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Alto Minho

Lobo-ibérico encontrado morto com tiro na nuca em Paredes de Coura

Não é a primeira vez que um lobo-ibérico é encontrado morto naquela região

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Um lobo-ibérico foi encontrado morto com um tiro na nuca, este domingo, em Paredes de Coura.

Segundo fonte da GNR, o alerta foi dado pelo proprietário do terreno onde o animal foi encontrado, na freguesia de Cunha, naquele concelho, cerca das 11:00.

Aquela força de segurança esteve no local e recolheu o animal e um “laço”, armadilha ilegal cuja utilização é considerada crime.

Esta não é a primeira vez que um lobo-ibérico é encontrado morto naquela região. Há cerca de três anos, nas redes sociais, foram relatados quatro casos, só naquele ano.

Foto: DR

Em Portugal, o lobo-ibérico tem o estatuto de conservação de “em perigo”.

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Alto Minho

Minho e Galiza unem-se para melhorar previsões e aumentar segurança de portos

Instalação e aperfeiçoamento de radares de observação

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Foto: DR / Arquivo

Entidades do Norte de Portugal e da Galiza uniram-se para, através da instalação e aperfeiçoamento de radares de observação, melhorarem a “capacidade das previsões atmosféricas” e com isso contribuírem para uma maior segurança dos portos e da população.

“Este projeto pode melhorar e muito a capacidade operacional dos portos”, disse, em declarações à Lusa, José Carlos Matos, responsável pela área da energia eólica do Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial (INEGI), no Porto.

A parceria entre o INEGI e as várias entidades galegas surgiu há “quase 10 anos” no âmbito dos RAIA, projetos de observação oceânica de “média dimensão” que integram o Programa de Cooperação INTERREG V-A Espanha-Portugal (POCTEP) e que culminaram, agora, num projeto de maior enfoque: o “RADAR ON RAIA”.

Iniciada em julho de 2019 e financiado em mais de um milhão de euros pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), esta colaboração transfronteiriça visa “reforçar a capacidade de observação” e, com isso, “melhorar as previsões atmosféricas”.

“Quando falamos em capacidade de observação estamos a falar essencialmente de radares que nos permitem a observação de condições atmosféricas e de ondulação a uma distância elevada da costa”, explicou o responsável, adiantando que estas observações vão permitir “corrigir as previsões”.

“Ao juntarmos as observações às previsões atmosféricas, vamos poder corrigir as previsões e melhorar a sua precisão significativamente. Isto torna-se muito útil quando, por exemplo, uma autoridade portuária está a planear operações de entrada e saída de barcos”, exemplificou José Carlos Matos.

A monitorização das embarcações de pesca e de recreio, ou a organização de eventos náuticos são alguns dos exemplos e das aplicações que o projeto poderá vir a ter assim que as infraestruturas de observação oceânicas (rede de radares de alta frequência), já existentes na Galiza, começarem a ser implementadas no Norte de Portugal.

Segundo o responsável, além das duas torres de observação que já existem a sul da zona de Ovar, no distrito de Aveiro, e que vão auxiliar no processo de observação, está prevista a instalação, “até ao final do semestre”, de mais três torres meteorológicas nos portos de Aveiro, Leixões e Viana do Castelo.

“Estamos em processo de aquisição das torres e em negociações com as administrações dos portos, na tentativa de assegurar as condições logísticas necessárias para que operem sem problemas”, afirmou José Carlos Matos, fazendo referência àquela que é a tarefa do INEGI no âmbito desta colaboração transfronteiriça.

Além da criação da rede de torres, o INEGI vai desenvolver “modelos de assimilação”, tendo por base os dados provenientes dos radares, ou seja, das observações acerca de correntes, vento e ondulações, e as previsões meteorológicas, com vista à elaboração de “mapas em tempo real”.

À semelhança do INEGI, integram este projeto o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), no Porto, que vai desenvolver “uma infraestrutura de dados para receber toda a informação”, e o Instituto Hidrográfico, que é responsável pela recuperação de radares e pela compra de equipamentos.

