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Alto Minho

Mais de 230 movimentos cívicos e académicos querem Bruxelas a reavaliar mineração

Ambiente

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Mais de 230 organizações cívicas, plataformas comunitárias e académicos apelaram hoje à União Europeia (UE) para “alinhar os planos de aprovisionamento” de metais e minerais “com os interesses do planeta, das comunidades e do clima”.


O apelo foi enviado à agência Lusa pela MiningWatch Portugal, uma rede independente de monitorização criada para apoiar a sociedade civil e comunidades locais confrontadas com projetos de mineração, para quem “o saque desesperado da Europa por mais matérias-primas tem de parar”.

A carta aberta enviada à Comissão Europeia (CE) surge “no âmbito do lançamento da Aliança Europeia para Matérias Primas, que tem lugar hoje em Bruxelas”, e pretende a “reavaliação urgente dos planos de Bruxelas relativamente ao aprovisionamento” das designadas “matérias primas críticas”, necessárias à Europa “para implementar transições energéticas, industriais e militares”.

De acordo com a MiningWatch, das 234 organizações que subscreveram o documento, 21 são movimentos cívicos e académicos portugueses, entre os quais se encontram os Guardiões da Serra da Estrela, Povo e Natureza do Barroso ou os Unidos em Defesa de Covas do Barroso.

Para um “transformação verdadeiramente justa e equitativa para um futuro de energia 100% renovável, e uma economia dentro de limites ambientais”, é preciso que os país ricos reduzam “o seu consumo de recursos” e respeitem “o direito das comunidades de dizer não à mineração “, sustenta Meadhbh Bolger, ativista de Justiça dos Recursos e Novas Economias da Friends of the Earth Europe.

“Não é com minas que sairemos da crise climática. A CE precisa de estabelecer e implementar políticas para uma transição de baixa energia e baixo uso de materiais na Europa, focando muito mais na redução da procura, na reciclagem e em contribuir com uma parcela justa de apoio às nações do hemisfério sul”, alerta o coordenador europeu da rede ‘Sim à Vida, Não à Mina’, Hal Rhoades.

A carta enviada à CE avisa que “planos para intensificar a extração de recursos para corresponder a uma procura crescente, se implementados, colocarão em risco as comunidades, a biodiversidade e até mesmo a ação climática”.

“Os últimos estudos científicos mostram que os planos para expandir globalmente a mineração para ir ao encontro do enorme crescimento projetado para a procura de minerais e metais, em parte impulsionado por transições para energias renováveis, poderia minar os esforços de mitigação das mudanças climáticas através da destruição de ecossistemas biodiversificados”, acrescenta.

Para Teresa Fontão, geóloga e membro do Movimento SOS Serra D’Arga, “é urgente considerar que recursos são realmente essenciais, e como podem ser obtidos de uma forma mais responsável, com menos desperdício e com menos impacto nos seres humanos, na natureza e no clima”.

“É urgente lembrar os 3 Rs, e acrescentar-lhes mais um: Reavaliar – recursos, metodologias e paradigmas, e sobretudo o modo como vivemos e impactamos em tudo e todos que nos rodeiam. Queremos um novo paradigma, e até lá queremos o direito de dizer não à mineração selvagem”, frisou.

Entre os signatários portugueses da carta estão a Corema – Associação de Defesa do Património, GPSA, os movimentos ContraMinera Beira Serra, de Defesa do Ambiente e Património do Alto Minho, SOS Serra d’Arga, SOS Terras do Cávado, Plataforma para el Ordenamento Territorial, SOS – Serra da Cabreira, Sciaena Portugal, Comunidade de Covas do Barroso, Portugal Unido Pela Natureza e os Guardiões da Serra da Estrela.

Gustavo Garcia López, do Centro de Estudos Sociais (CES), e Ana Maria Ângelo Marques da Silva, do Centro de Literatura Portuguesa (CLP) da Universidade de Coimbra estão entre os académicos que subscrevem a carta aberta.

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Alto Minho

Lar de Caminha pede brigada de intervenção rápida após surto com 46 infetados

Covid-19

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Foto: DR

A direção lar do Bom Jesus dos Mareantes, em Caminha, requereu à Segurança Social uma Brigada de Intervenção Rápida para fazer face ao surto de covid-19 que infetou 37 utentes e nove funcionários, revelou hoje o presidente da Câmara.

Em declarações à agência Lusa, o socialista Miguel Alves informou que “a equipa, constituída por um médico e quatro assistentes operacionais, deverá apresentar-se na instituição na terça-feira”.

“Face às dificuldades que enfrenta por falta de recursos humanos, a direção do lar solicitou à Segurança Social uma Brigada de Intervenção Rápida”, referiu.

O autarca garantiu que o município de Caminha, no distrito de Viana do Castelo, “vai suportar as despesas com as dormidas dos cinco elementos da Brigada de Intervenção Rápida”.

“A instituição não solicitou pessoal de enfermagem. Estará bem servida nessa área”, referiu.

Segundo Miguel Alves, “dos 37 utentes infetados com o novo coronavírus, dois estão internados no hospital, mas não apresentam, até agora, um quadro clínico complexo”.

O autarca adiantou que “três funcionárias que tinham testado negado apresentaram hoje alguns sintomas”.

Surto infeta 37 utentes e nove funcionários em lar de Caminha

“As três funcionárias ficaram em casa e vão voltar a ser testadas”, acrescentou.

De acordo com os números avançados no domingo por Miguel Alves, dos 63 utentes testados, na última sexta-feira, 37 estão infetados e 26 negativos.

Do total de 36 funcionários da instituição, nove testaram positivo e 27 negativo.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.255.803 mortos em mais de 50,3 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.959 pessoas dos 183.420 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Alto Minho

Criança de 10 anos atropelada junto à escola em Arcos de Valdevez

Acidente

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Foto: Bombeiros de Arcos de Valdevez

Um menino de 10 anos foi atropelado, na tarde desta segunda-feira, junto à EB 2,3 de Arcos de Valdevez. A criança sofreu ferimentos ligeiros e foi transportada pelos Bombeiros de Arcos de Valdevez para o Hospital de Viana.

O alerta foi dado pelas 16:43.

Os Bombeiros de Arcos de Valdevez mobilizaram dois operacionais e uma viatura.

A GNR registou a ocorrência.

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Alto Minho

Grávida de 12 semanas encontrada morta em casa em Ponte da Barca

Óbito

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Uma mulher de 37 anos, grávida de três meses, foi encontrada morta, na tarde desta segunda-feira, na sua residência, em Grovelas, Ponte da Barca.

Os Bombeiros de Arcos de Valdevez, que mobilizaram uma equipa para o local, ainda fizeram manobras de reanimação.

Acorreram ao local também a SIV de Arcos de Valdevez e a VMER de Viana do Castelo.

O óbito foi declarado no local.

A GNR esteve no local e não há quaisquer indícios de crime.

Deverá ter-se tratado de doença súbita.

Contudo, o corpo foi transportado para o Instituto de Medicina Legal, para ser autopsiado e serem conhecidas as razões da morte.

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