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Mais de 1,45 milhões de mortos com covid-19 em todo o mundo

Pandemia

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Foto: DR / Arquivo

A pandemia de covid-19 fez pelo menos 1.453.074 mortos em todo o mundo desde que a doença foi descoberta em dezembro na China, revela hoje o balanço diário feito agência France-Presse (AFP) com base em fontes oficiais.

Mais de 62.150.290 casos de infeção pelo novo coronavírus SARS-Cov-2 foram diagnosticados oficialmente no mesmo período e em todo o mundo, sendo que pelo menos 39.582.700 pessoas são hoje consideradas recuperadas.

A agência alerta que o número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do número real de infeções, pois alguns países apenas testam os casos graves, outros priorizam o teste para rastreamento e muitos países pobres têm capacidade limitada de despistagem.

Nas últimas 24 horas, foram registados 9.259 novos óbitos e 563.602 novos casos em todo o mundo, informa a AFP.

Os países que contabilizaram mais mortes no último dia foram, segundo os respetivos balanços, os Estados Unidos da América (EUA) com 1.186 óbitos, Itália (686) e Polónia (599).

Os Estados Unidos continuam a ser o país mais atingido pelo novo coronavírus, tanto em número de mortes como de casos, com um total de 266.074 mortes entre 13.246.769 casos, de acordo com a contagem da universidade norte-americana Johns Hopkins. Neste país, pelo menos 5.024.365 pessoas foram declaradas curadas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 172.561 óbitos em 6.290.272 casos, a Índia com 136.696 mortos (9.392.919 casos), o México com 105.459 mortos (1.100.683 casos) e o Reino Unido com 58.030 mortos (1.605.172 casos).

Também entre os países mais atingidos pela pandemia de covid-19 estão a Bélgica, que regista mais mortos em relação à sua população, com 142 óbitos por 100.000 habitantes, seguida pelo Peru (109), Espanha (96) e Itália (90).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau) declarou oficialmente um total de 86.512 casos (11 novos nas últimas 24 horas), sendo que 4.634 pessoas morreram e 81.598 recuperaram.

Por regiões, a América Latina e as Caraíbas totalizavam até hoje (12:00 de Lisboa) 445.666 óbitos em 12.913.154 casos, a Europa 405.529 mortes (17.845.033 casos), os Estados Unidos e Canadá 278.034 mortes (13.603.135 casos), a Ásia 193.504 mortes (12.301.906 casos), o Médio Oriente 77.899 mortes (3.297.965 casos), África 51.501 mortes (2.158.814 casos) e Oceânia 941 mortes (30.285 casos).

Este balanço é feito a partir de dados recolhidos pelas delegações da agência francesa junto das autoridades nacionais competentes e de informações da Organização Mundial da Saúde.

A AFP nota que devido a correções feitas pelas autoridades ou à publicação tardia dos dados, o aumento dos números diários pode não corresponder exatamente aos publicados no dia anterior.

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Rui Rio diz que “a marca forte [das eleições] é um esmagamento claro da esquerda”

Eleições presidenciais 2021

Imagem: SIC Notícias

O presidente do PSD, Rui Rio, falou num “esmagamento claro da esquerda e numa vitória fortíssima do candidato moderado” e chamou a atenção para o segundo lugar alcançado por André Ventura no Alentejo, ultrapassando o PCP.

“A marca forte [das eleições] é um esmagamento claro da esquerda e uma vitória fortíssima do candidato moderado, do candidato do centro [Marcelo Rebelo de Sousa]”, disse o social-democrata na reação aos resultados das Eleições Presidenciais, na sede do PSD/Porto.

Para o presidente do PSD, o derrotado deste ato eleitoral é o PS, tendo sido derrotado de uma “forma terrível” devido à “falta de comparência”.

“O PS numa eleição tão importante não conseguiu rever-se em nenhum candidato, não conseguiu encontrar um candidato em que se visse”, frisou.