“Tudo isto está inserido numa lógica de segurança das pessoas e dos equipamentos. Depois há outros aspetos que não decorrem do projeto em si, mas que ele adquire, que é toda esta questão de conseguirmos alimentar as previsões com observações para serem mais precisas e que podem ter um sem número de aplicações a nível de domínios que não este do mar”, concluiu José Carlos Matos.

O “RADAR ON RAIA” – que tem como coordenador o Centro Tecnológico del Mar e como parceiros galegos o Instituto tecnológico para el control del medio marino de Galicia, a Agencia Estatal Consejo Superior de Investigaciones Científicas, o Organismo Público Puertos del Estado, a Universidade de Vigo e a Universidade de Santiago de Compostela – tem uma duração prevista de 36 meses, isto é, até 2021.

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Alto Minho

Espanhol detido em Monção era mentor de “terrorismo anarquista”

Vai cumprir pena de 30 anos

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Foto: DR

Uma operação conjunta das polícias de Espanha, Portugal e Itália conduziu à detenção de um “anarquista acusado de crimes de homicídio”, para cumprimento de uma pena de 30 anos de prisão, informou hoje o Corpo Nacional de Polícia de Espanha.

Em comunicado, a polícia espanhola, que identifica o detido, de 52 anos e nacionalidade espanhola, pelas iniciais G.P.D.S, refere que a detenção foi feita no sábado em Monção, no distrito de Viana do Castelo e destaca as suas “ligações ao terrorismo insurrecional anarquista” e “o amplo histórico criminal dentro e fora” de Espanha.

Na nota, a polícia espanhola especificou que “o homem foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) portuguesa, na sequência de um mandado de detenção europeu emitido pelas autoridades judiciárias de Espanha”, realçando a cooperação das autoridades policiais italianas que realizaram “buscas no seu país, com vista à detenção do homem”.

A polícia espanhola adiantou que as investigações decorrem desde meados de 2019, sendo que “as primeiras informações apontavam para a possibilidade de se encontrar escondido em Itália, por estar ligado ao terrorismo anarquista da F.A.I./F.R.I daquele país”.

A cooperação entre as polícias espanhola e italiana permitiu “descobrir que o homem residia na fronteira entre Espanha e Portugal”.

A colaboração com a PJ, adianta o Corpo Nacional de Polícia de Espanha, permitiu localização do homem e a sua detenção.

O mandado de detenção europeu foi emitido pelas autoridades judiciárias de Espanha por suspeita da prática dos crimes de homicídio, posse ilegal de armas, munições e explosivos, sequestro, roubo com recurso à força, roubo com violência, tráfico de drogas, extorsão e simulação de delito.

O arguido foi presente ao Tribunal da Relação de Guimarães e encontra-se agora em prisão preventiva a aguardar extradição.

Em 2004, em Espanha, o homem “protagonizou uma fuga à prisão, fugiu para a Alemanha onde foi detido após um confronto armado com as autoridades policiais daquele país”.

Cumprida a pena a que foi condenado na Alemanha, o homem foi repatriado para Espanha, tendo sido libertado pelas autoridades espanholas.

“Realizou conferências em todo o território espanhol sobre o movimento do terrorismo anarquista”, refere a nota.

Apesar de viver na “clandestinidade, para fugir à justiça, G.P.D.S. não parou de publicar escritos e manifestos em sítios na internet ligados ao terrorismo anarquista, autoproclamando-se líder do movimento.

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Alto Minho

Arguido por enterrar material com amianto no solo em Monção

Crime ambiental

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Foto: Divulgação / GNR

A GNR identificou e constituiu arguido um homem de 52 anos por crime ambiental em Monção, por ter “depositado no solo” material com “amianto”, informou esta terça-feira aquela força policial.

Em comunicado enviado à imprensa, o Comando Territorial da GNR de Viana do Castelo, adiantou que a operação policial, desencadeada “após uma denúncia”, ocorreu na segunda-feira.

No decurso da investigação “por depósito de amianto no solo, os militares efetuaram diligências que permitiram apurar o local do aterro e identificar o individuo, sendo que este terá recorrido a uma retroescavadora para depositar o material poluente”.

“Foram recolhidas amostras para análise, tendo sido retirados os resíduos e encaminhados para local de tratamento adequado onde serão incinerados, evitando o risco de contaminação do solo”, refere a nota da GNR.

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