Seguir o O MINHO

Viana do Castelo

Maior escola do distrito de Viana do Castelo produz documentários de artistas que ali estudaram

Escola Secundária de Monserrate

em

Foto: Divulgação / LUCIOS Engenharia e Construção (portefólio)

Dez documentários sobre a vida e obra de artistas formados na maior escola do Alto Minho, a secundária de Monserrate, em Viana do Castelo, estão a ser realizados ao abrigo de um projeto que vai ser apresentado no sábado.

Em declarações à agência Lusa, o professor do curso profissional técnico de multimédia da Escola Secundária de Monserrate (ESM) João Palhares Lima explicou hoje que o projeto “Artistas que a ESM viu nascer” pretende “contribuir para a construção da memória coletiva da instituição”.

Com 14 mil metros quadrados de área, a escola tem atualmente 1.500 alunos. A secundária de Monserrate, situada na cidade de Viana do Castelo, tem as suas raízes na Escola de Desenho Industrial, tendo, em 1979, passado a designar-se pelo nome como é hoje conhecida.

O projeto “Artistas que a ESM viu nascer” vai ser publicamente apresentado no sábado, pelas 16:30, no auditório António Manuel Couto Viana, da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo.

João Palhares Lima, um dos três docentes envolvidos no projeto, adiantou que “os 10 filmes documentais retratam a vida e obra de artistas, desde escultores, pintores, ceramistas, artistas gráficos e da área da fotografia, entre outros, que, de uma forma ou outra, se encontram intimamente ligados à história da ESM e à cidade de Viana do Castelo”.

Os quatro primeiros documentários concluídos dizem respeito aos artistas Carolino Ramos, Salvador Vieira, Rui Pinto e Manuel Rocha.

“A ESM é uma escola com 130 anos, impregnada de um grande cariz técnico e artístico, que cedo se afirmou como uma mais-valia para os seus alunos, quer pela qualidade dos cursos que ministrava, quer pela qualidade dos mestres que nela empenharam todo o seu saber e dedicação”, destacou o docente.

Já a professora bibliotecária Fernanda Neves referiu que o projeto daquele estabelecimento de ensino, que integra o Agrupamento de Escolas de Monserrate, “surge na sequência de um desafio lançado pelo Centro Cultural do Alto Minho, em 2016, aquando do lançamento do livro sobre o artista Carolino Ramos, “Carolino Ramos – a pulsão pela Arte”, de Álvaro Campelo e Gonçalo Fagundes.

“Como Carolino Ramos foi aluno e mestre desta escola, foi proposto ao responsável pelo núcleo museológico professor António Costa (entretanto falecido) dar um testemunho da passagem do mestre. Como a escola ministra o curso profissional de técnico de multimédia, com recursos materiais e humanos capazes de produzir conteúdos audiovisuais de qualidade, optou-se por fazer um pequeno vídeo sobre a vida e obra do mestre Carolino Ramos”, disse.

A ideia transformou-se num projeto que “envolve as turmas daquele curso profissional, no âmbito da sua Prova de Aptidão Profissional (PAP), professores, a biblioteca escolar, e a companhia Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana do Castelo”.

“O projeto ganhou proporções e passou de um pequeno vídeo para a realização de um documentário”, especificou Fernanda Neves.

Segundo João Palhares Lima, “quatro documentários estão em fase de conclusão, sendo que, após a realização da série de 10 documentários, será ponderada a realização de uma nova, dada a quantidade, relevo e riqueza da obra dos artistas que a ESM viu nascer”.

O projeto “tem a parceria da Fundação Caixa Agrícola do Noroeste, que atribuiu um subsídio de apoio à realização dos 10 filmes documentais”, cabendo àquela instituição “a promoção, divulgação e distribuição dos documentários”.

Já o diretor do agrupamento de escolas de Monserrate, Manuel Vitorino, sublinhou que o projeto “vai ao encontro do espírito do Espaço Memória criado na sequência da requalificação [da escola] de 16 milhões de euros realizada, em 2011, pela Parque Escolar”.

O Espaço Memória, adiantou, integra “um núcleo museológico que faz a ligação entre a história e a identidade do estabelecimento de ensino, os seus alunos a professores”.

“Este projeto vem permitir divulgar a oferta formativa da escola e dar mais visibilidade às obras dos artistas por ela formados”, sustentou Manuel Vitorino.

Populares