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Rui Teixeira apresentou hoje, na RTP3, a Cimeira IPVC, que se realiza nos dias 20 e 21 de março, disponibilizando mais de cinco mil oportunidades de emprego.

Mais de 5 mil ofertas de emprego na Cimeira do IPVC

O presidente do Instituto Politécnico de Viana do Castelo comentou, ainda, a atualidade.

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Viana do Castelo

Preso por tráfico de droga condenado a três anos por burla em Viana

Homem de 61 anos

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Foto: DR/Arquivo

O Tribunal de Viana do Castelo condenou hoje a uma pena de três anos e oito meses de prisão, por burla qualificada, um homem que se encontra a cumprir pena de prisão por tráfico de droga agravado.

O homem, de 61 anos, foi ainda condenado ao pagamento de uma indemnização de 184 mil euros à vítima.

No final da leitura da sentença, o procurador do Ministério Público (MP) pediu um agravamento da pena por considerar que a definida é “insuficiente”.

“Para aquilo que lhe fizeram é pouco”, disse referindo-se à vítima, uma mulher com quem manteve uma relação amorosa entre 2012 e 2015.

“Cinco anos é o mínimo aceitável num caso destes”, frisou Miguel Forte.

No final, em declarações aos jornalistas a vítima disse que a pena aplicada foi “pequena, não só pelos danos monetários como pelos danos morais” que o arguido lhe “criou”.

Já o advogado da mulher, Pedro Meira, adiantou que vai analisar o acórdão de “forma muito calma e ponderada”, referindo que, “juntamente, com a cliente, irá discutir a possibilidade, ou não, de recorrer da sentença”.

O arguido que se encontra a cumprir pena de prisão por tráfico de droga agravado, no âmbito da Operação “Porta 18”, não esteve presente na sessão.

Começou a ser julgado em outubro de 2018 por “um crime de burla qualificada”, de cerca de 200 mil euros, a uma mulher com quem se envolveu “romanticamente”.

De acordo com a acusação do MP, deduzida em junho e a que a agência Lusa teve acesso, o arguido “agiu com a firme intenção, concretizada, de determinar a ofendida a efetuar transferências bancárias, que foram depositadas na sua conta bancária, na convicção criada de que era colaborador de corretoras e que ao investir tal montante lhe proporcionaria um rendimento de 10% ao mês, o que não correspondia à verdade, assim conseguindo, no final, um montante total de 182.150 euros”.

O MP concluiu que “ao longo da relação, o arguido sempre teve conhecimento da situação económico-financeira da ofendida, tema pelo qual sempre demonstrou particular interesse”, apresentando-se “como negociante de peças preciosas e de metais raros, com centros de interesse em Portugal, Espanha e Inglaterra”.

O MP acrescenta que, “confiando na aparência de vida do arguido, nos sentimentos e na relação amorosa que mantinha com o mesmo”, a mulher fez, em maio de 2013, a primeira transferência, da sua conta bancária para uma conta indicada pelo arguido, a quantia de 100.000 euros.

“Para manter a aparência do negócio que teria no exterior e sem querer alarmar a ofendida até obter a última das tranches, o arguido foi pagando à mesma os referidos 10% de juros mensais. Em março de 2014 foram transferidos para o arguido os últimos 20.000 euros, quantia que o arguido sabia ser o remanescente de todas as poupanças da ofendida”, refere a acusação, adiantando que a partir daquela data “o arguido começou a distanciar-se fisicamente da ofendida, alegando estar em trabalho no estrangeiro”.

O arguido, preso no estabelecimento prisional do Vale do Sousa, foi condenado em julho de 2016 a uma pena de sete anos pelo envolvimento num esquema de tráfico de droga que foi desmantelado, em 2015, pela Polícia Judiciária (PJ), no âmbito da Operação “Porta 18”.

Este processo judicial envolveu mais três arguidos, designadamente o ex-motorista do presidente do Benfica e diretor do departamento de apoio aos jogadores do clube da Luz, que foi também condenado.

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Viana do Castelo

Criação da primeira zona empresarial privada de Viana em consulta pública

Na freguesia de Vila Nova de Anha

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Centro empresarial de Lanheses. Foto: DR

A criação da primeira zona empresarial privada de Viana do Castelo encontra-se em consulta pública, abrangendo numa área total de 11,8 hectares, na freguesia de Vila Nova de Anha, disse hoje à Lusa fonte camarária.

De acordo com o vereador do planeamento, gestão urbanística e desenvolvimento económico, Luís Nobre, “o pedido de informação prévia de loteamento daquela infraestrutura deu entrada na autarquia, em setembro de 2017, decorrendo atualmente, e até 22 de abril, o período de consulta pública da avaliação de impacte ambiental, da responsabilidade da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N)”.

Luís Nobre adiantou que “o projeto, da Jarlipe Construções, sociedade de investidores locais, está previsto para uma área destinada a atividades económica, tal como o previsto no Plano Diretor Municipal (PDM) em vigor”.

Questionado pela Lusa, Luís Nobre disse desconhecer do investimento previsto para aquela infraestrutura.

