não só), vão ficar ‘abandonadas’ durante os cinco dias de restrição de circulação face ao elevado perigo de contágio da covid-19.

Em declarações a O MINHO, o presidente da Junta, Joaquim Campos, aponta que algumas sepulturas estão “em abandono total” e que esta ação serve para “homenagear as pessoas sepultadas” que não estão a ter acompanhamento pelos familiares.

O autarca explica que, face à pandemia, algumas pessoas deixaram de ornamentar as campas, havendo várias com flores secas e ar de descuido.

“Muitas dessas pessoas estão no estrangeiro e não podem cá vir”, existindo ainda várias famílias que vivem noutros concelhos e não se vão poder deslocar pela altura dos Finados aquele cemitério.

Joaquim Campos refere que o cemitério não vai encerrar naqueles dias, mas existirá um limite máximo de 25 pessoas em simultâneo, para além de outras restrições.

“Vamos ter uma pessoa à porta do cemitério a indicar quais as medidas a adotar”, como o uso de máscara, desinfeção com álcool-gel à entrada e saída e e assegurar o distanciamento social entre diferentes agregados familiares.

Entre 30 de outubro e 03 de novembro estará proibida a circulação entre concelhos, e quem o fizer necessita de uma declaração, sendo as exceções as mesmas que foram aplicadas na Páscoa.

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Viana do Castelo

Viana cancela festa de Halloween por causa da pandemia

AEVC

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Foto: Ilustrativa / DR

Seria a primeira festa de Halloween pública em Viana mas já não vai acontecer. A Associação Empresarial de Viana do Castelo (AEVC), promotora do evento, anunciou hoje o cancelamento da festa, face ao aumento de contágios de covid-19.

Aquela associação justifica o cancelamento da festa, que juntaria comerciantes e clientes, com vários factores, um dos quais a proibição de circulação entre concelhos, algo que “neste período não faria aumentar a atratividade de Viana do Castelo e da sua atividade comercial para os territórios de proximidade e da vizinha Galiza”,

“Continuam a ser preparadas outras ações, exequíveis no atual quadro pandémico, que apoiem as nossas empresas e afirmem que é seguro visitar e comprar em Viana do Castelo”, reforça a associação.

Para firmar o dito, a AEVC recorda que “já é bem visível a atempada instalação e montagem da ornamentação e iluminação de Natal, alargada a mais ruas da cidade e ainda mais espetacular do que no passado Natal”.

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Alto Minho

50 utentes e onze colaboradores infetados na Casa da Caridade em Ponte de Lima

Covid-19

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Foto: DR

Pelo menos 50 utentes e onze colaboradores do lar Nossa Senhora da Conceição (Casa da Caridade), em Ponte de Lima, estão infetados com covid-19. A informação foi transmitida a O MINHO pelo presidente da direção, Agostinho Freitas.

Depois de dois utentes terem acusado positivo na passada sexta-feira, após ida às urgências do hospital, a autoridade de saúde mandou testar todos os 68 utentes e 33 colaboradores daquela ERPI, com os resultados a serem conhecidos durante esta terça-feira.

“Dos 68 utentes, 50 estão infetados e ainda faltam chegar mais sete testes”, informou o presidente ao nosso jornal, apelidando este surto como “coisa maluca”, uma vez que todos eles estão assintomáticos, segundo o responsável.

“Neste momento já foi criado um espaço dentro das nossas instalações para acolher os que testaram negativo, enquanto os que estão positivos permanecem nos seus quartos sem contacto com o exterior”, explica Agostinho Freitas.

O responsável não quer entrar em dramatismos, apesar de o número “assustar”. “Estão todos bem, o que é estranho, porque em poucos dias aparece-nos assim uma situação destas e ninguém sabe de onde veio o vírus”, complementa.

Para além dos utentes, foram ainda testados 33 colaboradores, sendo que um terço também acusou positivo e não podem contribuir com o trabalho no lar durante os próximos 14 dias.

“Esta situação com os colaboradores é complicada porque não temos recursos humanos suficientes para lidar com o dia-a-dia, mas amanhã, pelas 10:00 horas, vamos ter uma reunião de emergência na Câmara de Ponte de Lima com a proteção civil para vermos a melhor forma de lidar com isto tudo”, avançou o presidente da direção.

Para além dos utentes e dos colaboradores, a autoridade de saúde pediu testes para o próprio presidente, para o vice-presidente, para o secretário e para a diretora-técnica do lar, por terem estado em contacto com os colaboradores nos últimos dias. Todos estes testes resultaram negativo.

Agostinho Freitas apela à calma por parte da sociedade civil, uma vez que todos estão assintomáticos e sem queixas por causa de covid.

“Sem pânico, sem alarmistas, estamos com a situação controlada em termos de alojamento. Os colaboradores vão a um quarto, utilizam um equipamento de proteção individual, e quando vão a outro quarto voltam a vestir um equipamento novo”, assegura.

“Esperamos que tudo desvaneça, porque 50 utentes contaminados assim de repente é muito estranho”, finaliza.

O concelho de Ponte de Lima subiu de 147 para 159 no registo de casos de covid-19 entre sexta e segunda-feira.

São mais doze infetados com covid-19 durante aqueles três dias, contabilizando o concelho 51 casos ativos do vírus, segundo dados recolhidos por O MINHO junto da Unidade Local de Saúde do Alto Minho.

Estes 63 novos casos só devem entrar na contabilidade da próxima sexta-feira, quando a ULSAM volta a divulgar os casos no concelho.

O concelho limiano mantém 106 recuperados da doença.

No total acumulado, registavam-se, na segunda-feira, 159 casos de infeção desde o início da pandemia.

A nível distrital, o Alto Minho contava, esta segunda-feira, com 478 casos ativos, 66 óbitos e 1.064 recuperados.

O distrito soma 1.608 casos acumulados desde o início da pandemia.

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