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Mãe que abandonou recém-nascido em caixote do lixo agiu sozinha e vivia na rua

Mulher não resistiu à detenção

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Foto: Divulgação

A mãe que abandonou o recém-nascido na terça-feira num caixote do lixo em Lisboa agiu sozinha e nunca revelou a gravidez a ninguém, vivendo numa situação “muito precária na via pública”, anunciou hoje a Polícia Judiciária (PJ).

Em conferência de imprensa, realizada na sede da PJ, Paulo Rebelo, chefe da Directoria de Lisboa e Vale do Tejo, explicou que a mulher, de 22 anos, não resistiu à detenção, efectuada na madrugada de hoje, na cidade de Lisboa.

O responsável acrescentou que a mulher estava consciente, sem perturbações mentais, não apresentando sinais de consumo de drogas.

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Braga é o segundo distrito do país com mais mortes em contexto de violência doméstica

Braga é o segundo distrito com mais mortes por violência doméstica

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Foto: O MINHO (Arquivo)

Mais de 500 mulheres foram assassinadas nos últimos 15 anos em contexto de relações de intimidade em Portugal, e só neste ano já morreram 28, algumas baleadas, outras estranguladas ou espancadas, a maioria vítima de violência doméstica.

Em 2019, Braga é o segundo distrito do país com mais mulheres a morrerem (4) desta forma, menos que em Lisboa (7), e as mesmas que em Setúbal (4).

Ana

Ana Paula Fidalgo, de 39 anos, residente em Salamonde, Vieira do Minho, morreu, a 06 de março, asfixiada às mãos do marido, após uma crise de ciumes. Foi a primeira vítima mortal deste ano, no distrito. Na altura, o alegado homicida comentou a notícia da morte da mulher nas redes sociais de O MINHO, indicando que “uma relação a dois” não era para três. Fazia referência a um alegado amante da mulher, que esteve, naquele dia, no mesmo local onde ocorreu o crime. O alegado homicida está em prisão preventiva enquanto aguarda julgamento.

Homem que terá matado a mulher em Vieira do Minho acusado de homicídio qualificado

Otília

Agosto foi o pior mês no distrito. Duas mortes às mãos de companheiros com quem as vítimas ainda residiam. Otília Castro perdeu a vida dentro da residência que dividia com o companheiro, em Gondifelos, concelho de Famalicão. O marido, José Ribeiro, de 61 anos, admitia publicamente os ciumes em relação à roupa utilizada pela mulher, chegando a dizer a amigos que iria acabar por a matar. E assim foi. Acabou com a vida da malograda, a tiro de caçadeira, suicidando-se em seguida. Os corpos foram descobertos dois dias depois, dentro da habitação conjunta.

Homicida de Famalicão dizia nos cafés que ia matar a companheira, mas ninguém fez queixa

Maria

Em Pedralva, no dia 23 de agosto, perde a vida Maria Magalhães, de 54 anos,  na sequência de três disparos de caçadeira efetuados pelo marido, com quem vivia. A vítima tinha já alertado os filhos que poderia vir a ser assassinada pelo marido, com problemas alcoólicos. O homicida, após consumar o crime, dirigiu-se ao posto da GNR para avisar da morte da esposa e se entregar, como único responsável pelo ato. Encontra-se em prisão preventiva a aguardar julgamento.

Homem mata mulher a tiro em Braga

Gabriela

A 18 de setembro, ocorreu o caso mais mediático. Gabriela foi assassinada com múltiplas facadas, em plena via pública, à porta do prédio onde residia, por um ex-companheiro, morrendo ainda no local. O caso chocou a cidade de Braga, levando à organização de várias vigílias e à criação de um grupo informal, chamado “Mulheres de Braga”, que pretende ver a legislação mais apertada para suspeitos e condenados por este tipo de crime. Gabriela Monteira, de 47 anos, terá sido a última vítima mortal, em 2019, deste tipo de crime, no distrito.

Gabriela Monteiro morreu. Foto: DR

Homem que matou mulher em Braga fica em prisão preventiva

Os dados são do Observatório de Mulheres Assassinadas (OMA), da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), e constam do relatório preliminar que é hoje apresentado, em Lisboa, e que traz a realidade das mulheres assassinadas em Portugal desde 01 de janeiro até ao dia 12 de novembro.

