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Braga

Mãe de menina raptada em Braga pelo pai inglês pede mandados de captura

Requerimento entregue à Interpol

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Foto: Ilustrativa / DR

A mãe de uma menina de três anos raptada e levada de Braga para fora do país, a 29 de janeiro, pelo pai e pelos avós, de nacionalidade inglesa, teme que se a filha entrar em solo britânico, as autoridades venham a institucionalizá-la.

“Há que evitar isso a todo o custo, seria um retrocesso na vida da menina que poderia ter graves consequências para o futuro”, afirmou, em declarações a O MINHO.

A progenitora pediu ontem à Procuradoria Geral da República e ao Ministério Público de Braga que emitam mandados de detenção europeus para evitar que a criança, que se supõe esteja em Espanha, chegue a Inglaterra.

O requerimento pede que seja oficiado à Interpol o lançamento de Alerta Amarelo para a menor, bem como a sua inserção preventiva no Sistema Informação Schengen.

O alegado rapto parental da menina ocorreu, de dia, na Rua Francisco Sousa Gomes, em Braga, tendo a progenitora sido surpreendida por um encapuçado, que reconheceu como sendo o seu ex-companheiro, que a agrediu violentamente com dois murros, empurrando-a de seguida para o chão.

O pai arrancou a menor do carrinho em que seguia com a colaboração do avô, e fugiu com ela num jipe guiado por uma terceira pessoa.

O documento – diz o Jornal de Notícias na sua edição imprensa de hoje – sublinha que a menor não foi levada para Inglaterra por falta de passaporte ou de autorização materna, mas salienta que o raptor recorreu ao Royal Courts of Justice, de Londres, para tentar obter um passaporte, à revelia da mãe. Decisão que deve ser tomada hoje.

Solicita, por isso, que seja emitida certidão comprovativa de que correm autos de sequestro no Tribunal de Braga, “rogando-se que tal tribunal londrino não ordene a emissão de passaporte à menor até sua localização em segurança, e detenção dos seus captores”.

Pede, ainda, para ser ouvida, com carácter de urgência, e pelo meio mais expedito .

A menina – assegura a mãe – estava em Portugal com autorização do pai, sendo a sua guarda partilhada entre os dois. No documento, também enviado à PJ do Porto, a queixosa diz que o ex-companheiro a ameaça de que não verá a criança enquanto não assinar o consentimento para emissão de novos documentos de viagem.

A denunciante – lê-se ainda naquele documento – encontrava-se em Portugal com a filha menor, com autorização e conhecimento do pai, conforme facilmente se comprova pela troca de mensagens entre os dois, que se juntam para os devidos e legais efeitos.

A vinda da mãe para Portugal – acrescenta – não visava, nem nunca visou incumprir o regime de regulação das responsabilidades parentais fixado no Reino Unido, mas tão só visitar a família com a filha menor.

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Braga

Escolta da polícia ajuda transportadora de Braga a levar materiais aos hospitais do país

Um vídeo partilhado hoje pela Torrestir, empresa com sede em Braga, mostra o Comando Distrital da PSP da Coimbra a escoltar um dos seus camiões, na semana que passou, durante o transporte de equipamentos para hospitais. “Garantimos assim, com sucesso, mais uma importante entrega, para podermos continuar a dar o apoio necessário ao setor da saúde, neste momento crucial”. Vídeo: Facebook

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Um vídeo partilhado hoje pela Torrestir, empresa com sede em Braga, mostra o Comando Distrital da PSP da Coimbra a escoltar um dos seus camiões, na semana que passou, durante o transporte de equipamentos para hospitais. “Garantimos assim, com sucesso, mais uma importante entrega, para podermos continuar a dar o apoio necessário ao setor da saúde, neste momento crucial”.

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Braga

Covid-19: Sobe para três o número de mortes em lar de Braga e há 42 infetados

Asilo S. José

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

Três idosos acolhidos no Asilo de S. José, em Braga, morreram nos últimos dias com covid-19, havendo outros 23 utentes infetados, disse hoje o presidente da direção à Lusa.