De acordo com o projeto, a primeira zona empresarial de Viana do Castelo prevê “a disponibilização sete lotes para indústria e um lote para comércio ou serviços numa área total 60,4 metros quadrados”.

Segundo a página na Internet da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), hoje consultada pela Lusa, “o procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental do Projeto da “Zona Empresarial da Aguieira”, localizada em Viana do Castelo, encontra-se em consulta pública desde 11 de março e até 22 de abril.

“O objetivo principal da execução deste projeto é a disponibilização de lotes para uso industrial, comércio e serviços, aproveitando o potencial de localização da área conferida pela execução do novo acesso ao setor comercial do Porto de Viana do Castelo e a dinâmica empresarial favorável verificada atualmente”, lê-se no documento publicado naquela página.

Viana do Castelo dispõe, atualmente, de três zonas empresariais. Em Lanheses está situada a maior do concelho, cuja quinta fase, orçada em cinco milhões de euros, foi inaugurada em janeiro.

Aquele parque constituído em 2001, numa parceria entre a Associação Empresarial de Portugal (AEP), a Câmara e a Associação Empresarial de Viana do Castelo (AEVC).

O espaço ficou concluído no final de 2003, tendo Durão Barroso, então primeiro-ministro do Governo PSD/CDS-PP, presidido à abertura oficial do parque, que, em 2004, começou a receber as primeiras empresas.

No concelho, existem ainda a Zona Industrial de Neiva e o Parque Empresarial da Praia Norte.

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Viana do Castelo

Investimento requalifica quartel dos bombeiros de Viana

Cerca de 300 mil euros

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Foto: DR / Arquivo

O presidente da Câmara de Viana do Castelo anunciou hoje o arranque, “em breve”, de uma intervenção de 300 mil euros na requalificação do quartel dos bombeiros municipais, que será ampliado em 2020.

O autarca socialista, que falava durante a sessão solene comemorativa dos 239 anos dos bombeiros municipais de Viana do Castelo, explicou que a requalificação a realizar este ano prevê, entre outros trabalhos, a “substituição das coberturas do edifício”.

Quanto às obras de ampliação do quartel, José Maria Costa adiantou que avançarão no próximo ano, justificando que o espaço, com 20 anos, “já não corresponde às realidades atuais”.

“Há necessidade áreas de formação, de um núcleo museológico para preservar o espólio da corporação e que é preciso preservar num núcleo museológico”, disse, acrescentando que a segunda fase do quartel prevê a criação de “uma nova área operacional e sala de operações e emergência”.

Os Bombeiros Municipais de Viana do Castelo, com a designação original de Companhia da Bomba, foram fundados a 22 de março de 1780. São o terceiro mais antigo corpo de bombeiros do país, logo a seguir aos Sapadores de Lisboa e Porto.

Na cerimónia, José Maria Costa anunciou ainda o arranque, no concelho, do programa ‘Aldeia Segura, Pessoas Seguras’ que o Governo lançou em 2018.

O autarca referiu que o concelho “tem identificados “sete lugares ou freguesias com índice de perigosidade mais elevado” de incêndios florestais e que “nesses lugares ou freguesias vão ser criados locais de abrigo a utilizar pelas populações em para situações emergência”.

“Dois jovens bombeiros que tiveram a formação nesta área vão iniciar, nos próximos tempos, a identificação desses locais e a formação dos habitantes”, especificou.

O programa Aldeias Seguras e Pessoas Seguras procura garantir uma maior proteção das aldeias em caso de incêndio, incentivar a consciência coletiva de que a proteção é uma responsabilidade de todos, apoiar o poder local na promoção da segurança, implementar estratégias de proteção das localidades face a incêndios rurais e sensibilizar as populações para a adoção de práticas que minimizem o risco de incêndio.

José Maria Costa revelou que a autarquia “lançar nova recruta” para formar 12 novos bombeiros para responder à “diminuição de recursos humanos ao serviço” da corporação que, “nos próximos anos vai ficar sem seis operacionais”.

Em dezembro de 2018, 12 novos bombeiros iniciaram a carreira no corpo municipal de Viana do Castelo, após terem concluído cerca de um ano de formação.

Os novos elementos, que iniciaram a carreira como bombeiros de terceira classe, tomaram posse numa sessão realizada em dezembro de 2018.

Os bombeiros municipais de Viana do Castelo contam com uma estrutura profissional constituída por mais de 50 operacionais.

Os bombeiros municipais “têm como função e objetivo principal o salvamento e proteção de pessoas e bens, tendo como área de atuação o Município de Viana do Castelo. No entanto, entram em campo sempre que solicitados pela estrutura da Autoridade Nacional de Proteção Civil”.

A corporação dispõe de veículos de combate a incêndios, veículos tanque, um veículo autoescada com trinta metros, ambulâncias de socorro, viaturas de socorro e assistência estratégica, veículo de comando, um de apoio a mergulhadores, veículos de apoio diverso e bote de socorro e resgate.

Em termos de capacidade intervenção, está preparado para incêndios, desobstrução e desencarceramento, matérias perigosas, salvamento em grande escala, ambiente subaquático e mergulho e ambientes de condições atmosféricas e anticorte.

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