Nesse período, e tendo como fonte as notícias publicadas pela imprensa nacional, o OMA contou 28 mulheres assassinadas em contexto de relações de intimidade ou familiares, além de outras duas mortas em diferentes contextos, e 27 tentativas de homicídio.

Contas feitas, significa que, em média, houve três mulheres assassinadas todos os meses e uma média de cinco mulheres vítimas de formas de violência extrema.

“No que concerne à relação existente entre vítimas e homicidas, à semelhança dos anos anteriores, continuamos a verificar que 53% das mulheres assassinadas mantinha uma relação de intimidade presente com o homicida ao passo que 21% já tinha procurado romper com essa relação”, lê-se no relatório.

Acrescenta que “as relações de intimidade – presentes e anteriores – representam 74% do total de femicídios noticiados”.

Mulheres de Braga saíram à rua para exigir que “parem de as matar”

Por outro lado, ao ser feito o cruzamento entre a incidência do femicídio com a presença de violência doméstica nas relações de intimidade, presentes ou passadas, e relações familiares, foi possível constatar que a maioria (71%) das mulheres assassinadas foi vítima de violência nessa relação.

“Nesse sentido, em 71% das situações é muito provável que alguém próximo tivesse conhecimento de tal violência”, refere o OMA, que aproveita para defender que é urgente implementar programas de prevenção primária.

Esta percentagem corresponde a 20 casos onde se constatou existir um contexto de violência doméstica, dentro dos quais houve 12 em que existiu denúncia, ou seja, processo crime anterior à prática do homicídio.

O OMA registou a existência de 45 filhos/as das mulheres mortas, sendo que 26 eram filho/as da vítima fruto de uma relação anterior e 19 eram filhos/as comuns da vítima e do homicida. No total, 16 eram menores de idade, o que leva a UMAR a pedir uma atenção especial para as crianças vítimas dos crimes de género e, em particular, para as crianças que ficam órfãs.

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A caracterização da vítima mostrou que o grupo etário que registou mais femicídios foi o das mulheres com idades entre os 36 e os 50 anos (43%), imediatamente seguido pelo grupo etário acima dos 65 anos (21%), sendo que metade das vítimas estava inserida no mercado de trabalho.

Um dado que leva a UMAR a defender a necessidade de aumentar a proteção a estas mulheres e a criação de “estruturas especificas com métodos, instrumentos e respostas especializadas e ajustadas às especificidades das mulheres idosas, sobretudo em zonas mais afastadas dos grandes centros urbanos”.

Já o homicida tem idades entre os 36 e os 50 anos (32%) e entre os 51 e os 64 anos (25%), e a maior parte (57%) estava empregado.

O mês de janeiro destacou-se como aquele que registou o maior número de ocorrências (sete), seguido dos meses de fevereiro, agosto e outubro, com três mortes cada um, não tendo, ainda, sido registado qualquer homicídio em novembro.

“A residência continua a ser o espaço onde a maior parte dos femicídios foram praticados (71%), seguido dos crimes na via pública (18%)”, refere o relatório, acrescentando que a maioria dos crimes aconteceu ou durante a noite ou pela manhã.

A maioria das mulheres (13) foi morta com recurso a arma de fogo, mas houve também oito casos de mulheres esfaqueadas, três espancadas, três estranguladas ou uma morta por asfixia.

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Governo garante aumento de apoios para os produtores florestais

O ministro do Ambiente deixou claro que Portugal precisa mesmo da floresta e garantiu que o país vai ser neutro em carbono no ano 2050

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Foto: DR / Arquivo

O ministro do Ambiente garantiu hoje que os apoios aos produtores florestais vão aumentar e adiantou que o orçamento do fundo florestal permanente vai contar com mais cinco milhões de euros para apoiar as organizações florestais.

“Sejamos honestos, se 97% da floresta [portuguesa] é de alguém que não o Estado, é evidente que os apoios a esse alguém têm mesmo que aumentar a partir de agora. E posso garantir-vos que no próximo ano, no orçamento do fundo florestal permanente, isso vai ser muito evidente”, afirmou João Matos Fernandes.

