Seguir o O MINHO

Aqui Perto

Mais de 45 mil assinaram já petição por causa de animais em Santo Tirso

Justiça pela falta de prestação de auxílio aos animais do canil cantinho 4 patas em Santo “

em

Foto: DR / Arquivo

Uma petição a pedir “justiça pela falta de prestação de auxílio aos animais do canil cantinho 4 patas em Santo Tirso”, consumido pelas chamas durante a madrugada de hoje, reuniu já mais de 45.000 assinaturas.


A petição ‘online’ afirma que os agentes da GNR e a proprietária do terreno, situado na Serra da Agrela, em Santo Tirso, “impediram o salvamento dos animais, negando auxílio enquanto ainda se podiam salvar”, adiantando que viviam no canil cerca de 150 animais de companhia.

“Esta situação não pode ficar impune”, afirma o texto, que gerou já dezenas de comentários de indignação, pedindo que “tanto a GNR como a proprietária venham a ser julgados em tribunal e punidos, pelos crimes de maus tratos aos animais de companhia, negligência, e falta de auxílio quando o poderiam ter feito”.

A GNR esclareceu hoje que a morte de animais no incêndio em Santo Tirso não se deveu ao facto de ter impedido o acesso ao local de populares, mas à dimensão do fogo e à quantidade de animais.

“É importante salientar que as consequências trágicas deste fogo não tiveram qualquer correspondência com o facto de a Guarda ter impedido o acesso ao local por parte dos populares. A essa hora, já tinham sido salvos os animais que foi possível salvar”, explica a GNR, em comunicado.

O PAN alertou hoje que o incêndio de grandes proporções em Santo Tirso, no distrito do Porto, atingiu dois abrigos de animais e refere que “dezenas de animais já morreram carbonizados”, apelando a mudanças na legislação.

Na sua página oficial da rede social Facebook, o partido refere que está a acompanhar a situação no local e acusa as autoridades de estarem a dificultar a retirada dos animais ainda com vida dos abrigos, “alegando tratar-se de propriedade privada”, e informa que “foi já solicitada, com caráter de urgência, a emissão de mandado judicial que permita o acesso aos abrigos e a apreensão cautelar dos animais”.

“Dezenas de cidadãos, organizações não-governamentais e associações de proteção animal prontificaram-se de imediato a prestar todo o auxílio necessário, sendo no entanto barradas tanto pela Câmara Municipal e respetivo veterinário municipal, como pelas proprietárias dos abrigos”, aponta o partido, que vai apresentar queixa ao Ministério Público e pedir a presença do ministro da Administração Interna no parlamento para pedir explicações.

A GNR afirma no comunicado que, na sequência do incêndio que se iniciou no sábado, numa zona florestal da freguesia de Sobrado, concelho de Valongo, e que se propagou para a freguesia de Agrela, no concelho de Santo Tirso, “foi consumido parte de um terreno, no qual se encontravam diversas instalações com cães”.

“Enquanto o incêndio deflagrava, ainda durante a tarde [de sábado], a ação da GNR foi essencial para permitir que tivessem sido resgatados, com vida, a maior parte dos cães. Lamentavelmente, a dimensão do fogo e a grande concentração de animais naquele local, impediram que tivesse sido possível resgatar todos os animais com vida, tendo sido recuperados alguns já sem vida”, lê-se na nota.

O comunicado acrescenta que “os bombeiros combateram o incêndio, conseguindo evitar que o espaço ardesse todo, havendo condições para que os restantes animais permanecessem no local até que se resolvesse a situação, sendo retirados apenas os animais feridos, por indicação do veterinário municipal”.

Mais tarde, segundo a GNR, já na fase de rescaldo do incêndio, “durante a madrugada, diversos populares pretenderam aceder ao terreno, situação para a qual a Guarda foi alertada pela proprietária do terreno”.

“Pelo facto de, àquela hora, já não existir urgência, uma vez que a situação estava já a ser tratada pelas entidades competentes e por se tratar de propriedade privada, os militares da Guarda impediram os populares de aceder ao espaço”, justifica esta força de segurança.

A GNR termina o comunicado dizendo que, “neste momento, está a ser efetuada uma inspeção ao local pelo veterinário municipal”.

A Lusa contactou a Câmara Municipal de Santo Tirso, que remeteu esclarecimentos para um comunicado a divulgar ainda hoje.

Anúncio

Aqui Perto

Freguesia de Montalegre cancela missas e feiras após seis casos de covid-19

Pandemia

em

Foto: DR

Missas, feiras e serviços públicos foram suspensos em Salto, concelho de Montalegre, e há uma turma da escola em isolamento, medidas tomadas depois de confirmados seis casos de Covid-19, segundo fontes da autarquia e dos bombeiros.
Quatro funcionárias do Lar Nossa Senhora do Pranto, em Salto, testaram positivo à Covid-19, bem como dois familiares (marido e filha) de uma delas, elevando para seis os casos confirmados naquela.

