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Viana do Castelo

Mais de 30 animais mortos em 15 dias por matilha de cães vadios em Viana

Em quatro freguesias

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Foto: Ilustrativa / DR

Mais de 30 cabras e ovelhas foram mortas nos últimos 15 dias por uma matilha de cães vadios em quatro freguesias do concelho de Viana do Castelo, informou hoje à Lusa fonte da GNR.

Contactada pela agência Lusa, a fonte do Comando Territorial da GNR de Viana do Castelo revelou que “hoje, cerca das 11:00, foi denunciado um ataque por quatro cães vadios a um rebanho que se encontrava num terreno privado situado na União de Freguesias de Torre e Vila Mou, que resultou numa ovelha ferida”.

Na quarta-feira, adiantou a fonte da GNR, foi reportado por “um habitante da aldeia de Moreira de Geraz do Lima, novo ataque, por cinco cães vadios a um rebanho que se encontrava num terreno agrícola vedado, tendo sido mortas dez cabeças de gado”.

“Foi solicitada a presença dos militares do posto de Lanheses para tomarem conta da ocorrência”, afirmou aquela fonte.

No dia 08 de fevereiro, o ataque denunciado à GNR ocorreu em São Salvador da Torre, por quatro cães, que feriram duas ovelhas”.

De acordo com os registos da GNR, no dia 04 de fevereiro, em Nogueira, foi formalizada nova denúncia de um ataque de cães que matou dez animais e feriu três”.

O primeiro caso registado este mês ocorreu na madrugada de 31 de janeiro para 01 de fevereiro, resultando na morte de 17 cabras numa exploração agrícola em Geraz do Lima, Viana do Castelo.

Na altura, em resposta escrita a um pedido de esclarecimento enviado pela agência Lusa, fonte do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) afastou a hipótese de um ataque de lobos, quer pelos “ferimentos” que o gado caprino apresentava, quer por “outros indícios” recolhidos no local, por uma equipa de “vigilantes da natureza”.

“Os ferimentos, bem como outros indícios existentes, não são compatíveis com um ataque por parte de lobos. Tudo aponta para que a causa destas mortes esteja relacionada com um ataque de cães assilvestrados”, sustenta o ICNF.

A “corroborar” aquela “convicção”, acrescenta o instituto público, “há notícia de outros ataques semelhantes que ocorreram na região, nos quais algumas testemunhas oculares relataram terem visto cães a atacarem rebanhos”.

Por não estar relacionada com ataques de lobos, os proprietários da exploração agrícola na aldeia de Santa Maria de Geraz do Lima, Viana do Castelo, não terão direito a indemnização.

“O ICNF continua a acompanhar estas ocorrências e a diligenciar no sentido de investigar as causas dos ataques de animais selvagens a rebanhos, promovendo a indemnização dos proprietários sempre que se apura que a causa da morte está relacionada com ataques de lobos, o que neste caso não ocorreu”, reforça a nota enviada à Lusa.

A morte de 17 cabras ocorreu durante a madrugada. Os militares do posto da GNR de Lanheses deslocaram-se ao local e tomaram conta da ocorrência.

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Viana do Castelo

Voluntários fazem nascer hospital de retaguarda com 50 camas em Viana

Covid-19

em

Foto: Divulgação

Uma semana bastou a cerca de uma centena de voluntários de Viana do Castelo para pôr de pé um hospital preparado para receber doentes de covid-19, em recuperação, através de uma rede de solidariedade que mobilizou várias freguesias.

O distanciamento social imposto pela pandemia não travou o “querer” da solidariedade de voluntários recrutados em grupos folclóricos, nos escuteiros e a que se juntam sacerdotes, enfermeiros e médicos, no ativo e reformados, bem como empresários, que nos “bastidores” deram “corpo” a uma operação coordenada pela Liga dos Amigos do Hospital de Viana do Castelo (LAHSL).

Em oito dias o pavilhão gimnodesportivo do seminário diocesano da capital do Alto Minho foi transformado numa enfermaria com 50 camas, refeitório e instalações sanitárias.

“Apenas estamos a dar corpo a um ato de singela solidariedade, juntando um conjunto de esforços de pessoas com capacitações e experiências distintas que se uniram num objetivo comum de criar uma estrutura de apoio que fortaleça a capacidade de resposta do nosso hospital à doença que a todos nos atinge”, diz Rosa Mimoso.

Enfermeira na Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), Rosa Mimoso colabora “há anos” com Liga e, desta vez, também disse “presente” para ajudar na “preparação física” do hospital.