Segundo José Cunha, a terceira morte registou-se na tarde de hoje, no Hospital de Braga, onde a vítima estava internada há cerca de uma semana. As outras duas mortes ocorreram igualmente no hospital. Os testes realizados a 19 utentes revelaram-se inconclusivos, pelo que serão repetidos.

De acordo com o mesmo responsável, 18 funcionários estão igualmente infetados.

“A nossa grande prioridade agora é encontrar pessoal que possa vir trabalhar, para substituir as funcionárias que estão há uma semana a fazer 12 horas por dia”, disse José Cunha.

Para o efeito, estão a ser feitas diligências junto de várias entidades, como Centro de Emprego, Cruz Vermelha, Segurança Social e bolsas de voluntariado, no sentido de conseguir as 15 pessoas necessárias para assegurar o funcionamento do lar nos próximos 15 dias.

Entretanto, o lar vai resolver “internamente” o problema dos infetados.

No logradouro, foram instaladas duas tendas para acolher os funcionários.

Os utentes infetados que não têm autonomia serão acolhidos no salão polivalente do lar, que assim se tornará numa espécie de enfermaria.

Os que não têm autonomia permanecerão em isolamento nos seus quartos.

O lar conta, neste momento, com 103 utentes, de idade elevada.

“São todos de idade elevada, com 107 anos, com 100, com 90 e muitos, muitos deles com várias patologias associadas, o que torna a situação muito, muito complicada, mas nós estamos, naturalmente, a fazer tudo o que está ao nosso alcance para tratar dos nossos utentes”, disse ainda José Cunha.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 667 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 31.000.

Dos casos de infeção, pelo menos 134.700 são considerados curados.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 119 mortes, mais 19 do que na véspera (+19%), e registaram-se 5.962 casos de infeções confirmadas, mais 792 casos em relação a sábado (+15,3%).

Dos infetados, 486 estão internados, 138 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

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Braga

Covid-19: Segundo utente infetado na APPACDM de Braga

Uma funcionária também testou positivo

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Foto: Luís Moreira / O MINHO

Um utente do lar da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Lomar, em Braga, testou positivo para Covid-19, soube O MINHO junto de fonte oficial.

Este caso junta-se a outros dois, de um outro utente e uma funcionária, conforme noticiado ontem.

No sábado, António Melo, presidente da direção da APPACDM de Braga, disse a O MINHO que os lares de Lomar, São Lázaro e Gualtar iam entrar em quarentena obrigatória a partir da noite de ontem, com cerca de 40 jovens e sete funcionários a permanecerem dentro das instalações durante os próximos 14 dias.

Sobre os dois primeiros casos confirmados, o responsável explicou que o jovem infetado pertencia ao Centro de Atividades Ocupacionais mas não frequentava a instituição desde 13 de março, nem nunca frequentou o lar residencial.  Quanto à funcionária infetada, o diretor explica que a infeção pode não ter sido contraída no lar.

Os restantes utentes e funcionários vão ser sujeitos ao teste de despistagem da doença, que devem ser conhecidos nos próximos dias, enquanto permanecem em quarentena dentro dos lares.

António Melo disse que cada utente será confinado a um quarto e será servido por uma funcionária, de modo a evitar múltiplos contactos.

“É uma situação muito difícil de gerir porque vários jovens têm doenças do foro mental e não vão querer estar confinados o dia todo num quarto”, alertou o responsável a O MINHO.

Em declarações ao jornal Correio do Minho, a diretora-técnica da APPACDM de Lomar revelou que o homem infetado, de 44 anos, estará em estado crítico, e já possui histórico de problemas respiratórios.

Queixas de funcionários

Alguns trabalhadores do organismo apontam críticas à direção por não ter tomado medidas anteriores, mas António Melo refuta-as, indicando que está a proceder conforme as determinações das autoridades de saúde.

Há ainda queixas de que existem ameaças para com os funcionários para que estes trabalhem, acusação também negada pelo diretor.

Sobre a ausência de apoio médico, António Melo explica que o enfermeiro habitual está a trabalhar no Hospital de Famalicão, que acresce o risco de contaminar os utentes, face a essa exposição.

O responsável reforça ainda que cada jovem está em quarto individual e isolado, por determinação da saúde pública.

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