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Alto Minho

Mais 20% de clientes nas zonas raianas do Alto Minho após reabertura da fronteira

Economia

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Foto: DR / Arquivo

O volume de clientes em 108 empresas de comércio, restauração e hotelaria de cinco concelhos raianos do Alto Minho “aumentou menos de 20%” após a reabertura das fronteiras entre Portugal e Espanha a 01 de julho, foi hoje divulgado.


Os dados constam das conclusões do inquérito Impacto da reabertura das fronteiras no comércio, restauração e hotelaria das regiões raianas do Alto Minho, realizado pela Confederação Empresarial do Alto Minho (CEVAL), entre os dias 15 e 30 de julho, através de um inquérito enviado a 400 empresas de Caminha, Melgaço, Monção, Valença e Vila Nova de Cerveira, sendo que responderam 108.

Segundo o CEVAL, o universo total de empresas instaladas naqueles cinco concelhos do Vale do Minho é de cerca de 700 estabelecimentos comerciais daqueles setores de atividade.

Na nota hoje enviada à imprensa com os resultados do estudo, a CEVAL destaca que “quase metade dos empresários inquiridos afirmam que as vendas reduziram entre 40% e 60% face ao período homólogo do ano anterior”.

A CEVAL representa cerca de 5.000 empresas do distrito de Viana do Castelo, que empregam mais de 19.000 trabalhadores.

O estudo revela ainda que “37,9% das empresas que retomaram a sua atividade antes da reabertura das fronteiras viram as suas expectativas decrescer durante este mês, afirmando que o volume de clientes pouco aumentou, sendo que o aumento de clientes foi de menos de 20%”.

“Pela relação comercial com a Galiza, 42,6% das empresas inquiridas afirmou que apenas reiniciou a sua atividade aquando da reabertura das fronteiras, no dia 01 de julho”, e quando questionados sobre as vendas, “75,5% indica que as vendas ainda não estão em níveis pré-crise e 70,7% afirmam mesmo que precisarão de mais de um ano para igualar os níveis de vendas que tinham antes da crise causada pela pandemia de covid-19”, especifica a nota.

Para “mitigar” o impacto da pandemia, e segundo o estudo da CEVAL, os empresários inquiridos defenderam “medidas como ‘lay-off’, moratórias de créditos, os apoios à tesouraria, o diferimento de impostos e contribuições, a criação de um cartão de cidadão da Eurorregião (Norte de Portugal/Galiza) e uma campanha de promoção do território que estimule o turismo e atenue o sentimento de insegurança e medo associado à doença causada pelo novo coronavírus”.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 689 mil mortos e infetou mais de 18,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.738 pessoas das 51.569 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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Alto Minho

Gato está há cinco dias em cima de uma árvore no campo de golfe de Ponte de Lima

Resgate animal

em

Foto: António Leitão

Um gato está há cerca de cinco dias em cima de um pinheiro numa urbanização inserida dentro do campo de golfe de Ponte de Lima, na freguesia de Feitosa.

Ao longo da última semana, têm sido feitos vários esforços para retirar o animal de cima do arvoredo, mas sem sucesso, face à elevada altura em que se encontra e por não existir material próprio.

Pelas 12:04 deste domingo, os Bombeiros de Ponte de Lima foram novamente acionados para mais uma tentativa de retirar o gato, que se encontra a cerca de 20 metros de altura. Estão no local quatro operacionais e duas viaturas.

A situação já foi denunciada nas redes sociais por parte de moradores daquela urbanização, que ficam com pena das circunstâncias em que o animal se encontra.

Ao que tudo indica, o gato pertence a residentes naquele espaço.

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Alto Minho

Aparatoso acidente corta EN 203 em Ponte de Lima e faz três feridos

Acidente

em

Foto: David Lima Faria

Um aparatoso acidente a envolver duas viaturas obrigou ao corte da Estrada Nacional 203, em Vitorino das Donas, concelho de Ponte de Lima, disse a O MINHO fonte do CDOS.

Estão confirmados três feridos. Um deles, condutor de um Volkswagen Golf, ficou encarcerado numa perna, o que levou ao desencarceramento por parte das forças de socorro.