“Estarei disponível daqui por diante também para, com a ULSAM, participar na dimensão técnica de enfermagem que os doentes que vierem a ser aqui internados necessitarem”, garantiu.

A partir de hoje, o hospital de retaguarda está pronto a ser dotado das condições “técnicas” necessárias ao acompanhamento dos doentes de covid-19, missão da responsabilidade da ULSAM.

O “temor” de que as camas previstas no plano de contingência da região “pudessem ser insuficientes face à expansão da pandemia” levou o mentor do projeto, Defensor Moura, a deitar mãos à obra. O apoio do bispo da diocese, Anacleto Oliveira, colocou em marcha a operação que começou pela recolha de camas, colchões, almofadas e lençóis.

“A história dos lençóis é muito curiosa: uma dirigente da Liga lembrou-se de uma costureira de Geraz do Lima que, em tempos, nos tinha ajudado. Contactou-se a senhora que prontamente arranjou mais de 500 metros de pano, numa fábrica de Barroselas. Depois faltava quem cortasse o tecido e o tecido foi parar a uma fábrica de bandeiras em Vila Mou. Já cortado, voltou a Moreira de Geraz do Lima para ser cosido. Agora está aqui, nestas 50 camas, resultantes de todas estas solidariedades”, afirmou Defensor Moura, médico especialista em medicina interna, já reformado.

Os 75 anos de idade do antigo presidente da Câmara de Viana do Castelo colocam-no no grupo de risco da pandemia de covid-19. Consciente do perigo, não pensou duas vezes: “Não podia ficar parado em casa a cumprir confinamento domiciliário. Tenho o meu filho e sobrinhos, todos médicos, na linha da frente. Era impossível não fazer nada”, desabafou o fundador da Liga.

Sem contactos pessoas, conheceu novas pessoas, “todas prontas a ajudar”, através das “dezenas e dezenas” de telefonemas diários que efetuou para conseguir reuniu o material necessário.

Da mesma maneira “convocou voluntários” e à chamada responderam os escuteiros e o Grupo Etnográfico da Areosa (GEA), os Grupos Folclóricos de Alvarães e de Perre e tantos outros que se foram juntando ao projeto”.

Já no “terreno”, o pavilhão gimnodesportivo, munido de uma máscara e cumprimento o distanciamento de segurança, participou na montagem da estrutura, concluída no sábado, “precisamente oito dias depois” de iniciado o projeto.

Além do hospital, 15 dias bastaram à Liga para juntar mais de 100 mil euros que vão “ajudar a ULSAM a pagar dez ventiladores já encomendados”.

“Já comunicámos ao conselho de administração da ULSAM que temos dinheiro para comparticipar os 10 primeiros ventiladores. A campanha de angariação de fundos vai continuar porque os ventiladores não são os únicos equipamentos necessários”, frisou.

Parceira no projeto do hospital e na angariação de fundos, a diocese de Viana do Castelo ficou “surpreendida” com o montante reunido por “padres e paroquianos”.

“O resultado surpreendeu, quer pela adesão das pessoas, quer pelo montante reunido, em mais de 47 mil euros. Já foram transferidos para a Liga 45 mil para ajudar a pagar os 10 ventiladores” afirmou o padre José Domingos Gomes.

O reitor do seminário diocesano destacou ainda que, “desde a primeira hora”, a diocese disponibilizou os seus “recursos físicos e humanos” para um “combate sem igual”.

“Temos disponíveis 50 quartos individuais no Centro Pastoral Paulo VI, destinados a profissionais de saúde com necessidade de isolamento, e mais 10 quartos e uma camarata com 24 camas no seminário diocesano, prontos para o que fizer falta”, especificou.

Segundo o último balanço da DGS, Portugal regista 295 mortes e 11.278 casos de infeções pelo novo coronavírus, responsável pela doença covid-19.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, está em estado de emergência até ao final do dia 17 de abril.

O novo coronavírus já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 68 mil.

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Alto Minho

Politécnico de Viana do Castelo desenvolve protótipo de ventilador

Covid-19

em

Foto: IPVC

O Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), em parceira com empresas nacionais da região e a Universidade Estadual Paulista desenvolveu um protótipo de ventilador mecânico, de baixo custo, para responder à covid-19, informou hoje a instituição.

“O primeiro protótipo e a prova de conceito experimental, recorrendo a um simulador humano, foram já realizados com sucesso na Escola Superior de Saúde (ESS) do IPVC. Neste momento, o grupo encontra-se a melhorar e afinar a solução desenvolvida, bem como a preparar testes mais rigorosos que permitam caracterizar o desempenho do sistema em termos de pressão e fluxo de ar com o objetivo de validar a sua performance clínica”, adianta a nota hoje enviada à agência Lusa.

