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Região

GNR de Braga apreendeu 14 automóveis, 300 mil euros e cinco quilos de ouro

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Foto: O MINHO

A GNR anunciou hoje a apreensão de 14 automóveis, cerca de 300 mil euros e cinco quilos de ouro, no âmbito de uma investigação por furtos em residências e veículos nos distritos de Braga, Porto e Viana do Castelo.


ATUALIZAÇÃO: Agente da PSP de Ponte de Lima suspenso por indícios de associação criminosa

Em comunicado, a GNR confirmou ainda que a operação resultou na detenção de oito homens e uma mulher, com idades compreendidas entre os 27 e os 48 anos.

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Um advogado do processo disse à Lusa que um dos detidos é um agente da PSP de Ponte de Lima e que um dos furtos teve como alvo a residência do cantor popular Delfim Júnior, de Arcos de Valdevez.

No comunicado emitido esta terça-feira, a GNR refere que, no âmbito da investigação, desenvolvida pelo Núcleo de Investigação Criminal de Braga, apurou que os suspeitos “vigiavam as vítimas, recolhendo informações dos seus hábitos quotidianos”.

Entre domingo e segunda-feira, foram realizadas 22 buscas domiciliárias e 15 não domiciliárias, incluindo a viaturas e a uma embarcação.

A operação resultou ainda na apreensão de oito motociclos, seis bicicletas, joias e relógios “de elevado valor”, duas armas de fogo, uma réplica de revólver, munições e aerossóis, telemóveis, computadores portáteis, televisões, quadros de arte, eletrodomésticos, dispositivos de comunicação móveis, localizadores GPS e inibidores de frequências.

A operação foi realizada em colaboração com a Polícia Judiciária e a PSP.

A GNR mobilizou 175 elementos, entre os quais efetivos do Grupo de Intervenção de Operações Especiais e do Destacamento de Intervenção do Porto.

Os suspeitos começaram na segunda-feira a ser ouvidos no Tribunal de Braga, em primeiro interrogatório judicial, diligência que prossegue ao longo desta terça-feira.

No final, serão conhecidas as medidas de coação.

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Braga

Já há uma aplicação móvel para reservar lugar nas missas em Braga

Covid-19

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Sé de Braga. Foto: Arquidiocese de Braga

Devido às limitações criadas pela pandemia de covid-19, os criadores da Kyrios Chms, aplicação móvel de gestão de paróquias, criou uma nova funcionalidade que permite a inscrição prévia nas missas e já está a ser usada na Arquidiocese de Braga.


No site da Arquidiocese de Braga, é explicado que a novidade mais pedida pelos utilizadores do Kyrios Chms, nesta fase de pandemia, foi uma ferramenta que permitisse a inscrição de paroquianos nas eucaristias de forma simples e que, ao mesmo tempo, simplificasse a vida a quem tem de gerir essas mesmas inscrições.

“Percebemos que haja quem não goste do sistema de inscrições, mas a verdade é que mais vale a pena uma pessoa inscrever-se e garantir o seu lugar do que depois chegar à igreja e não poder participar na missa por falta de vaga. Aliás, nós conhecemos pessoas que, no fim-de-semana passado, nem sequer chegaram a tentar ir, precisamente por não terem a certeza de conseguirem um lugar. Havendo inscrições, as pessoas já sabem se podem ir”, afirma Nelson Rodrigues, diretor da Peakit, empresa parceira no projecto Kyrios.

A nova funcionalidade permite, entre outras coisas, gerir prioridades entre paroquianos e notificá-los sobre as vagas existentes.

Funcionamento

No software Kyrios já se encontra disponível no menu “eventos” um separador com o nome “inscrições”. É a partir desse campo que são geridas as inscrições feitas ou a fazer, no caso de paroquianos que não instalem a aplicação e prefiram fazer a sua inscrição por telefone, explica a Arquidiocese de Braga no seu site.

Vídeo explica como usar a aplicação.

A funcionalidade permite também à equipa de acolhimento que está de serviço fazer a validação de presenças.
As presenças ou ausências ficarão associadas ao perfil do paroquiano que fez a inscrição, dados que poderão ser importantes na hora de definir prioridades numa eucaristia posterior.

Assim que as inscrições estiverem fechadas, a paróquia pode notificar todos os inscritos de uma vez só.

“O objetivo foi mesmo simplificar a vida a quem está a gerir as inscrições. Se já utilizam o Kyrios, é menos uma ferramenta que têm de dominar, menos uma coisa para aprender. Se ainda não utilizam, nada como experimentarem e perceberem como é intuitivo”, avança o diretor da Peakit.

