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País

Luís Montenegro espera “apoio massivo” para inverter “ciclo de definhamento” no PSD

Eleições no PSD

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Foto: Divulgação / Facebook

O candidato à liderança do PSD Luís Montenegro disse, na quinta-feira, no Funchal, que espera um “apoio massivo” dos militantes de todo o país, para “inverter o ciclo de definhamento” do partido, tornando-o “ganhador” ao nível autárquico e legislativo.


“Eu estou mesmo muito esperançado em receber da Madeira um voto muito, muito massivo para dar força à liderança do PSD, com vista a cumprir os desideratos de sermos um partido ganhador do ponto de vista autárquico em 2021 e do ponto de vista legislativo em 2023”, afirmou o candidato.

Luís Montenegro, antigo líder parlamentar do PSD, encontra-se reunido com militantes social-democratas numa unidade hoteleira da capital madeirense, para apresentar a sua candidatura à liderança do partido, à qual concorrem também o atual presidente Rui Rio e o vice-presidente da Câmara de Cascais (distrito de Lisboa), Miguel Pinto Luz.

“Espero um apoio massivo dos militantes de todo o país e da Madeira também”, afirmou, vincando que a região autónoma é um “excelente exemplo” da intervenção social-democrata na sociedade em termos de desenvolvimento económico e social.

Montenegro disse que quer inverter o “ciclo de definhamento” que afeta o PSD e o impede de ser líder do Governo da República e líder no poder municipal, que a sua candidatura definiu como dois grandes objetivos.

“Por um lado, haver uma demarcação muito concreta da nossa ação política face ao Partido Socialista, ao Partido Comunista e ao Bloco de Esquerda, que hoje formam a frente que governa o país”, explicou, indicando que, por outro lado, quer preparar o PSD para “recuperar a supremacia nos municípios e nas juntas de freguesia”.

O candidato referiu ainda que a defesa da autonomia nos arquipélagos da Madeira e dos Açores é “fundamental para que o Estado funcione melhor” e sublinhou que o PSD é o partido português com o património “mais rico” no desenvolvimento e diversificação da autonomia política.

“Temos um bom exemplo nas nossas regiões autónomas de como é possível aproximar decisões políticas dos cidadãos e, com isso, atenuar, ou mesmo eliminar, algumas desigualdades que no passado existiam entre as pessoas que viviam nas regiões autónomas e no território continental”, declarou.

As eleições diretas para escolher o próximo presidente do PSD realizam-se em 11 de janeiro, com uma eventual segunda volta uma semana depois, e o congresso está marcado entre 07 e 09 de fevereiro, em Viana do Castelo.

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País

TAP reforça rede em outubro contando com 82 rotas e 666 voos semanais no plano

Economia

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Foto: DR / Arquivo

A TAP está a reforçar a sua rede de destinos e, em outubro, vai contar, no total, com 82 rotas e 666 voos semanais em plano, anunciou hoje a companhia aérea.

“A companhia portuguesa está a retomar progressivamente a sua operação. Para outubro, a rede da TAP estará mais reforçada, com um total de 82 rotas e 666 voos semanais em plano”, indicou, em comunicado, a transportadora.

A partir de outubro, Natal, Porto Alegre e Maceió, no Brasil, passam a estar disponíveis para viagens, com dois voos semanais.

Por sua vez, Chicago e São Francisco, nos Estados Unidos, voltam a estar ligadas a Lisboa e Boavista, em Cabo Verde, também regressa à rede da companhia aérea em outubro com um voo por semana.

“Este plano de retoma permite voltar a garantir a conectividade entre as Américas e a Europa, onde grande parte (86%) das cidades estarão conectadas dentro da rede TAP”, apontou.

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País

Beirute/Explosões: Estragos ultrapassam 12,7 mil milhões de euros

Líbano

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Foto: DR / Nicolas Tawk

O custo dos estragos provocados pelas devastadoras e mortíferas explosões do passado dia 04 em Beirute ultrapassam os 15.000 milhões de dólares (12.760 milhões de euros), indicou hoje o Presidente libanês, Michel Aoun.

“As estimativas preliminares para as perdas ultrapassam os 15 mil milhões de dólares”, referiu Aoun no final de uma conversa telefónica com o rei de Espanha, Filipe VI, segundo indica a conta da Presidência libanesa na rede social Twitter.

Além dos danos materiais, a explosão de 2.750 toneladas de nitrato de amónio armazenadas há seis anos no porto de Beirute arrasou vários bairros da capital e provocou 171 mortes e mais de 6.000 feridos, deixando ainda mais de 300.000 pessoas sem casa e várias dezenas de desaparecidos.

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País

Marcelo veta alterações ao direito de petição por “imperativo de consciência cívica”

Política

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Marcelo Rebelo de Sousa. Foto: Presidencia.pt / Arquivo

O Presidente da República vetou hoje, “por imperativo de consciência cívica”, o diploma que aumentava de quatro mil para mais de 10 mil o número de assinaturas exigidas para que uma petição pública seja debatida em plenário.

De acordo com uma nota publicada no “site” da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa devolveu sem promulgação o diploma que altera o exercício do direito de petição, aprovado no parlamento no dia 23 de julho.

Na mensagem que acompanha o veto, dirigida ao presidente do parlamento, Eduardo Ferro Rodrigues, o chefe de Estado considera que “o passo dado representa um sinal negativo” para a democracia e anuncia o veto “por imperativo de consciência cívica”.

Com a alteração proposta, as petições que tenham entre quatro mil e 10 mil cidadãos subscritores passam a ser debatidas em comissão parlamentar, sem votação, que existirá apenas para o relatório, e só subirão a plenário sob a forma de iniciativa de deputados.

“As razões invocáveis para esta alteração prendem-se com a racionalização do trabalho parlamentar, a maior facilidade da obtenção de assinaturas nesta era digital e o excesso de petições que pode afetar a lógica do sistema de governo instituído”, refere Marcelo Rebelo de Sousa.

“Com o devido respeito, afigura-se-me, apesar de todas essas razões, que o passo dado representa um sinal negativo para a democracia portuguesa”, escreve.

O Presidente defende que “num tempo já complexo para a reforma e a atualização dos partidos políticos e de aparecimento de fenómenos inorgânicos sociais e políticos de tropismo anti sistémico, tudo o que seja revelar desconforto perante a participação dos cidadãos não ajuda, ou melhor, desajuda a fortalecer a democracia”.

O chefe de Estado questiona as razões que poderão ter estado na base da alteração argumentando que o número de petições desceu em 2018 e 2019, relativamente a 2017, “e não ocorreu o temido aumento do uso do envio de e-mail”.

O aumento do número mínimo de assinaturas para que uma petição seja debatida em plenário “pode ser visto como um sinal de fechamento na Assembleia da República, na participação dos cidadãos e na vitalidade da própria democracia”, alerta.

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