Seguir o O MINHO

Caminha

Maior mesa da Páscoa regressou a Caminha

Em Vila Praia de Âncora

em

Foto: Rui Marques/Facebook

Metros e metros de uma mesa recheada com doces brancos, pão de ló amêndoas e rebuçados enchidos e os mais diversos salgados. Há vinhos e até artesanato. Produtos que simbolizam a quadra que estamos a viver. É a maior Mesa da Páscoa e regressou à Vila Praia de Âncora, em Caminha, no último sábado. E ainda um programa de animação para estimular as compras.

Ao longo do dia, foram muitos os espetáculos, desde cinema, música, zumba, futsal, que vão animar a vila. Recorde-se que, no ano passado, a mesa tinha 200 metros de comprimento.

“Cada vez com mais inscrições”, segundo informação municipal, a Maior Mesa de Páscoa do País assinala este ano a VIII edição. A partir das 10:00, nas ruas 31 de janeiro e 05 de outubro encheram-se dos mais variados produtos e iguarias

Até às 19:00, os visitantes assistiram às atuações do Grupo de Bombos de Vila Praia de Âncora; do Grupo de Cantares Regionais do Orfeão de Vila Praia de Âncora; do Rancho das Lavradeiras de Orbacém; da Academia de Música Fernandes Fão e dos Cavaquinhos do ARA – Associação Recreativa e Cultural de Riba de Âncora.

Para os mais novos passa o filme ‘Dumbo’, no Cineteatro dos Bombeiros de Vila Praia de Âncora e, ainda, participaram no momento Ginástica Kid’s – circuito de motricidade infantil, a cargo do Patronato Nossa Senhora da Bonança e Be Fit.

“Também foi pensado um momento para pais e filhos”, acrescenta o Município. Pelas 16:00, o Âncora Praia – Secção de Futsal – vai promover uma atividade de futsal para pais e filhos.

A animação encerrou com uma aula de zumba com Ivone Correia.

Tradição

A Mesa da Páscoa pretende recriar uma tradição que vem desde o século XIX onde, por alturas pascais, quem quisesse podia colocar os seus produtos, em pleno centro da vila, e receber o compasso pascal.

A laranja pelo século XIX era símbolo de partilha e abundância, com a repartição dos gomos do fruto assumia um protagonismo especial. Havia ainda uma curiosidade, uma moeda escondida na laranja, destinada ao menino que transportava a caldeira da água benta ou ao pároco.

Anúncio

Caminha

Câmara de Caminha reúne-se na Serra d’Arga com lítio na ordem de trabalhos

Esclarecimento à população

em

Foto: DR / Arquivo

O executivo municipal de Caminha vai reunir-se, na segunda-feira, na União de Freguesias de Arga de Baixo, Arga de Cima e Arga de São João, para esclarecer a população sobre a prospeção e exploração de lítio na Serra d’Arga.

“A reunião vai servir para esclarecer a população do que se passa, do que pode vir a passar-se mas também do que se passou num passado recente, em 2010, em que a Câmara de Caminha, foi chamada a pronunciar-se sobre prospeção de lítio na Serra d’Arga, e nada disse”, afirmou hoje à Lusa o presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves.

A reunião pública descentralizada, que decorre sempre na última segunda-feira de cada mês, está marcada para as 18:30, e tem, como habitualmente, um único ponto da ordem de trabalhos, desta vez sobre a eventual prospeção e exploração de lítio na Serra D’Arga.

Na terça-feira, Miguel Alves, apelou à mobilização de autarcas, população e movimentos cívicos do Alto Minho para a “luta” que a região tem pela frente de contestação à prospeção e exploração de lítio.

“As câmaras não têm como garantir que não existirá prospeção e exploração de lítio. As câmaras municipais têm capacidade de garantir que lutarão para que isso não aconteça até à última gota de sangue. O Estado português é que terá de tomar essa decisão. Não estou a ver, qualquer governo, qualquer um que esteja à frente de um governo tomar uma posição contra toda a população”, afirmou, em São Lourenço da Montaria, em Viana do Castelo, no final da apresentação do projeto intermunicipal “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora”.

O autarca socialista disse que o município de Caminha “foi notificado na segunda-feira, por carta, pela Direção Geral de Energia e Geologia, para se pronunciar sobre o concurso de prospeção e exploração de minérios no âmbito do concurso anunciado em maio pelo Governo”.