“Objectivo das inscrições é organizar e nunca vetar”

Miguel Ângelo Oliveira, pároco de Tenões, Nogueiró e S. Pedro d’Este, já começou a testar a nova função, ainda pouco utilizada.

“Esta semana vieram poucas pessoas à missa. Algumas estão doentes, outras pertencem a grupos de risco e ainda não se sentem seguras, outras preferiram aguardar e tentar perceber como se iam desenrolar as coisas. Penso que aos poucos virão cada vez mais pessoas à eucaristia e não quero ser surpreendido por uma grande afluência que me obrigue a negar a entrada a alguém”, afirma, citado no site da Arquidiocese de Braga.

Como usar a aplicação Kyrios Chms para reservar lugar na missa.

“Temos de perceber que o objetivo das inscrições é mesmo o de organizar e nunca vetar. Se, por exemplo, eu vir que tenho demasiadas inscrições, posso sempre mudar o local onde decorrerá a eucaristia de forma a poder acomodar toda a gente. Se vir que tenho poucas pessoas, também me escuso de celebrar num local demasiado grande, que é um desânimo para quem celebra e para os fiéis também. No fim-de-semana estava a equacionar celebrar ao ar livre e depois percebei que não havia essa necessidade”, sublinha.

Os paroquianos interessados em marcar o seu lugar nas missas podem descarregar a App Kyrios Chms gratuitamente para iOS e Android.

Quando o utilizador fizer a inscrição, esta será recebida automaticamente pela paróquia e ser-lhe-á comunicado se pode participar ou não na eucaristia que escolheu.

Se não conseguir as vagas que pretendia, terá prioridade na inscrição de uma próxima eucaristia.

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Viana do Castelo

Viana do Castelo quer reforço de 220 mil euros para investir em obras

Obras Públicas

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Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

A maioria PS na Câmara de Viana do Castelo vai propor na quinta-feira, em reunião do executivo, a segunda revisão orçamental de 2020 para enquadrar um reforço de 220 mil euros, resultantes da reprogramação de fundos comunitários.


Em comunicado hoje enviado às redações, a autarquia da capital do Alto Minho explicou que aquele montante será investido em obras “nos domínios da reabilitação urbana, redes de abastecimento de água e águas residuais e ainda equipamentos escolares”.

Segundo o município, “as alterações propostas identificam ações e projetos que anteriormente não tinham elegibilidade no Quadro Comunitário do Portugal 2020, bem como alguns projetos que passam a ter financiamento na sua totalidade”.

“Esta revisão orçamental permite-nos avançar de imediato para a abertura de procedimentos concursais, garantindo a maturidade necessária para a apresentação das candidaturas resultante da reprogramação em curso”, lê-se no documento a apresentar pela maioria socialista na autarquia.

Em causa, está o reforço de 220.324,28 euros, “em rubricas como escolas, sistema de drenagem de águas residuais, captação e distribuição de água, viadutos, arruamentos e obras complementares, e ainda obras na rede viária municipal, entre outros”.

Contactada pela agência Lusa, a bancada do PSD, composta pelos vereadores Cristina Veiga e Hermenegildo Costa, afirmaram que o “sentido de voto ainda não está definido, mas que o partido tem uma ideia muito clara sobre o assunto”.

“Não consideramos prioritária a concretização de obras públicas na fase atual. Esta segunda revisão orçamental visa, sobretudo, viabilizar projetos de obras públicas, que seriam mais oportunas noutras circunstâncias e noutro período de tempo, não tão próximo de um período eleitoral”, referem os dois vereadores.

Segundo os social-democratas, “os compromissos para com os vianenses, nesta fase tão crítica, deveriam passar por outras opções, que teriam que passar necessariamente por um apoio efetivo às pessoas, às famílias e à atividade empresarial e comercial local, de modo a mitigar os problemas socioeconómicos surgidos, entretanto, com a crise originada por este estado pandémico”.

“É importante responder eficazmente aos constrangimentos em termos de empregabilidade, de capacidade económica das famílias e dos munícipes, da sustentabilidade da atividade dos comerciantes e empresários, de modo a minimizar os impactos que esta crise vai provocar no âmbito económico e socioeconómico. Esta é, sem dúvida, a nossa preocupação fundamental – criar o bem-estar pessoal, social e económico de todos, pessoas e agentes económicos, de modo a ultrapassarmos, de forma crucial e sustentável, esta fase que está a criar dificuldades a quem é mais vulnerável”, sustentam”.

Já a vereadora da CDU, Cláudia Marinho, disse à Lusa que irá abster-se, remetendo para quinta-feira uma declaração de voto sobre este ponto.