Para Rio era “por demais evidente” que o PS era já “um derrotado antecipadamente”.

A votação ao centro, onde o PSD diz se situar, é de “tal ordem esmagadora” que relega a esquerda toda junta para o patamar dos 20 a 23%, frisou.

Rui Rio assinalou que o PS está “excelente em sondagens”, mas nas eleições “as coisas são mais complicadas”.

Além de destacar o “esmagamento da esquerda”, o presidente do PSD chamou a atenção para o facto do candidato da extrema direita André Ventura ter sido o segundo classificado no Alentejo todo, ficando à frente do partido comunista.

“O mais marcante para mim, algo que eu próprio desconhecia, aliás não pensei que fosse possível, é ver um candidato de extrema direita a passar o partido comunista onde o PSD não tem conseguido passar e, onde, o PS passa muitas vezes, mas com muitas dificuldades”, afiançou.

Contudo, o social-democrata não considerou a votação de André Ventura “expressiva”, apesar de ter “algum significado”, nomeadamente no Alentejo.

Era de esperar, segundo as sondagens, que a votação de Ventura fosse uma “coisa brutal”, ou seja, um “segundo lugar destacado” e não foi nada disso, ressalvou.

Entretanto, os dados oficiais confirmaram que Marcelo Rebelo de Sousa foi reeleito Presidente da República nas eleições de hoje, quando faltavam apurar os resultados de 53 freguesias.

Para a décima eleição do Presidente da República, desde a instauração da democracia em 25 de Abril de 1974, estavam inscritos 10.865.010 eleitores, mais 1.208.536 do que no sufrágio anterior, em 2016.

Foram sete os candidatos ao Palácio de Belém: Além do atual Presidente e recandidato, Marcelo Rebelo de Sousa, apoiado pelo PSD e CDS-PP, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, João Ferreira (PCP e PEV) e antiga eurodeputada do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

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“Pela primeira vez em 40 anos há um populista com dois dígitos”, diz Paulo Portas

Eleições presidenciais 2021

Imagem: TVI

Paulo Portas alertou hoje para o facto de, pela primeira vez em 40 anos, haver um populista que reúne “dois dígitos”, numa altura em que André Ventura se posicionava na segunda posição das eleições presidenciais.

Como comentador da noite eleitoral na TVI, o antigo presidente do CDS chamou a atenção para a posição de Ana Gomes que, a concretizar-se, “ficará abaixo de Fernando Nobre, de Mário Soares, quando correu já depois de ter sido presidente [da República], pela pista de fora, abaixo de Manuel Alegre, um e dois, e abaixo de Sampaio da Nóvoa”.

Paulo Portas defendeu que não se ignore que, pela primeira vez em 40 anos, “há um populista, de direita extrema ou extrema direita, consoante os dias, que tem dois dígitos”, numa referência a André Ventura que, às 21:40, reunia 11:87% dos votos, quando estavam apuradas 96,11% das freguesias.

Para Paulo Portas, estes resultados colocam um problema: “É preciso pensar se o conjunto do sistema político, uns por convicção e outros por oportunismo, estão ou não a fazer-lhe um favor”.

“A técnica do populismo é sempre a mesma: dizem uma barbaridade e toda a gente vai atrás da discussão da barbaridade”, adiantou.

Para Portas, estes líderes “têm de ser confrontados com a agenda normal de um português normal: economia, educação, saúde, ambiente”.

E referiu que, nesta campanha, que classificou de “absolutamente insólita e inaudível”, nem sequer percebeu o que certos candidatos fariam com a pandemia.

“Eu vejo estes candidatos e eram todos contra o estado de emergência. Então, como é que resolveriam a pandemia amanhã?”, questionou.

E sublinhou: “Hoje [André Ventura] conquistou dois dígitos. Pode ter sido o momento mais alto. Uma coisa é uma eleição presidencial, em que sabemos que Marcelo Rebelo de Sousa vai ganhar, outra coisa é umas legislativas em que é preciso um partido, mas também há muito voto útil”.

