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País

Mais de 11.500 vagas na segunda fase do concurso de acesso ao Ensino Superior

Ensino superior

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Foto: DR

A segunda fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior termina na sexta-feira com mais de 11.500 vagas por ocupar, quase o dobro daquelas que sobraram da primeira fase.


De acordo com dados divulgados hoje pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) são 11.698, no total, as vagas que estão disponíveis na segunda fase do concurso.

Na primeira fase, que colocou quase 51 mil estudantes nas universidades e politécnicos, o maior número de sempre, ainda sobraram 6.050 lugares por preencher, mas o número de vagas disponíveis é quase o dobro.

Entre as 11.698 vagas, 4.952 foram criadas por candidatos colocados na primeira fase, mas que não se matricularam e 728 estavam inicialmente destinadas aos concursos especiais de acesso, incluindo para os estudantes internacionais.

A possibilidade de as instituições de ensino superior atribuírem vagas dos concursos especiais aos candidatos do concurso nacional de acesso foi uma medida excecional anunciada pelo Governo em agosto, que na altura justificou a decisão com o elevado número de candidatos no concurso nacional e a expectável diminuição de estudantes internacionais.

Na segunda fase, a maioria dos lugares são para os institutos politécnicos (no total, cerca de 7.500), com Bragança a disponibilizar 1.372 vagas.

As escolas superiores de enfermagem são aquelas com menos vagas, com apenas 68 no total das três instituições (Lisboa, Coimbra e Porto).

Em comunicado, o MCTES reforça a expectativa de ter mais estudantes no ensino superior neste ano letivo, em relação ao ano anterior, com uma diferença de cerca de 11 mil estudantes.

“Estima-se que o número total de novos ingressos no ensino superior em todos os ciclos de estudos, públicos e privados, atinja cerca de 95 mil novos estudantes matriculados no próximo ano letivo de 2020/21 (enquanto foram cerca de 84 mil pessoas em 2019)”, refere a tutela.

A segunda fase do concurso nacional de acesso arrancou em 28 de setembro e termina na sexta-feira.

Os resultados são divulgados na próxima semana, em 15 de outubro no ‘site’ da Direção-Geral do Ensino Superior e na aplicação “ES Acesso”.

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País

Profissionais de oncologia do São João serão testados para reforçar segurança

Covid-19

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Foto: Ministério da Saúde

Os profissionais de saúde do Centro Hospitalar e Universitário São João (CHUSJ) que contactam com doentes oncológicos serão testados à covid-19, revelou hoje esta unidade do Porto sobre um projeto-piloto que poderá alargar-se a outras áreas.

“Os doentes com cancro quando fazem tratamento oncológico são submetidos a tratamentos que tem implicações no seu sistema imunitário. O sistema imunitário fica mais enfraquecido, os doentes estão mais frágeis e mais sujeitos a infeções. O CHUSJ decidiu começar a testar [os profissionais da área da oncologia] porque entendemos que ao testar quem lida com os doentes oncológicos, estamos a aumentar a segurança de todos”, referiu à Lusa o diretor do serviço de oncologia do Hospital de São João, Miguel Barbosa.

Em abril a Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou uma norma que obriga os hospitais a fazer teste à covid-19 a doentes oncológicos antes da realização de tratamentos como quimioterapia e radioterapia.

Mais recentemente, a DGS emitiu uma nova norma em que coloca a possibilidade desse teste ser alargado a profissionais que lidam com os doentes oncológicos no dia a dia.

“Esta [segunda] norma é facultativa, mas vamos aplicá-la desde já”, apontou Miguel Barbosa, mostrando convicção de que com esta medida o CHUSJ está a promover um “reforço de segurança para todos”.

O diretor do serviço de oncologia do CHUSJ recordou que em causa está uma área em que os doentes apresentam fragilidades no sistema imunitário, mas “graça um teste programado, atempado e regular a profissionais, o doente fica com a certeza que aquele clínico com quem passa um tempo considerável constitui um contacto seguro”.

“E o que é positivo para os doentes, é também para os profissionais de saúde. Numa terceira dimensão é positivo para as famílias desses médicos e enfermeiros”, descreveu.

Este projeto-piloto vai abarcar, numa primeira fase, cerca de meia centena de profissionais do Hospital de São João, sendo implementado quer na oncologia de adultos, quer na oncologia pediátrica.

Miguel Barbosa avançou que o projeto “inovador” será reavaliado após 30 dias da sua introdução e “ajustado conforme as necessidades”.

“Daqui por algumas semanas poderemos estar a falar de um número superior [de profissionais testados]. Sendo a conclusões positivas, o passo seguinte é alargar este rastreio a outros serviços hospitalares que também lidam com doentes mais frágeis. Pretendemos criar uma camada de proteção adicional para os nossos doentes. Para que venham ser tratados em segurança e concentrados no que já lhes é tão difícil, que é o cancro”, concluiu Miguel Barbosa.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,2 milhões de mortos no mundo desde dezembro do ano passado, incluindo 2.792 em Portugal.