Foto: David Lima Faria

No local estiveram os Bombeiros de Ponte de Lima, a ambulância SIV de Ponte de Lima e a viatura médica do INEM de Viana do Castelo, num total de 18 operacionais e sete viaturas.

Foto: David Lima Faria

O alerta foi dado às 20:13, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

Um dos feridos foi assistido no local mas recusou transporte hospitalar. Os outros dois, com idades entre os 18 e os 25 anos, foram transportados para o Hospital de Santa Luzia, em Viana, com ferimentos considerados ligeiros, disse a O MINHO Carlos Lima, comandante dos Bombeiros de Ponte de Lima.

A GNR registou a ocorrência.

(notícia atualizada às 22h26)

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Alto Minho

Caminha vai ter o “maior pavilhão multiusos” do Alto Minho

Caminha

em

Foto: Divulgação

A construção do “maior pavilhão multiusos” do distrito de Viana do Castelo, num investimento privado de oito milhões de euros, vai avançar “de imediato” e deverá estar concluído dentro de dois anos, foi hoje divulgado.

Em causa está a construção, por um promotor privado, de um Centro de Exposições Transfronteiriço (CET) e de um parque público com três hectares, que terá um lago, balneários e equipamentos desportivos, e que ficará instalado na atual Quinta do Corgo, na freguesia de Vilarelho, em Caminha.

O novo espaço, com conclusão prevista para dentro de dois anos, terá capacidade para acolher 2.600 espetadores sentados, ou 5.500 em pé.

“O CET e o parque público materializam um investimento de oito milhões de euros, que será concretizado no imediato. Construída a infraestrutura, o município de Caminha irá arrendá-la por 25 mil euros mensais, durante 25 anos. O município poderá optar por concessionar ou subarrendar ou explorar diretamente o complexo, em todo ou em parte”, explica a autarquia em comunicado hoje enviado à imprensa.

O “contrato-promessa de arrendamento viabiliza o investimento, mas só se tornará definitivo depois da construção da obra”, sendo que “a manutenção do complexo fica a cargo do investidor privado, mas o município de Caminha reserva para si a opção de compra da infraestrutura”.

Segundo informou hoje a Câmara presidida pelo socialista Miguel Alves, aquele contrato-promessa de arrendamento foi aprovado, na noite de sexta-feira, em reunião da Assembleia Municipal, por “larga maioria”.

“A minuta do contrato-promessa de arrendamento para fins não habitacionais do futuro CET foi aprovada por 22 membros da assembleia e registou ainda cinco votos contra e oito abstenções”, especifica a nota.

Na nota, o município acrescenta que durante a discussão daquela proposta, na noite de sexta-feira, intervieram, entre outros, um representante do investidor “que explicou toda a filosofia do grupo e revelou a razões pelas quais Caminha foi escolhida para um investimento desta envergadura”.

O administrador da Greenfield “fez ainda uma apresentação do projeto e mostrou as linhas essenciais do estudo realizado sobre a área de influência onde este investimento terá impacto, que inclui territórios da Galiza”.

“Intervieram também os dois jurisconsultos que analisaram e avalizaram, do ponto de vista técnico e legal, o modelo de negócios do CET”, sustenta a nota.

Para a Câmara de Caminha, “impunha-se ir mais longe e tornar o concelho atrativo durante todo o ano, combatendo a sazonalidade”, sendo que “o CET vai permitir dar esse passo, criando condições para o acolhimento de grandes eventos nacionais e internacionais, durante os 365 dias”.

“O investimento foi ponderado e negociado demoradamente e todas as entidades e pessoas que trabalharam neste ‘dossiê’ têm um curriculum reconhecido e público”, sustenta.

Na segunda-feira, os três vereadores do PSD na Câmara de maioria socialista, rejeitaram aquele contrato por “não defender os interesses de Caminha e visar a fuga ao visto do Tribunal de Contas”.

“Este contrato promessa de arrendamento está a ser feito para beneficiar um privado em concreto (…). Não nos parece de todo razoável tanta pressa, em cima do joelho e sem qualquer estudo de viabilidade económica, para fazer um contrato promessa de arrendamento que irá hipotecar por longos anos o concelho de Caminha”, defendem na nota.

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