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Caminha

Mais de 400 mil euros de investimentos lançados em Caminha

Dinheiro para reabilitação urbana do centro histórico e valorização do território

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Foto: Divulgação / CM Caminha

O presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves, anunciou hoje à Lusa um investimento de mais de 400 mil euros em dois projetos municipais nas áreas da reabilitação urbana do centro histórico da vila e de valorização do território.

Em causa, segundo o autarca socialista, está uma empreitada de cerca de 340 mil euros, para a requalificação do centro histórico de Caminha está integrada no Plano de Ação de Regeneração Urbana (PARU), do concelho.

A intervenção, que deverá iniciar-se em fevereiro, “prevê a reabilitação e melhoramentos de pisos e infraestruturas subterrâneas na rua Ricardo Joaquim de Sousa, conhecida localmente como rua Direita, o largo doutor Luís Fetal Carneiro (em frente à sede da Junta de Freguesia), largo dos Combatentes e travessa do Tribunal.

O segundo projeto, designado “Caminha Power Wi-Fi”, prevê “um investimento de cerca de 70 mil euros e abrangerá, numa primeira fase, a praça sonselheiro Silva Torres (Terreiro), a praça Calouste Gulbenkian e a rua Direita.

Ao abrigo deste projeto “será criada uma aplicação móvel “CityFy Tourism” (IOS e Android) que incluirá um conjunto de informação para quem se deslocar a Caminha”.

Segundo Miguel Alves, o projeto “tem financiamento garantido através do programa Valorizar, lançado pela secretaria de Estado do Turismo, com o objetivo permitir que turistas e munícipes de visita pelo Centro Histórico de Caminha se possam ligar à rede sem fios de forma mais simples, mais fácil e sempre gratuita”.

Os contratos de financiamento dos dois projetos vão ser assinados, na sexta-feira, pelas 16:30, na biblioteca municipal de Caminha, com a presença anunciada do ministro da Economia, Pedro Siza Vieira.

Miguel Alves adiantou que, em Caminha, o governante irá participar, a partir das 18:00, numa reunião de trabalho com os Agrupamentos de Cooperação Territorial Galiza-Norte de Portugal e Rio Minho-Galiza.

“A oportunidade e potencial das relações transfronteiriças, o atual e o próximo quadro comunitário e os problemas específicos da vivência económica da raia vão estar em debate nesta reunião que juntará, não só as diversas entidades que compõe os Agrupamentos Europeus de Cooperação Territorial (AECT), mas também com a presença da secretária de Estado do Turismo, secretário de Estado da Economia, secretário de Estado da Defesa do Consumidor e secretário de Estado da Valorização do Interior.

“A visita do senhor ministro e de toda a equipa do Ministério da Economia vem premiar os números de excelência que Caminha e o Alto Minho vêm apresentando no crescimento do emprego e dos números do turismo. No caso de Caminha, atingimos o valor mais baixo de desempregados desde que há registo e, quanto à indústria do turismo, o número de hóspedes cresceu 87,7% nos últimos cinco anos”, destacou Miguel Alves.

Para o autarca socialista “só por si” aqueles números “justificam” a visita do ministro que “vem fazer mais, promover um investimento global de mais de 400 mil euros na qualificação física e imaterial do centro histórico de Caminha e debater, com os agentes de desenvolvimento local, os perigos e oportunidades de uma relação transfronteiriça viva e aberta”.

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Caminha

Padre “motard” enche igrejas nas primeiras missas em Valença

Depois de 10 anos em Caminha

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Foto: Facebook de Padre Ricardo

Após 10 anos em Caminha, Ricardo Esteves, conhecido como o “padre motard”, estreou-se este fim de semana nas freguesias de Valença que será responsável, e encheu os locais.

O padre celebrou a primeira missa em Boivão, quando até chegou a cometer uma pequena gafe ao trocar o nome de Valença por Caminha, sem incomodar em nada a assistência.

O padre Ricardo Esteves foi pároco nas freguesias de S. Martinho de Lanhelas, Sta. Eulália de Vilar de Mouros e S. Pedro de Seixas durante quatro anos, e apesar de uma petição com cerca de 1900 assinaturas a pedir a permanência, o reverendo foi transferido para as freguesias de Divino Salvador de Gandra, Sta Marinha de Taião, S. Félix de Sanfins, S. Tiago de Boivão e S. Cristóvão de Gondomil, no arciprestado de Valença.

O pároco, famoso por gostar de andar de mota, ir ao ginásio e sair à noite, mostrou-se ansioso por iniciar os novos projetos e disse que traz as antigas paróquias no coração.

