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Viana do Castelo

Maior sala de espetáculos do Alto Minho ‘vira’ unidade de vacinação para a gripe

Centro Cultural de Viana do Castelo

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Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

O Centro Cultural de Viana do Castelo está a funcionar, a partir desta terça-feira, como Unidade de Vacinação para a gripe sazonal, anunciou a Câmara local.


O equipamento está destacado como local de vacinação para os utentes de Santa Maria Maior e Monserrate, e assegurou a vacina de 160 munícipes ao longo de terça-feira.

Iniciou também esta semana a campanha de vacinação contra a gripe sazonal nas Juntas de Freguesia do concelho. As Juntas de Freguesia estão a funcionar como postos de vacinação contra a gripe sazonal para aliviar a pressão sobre os centros de saúde do concelho, sendo a vacina sempre administrada pelas equipas de enfermagem da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM).

Esta parceria resulta da estratégia de vacinação descentralizada em postos de proximidade à comunidade que foi proposta pela ULSAM aos dez municípios do distrito de Viana do Castelo.

O objetivo é “descentralizar a prestação de cuidados à população com a vacinação contra a gripe sazonal, cuja importância é acrescida para o grupo prioritário de pessoas com idade igual ou superior a 65 anos”.

Com esta medida, “pretende-se evitar que a população mais idosa e vulnerável tenha de se deslocar aos três centros de saúde situados na cidade e nas vilas de Darque e Barroselas, diminuindo a concentração de pessoas nesses espaços”, refere a autarquia.

Para apoio à medida, foi lançada uma Linha de Apoio Municipal de Vacinação, para permitir a inscrição da população através do telefone 258 819 310.

A campanha de vacinação do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que começa habitualmente em 15 de outubro, iniciou-se este ano mais cedo com uma primeira fase para qual foram disponibilizadas 350 mil vacinas.

Na segunda fase, que começou na terça, estão incluídos outros grupos de risco: pessoas com 65 ou mais anos e pessoas com doenças crónicas.

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Viana do Castelo

Festival de metal em Viana do Castelo adiado para 2022 devido à pandemia

Barroselas Metal Fest já não se realizou no ano passado

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Foto: SWR Barroselas Metal Fest / Facebook

Pelo segundo ano consecutivo, o Street Warriors Rebellion Barroselas Metalfest, um dos mais conceituados festivais de heavy metal do país e da Europa, não se irá realizar devido à pandemia de covid-19.

A 23.ª edição do evento, que habitualmente se realiza entre fins de abril e inícios de maio, foi adiada para de 28 de abril a 01 de maio de 2022, anunciou hoje a organização.

“Não, desta vez não anunciamos bandas para o próximo ano. Estes tempos sombrios não nos permitem imaginar Barroselas como nos velhos tempos nem o nosso coração aceita um novo desfecho decepcionante. Mesmo correndo o risco de voltar a errar, preferimos adiar o SWR Barroselas Metal Fest e encarar o futuro com otimismo e bom senso”, escreveu esta sexta-feira a organização nas redes sociais.

“Vamos aproveitar para trabalhar novas ideias e preparar mais uma edição com calma e ponderação. É muito triste, mesmo deprimente e até revoltante, mas um guerreiro será sempre um guerreiro”, acrescentam os organizadores do Barroselas Metal Fest, acrescentando que os bilhetes comprados continuam válidos para 2022.

“Assim que possível informaremos acerca dos procedimentos de reembolso”, conclui a nota da organização.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.285.160 mortos em mais de 52,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 3.181 pessoas dos 198.011 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Viana do Castelo

Viana do Castelo aprova empréstimo de 2,9 milhões para obras a realizar até 2022

Obras públicas

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Foto: DR

A Câmara de Viana do Castelo aprovou hoje, em sessão extraordinária, com a abstenção do PSD, uma proposta da maioria socialista para a contratação de um empréstimo de 2,9 milhões de euros para investimentos a concluir até 2022.

