Seguir o O MINHO

País

Luís Onofre nomeado presidente da Confederação Europeia de Indústrias de Calçado

em

Foto: Facebook

O presidente da Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado, Luís Onofre, foi nomeado presidente da confederação europeia do setor para o próximo triénio, numa demonstração do prestígio internacional de Portugal nesta indústria, anunciou hoje o ministro da Economia.

“O presidente da APICCAPS [Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Seus Sucedâneos], Luís Onofre, acaba de ser nomeado presidente da Confederação Europeia de Indústrias de Calçado (CEC)”, afirmou Pedro Siza Vieira à margem de uma visita à delegação de 90 empresas portuguesas que participa até quarta-feira, em Milão, na maior feira internacional do setor do calçado, a Micam.

Em declarações aos jornalistas, o governante destacou tratar-se de “uma distinção não apenas à pessoa e à sua capacidade de liderança, mas também um reflexo da importância que a confederação europeia atribui ao setor em Portugal”, e que permitirá ao país “contribuir para a afirmação da indústria europeia, mas particularmente para a elevação da imagem de Portugal”.

“A forma como o mundo aprecia o percurso da indústria portuguesa de calçado é impressionante, é um caso de estudo e um exemplo internacional e no país”, sustentou Siza Vieira.

Para Luís Onofre, a presidência da CEC – que assume a partir de maio – “é um prestígio” pessoal e para o setor, que pretende aproveitar “para ajudar a indústria portuguesa a ser cada vez mais reconhecida a nível internacional” e para avaliar com mais profundidade “algumas situações que se passam a nível da Europa”.

Afirmando-se “impressionado com a presença portuguesa” na feira de Milão, onde Portugal se destaca como a segunda maior delegação estrangeira, depois de Espanha, o ministro Adjunto e da Economia destacou o papel de “suporte” que tem vindo a ser desenvolvido pela APICCAPS, apontando-a como “protagonista da transformação notável” da indústria nacional do setor.

Relativamente ao desempenho do setor português do calçado em 2018, em que – segundo os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) – as exportações aumentaram 0,98% em volume (para perto de 84 milhões de pares), mas recuaram 2,85% em valor (para 1.904 milhões de euros), Siza Vieira considerou que que “o grande trabalho que há que continuar a fazer é na diversificação de mercados e na promoção externa”.

“Essa ligeira redução da faturação nas exportações também tem a ver com a circunstância de os consumidores internacionais estarem a evoluir nas suas preferências e haver, neste momento, alguma procura por materiais alternativos que não a pele e que não são tão caros”, referiu.

Contudo, disse, “as empresas portuguesas têm conseguido saber adaptar-se a essas mudanças na procura”, sendo que a indústria nacional se distingue por ser “muito flexível, rápida e capaz de responder às necessidades do mercado”.

Ao nível da promoção externa, Siza Vieira apontou o investimento de 16 milhões de euros programado para este ano pela APICCAPS, com o apoio do Programa Compete, a que acrescem mais dois milhões de euros na valorização das marcas portuguesas.

Anúncio

País

Motoristas ameaçam greve com consequências mais graves que em abril

Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM)

em

Foto: DR / Arquivo

O Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM) ameaça consequências mais graves para a greve que começa em 12 de agosto do que as sentidas em abril, avisou em carta aberta enviada hoje às redações.

“O Governo e a ANTRAM [Associação Nacional de Transportes Públicos Rodoviários de Mercadorias] tentam esconder, mas a greve do dia 12 vai ter repercussões muito mais graves das do passado mês de abril, pois esta greve está convocada e vai afetar todas as tipologias de transporte de todos os âmbitos”, refere o SIMM.

O sindicato avisa que, além dos combustíveis, a próxima greve vai afetar também o abastecimento às grandes superfícies, à indústria e serviços, podendo “faltar alimentos e outros bens nos supermercados”.

A indústria, avisa o SIMM, “vai sofrer graves perdas e grandes exportadoras como a Autoeuropa correm o risco de parar a laboração”.

Entretanto, foi já marcada para dia 24 de julho uma reunião na Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), para planificar os serviços mínimos.

O pré-aviso dos sindicatos dos motoristas para a greve com início em 12 de agosto propõe serviços mínimos de 25% em todo o território nacional, enquanto na greve de abril eram de 40% apenas em Lisboa e Porto.

De acordo com o documento a que a Lusa teve acesso, a proposta de serviços mínimos a assegurar “tem por referência 25% dos trabalhadores” em cada empresa que preste abastecimento de combustíveis, por exemplo, a “portos, aeroportos e postos de abastecimento das empresas que têm por objeto a prestação de serviço público de transporte de passageiros, rodoviários, ferroviários e fluviais”, bem como a “estruturas residenciais para pessoas idosas, centros de acolhimento residencial para crianças e jovens, estabelecimentos de ensino, IPSS e Santas Casas da Misericórdia”.