Durante a missa de Boivão, o pároco garantiu que “não estou aqui para alterar nada, estou aqui para dar um pouco melhor de mim e para vos ajudar no que for necessário”.

O padre Ricardo Esteves foi substituído pelo padre Manuel Joaquim Rodrigues Pinto em Caminha.

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Alto Minho

Tartaruga gigante dá à costa em Vila Praia de Âncora

Caminha

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A carcaça de uma tartaruga gigante está desde esta segunda-feira na praia de Vila Praia de Âncora, concelho de Caminha, e ainda não foi retirada do local.

Foto: Jorge Simão Meira / O MINHO

Foto: Jorge Simão Meira / O MINHO

Foto: Jorge Simão Meira / O MINHO

Foto: Jorge Simão Meira / O MINHO

Foto: Jorge Simão Meira / O MINHO

O animal pertence a uma espécie de tartaruga sem carapaça e com pele mais sensível do que a humana.

A Polícia Marítima e a empresa Luságua já estão a par da situação e vão proceder à remoção do cadáver durante as próximas horas.

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Alto Minho

Câmara convida bancos em Caminha a proporem empréstimos para plano de recuperação financeira

Dois empréstimos, de médio e longo prazo, num total de quase 9,5 milhões

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Foto: Divulgação / Arquivo

A Câmara de Caminha convidou entidades bancárias, com balcão no concelho, a apresentarem proposta para dois empréstimos, de médio e longo prazo, para sustentar o plano de recuperação que a maioria socialista irá apresentar até ao fim do mês.

Em declarações, hoje à agência Lusa, o presidente daquela autarquia explicou que “o convite a enviar às entidades bancárias foi aprovado na segunda-feira em reunião camarária”, sendo que o montante global dos dois empréstimos ronda os 9,5 milhões de euros.

“Um dos empréstimos, no valor de 4,3 milhões de euros, destina-se a pagar dívida a fornecedores e para podermos realizar a totalidade do capital social da Polis Litoral Norte, que está em processo de liquidação. O outro empréstimo, no valor de 5,2 milhões euros, é para podermos comprar os 51% do capital social que os privados detêm na Parceria Público-Privada (PPP) das piscinas de Vila Praia de Âncora. Ambos os empréstimos deverão ser pagos em 14 anos”, explicou.

Segundo Miguel Alves, “estes empréstimos estão incluídos numa estratégia mais global que passa pela prossecução de um Plano de Saneamento Financeiro que devolva a autonomia e equilíbrio às contas municipais, condição fundamental para o futuro do concelho”.

Em causa, está, segundo Miguel Alves, o plano de recuperação financeira municipal, previsto na lei n.º53/2014, que irá apresentar ao executivo municipal, para resolver o “caos” que herdou do anterior executivo do PSD.

“Tivemos de aumentar receita (através do IMI, IRS e da fatura da água), diminuir despesa (com cortes em diversos sectores que têm permitido poupar mais de um milhão de euros, por ano, relativamente ao que acontecia nos mandatos do PSD e, agora, vamos avançar para a contração destes dois empréstimos que nos permitirão pagar aos fornecedores e adquirir a totalidade das piscinas de Vila Praia de Âncora, resolvendo um negócio ruinoso feito pelo PSD que custará 19 milhões de euros até 2033, se não fizermos nada”, disse.

Já o PSD na Câmara de Caminha, em comunicado, referiu que, “ao fim de seis anos de gestão socialista, a situação torna-se insustentável e Miguel Alves tem de recorrer a ajuda financeira para fazer face a mais de 13 milhões de dívidas a fornecedores”.

“Em reunião da câmara de 07 de outubro, os vereadores do PSD Caminha pediram ao presidente da câmara a relação atualizada dos encargos assumidos com fornecedores e ainda por pagar. Na listagem fornecida é possível constatar uma dívida a fornecedores no valor de 13.624.073,54 euros, e sem dinheiro em bancos”, refere a nota dos vereadores José Manuel Presa, Paulo Pereira e Liliana Silva.

Na nota, os vereadores social-democratas acrescentam que “se a câmara estivesse realmente mal quando o PSD saiu da governação em 2013, não deixaria mais de dois milhões de euros em depósitos, Miguel Alves não baixaria impostos e tarifas da água em 2014 e, ainda, não veríamos a situação financeira a agravar-se ano após ano, chegando à obrigatoriedade de recorrer ao saneamento financeiro após seis anos de governação”.

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