Na apresentação da proposta, o presidente da câmara, o socialista José Maria Costa, explicou que, com aquele empréstimo, “não fica colocada em causa a disponibilidade financeira do município”, acrescentando que os 2,9 milhões de euros visam “garantir a componente nacional de candidaturas apresentadas a fundos comunitários e já aprovadas, com taxas a fundo perdido de 85%”.

Apontou projetos na reabilitação urbana e círculo urbano da água, candidatados aos programas operacionais NORTE 2020, POSEUR, POISE, POCH, PDR 2020 e MAR 2020.

Segundo a proposta hoje aprovada com os votos favoráveis da maioria socialista, da vereadora da CDU e com a abstenção dos dois elementos do PSD, o empréstimo, com prazo de 12 anos, no valor de 2.938.216,95 euros, vai financiar “obras de requalificação em equipamentos escolares, culturais, habitação social, requalificação de espaços públicos e assegurar a componente nacional de projetos financiados por fundos comunitários”.

Contactada pela agência Lusa, no final da reunião camarária, a vereadora social-democrata Cristina Veiga justificou a abstenção com a “necessidade de prudência no recurso aos empréstimos bancários”.

“Ainda que concordemos com os investimentos em causa, porque são necessários, consideramos que neste último ano, apesar de reconhecemos a crise que se está a viver, resultante da pandemia de covid-19, o nível de endividamento do município tem sido muito elevado”, sustentou.

Em agosto, a autarquia aprovou, também com a abstenção do PSD, a contratação de um outro empréstimo, no valor de 2,7 milhões de euros, na altura justificado com investimentos em estradas, equipamentos escolares e desportivos a concluir até 2021.

Durante a reunião camarária de hoje, que decorreu à porta fechada, no salão nobre dos antigos Paços do Concelho, o autarca socialista informou o executivo municipal dos pressupostos orçamentais das Grandes Opções do Plano de Atividades e Orçamento para 2021.

O documento será “muito centrados” no apoio às populações no combate à pandemia covid-19, incentivos à economia e às instituições de solidariedade social.

Outros dos pontos prende-se com a “execução do atual quadro comunitário de apoio com investimentos em infraestruturas básicas, educação, equipamentos sociais, de saúde, reabilitação urbana e arranjos urbanísticos dos centros cívicos das freguesias”.

Os pressupostos orçamentais da maioria socialista para 2021 incluem ainda o “enquadramento dos projetos municipais nos objetivos do próximo Quadro Comunitário de Apoio, nas áreas da mobilidade sustentável, eficiência energética, cultura, e infraestruturas de saneamento básico (Alargamentos das redes de água e saneamento nas freguesias”.

O último objetivo prende-se com a “candidatura dos projetos identificados no Plano Nacional de Investimentos e no Plano de Recuperação e Resiliência Económica”.

Apontou os projetos da nova via do Vale do Neiva, a nova ponte sobre o Rio Lima, áreas de acolhimento empresarial de Alvarães, Barroselas, Castelo Neiva, Cardielos, Carvoeiro, Neiva e Lanheses, um terminal de cruzeiros, novos centros de saúde (Meadela, Alvarães, Litoral Norte), habitação social, residências universitárias e unidades cuidados integrados.

À Lusa, a vereadora da CDU, Cláudia Marinho, disse ter proposto à maioria socialista a inclusão, no orçamento para 2021, da “descentralização das respostas integradas de especialidade (oncologia, cardiologia, cirurgia vascular) da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) para um edifício a definir no centro da cidade de Viana do Castelo”.

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Viana do Castelo

Moradores do prédio Coutinho, em Viana, com água e luz até decisão final da justiça

VianaPolis tinha requerido suspensão do fornecimento da água, luz e gás

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Foto: DR / Arquivo

O Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga decidiu manter o fornecimento de água, luz, gás e o acesso dos últimos moradores ao prédio Coutinho, em Viana do Castelo, até ao desfecho da providência cautelar que moveram, foi hoje divulgado.