Já no caso do “abastecimento de combustíveis e matérias perigosas a hospitais, centros de saúde, clínicas de hemodiálise e outras estruturas de prestação de cuidados de saúde inadiáveis, estabelecimentos prisionais, bases aéreas, serviços de proteção civil, bombeiros, forças de segurança e unidades autónomas de gaseificação”, os sindicatos propõem que estes serviços sejam assegurados na totalidade, “nas mesmas condições em que devem assegurar em dias úteis, de feriado e/ou descanso semanal”.

O secretário de Estado da Energia disse, no dia 18 de julho, numa entrevista ao Dinheiro Vivo e à rádio TSF que “o Governo está preparado para o que vier a acontecer” na eventualidade de uma greve geral de camionistas no dia 12 de agosto, acrescentando que está já a ser preparada “uma rede de abastecimento de emergência” com um mês de antecedência.

“Se acontecer algo semelhante ao que aconteceu na última greve, teremos no terreno um dispositivo que identifica os abastecimentos prioritários, os postos que têm de ser abastecidos, os circuitos que abastecem esses postos, bem como depois a necessidade de motoristas que garantam esses abastecimentos. Iremos definir os serviços mínimos e esperamos que sejam cumpridos, mas se não forem temos medidas alternativas”, sublinhou.

O governante adiantou que “já está também preparada uma ‘task force’ especial da Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE), com procedimentos internos por parte da sua própria rede de emergência de postos de abastecimento (REPA), que depois se articula com as forças de segurança para a operacionalização da rede alternativa”.

“Haverá um acompanhamento muito próximo de vários membros do Governo, das áreas da Energia, Transportes, Administração Interna, como na greve anterior”, salientou.

Em 19 de julho, o ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, disse acreditar que patrões e sindicatos vão continuar a negociar e chegar a um acordo para evitar a greve de motoristas marcada para começar em 12 de agosto.

“Aquilo que eu quero acreditar é que patrões e sindicatos, até ao dia 12 [de agosto], falta tempo, vão continuar a sentar-se à mesa – o Governo está muito empenhado em que isso aconteça -, para se chegar a um acordo e a uma solução em que todas as partes fiquem bem e que não venha a haver greve”, disse o ministro aos jornalistas.

Ainda assim, o Ministério do Ambiente e da Transição Energética, que tem a tutela da energia, por se tratar de uma situação de greve que pode perturbar a vida normal das pessoas, “concentrou-se em preparar” um plano de emergência para “o facto de a greve vir a existir”, pondo em causa o abastecimento de combustíveis, explicou o governante.

Segundo Matos Fernandes, o ministério, como era sua “obrigação fazer”, dentro das suas responsabilidades, preparou “um plano muito robusto”, que “nunca tinha sido preparado” e “vai muito além da rede de postos”, já que “tem todo um sistema logístico por trás de abastecimento de postos”.

Continuar a ler

País

Autarcas são os “primeiros responsáveis pela proteção civil” nos seus concelhos

António Costa responde às críticas como uma do vice-presidente da Câmara de Vila de Rei sobre a prevenção

em

Foto: Arquivo

O primeiro-ministro sublinhou hoje que os autarcas são os “primeiros responsáveis pela proteção civil em cada concelho”, ao responder a críticas como a do vice-presidente da Câmara de Vila de Rei sobre a prevenção dos incêndios.

“Eu não faço comentário enquanto os incêndios e as operações estão a decorrer e, sobretudo, não digo aos que são os primeiros responsáveis pela proteção civil em cada concelho, que são os autarcas, o que é que devem fazer para prevenir, através da boa gestão do seu território, os riscos de incêndio”, disse o primeiro-ministro aos jornalistas.

Costa inaugurou hoje cinco unidades de saúde nos concelhos de Sintra e Amadora, no distrito de Lisboa.

À margem, o governante foi questionado sobre o incêndio que deflagrou no sábado em Vila Rei e alastrou ao concelho vizinho de Mação, mas também sobre as críticas dos autarcas da zona, nomeadamente o vice-presidente da Câmara Municipal de Vila de Rei, Paulo César, que disse hoje que este concelho “está farto” de enfrentar chamas ano após ano e garantiu que o “Estado voltou a falhar” na prevenção do incêndio deste fim de semana.

“O concelho está farto, como diz o nosso presidente da Câmara [Ricardo Aires]. Está farto destes sucessivos incêndios com origem criminosa e está farto de ver o Estado voltar a falhar às populações”, referiu, em declarações à agência Lusa.

O chefe do executivo referiu que “o Governo tem estado, desde a primeira hora, a acompanhar a situação desde sábado”, tanto ele próprio como o ministro da Administração Interna, o secretário de Estado da Proteção Civil, ou “as instituições do Estado sob a liderança da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil”.

“Neste momento, é um momento deixar os profissionais fazerem o seu trabalho, com a grande dedicação com que estão a fazer, darem tudo por tudo para protegerem as pessoas, para salvarem os bens das pessoas, para protegerem a nossa floresta e, no final, falaremos”, advogou.

António Costa disse ter “uma grande confiança em todos os profissionais e voluntários que estão a trabalhar”, sejam bombeiros voluntários, sejam os bombeiros da força especial de bombeiros, militares da Guarda Nacional Republicana ou das Forças Armadas.

