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Maioria em Melgaço aposta no investimento e oposição antevê “mão-cheia de nada”

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Foto: DR/Arquivo

O orçamento da Câmara de Melgaço para 2018, de 19,5 milhões de euros, reflete uma “forte aposta” no investimento, refere a liderança socialista, mas a oposição PSD/CDS, que votou contra, diz tratar-se de “uma mão-cheia de nada”. 

Em comunicado enviado à agência Lusa esta segunda-feira, o gabinete do presidente do município, Manoel Batista (PS), explicou que do montante global para 2018 (que representa uma diminuição de cerca de 300 mil euros em relação ao ano anterior), oito milhões de euros serão “para a concretização de obra”.

“Oito milhões de euros é o valor do investimento para 2018 e, 60% deste investimento, será afetado à criação de infraestruturas que visam melhorar o bem-estar da população. As maiores fatias destinam-se ao saneamento básico, abastecimento de água e a despesa na área social”, explicou o município.

Já a coligação PSD/CDS “Prá Frente Melgaço” sublinhou que “dos oito milhões de euros previstos para o investimento não há certeza da sua execução já que mais de 3,5 milhões estão por assegurar”.

“São investimentos que ficam completamente dependentes dos fundos comunitários, o que significa que, caso não sejam garantidos não haverá obra. É uma mão cheia de nada”, afirmou à Lusa o porta-voz da oposição, Albano Domingues.

Segundo aquela autarquia o orçamento para 2018, aprovado por maioria em Assembleia Municipal realizada no sábado, integra “intervenções em áreas como as acessibilidades na zona rural e urbana, o desenvolvimento económico local, os equipamentos educativos, desportivos e de lazer e o reforço das infraestruturas tecnológicas”.

Teremos um desenvolvimento sustentável, melhoria da qualidade de vida, criação de oportunidades e o crescimento socioeconómico como pedras angulares para o desenvolvimento de novas iniciativas”, afirmou o presidente da Câmara, o socialista Manoel Batista, citado naquela nota.

O município justificou aquelas apostas “com a atual conjuntura económica do país e com a alteração do paradigma de recessão-estagnação vivido num presente recente”.

“Numa altura em que o país alterou o seu rumo porque colocou em primeiro lugar as pessoas, em que o desemprego continua a diminuir, em que o Produto Interno Bruto (PIB) alcançou valores marcantes e inéditos para a última década e o défice se tornou uma realidade mais confortável do que até aqui, também a autarquia de Melgaço ruma na mesma direção”.

Para a coligação PSD/CDS o documento “fica aquém do que seria o desejável, expectável e necessário” para o concelho.

“Apesar de invocar a atual conjuntura do país os números finais do Orçamento para 2018, quer do lado da receita, quer do lado da despesa, são inferiores aos de 2017”, disse Albano Domingues.

O responsável lamentou ainda que “ao nível da política fiscal, o município mantenha as taxas de IMI e IRS inalteradas.

“No caso do IMI mantém-se uma taxa de 0,32% quando defendemos a opção pelo mínimo legal, 3% e, no que diz respeito ao IRS, o município não prescinde dos 5% a que tem direito, não obstante a curva demográfica descendente muito preocupante que o concelho apresenta. A redução de impostos seria importante para ajudar a fixar população”, destacou.

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Alto Minho

Todas as casas de Merufe, em Monção, acordaram com gel desinfetante e luvas à porta

Covid-19

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Foto: Divulgação / JF Merufe

Os cerca de 1.024 habitantes da freguesia de Merufe, no concelho de Monção, acordaram na passada sexta-feira com um saco à porta, contendo gel desinfetante, luvas, um saco reutilizável para compras e um panfleto informativo sobre o novo coronavírus.

A ação foi levada a cabo pela junta de freguesia, de forma a prevenir a propagação da covid-19, depois de se ter registado o primeiro caso positivo naquela freguesia.

A autarquia liderada por Márcio Alves resolveu entregar estas ofertas de forma a proteger a população local, num concelho que regista hoje 7 casos confirmados da nova doença infeciosa, segundo dados publicados este domingo pela DGS.

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Alto Minho

Arcos de Valdevez com uma morte, dois curados, cinco internados e 16 a recuperar em casa

Covid-19

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Foto: Divulgação

A delegada de saúde responsável por Arcos de Valdevez divulgou hoje o ponto de situação no concelho, avançando 24 casos confirmados por infeção do novo coronavírus, que provoca a doença covid-19.

Segundo Zulmira Afonso, até ás 15 horas deste sábado, o concelho arcoense tinha cinco utentes internados com prognóstico mais complicado, um no Hospital de Santo António, no Porto, dois no Hospital de Braga e outros dois no Hospital de Viana.

De acordo com a mesma fonta, dois casos de internamento já tiveram alta hospitalar, estando recuperados.

Em isolamento domiciliário, com sintomas menores (ou até assintomáticos), estão 16 infetados.

Há registo de um óbito, de uma mulher que faleceu na passada terça-feira.

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Alto Minho

Covid-19: Ponte de Lima disponibiliza mais 75 camas, 285 no total

Covid-19

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Foto: Divulgação / CM Ponte de Lima

Ponte de Lima irá dispor de mais 75 novas camas para apoiar as unidades de saúde durante a fase exponencial da pandemia covid-19, ficando no total com 285, foi ontem anunciado.

A estas novas somam-se as 160 camas já disponíveis, de acordo com o Plano Operacional Municipal para o Coronavírus (POMCov) e das 50 da Pousada da Juventude

Para além das camas de retaguarda, a autarquia tem disponibilizado “um conjunto de alojamentos destinados a grupos de reforço ou grupos adaptados para as mais variadas situações”.

As novas 75 camas instaladas no Pavilhão Municipal de Arca e Ponte de Lima funcionarão como “estruturas de apoio de retaguarda para apoiar as unidades de saúde do concelho, e criar espaços adequados para receber utentes ou outros que necessitem de ficar em quarentena”.

Deste conjunto de 75 camas, 25 foram doadas pela Dream Argument, Lda, empresa de fabricação de mobiliário de madeira para outros fins, constituída em 2014 e a laborar na freguesia de S. Pedro de Arcos, informa a autarquia.

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