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País

Governo reunido para concretizar medidas do estado de emergência

Conselho de Ministros

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Foto: António Costa / Twitter (Arquivo)

O Governo reúne-se hoje em Conselho de Ministros extraordinário para concretizar as medidas que vão enquadrar o estado de emergência decretado na sexta-feira pelo Presidente da República e que vai vigorar entre segunda-feira e 23 de novembro.

Antes de decretar o estado de emergência por um período de 15 dias, Marcelo Rebelo de Sousa ouviu o Governo, que deu parecer favorável na quinta-feira, e teve autorização da Assembleia da República, que foi dada na sexta-feira, com votos a favor de PS, PSD e CDS-PP, abstenções de BE, PAN e Chega e votos contra de PCP, PEV e Iniciativa Liberal.

O estado de emergência, que nunca tinha sido aplicado em Portugal em democracia, esteve em vigor entre 19 de março e 02 de maio, com duas renovações consecutivas, por um total de 45 dias.

Desta vez, ao contrário das anteriores, o decreto de estado de emergência não contempla o confinamento compulsivo e, de acordo com o primeiro-ministro, António Costa, apresenta “quatro dimensões”, a primeira das quais para permitir novamente restrições às deslocações, “designadamente nos municípios com nível mais elevado de risco” e “durante determinados períodos do dia ou determinados dias da semana”.

Pelo atual decreto de estado de emergência, permite-se também a imposição de controlos de temperatura corporal e testes de diagnóstico do novo coronavírus para acesso a determinados locais, e a mobilização de trabalhadores e das Forças Armadas e de segurança para o reforço das autoridades de saúde em inquéritos epidemiológicos e no rastreio de contactos.

Segundo o decreto do Presidente da República, poderão ser utilizados pelas autoridades públicas recursos, meios e estabelecimentos de saúde dos setores privado, social e cooperativo, “preferencialmente por acordo” e “mediante justa compensação”, para o tratamento de doentes com covid-19 ou de outras patologias.

No sábado passado, o Governo esteve também reunido em Conselho de Ministros para aprovar então um conjunto de medidas para o reforço da prevenção da covid-19 e durante a qual o primeiro-ministro anunciou que iria propor ao Presidente da República uma audiência para declaração do estado de emergência.

Na segunda-feira passada, António Costa, após ser recebido no Palácio de Belém, pediu ao Presidente da República a declaração do estado de emergência, de forma “preventiva”, para fazer face aos efeitos da pandemia de covid-19 e eliminar dúvidas jurídicas sobre a ação do Governo.

Já esta sexta-feira, ao início da manhã, em entrevista à Antena 1, o primeiro-ministro salientou que as medidas incluídas no decreto de estado de emergência não terão de ser todas adotadas em simultâneo.

“No limite [o estado de emergência] poderá ir até ao fim da pandemia, mas isso não quer dizer que as medidas, em concreto, durem permanentemente. Podemos ter medidas que durem um fim de semana, como aconteceu na semana passada, e a seguir desaparecem”, referiu a título de exemplo.

Também na sexta-feira, mas ao início da noite, na comunicação que fez ao país, o Presidente da República afirmou por sua vez que o estado de emergência “será reavaliado no final de novembro, na sua existência, no seu âmbito e no seu conteúdo”, sem dar como certa a sua renovação.

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Federação dos Médicos diz que ministra omitiu dados sobre contração para SNS

Saúde

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Foto: Ilustrativa (Arquivo)

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) considera que a ministra da Saúde omitiu dados sobre a contração de profissionais para o Serviço Nacional de Saúde, na discussão do Orçamento do Estado, e que as vagas não foram todas preenchidas.

Em comunicado hoje divulgado, a FNAM refere que Marta Temido afirmou que foram contratados 287 médicos de família para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), tendo, “omitido quantos mais poderiam ter sido contratados no último procedimento concursal”.

Segundo a estrutura sindical, “houve 435 vagas a concurso, ou seja, mais 50% que os médicos que acabaram por ser colocados”, e, caso fossem preenchidas, permitiria que mais de 230 mil utentes estivessem, neste momento, médico de família.

“Trata-se de um resultado que só pode ser qualificado como uma desilusão. Ficam também por referir as centenas de médicos de família que se reformam em 2020, que provavelmente colocam o balanço anual em terreno negativo”, refere a FNAM, acrescentando que “aventar números de forma avulsa e descontextualizada não é sério”.

A Federação defende um investimento direto em condições de trabalho adequadas para os médicos do SNS, sob pena de se continuar a assistir a uma “lamentável perda de profissionais, formados no SNS e altamente qualificados”.

A ministra da Saúde disse, no parlamento, na quinta-feira que a contratação de 287 especialistas de medicina geral e familiar vai permitir que mais 341 mil portugueses passem a ter médico de família.

Marta Temido lembrou que o orçamento do SNS aumenta 1.210 milhões de euros face ao planeamento inicial de 2020.

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