A partir de hoje, acrescentou, “há um facto novo que não se deve desvalorizar e que representa para o PSD, e ainda mais para o CDS, uma questão séria”.

Para a décima eleição do Presidente da República, desde a instauração da democracia em 25 de Abril de 1974, estavam inscritos 10.865.010 eleitores, mais 1.208.536 do que no sufrágio anterior, em 2016.

Foram sete os candidatos ao Palácio de Belém: Além do atual Presidente e recandidato, Marcelo Rebelo de Sousa, apoiado pelo PSD e CDS-PP, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, João Ferreira (PCP e PEV) e antiga eurodeputada do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

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Ana Gomes diz cumprir “objetivo patriótico” de impedir que a ultra direita se assuma como “possível alternativa”

Eleições presidenciais 2021

Imagem: TVI

A candidata presidencial Ana Gomes assumiu ter falhado hoje o objetivo de uma segunda volta nas presidenciais, mas diz ter cumprido o “objetivo patriótico” de impedir que a ultra direita assumisse uma posição de “possível alternativa”.

“Se eu não tivesse estado nesta disputa, estaríamos hoje a lamentar ainda mais a progressão da extrema-direita”, afirmou Ana Gomes, em declarações aos jornalistas, no final da noite eleitoral.

“Lamento profundamente a não comparência a estas eleições por parte do meu partido, o PS, que assim contribuiu para a dar vitória ao candidato da direita democrática. Foi uma deserção que critiquei e pela qual decidi apresentar esta candidatura”, afirmou a militante do PS e antiga eurodeputada socialista, na sua declaração no final da noite eleitoral.

Na fase de perguntas, e questionada se responsabilizava o secretário-geral do PS por essa deserção, respondeu: “António Costa, obviamente, foi o principal responsável por essa deserção”.

“A minha candidatura fez-se desde a primeira hora do empenhamento de milhares de socialistas, de norte a sul, do litoral ao interior”, afirmou, agradecendo em especial aos membros do Governo, deputados e autarcas, que estiveram ao seu lado.

A antiga eurodeputada assegurou que manterá a sua condição de militante de base do PS, e disse esperar que sejam esses militantes que ajudem a direção do partido “a refletir profundamente e a tirar consequências da sua atuação”.

“A direção do PS apostou na diluição das fronteiras políticas entre a esquerda e a direita democrática. Tal diluição não serve certamente a democracia”, afirmou.

Questionada se António Costa também lhe telefonou – como fez com o Presidente reeleito -, Ana Gomes respondeu negativamente: “Esta noite só falei com o professor Marcelo Rebelo de Sousa, não falei com mais nenhum dirigente partidário”,

Mas as críticas de Ana Gomes dirigiram-se também aos restantes partidos de esquerda, lembrando que há pouco mais de um ano tiveram “dois terços dos votos” nas legislativas.

“Nestas presidenciais, preocuparam-se com a suas próprias agendas em vez de convergir e assim concorreram para dar vitória do candidato da direita democrática”, apontou.

Foi aos partidos tradicionais que Ana Gomes apontou também a responsabilidade de não responderem aos anseios dos “muitos cidadãos desapontados”, que considera estar na origem dos resultados de candidaturas como a de André Ventura – que nunca nomeou.

Ana Gomes considerou que a sua candidatura foi “uma missão de serviço público” e, questionada sobre o seu futuro político, garantiu que nunca se reformará da política.

“Nunca me resignarei a que a democracia degenere e fique à mercê de foras antidemocráticas que cavalgam o ressentimento dos cidadãos”, disse.

E desafiada a dizer se se poderá recandidatar a Belém daqui a cinco anos, a candidata respondeu com ironia: “Sei lá se ainda estou viva daqui a cinco anos, estou reformada da vida profissional, mas nunca me reformarei da política”, afirmou, despedindo-se com um “até à próxima”.

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