Segundo o autarca, o projeto “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora”, já apresentado publicamente, envolvendo os concelhos de Caminha, Viana do Castelo e Ponte de Lima, visa a classificação da Serra d’Arga como Área de Paisagem de Protegida de âmbito regional, “será a muralha que sustentará a batalha da região contra qualquer invasão que faça mal ao território”.

“Tudo o que atentar contra este equilíbrio e contra esta riqueza terá a oposição da Câmara de Caminha. Nós temos uma mina, mas uma mina de biodiversidade, essa capacitação para criar riqueza a partir de valores naturais culturais e paisagísticos “, reforçou.

O projeto “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora”, “incide sobre o território classificado como Sítio de Importância Comunitária da Rede Natura 2000 Serra d’Arga, correspondendo a uma área com 4.493 hectares, totalmente inserida na sub-região do Alto Minho, e cuja conservação florística e faunística é imperativa”.

A classificação daquele território como Área Protegida de âmbito regional pretende “reforçar o seu caráter único enquanto ativo territorial e produto turístico emergente”.

O projeto intermunicipal implicou um estudo entre o vale do Âncora e o maciço serrano, que incluiu o levantamento das espécies existentes.

Foram identificadas 1.124 espécies de flora, entre as quais uma raridade em Arga de Cima, no concelho de Caminha, a ‘Scrophularia Bourgaeana’ que se pensava estar extinta em território nacional.

Foram ainda identificadas 126 aves, dez anfíbios, 12 répteis, 23 mamíferos não voadores e dez voadores, e cinco espécies de peixes, além de 60 elementos geológicos.

O estudo permitiu ainda fazer “o levantamento do património construído, mais de 600 exemplares, entre igrejas, cruzeiros, alminhas, moinhos, fontanários”.

A investigação foi realizada pelas empresas Território XXI, Floradata, Wenature, Miew Creative Studio, no âmbito de uma candidatura dos três municípios a fundos do Norte 2020, no valor de 350 mil euros.

Foram efetuados atlas da flora, fauna e geologia, o inventário do património material, trilhos suportados por novas tecnologias através de uma aplicação móvel (app), um vídeo promocional e um documentário, reunidos numa página na Internet criada para o projeto.

Continuar a ler

Alto Minho

Caminha apela à união do Alto Minho na “luta” contra o lítio

“As câmaras não têm como garantir que não existirá prospeção e exploração de lítio. As câmaras municipais têm capacidade de garantir que lutarão para que isso não aconteça até à última gota de sangue”

em

Foto: DR / Arquivo

O presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves, apelou hoje à mobilização de autarcas, população e movimentos cívicos do Alto Minho para a “luta” que a região tem pela frente de contestação à prospeção e exploração de lítio.

“As câmaras não têm como garantir que não existirá prospeção e exploração de lítio. As câmaras municipais têm capacidade de garantir que lutarão para que isso não aconteça até à última gota de sangue. O Estado português é que terá de tomar essa decisão. Não estou a ver, qualquer governo, qualquer um que esteja à frente de um governo tomar uma posição contra toda a população”, afirmou, em São Lourenço da Montaria, em Viana do Castelo, no final da apresentação do projeto intermunicipal “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora”.

O autarca socialista disse que o município de Caminha “foi notificado na segunda-feira, por carta, pela Direção Geral de Energia e Geologia, para se pronunciar sobre o concurso de prospeção e exploração de minérios no âmbito do concurso anunciado em maio pelo Governo”.

Na segunda-feira, a Câmara de Vila Nova de Cerveira informou ter sido notificada por aquela entidade e ter dado parecer desfavorável à prospeção e exploração lítio na Serra d’Arga.

Segundo Miguel Alves, também os concelhos de Viana do Castelo, Ponte de Lima e Paredes de Coura serão notificados para se pronunciarem sobre aquele projeto de prospeção de minerais.

“O melhor é que tenhamos uma posição articulada. Sugiro uma reunião, rapidamente, entre as cinco câmaras municipais para termos uma posição comum, para percebermos que é uma questão comum às nossas populações no sentido de preservar a Serra d’Arga. Temos aqui uma mina, mas da biodiversidade”.

Interpelado por vários elementos do movimento cívico SOS Serra d’Arga, que marcaram presença na apresentação do projeto intermunicipal, Miguel Alves apelou à mobilização de todos – “população, associações e movimentos cívicos” – na contestação que se adivinha “difícil” e para a qual pediu “racionalidade e inteligência”.

“Vamos ter de fazer um debate com o Estado português e com empresas internacionais com grande poderio. Não vai bastar a nossa vontade e o nosso amor à Serra d’Arga”, reforçou o autarca, garantindo que “Caminha nunca aceitará que um valor menor seja o substituto de um valor maior, que é biodiversidade, cultura, as pessoas”.