“Todos estão a dar o seu melhor para que esta situação se possa controlar o mais rapidamente possível”, destacou.

O primeiro-ministro assinalou também que “durante a manhã [o fogo] esteve praticamente dominado”, mas “infelizmente as condições atmosféricas não permitiram uma consolidação atempada da situação”.

“Mas vamos deixá-los trabalhar, acho que é isso que é necessário”, sublinhou.

Continuar a ler

País

Costa critica práticas restritivas da Ordem dos Médicos para limitar acesso à formação

Primeiro-ministro critica exercício dos poderes regulatórios de algumas ordens profissionais

em

O primeiro-ministro criticou hoje o exercício dos poderes regulatórios de algumas ordens profissionais, em especial a dos médicos, para restringir a concorrência e limitar o acesso à formação, considerando que tal impede a resposta às carências.

António Costa assumiu esta posição na inauguração da nova Unidade de Saúde de Sintra, após o presidente da Câmara deste município, Basílio Horta, se ter insurgido contra os obstáculos levantados pela Ordem dos Médicos em relação à abertura da nova Faculdade de Medina da Universidade Católica.

Basílio Horta, fundador do CDS, antigo ministro e ex-deputado do PS, considerou incompreensíveis esses obstáculos levantados a uma faculdade que será aberta em parceria com a Universidade de Maastricht (Holanda) e que é considera uma das melhores do mundo. O presidente da Câmara de Sintra alegou que só no seu município estão em falta mais de 40 médicos de família.

O primeiro-ministro concordou “totalmente” com esta análise e retomou um dos pontos que esteve presente no discurso que fez no sábado, em Lisboa, durante a Convenção Nacional do PS, quando apresentou o programa eleitoral dos socialistas.

“A OCDE e as instituições internacionais dirigem-nos permanentemente recomendações no sentido de alterar as regras que dizem respeito ao acesso às profissões reguladas. Considero que as ordens têm uma função insubstituível na regulação do exercício da atividade, na fixação dos padrões de qualidade de exigência e ninguém pode brincar com a saúde – e a melhor forma é mesmo não brincar com a qualidade da formação dos profissionais de saúde”, começou por acentuar o líder do executivo.

No entanto, de acordo com António Costa, é obrigatório dotar Portugal com os recursos humanos necessários “e não utilizar as competências que existem para práticas restritivas da concorrência e limitar o acesso à formação com qualidade e exigência”.

Caso contrário, advertiu, o país ficará com enormes carências para satisfazer as necessidades” da sua população.

Depois, num recado indireto ao bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, o primeiro-ministro apontou que “é muito fácil andar de hospital em hospital a identificar a falta de um anestesista ou de um ortopedista”.

“Ora, para que isso não aconteça, é fundamental assegurar que, à partida, há condições no sentido de que quem tem competência e capacidade para poder ser médico tenha [efetivamente] aceso à formação de medicina, frequentando um curso que seja exigente e de qualidade”, defendeu.

Quem reunir essas condições, na perspetiva do primeiro-ministro, deve “aceder à profissão para que o país disponha dos recursos humanos que necessita”.

“Não podemos estar sempre à procura de encontrar aquele especialista que falta aqui ou aquele outro especialista que falta ali”, frisou. Ou seja, para António Costa, “aumentar o número de pessoas em formação é absolutamente vital para se poder ter os recursos humanos que estão ao alcance do país”.

Numa intervenção antes de António Costa, a ministra da Saúde, Marta Temido disse que a maior falta de cobertura por parte de médicos de família é precisamente na zona da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.

“Mas hoje, durante esta manhã, estivemos em novas unidades para 63500 utentes, num investimento total de 2,6 milhões de euros”, disse.

Antes da cerimónia na nova Unidade de Saúde de Sintra, também neste concelho, o primeiro-ministro inaugurou em Almargem do Bispo e em Agualva novos centros de saúde.

O novo edifício da Unidade Cuidados Saúde Personalizados (UCSP) de Agualva tem inscritos 26222 utentes, sendo composto por duas unidades de saúde familiares e centro de saúde – uma infraestrutura com três pisos.

Este edifício de Agualva tem 21 gabinetes de consulta, seis de enfermagem, quatro salas de tratamento e um gabinete de Saúde Oral. Terá seis médicos, 12 enfermeiros e seis assistentes técnicos.

Também de acordo com dados do Governo, a valência “permitirá gradualmente a atribuição de médico aos 18217 utentes”, num Investimento de 1,5 milhões de euros, dos quais 15% suportados pela Câmara de Sintra.

Já a Unidade de Saúde de Sintra, que se encontra a funcionar desde 27 junho 2019, representou um Investimento de 846 mil euros, financiados pela Câmara Municipal, com o apoio em 50% do Programa Operacional de Lisboa 2020.

Continuar a ler

EM FOCO

Anúncio

ÚLTIMAS

Vamos Ajudar?

Reportagens da Semana

Populares