A reunião camarária do executivo, com 28 pontos na ordem de trabalhos, vai decorrer, na quinta-feira, a partir das 15:00, de forma presencial, no salão nobre dos Antigos Paços do Concelho, na Praça da República.

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Braga

Tribunal dá luz verde à Câmara de Braga para reabilitação da fábrica Confiança

Ricardo Rio crê que plataforma Salvar Confiança devia ser responsabilizada

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Antiga fábrica Confiança, em Braga. Foto: Sérgio Freitas / CM Braga

O Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga indeferiu a providência cautelar interposta por um grupo de cidadãos que pedia a suspensão do Pedido de Informação Prévia (PIP) favorável à reabilitação da antiga Fábrica Confiança, naquela cidade.


Por decisão datada de 02 de junho, a que a Lusa hoje teve acesso, o tribunal refere que os autores da providência cautelar “não lograram demonstrar que a não suspensão do ato constitui uma situação de facto consumado ou prejuízos de difícil reparação para os interesses que visa acautelar, que se não compadeçam com a demora normal da ação principal”.

Aquele é um dos pressupostos obrigatórios para o deferimento de uma providência cautelar.

Contactado pela Lusa, o presidente da câmara, Ricardo Rio, congratulou-se com a decisão judicial, sublinhando que agora o PIP aprovado pelo município “está sem qualquer tipo de condicionante”.

Rio criticou ainda aqueles que recorrem “sistematicamente” aos tribunais para “obstaculizar as decisões legítimas tomadas por uma larga maioria”.

O autarca disse que “deveriam ser responsabilizados” pelos prejuízos que causam “à esfera pública e às instâncias judiciais”.

Por despacho de 03 de maio de 2019 do presidente da câmara, a Divisão do Património Cultural, Habitação e Gestão do Centro Histórico deu início ao procedimento de um PIP, tendo por base o edifício, propriedade do município, da antiga Saboaria e Perfumaria Confiança.

Em 13 de janeiro de 2020, em reunião de câmara, foi aprovada uma proposta relativa à alienação, em hasta pública, da Fábrica Confiança, acompanhada do respectivo regulamento, da avaliação feita ao imóvel, do caderno de encargos e do PIP.

O PIP, segundo a câmara, impõe condicionantes urbanísticas ao comprador do imóvel, mas os autores da providência cautelar consideram que constitui, sobretudo, “um direito ou garantia” para o quem o adquirir.

O tribunal contrapõe que, quem adquirir a Fábrica Confiança terá que apresentar um projeto sujeito a apreciação municipal e ao Ministério da Cultura e que só em caso de aprovação é que avançará a construção.

Entretanto, a câmara já promoveu duas hastas públicas para tentar alienar o imóvel, pelo preço-base de 3,6 milhões de euros, mas não apareceu nenhum interessado.

Por isso, a câmara admite a hipótese de disponibilização do edifício para ali ser construída uma residência universitária pública, com cerca de 300 camas.

“Se o Governo quiser, o município disponibiliza, sem qualquer contrapartida”, referiu Ricardo Rio.

A fábrica Confiança foi inaugurada em 1921, tendo produzido perfumes e sabonetes até 2005.

Em 2012, foi adquirida pela câmara, então presidida pelo socialista Mesquita Machado.

Chegou a ser aberto um concurso de ideias para o edifício, mas entretanto em 2013 a câmara mudou de mãos e em setembro de 2018 a nova maioria PSD/CDS-PP/PPM votou pela venda, alegando que, por falta de fundos disponíveis para a reabilitação, o edifício se apresentava em “estado de degradação visível e progressiva”.

A alienação foi, desde sempre, contestada pela Plataforma Salvar a Fábrica Confiança e pelos partidos da oposição, que defendem que o edifício, face ao seu valor histórico e arquitetónico, deveria continuar na esfera pública e ser requalificado e transformado num espaço cultural.

A plataforma já tinha interposto duas outras providências cautelares para tentar travar a alienação do imóvel, mas também sem sucesso.

O município sublinha que o caderno de encargos “salvaguarda integralmente” a volumetria da antiga fábrica e que, além de uma residência universitária, prevê também a criação, no edifício principal, de um centro interpretativo/museu da memória da Confiança e serviços de apoio.

“Com esta estratégia arquitectónica, será possível repor a integridade do antigo edifício, salvaguardando-se a memória e o espaço da Via Romana XVII, e retomar a Rua do Pulo, que havia sido interrompida no passado com a ampliação das instalações fabris”, acrescenta.

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