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Viana do Castelo

Mais de 24 mil habitantes de Viana já têm baldes de compostagem de resíduos

Projeto “Viana Abraça”

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Foto: DR / Arquivo

Mais de 24 mil habitantes da zona urbana de Viana já dispõem de baldes domésticos para compostagem de resíduos orgânicos, tendo sido instalados 264 contentores de deposição de biorresíduos alimentares, informou, esta sexta-feira, a Câmara local.

Em comunicado enviado à imprensa, o município explicou que a distribuição daqueles baldes, iniciada em julho e abrangendo um total de 8.878 famílias da cidade, permitiu recolher, desde janeiro, “mais de 80 mil quilogramas de restos de preparação e de confeção de refeições”.

Em causa está o projeto Viana Abraça, lançado pela Câmara e pelos Serviços Municipalizados de Saneamento Básico de Viana do Castelo (SMSBVC), em 2018, e que visa “incentivar a separação e compostagem doméstica de resíduos orgânicos”.

Aquele projeto inclui o eixo rural, já concluído, que visou “incentivar a prática da compostagem doméstica”, e o urbano, em curso, que “pretende potenciar a separação doméstica de resíduos orgânicos”.

Segundo dados que constam do sítio na Internet da Câmara de Viana, o concelho de Viana do Castelo tem cerca de 91 mil habitantes.

O primeiro eixo daquele projeto municipal, iniciado em julho de 2018, “já terminou com um total de 7.372 aderentes, levando à instalação de 7.707 kits com o objetivo de contribuir para a minimização da deposição de resíduos orgânicos em aterro, através da sua prevenção e valorização domésticas mediante a prática da compostagem”.

O segundo eixo do Viana Abraça “prevê a instalação de 480 contentores de deposição seletiva de resíduos orgânicos alimentares na cidade e a oferta de 22.000 baldes domésticos para a separação desses resíduos”.

“Até ao momento, foram instalados 264 contentores de deposição seletiva de biorresíduos alimentares e captadas 8.878 famílias no projeto, que correspondem a mais de 24.000 habitantes da área urbana de Viana”, explica a nota da autarquia.

O município adianta que o eixo rural, já terminado, “registou uma taxa global de adesão de 83% dos utilizadores contactados com sucesso no período de execução compreendido entre julho de 2018 e outubro de 2019”.

“O sistema de gestão de resíduos sólidos urbanos registou pela primeira vez, num contexto de expansão económica, uma variação negativa da deposição de resíduos urbanos em aterro, a que se junta um incremento de 32% da recolha seletiva porta-a-porta de biorresíduos e um incremento de 12% na recolha seletiva multimaterial”, sustenta a autarquia.

Segundo o município, a adesão da população à recolha seletiva de resíduos orgânicos resulta “no desvio de resíduos orgânicos do aterro e, consequentemente, no aumento da atribuição de benefícios sociais às instituições do concelho”.

“Por cada euro poupado com a compostagem doméstica e a recolha seletiva de orgânicos na zona urbana, a Câmara Municipal de doa outro euro para solidariedade. O total do valor arrecadado resulta na aquisição de bens que ajudam a melhorar o funcionamento de instituições de solidariedade social de Viana”, especifica a nota.

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Alto Minho

Politécnico de Viana do Castelo desenvolve protótipo de ventilador

Covid-19

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Foto: IPVC

O Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), em parceira com empresas nacionais da região e a Universidade Estadual Paulista desenvolveu um protótipo de ventilador mecânico, de baixo custo, para responder à covid-19, informou hoje a instituição.

“O primeiro protótipo e a prova de conceito experimental, recorrendo a um simulador humano, foram já realizados com sucesso na Escola Superior de Saúde (ESS) do IPVC. Neste momento, o grupo encontra-se a melhorar e afinar a solução desenvolvida, bem como a preparar testes mais rigorosos que permitam caracterizar o desempenho do sistema em termos de pressão e fluxo de ar com o objetivo de validar a sua performance clínica”, adianta a nota hoje enviada à agência Lusa.

O projeto foi desenvolvido “por um grupo de trabalho multidisciplinar nas áreas da engenharia, ‘design’ e saúde, com vista ao desenvolvimento rápido e simplificado de um ventilador mecânico de baixo-custo para situações urgentes, de resposta a? situação epidemiológica causada pelo novo coronavírus”.

“O conceito adotado assenta na utilização de materiais e componentes de baixo-custo, de uso generalizado e facilmente acessíveis, aplicados no acionamento mecânico de uma Unidade Manual de Respiração Artificial (AMBU) e na monitorização e controlo dos principais parâmetros clínicos, necessários para a sua utilização na ventilação mecânica invasiva e não-invasiva em ambiente hospitalar”, especifica a nota.