Fonte judicial disse à agência Lusa que a decisão foi comunicada, na terça-feira, aos advogados dos moradores e da VianaPolis.

Contactado pela Lusa, o vice-presidente daquela sociedade, Tiago Delgado, explicou que a decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga (TAFB) surge na sequência da conclusão, recente, do processo de habilitação de herdeiros da mulher de um dos moradores, que morreu durante a tentativa de despejo, em junho de 2019.

“Com a conclusão do processo de habilitação de herdeiros, a VianaPolis apresentou um requerimento no sentido de suspender o fornecimento da água, luz e gás e de acesso ao prédio. O juiz entendeu aguardar pela decisão sobre a providencia cautelar para também, concomitantemente, decidir sobre essa matéria”, especificou.

A VianaPolis iniciou, em junho de 2019, o despejo “de seis frações” do Edifício Jardim, localmente conhecido como prédio Coutinho, mas os últimos moradores recusaram sair e, em julho desse ano, o mesmo tribunal aceitou uma nova providência cautelar que suspendeu os despejos e a desconstrução do edifício.

Segundo o vice-presidente da VianaPolis, sociedade detida a 60% pelos ministérios do Ambiente e das Finanças e 40% pela Câmara de Viana do Castelo, a decisão sobre a providência cautelar poderá vir a ser conhecida no início de 2021.

“O juiz pode decidir já amanhã, mas segundo os nossos advogados, a decisão poderá demorar até dois meses. Só no início de 2021”, referiu.

“Logo que seja decidida a providência cautelar, notificaremos os moradores, dando-lhes 15 dias para abandonar o prédio. Se não o fizerem vai ser um despejo coercivo. Os moradores estão a ocupar uma coisa que não lhes pertence. Agora estão protegidos por esta providencia cautelar que tem efeitos suspensivos. Logo que ela termine serão despejados”, alertou.

O responsável manifestou-se confiante de que aquela ação representa o desfecho deste caso e que a decisão será favorável à sociedade.

“Cremos que esta ação vai por fim a toda esta situação. Não há nada de substancialmente diferente em relação às ações anteriores. Até à data todas as decisões têm sido favoráveis à VianaPolis. Não há questões de ilegalidade, há sim uma batalha judicial que os moradores, habilmente tem feito no sentido de protelar o processo”. sustentou.

Tiago Delgado lembrou que a VianaPolis moveu uma ação contra os moradores em seis frações do prédio, onde chegaram a viver cerca de 300 pessoas, para “lhes imputar os custos da demora” na desconstrução do edifício.

“Vamos reforçar o pedido de indeminização com o prejuízo de mais este ano de atraso”, sustentou, referindo à ação de responsabilidade civil movida, em janeiro, por aquela sociedade contra os “ocupantes” do prédio Coutinho.

Na altura, a VianaPolis disse querer ser ressarcida de 845.197,80 euros pelo adiar da desconstrução do edifício.

Tiago Delgado apontou ainda para meados de dezembro a realização de uma Assembleia-Geral da VianaPolis para decidir a prorrogação da atividade da sociedade por mais um ano, para a concretização do projeto de desconstrução.

A vida daquela sociedade tem sido consecutivamente prolongada devido ao impasse judicial, mantendo inalterado o seu objeto social, a desconstrução do prédio Coutinho.

O prédio Coutinho tem desconstrução prevista desde 2000, ao abrigo do programa Polis, mas a batalha judicial iniciada desde então pelos moradores tem vindo a travar o processo.

O projeto, iniciado quando era António Guterres primeiro-ministro e José Sócrates ministro do Ambiente, prevê para o local hoje ocupado pelo prédio, no centro da cidade, a construção do novo mercado municipal.

“Há seis frações que são propriedade da VianaPolis, mas das quais a sociedade não detém as chaves por estarem ocupadas pelos moradores que resistiram. São frações que na intervenção que fizemos, em 2019, não foi possível tomar posse efetiva. Das outras todas temos as chaves”, afirmou Tiago Delgado.

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