Ontem realizou-se um rastreio no lar, que é propriedade da Associação Borda D’Agua, aos 30 utentes, funcionários, elementos dos órgãos sociais e familiares directos, num total de 57 testes.

O presidente da Câmara de Montalegre, Orlando Alves, disse à agência Lusa que foram, entretanto, tomadas medidas de prevenção que “impeçam a disseminação descontrolada do vírus” e que passam pelo cancelamento por tempo indeterminado da feira de Salto que se realiza aos domingos, bem como de todas as actividades litúrgicas, como missas e ensaios do coro nesta freguesia.

Os serviços do polo do Ecomuseu de Salto também foram suspensos por tempo indeterminado, bem como a brigada da Câmara do Baixo Barroso, cujos elementos vão permanecer em isolamento ou vigilância, as vigílias e funerais ficam limitados a dez pessoas, restaurantes, bares e cafés da freguesia encerram às 23 horas

Na escola, após registo do caso positivo, todos os colegas de uma turma do 8.º ano foram ontem testados e estão em isolamento. Segundo a câmara, “o funcionamento das escolas está sob jurisdição da autoridade de aaúde que tutela e tem a situação sob controlo, cumprindo ao município dar o necessário apoio”.

Foi também cancelado o jogo de futebol Vilar de Perdizes – Salto.

As medidas foram tomadas ao abrigo do Plano Municipal de Emergência e Protecção Civil e depois de ouvida a Comissão Municipal de Proteção Civil.

“Cabe-me apelar à população de Salto e de todo o Barroso que tenha calma, nada de se entrar em pânico e que cada um procure cumprir com as normas emitidas pela DGS. Se todos assim fizermos estaremos em condições de ultrapassar esta contrariedade”, afirmou Orlando Alves.

A atuação está a ser feita em conjunto e envolve a autoridade de saúde, câmara, bombeiros, junta de freguesia, escolas e direcção do lar. “Estamos todos envolvidos para estancar o mais rápido possível esta situação e de forma a evitar a disseminação”, salientou.

O comandante dos bombeiros de Salto, Hernâni Carvalho, disse à Lusa que 36 operacionais vão ser testados na segunda-feira, numa iniciativa que partiu do comando e vai ser paga pela associação humanitária.

O responsável frisou que se trata de uma medida apenas de prevenção e que vão ser testados os voluntários que prestaram serviços nos últimos 15 dias.

Depois de conhecidos os resultados dos testes realizados ontem poderão ser tomadas mais medidas, estando a ser preparado um local alternativo para acolher os utentes do lar se se verificarem casos positivos.

Continuar a ler

Aqui Perto

Cai neve na Galiza (e pode nevar nos picos mais altos do Gerês)

Meteorologia

em

Foto: Twitter

A estrada OU-122, que atravessa o sul da Galiza, foi cortada temporariamente devido à queda de neve, no acesso de Fonte da Cova, em Carballeda de Valdeorras, um dos pontos mais altos da região de Ourense, que faz fronteira com o Minho.

A depressão Alex trouxe chuva e vento mas também a descida de temperatura, levando à formação de gelo e neve nos pontos mais altos do Norte peninsular. Naquela região espanhola, pelas 13:50 desta tarde, hora espanhola, foi necessário cortar aquela via para limpeza da neve.

Para além da zona de Fonte Cova, também a montanha de Cabeza de Manzaneda está coberta por um manto branco.

De acordo com as estações meteorológicas europeias, o alto da Nevosa, a 1.564 metros de altura, também poderá ser atingido pela neve, mas dificilmente será ao ponto de deixar a serra pintada de branco, uma vez que deverá derreter pouco depois.

A neve também poderá cair, ao longo do dia de hoje, no alto de Larouco, em Montalegre.

Continuar a ler

Aqui Perto

Condutor que atropelou jovem da Trofa em corrida ilegal indiciado por crime

Crime

em

Foto: Dr / Arquivo

O condutor de 32 anos que atropelou mortalmente um jovem da Trofa durante uma corrida ilegal na madrugada do passado sábado, na Maia, foi constituído arguido e indiciado pela prática de crime, disse a GNR.

Em declarações ao Jornal de Notícias, o oficial de relações públicas do comando do Porto da GNR confirmou que aquela polícia recolheu “outras informações” que levaram a que o condutor fosse constituído arguido e os factos remetidos a tribunal.

Na altura do acidente, a GNR registou a ocorrência como um acidente de viação com um ferido grave atropelado.

De acordo com a polícia, o condutor tinha sido identificado logo na altura do acidente.

A GNR assegura que irá patrulhar aquela zona, junto ao aeródromo da Maia, por se tratar “de uma área referenciada como problemática” no que diz respeito a ‘aceleras’.

Recorde-se que o jovem atropelado, Hugo Ramos, de 25 anos, morreu no domingo ao final da tarde, depois de estar mais de 24 horas em morte cerebral no Hospital de S. João, no Porto.

Continuar a ler

Populares