Para as fases seguintes do projeto, defende o IPVC, “é fundamental o envolvimento mais próximo das entidades nacionais reguladoras de saúde e clínicos utilizadores finais do sistema, de forma a possibilitar a demonstração do protótipo em ambiente hospitalar e definir enquadramento legal da solução que permitam, posteriormente, planear a sua produção em quantidade e uma utilização alargada face à atual situação de emergência nacional”.

Com cerca de cinco mil alunos, o IPVC tem seis escolas – de Educação, Tecnologia e Gestão, Agrária, Enfermagem, Ciências Empresariais, Desporto e Lazer -, ministrando 28 licenciaturas, 40 mestrados, 34 Cursos de Técnicos Superiores Profissionais (CTESP) e outras formações de caráter profissionalizante.

Além das escolas superiores de saúde, educação e tecnologia e gestão, situadas em Viana do Castelo, o IPVC tem escolas superiores instaladas em Ponte de Lima (Agrária), Valença (Ciências Empresariais) e Melgaço (Desporto e Lazer).

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 54 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 246 mortes, mais 37 do que na véspera (+17,7%), e 9.886 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 852 em relação a quinta-feira (+9,4%).

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, mantém-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

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Alto Minho

Alto Minho adquire primeiros 500 testes para lares de idosos

Covid-19

em

Foto: CMVC / Arquivo

O presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho anunciou hoje à Lusa a aquisição, numa primeira fase, de 500 testes de rastreio da covid-19, destinados às Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) com lares e residências para idosos.

Segundo José Maria Costa, a decisão foi tomada numa reunião dos dez concelhos do distrito de Viana do Castelo que integram aquela estrutura, destinada a avaliar a situação da pandemia de covid-19.

No encontro, o segundo realizado esta semana, com recurso a videoconferência, participaram o presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), o delegado distrital de Saúde Pública e a diretora do centro distrital da Segurança Social.

Segundo o socialista que também preside à Câmara de Viana do Castelo, a decisão de avançar com a compra dos testes resultou das “dificuldades” sentida na região de acesso àquele rastreio, bem como aos Equipamentos de Proteção Individual (EPI), “sobretudo por parte instituições de acolhimento de idosos”.

“A CIM do Alto Minho vai adquirir, numa primeira fase, 500 testes para as IPSS de acolhimento de idosos. Os testes serão para os utentes e profissionais, sendo que serão realizados sob orientação e prescrição do delegado de saúde distrital”, frisou José Maria Costa.

Face à “dificuldade” na obtenção de testes, o responsável adiantou ter contactado a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social que “operacionalizou uma articulação entre o Instituto de Medicina Molecular (IMM) e o Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) com vista à realização dos testes por parte daquele instituto politécnico”.

“Fruto também da reunião de hoje e da articulação estabelecida o IPVC estará em condições de efetuar a fase laboratorial dos testes covid-19, já no final da próxima semana. Na quarta ou quinta-feira da próxima semana, sendo que neste momento decorrem trabalhos de estruturação dos procedimentos regulamentares para iniciar esse serviço”, especificou.

A CIM do Alto Minho decidiu ainda, “após a verificação da dificuldade de muitas IPSS do Alto Minho em adquirirem EPI para proteção dos profissionais que operam nos lares ou unidades de cuidados a doentes, articular com os diversos municípios a aquisição desses equipamentos de acordo com as normas identificadas pela autoridade de saúde”, acrescentou.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 54 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 246 mortes, mais 37 do que na véspera (+17,7%), e 9.886 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 852 em relação a quinta-feira (+9,4%).

Dos infetados, 1.058 estão internados, 245 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 68 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, mantém-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

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Alto Minho

Viana serve quase duas mil refeições em duas semanas de estado de emergência

Covid-19

em

Foto: Ilustrativa / DR

A Câmara de Viana do Castelo informou hoje que, em duas semanas de estado de emergência, serviu 1.889 refeições a alunos e famílias carenciados, profissionais de saúde, forças de segurança e bombeiros.

Em comunicado enviado às redações, o município especificou que, do total de refeições, 517 foram servidas a alunos com escalão, 340 a famílias com dificuldades e 1.032 a profissionais de saúde, forças de segurança e bombeiros.

A autarquia acrescentou que foram entregues às Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) do concelho 10 mil máscaras P1 e cinco mil pares de luvas, e que foram atendidos 247 pedidos nas Linhas de Apoio Social, devidamente encaminhados para instituições ou tratados pelos voluntários municipais.

Portugal regista hoje 246 mortes associadas à covid-19, mais 37 do que na quinta-feira, e 9.886 infetados (mais 852), segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de quinta-feira, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes (131), seguida da região Centro (61), da região de Lisboa e Vale do Tejo (51) e do Algarve, em que hoje se mantém o mesmo número de mortos (3) e se registou a primeira morte no Alentejo.

Relativamente a quinta-feira, em que se registavam 209 mortes, hoje observou-se um aumento de 17,7% (mais 37).

De acordo com os dados da DGS, há 9.886 casos confirmados, mais 852, um aumento de 9,4% face a quinta-feira.

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