O governante, que falava em Castelo Branco, durante a cerimónia de apresentação do 6.º Inventário Florestal Nacional, explicou que há ainda uma parcela, com expressão, do fundo florestal permanente que era dedicada a pagar medidas agroambientais que nada tinham a ver com a floresta.

“Só esse valor são cinco milhões de euros que eu posso garantir-vos que no próximo ano estarão dedicados ao apoio às organizações florestais, com o objetivo de tudo fazerem para aumentar o valor da floresta”, sublinhou.

O ministro deixou claro que Portugal precisa mesmo da floresta e garantiu que o país vai ser neutro em carbono no ano 2050.

“Isto é uma convicção, é um compromisso. Fomos o primeiro país do mundo a dizer que iremos ser neutros em carbono no ano de 2050. Boa parte dos países da Europa acompanha-nos nesta vontade. Mas, temos que ser rigorosos e dizer que a União Europeia ainda não conseguiu assumir este compromisso como um todo”, frisou.

Adiantou ainda que ser neutro em carbono não significa emissões zero, mas implica reduzir em muito as emissões, para terem um valor entre 85 e 90% das 60 megatoneladas de CO2/ano que são o ponto de partida.

“O grande sequestrador de carbono em Portugal é a floresta. E, por isso, a melhor forma de aumentar o sequestro de carbono e mesmo aumentando a área destinada à floresta de revoluções longas. É absolutamente fundamental que isso aconteça. E se 97% da floresta portuguesa é privada só o conseguiremos fazer em parceria com os proprietários florestais”, disse.

Matos Fernandes realçou o trabalho feito nos últimos anos, por parte do Estado, na preservação estrutural contra incêndios.

“[O Estado] Investiu na perspetiva da prevenção estrutural, no caso dos parques naturais o resultado é magnífico. A média dos últimos 10 anos de área ardida nas áreas protegidas e parques naturais era na ordem de mais de 11 mil hectares por ano. No ano passado foi de 1.400 hectares e, este ano, mil hectares”, sustentou.

Explicou ainda que os parques naturais e áreas protegidas situavam-se, sensivelmente, entre os 7 e os 10% da área ardida, sendo que no último ano situaram-se nos 2,5%.

“Temos de facto agido bem naquilo que é a preservação estrutural contra incêndios e na capacidade de os poder combater. E, nos últimos dois anos, temos feito o melhor que conseguimos para gerir a pequena parcela de floresta pública que está connosco”, concluiu.

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Foo Fighters primeira confirmação para o Rock in Rio Lisboa

Nona edição

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Foto: Wikipedia

Os norte-americanos Foo Fighters vão atuar a 21 de junho no festival Rock in Rio Lisboa, no Parque da Bela Vista, anunciou hoje a organização.

A banda de Dave Grohl é a primeira confirmação do cartaz do festival, cuja nona edição está marcada para os dias 20, 21, 27 e 28 de junho, em Lisboa.

O regresso a Portugal acontecerá numa altura em que a banda estará a celebrar 25 anos de carreira, contando a partir de finais de 1994, quando Dave Grohl, então baterista dos Nirvana, gravou uma série de temas que viriam a fazer parte, um ano depois, do primeiro álbum dos Foo Fighters.

Em setembro passado, Dave Grohl revelou que a banda iria trabalhar num novo álbum, sucessor de “Concrete & Gold”, de 2017, possivelmente para editar em 2020.

A relação dos Foo Fighters com o público português remonta a 1998, quando atuaram na Expo’98, em Lisboa, e no Coliseu do Porto. Tinham então dois álbuns, “Foo Fighters” (1995) e “The colour and the shape” (1997).

Nestas duas décadas, já passaram também pelos festivais de Paredes de Coura e Alive (Oeiras). Em 2004 atuaram na primeira edição do festival Rock in Rio Lisboa.

Para a edição de 2020, o festival promete dois fins de semana com 12 horas de entretenimento diário em 14 espaços, incluindo concertos, dança, jogos, uma roda gigante e uma montanha-russa.

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