Classificação da Serra d’Arga como Área de Paisagem Protegida avança de “imediato”

Segundo o autarca, o trabalho que está a ser feito e que visa a classificação da Serra d’Arga como Área de Paisagem de Protegida de âmbito regional, “é mais rápido do que uma eventual prospeção ou exploração de lítio” e, por isso, porventura “será impossível” que ali “exista exploração de minérios, nomeadamente, de lítio”.

“Se as cinco autarquias estiverem juntas, as populações juntas e tivermos um discurso certeiro, será muito difícil sermos batidos, seja pelo lítio, seja pelo que for. Seria a desistência deste território. Seria como dizer às pessoas que não contam para nada”, sustentou.

Miguel Alves disse que toda a mobilização em torno desta questão é “bem-vinda”, mas afirmou “não tolerar a hipocrisia”.

“Não tolero a hipocrisia de alguns agentes políticos que agora são os maiores defensores da Serra d’Arga, que insultam todos os presidentes de câmara e quando tiveram responsabilidades não fizeram o que tinham de fazer para defender a Serra d’Arga, e nem sequer se pronunciaram quando havia pedidos de exploração de lítio para esta zona, alguns muito antigos, sendo que os últimos remontam a 2010”, frisou.

Na abertura daquela sessão, o presidente da Câmara de Viana do Castelo afirmou que o projeto intermunicipal hoje apresentado vai permitir a “fundamentação técnica e científica, por entidades insuspeitas, da contestação à prospeção de minerais”.

“Nós não estamos de acordo. Este é um trabalho sério que vai sustentar a fase seguinte para que este espaço seja de eleição. É uma área não se coaduna com outras atividades”, reforçou José Maria Costa.

O autarca socialista destacou “o elevado valor paisagístico e a importante componente de biodiversidade” daquele território, que classificou de “pequena joia um pouco escondida da ribalta” e a que os três municípios querem “dar luz e visibilidade”.

“Desconhecia-se o alcance e qualidade da biodiversidade. Este trabalho não pode estar arquivado nas prateleiras das câmaras municipais. Tem de estar disponível a todos”, disse José Maria Costa.

Presente naquela sessão, o vereador do Ambiente da Câmara de Ponte de Lima (CDS-PP), Paulo Sousa, referiu que o município se opõe a uma eventual prospeção e exploração de lítio, advertindo que “o parecer emitido pelas câmaras municipais não é vinculativo”.

“Nós estamos a favor da preservação e lutaremos todos em conjunto e unidos com os cidadãos, contra a prospeção ou exploração de lítio”, reforçou.

Continuar a ler

Caminha

Ampliação em escola de Caminha cria novo espaço para academia de música

Investimento de 1,8 milhões

em

Foto: DR

A ampliação da escola básica e secundária do Vale do Âncora, em Caminha, num investimento de 1,8 milhões de euros, vai permitir criar as novas instalações da Academia de Música Fernandes Fão (AMFF), informou hoje a Câmara local.

Em comunicado, o município liderado pelo socialista Miguel Alves adiantou que a ampliação daquele estabelecimento de ensino “contempla várias salas de aula, polivalentes e específicas”, estando ainda previsto “um novo acesso ao estabelecimento de ensino, a pensar nos alunos do primeiro ciclo do ensino básico”.

Segundo aquele município, “o espaço exterior será igualmente renovado, sendo redesenhados os locais destinados à prática de educação física”.

O projeto prevê para “um terreno contíguo, propriedade do município de Caminha, a construção, no âmbito do mesmo investimento, das novas instalações AMFF, com espaços destinados à parte administrativa, salas de aula, estúdio, salas de estudo individualizado e um auditório com capacidade para cerca de 170 pessoas”.

A empreitada prevê ainda a criação de “uma ligação física e funcional entre as instalações da escola básica e secundária do Vale do Âncora e o edifício da AMFF, sobretudo para que os alunos do ensino articulado possam circular entre as duas unidades sem ter de passar pelo exterior dos complexos”.

O contrato programa para a realização da intervenção vai ser assinado na sexta-feira, pelas 12:00, entre a Câmara de Caminha e o Ministério da Educação.

A sessão, que decorrerá na escola básica e secundária do Vale do Âncora, contará com a presença anunciada do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

Continuar a ler

EM FOCO

Anúncio

ÚLTIMAS

Vamos Ajudar?

Reportagens da Semana

Populares