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Viana do Castelo

Mais de 2.000 pessoas têm trabalhos ligados ao mar em Viana e geram 91 milhões em exportações

Economia de Mar

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Foto: Arquivo

A Economia de Mar, que utiliza e explora as potencialidades do oceano para gerar riqueza económica e emprego, tem tido um “papel crucial” na zona costeira do Alto Minho. Gera, atualmente, cerca de 2.000 empregos, e tem um volume de negócios de 204 milhões de euros, 91 deles nas exportações.

Em entrevista à publicação Ambiente Magazine, a propósito do projeto INOVSEA, que junta Figueira da Foz e Viana do Castelo e se prepara para realizar a segunda sessão de jornadas de inovação e transferência de conhecimento relacionadas com a Economia de Mar, Nuno Lopes, presidente da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz, salienta que, no Alto Minho, existem “mais de 300 entidades” que geram um “volume de negócios de 204 milhões de euros, exportações de 91 milhões e um valor acrescentado bruto de 62 mi­lhões”.

Recorde-se que o projeto INOVSEA visa potenciar a inovação nas PME que integram a Economia do Mar das regiões costeiras do Alto Minho e Baixo Mondego, tendo como base “a cooperação e o incremento de competências em fatores críticos de competitividade”.

São cerca de 200 mil, os empregos diretos, a nível nacional, que a Economia do Mar traduz, com especial ênfase na aquicultura, no turismo e na pesca, variando, contudo, de região para região. Explica Nuno Lopes, àquela publicação, que os serviços da área do turismo, restauração e alojamento são os setores que mais exportam, assim como a área dos produtos alimentares provenientes da pesca.

Desta forma, as empresas relacionadas com o mar geram, a nível nacional, 4,5 mil milhões de euros em exportações. Já mais de metade dos empregos estão nas áreas de “pesca e aquicultura, salicultura, construção naval, atividade portuária, transportes marítimos, obras costeiras ou náutica”.

No distrito de Viana do Castelo, surge em destaque a construção, manutenção e reparação naval como entidades mais empregadores. Contudo, é o turismo ligado ao mar que apresenta o maior número de entidades associadas no distrito, quer de natureza associativa ou empresarial, sendo, por isso, o segundo setor que mais emprega dentro da Economia do Mar.

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