O projeto foi desenvolvido “por um grupo de trabalho multidisciplinar nas áreas da engenharia, ‘design’ e saúde, com vista ao desenvolvimento rápido e simplificado de um ventilador mecânico de baixo-custo para situações urgentes, de resposta a? situação epidemiológica causada pelo novo coronavírus”.

“O conceito adotado assenta na utilização de materiais e componentes de baixo-custo, de uso generalizado e facilmente acessíveis, aplicados no acionamento mecânico de uma Unidade Manual de Respiração Artificial (AMBU) e na monitorização e controlo dos principais parâmetros clínicos, necessários para a sua utilização na ventilação mecânica invasiva e não-invasiva em ambiente hospitalar”, especifica a nota.

Para as fases seguintes do projeto, defende o IPVC, “é fundamental o envolvimento mais próximo das entidades nacionais reguladoras de saúde e clínicos utilizadores finais do sistema, de forma a possibilitar a demonstração do protótipo em ambiente hospitalar e definir enquadramento legal da solução que permitam, posteriormente, planear a sua produção em quantidade e uma utilização alargada face à atual situação de emergência nacional”.

Com cerca de cinco mil alunos, o IPVC tem seis escolas – de Educação, Tecnologia e Gestão, Agrária, Enfermagem, Ciências Empresariais, Desporto e Lazer -, ministrando 28 licenciaturas, 40 mestrados, 34 Cursos de Técnicos Superiores Profissionais (CTESP) e outras formações de caráter profissionalizante.

Além das escolas superiores de saúde, educação e tecnologia e gestão, situadas em Viana do Castelo, o IPVC tem escolas superiores instaladas em Ponte de Lima (Agrária), Valença (Ciências Empresariais) e Melgaço (Desporto e Lazer).

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 54 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 246 mortes, mais 37 do que na véspera (+17,7%), e 9.886 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 852 em relação a quinta-feira (+9,4%).

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, mantém-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

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Alto Minho

Alto Minho adquire primeiros 500 testes para lares de idosos

Covid-19

em

Foto: CMVC / Arquivo

O presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho anunciou hoje à Lusa a aquisição, numa primeira fase, de 500 testes de rastreio da covid-19, destinados às Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) com lares e residências para idosos.

Segundo José Maria Costa, a decisão foi tomada numa reunião dos dez concelhos do distrito de Viana do Castelo que integram aquela estrutura, destinada a avaliar a situação da pandemia de covid-19.

No encontro, o segundo realizado esta semana, com recurso a videoconferência, participaram o presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), o delegado distrital de Saúde Pública e a diretora do centro distrital da Segurança Social.

Segundo o socialista que também preside à Câmara de Viana do Castelo, a decisão de avançar com a compra dos testes resultou das “dificuldades” sentida na região de acesso àquele rastreio, bem como aos Equipamentos de Proteção Individual (EPI), “sobretudo por parte instituições de acolhimento de idosos”.

“A CIM do Alto Minho vai adquirir, numa primeira fase, 500 testes para as IPSS de acolhimento de idosos. Os testes serão para os utentes e profissionais, sendo que serão realizados sob orientação e prescrição do delegado de saúde distrital”, frisou José Maria Costa.

Face à “dificuldade” na obtenção de testes, o responsável adiantou ter contactado a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social que “operacionalizou uma articulação entre o Instituto de Medicina Molecular (IMM) e o Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) com vista à realização dos testes por parte daquele instituto politécnico”.

“Fruto também da reunião de hoje e da articulação estabelecida o IPVC estará em condições de efetuar a fase laboratorial dos testes covid-19, já no final da próxima semana. Na quarta ou quinta-feira da próxima semana, sendo que neste momento decorrem trabalhos de estruturação dos procedimentos regulamentares para iniciar esse serviço”, especificou.

A CIM do Alto Minho decidiu ainda, “após a verificação da dificuldade de muitas IPSS do Alto Minho em adquirirem EPI para proteção dos profissionais que operam nos lares ou unidades de cuidados a doentes, articular com os diversos municípios a aquisição desses equipamentos de acordo com as normas identificadas pela autoridade de saúde”, acrescentou.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 54 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 246 mortes, mais 37 do que na véspera (+17,7%), e 9.886 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 852 em relação a quinta-feira (+9,4%).

Dos infetados, 1.058 estão internados, 245 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 68 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, mantém-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

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