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Alto Minho

Livro e pista de atletismo assinalam 20 anos da medalha de ouro de Manuela Machado

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O lançamento de um livro e a inauguração de uma pista de atletismo em Viana do Castelo assinalam, na quarta-feira, os 20 anos da conquista, por Manuela Machado, do título mundial de campeã da maratona.


Em comunicado, a Câmara de Viana do Castelo detalha que o livro, intitulado “Manuela Machado 20 anos de Campeã”, é da autoria do jornalista desportivo Luís Lopes, e conta “os grandes feitos” da atleta natural do concelho, e integra alguns depoimentos de colegas, responsáveis e família.

Os dois mil exemplares, com cerca de 300 páginas, ilustrados com várias fotografias de Manuela Machado, natural da freguesia de Cardielos, têm prefácio assinado pelo presidente da Câmara, José Maria Costa, e pela antiga treinadora da atleta, Sameiro Araújo.

Foi a 05 de agosto de 1995 que Manuela Machado conquistou o título mundial de campeã da maratona, obtido em Gotemburgo, na Suécia.

O programa de homenagem preparado pela autarquia inclui ainda a inauguração da pista de atletismo do estádio municipal, batizado em 1999 com o nome da atleta.

A requalificação daquela estrutura, orçada em 400 mil euros, vai permitir “aumentar o número de praticantes do atletismo federado e de outras áreas, potenciar a realização de provas de atletismo, de carácter nacional e internacional”.

A infraestrutura desportiva, que serve vários clubes do concelho e dos municípios limítrofes, apresentava “sinais de degradação devido a anos de utilização intensa”.

Manuela Machado é responsável pelo projeto “Atletismo nas Escolas”, lançado pela autarquia no ano letivo 2012-2013 para promover a prática daquela modalidade desportiva, e que envolve cerca de 700 alunos das escolas primárias do concelho.

As atividades são desenvolvidas num primeiro momento em contexto escolar e, posteriormente, na pista do Estádio Municipal Manuela Machado, onde os alunos têm a oportunidade de correr, saltar, lançar e arremessar num espaço cuja prática serve os atletas de alta competição.

Segundo a autarquia da capital do Alto Minho aquela empreitada “vem ao encontro das necessidades da população residente bem como de outros concelhos periféricos que, não estando dotados deste tipo de infraestrutura desportiva, a utilizam para o desenvolvimento de atividade regular”.

Com aquelas iniciativas, onde participará o secretário de Estado do Desporto e Juventude, a Câmara de Viana do Castelo “pretende homenagear Manuela Machado, uma referência nacional do atletismo, reconhecida pelos resultados obtidos ao serviço de Portugal com destaque para os títulos europeu e mundial da maratona”.

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Alto Minho

Explosão em fábrica de borrachas faz dois feridos graves em Melgaço

Zona industrial

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Foto: O MINHO (Arquivo)

Uma explosão numa fábrica de tubos de borracha para a indústria automóvel, na zona industrial de Penso, em Melgaço, provocou hoje ferimentos graves em dois trabalhadores, disse fonte da proteção civil.

Segundo o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Viana do Castelo, “os dois feridos, uma mulher e um homem, ainda estão a ser avaliados no local”.

Aquela fonte adiantou que “são ainda desconhecidas as causas da explosão que não originou incêndio”.

O alerta foi dado cerca das 15:04.

No local compareceram dez operacionais e cinco viaturas dos bombeiros locais, duas ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV), uma estacionada em Melgaço e outra em Valença, e a Viatura de Emergência Médica (VMER) do hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo.

A explosão foi comunicada à Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) de Viana do Castelo.

Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara de Melgaço, Manoel Batista, disse que a Aflex Portugal-Indústria de Borrachas, emprega cerca de 100 trabalhadores e “é a maior produtora de tubos de borracha para indústria automóvel do distrito de Viana do Castelo”.

Notícia atualizada às 16h31 com mais informação.

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Viana do Castelo

Despiste corta A28 em Viana do Castelo

Acidente

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Foto: Custódio Santos

Um despiste na A28, em Viana do Castelo, levou ao corte do trânsito no sentido Norte / Sul, na tarde desta segunda-feira, disse a O MINHO fonte do CDOS. Do acidente resultou um ferido ligeiro que foi transportado para o Hospital de Viana do Castelo.

A circulação normal já foi entretanto retomada.

O acidente, envolvendo um táxi, deu-se ao quilómetro 78,2, em circunstâncias por apurar.

O alerta foi dado às 14:42.

No local estiveram os Bombeiros Voluntários de Viana e os Bombeiros Sapadores de Viana.

A GNR registou a ocorrência.

Foram mobilizados, no total, 16 operacionais e cinco viaturas.

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Alto Minho

Castelo da Pena da Rainha em Monção classificado como sítio de interesse público

Património

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Foto: DR / Arquivo

O castelo da Pena da Rainha, também conhecido por castelo de São Martinho da Pena, em Monção, foi hoje classificado como sítio de interesse público pela sua “importância” histórica e arqueológica, segundo uma portaria publicada em Diário da República.

No documento, a secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural, Ângela Carvalho Ferreira, sublinha que o castelo, situado no lugar de São Martinho, freguesia de Abedim, concelho de Monção, é um “testemunho notável de vivências ou factos históricos”.

A portaria realça ainda o “valor estético, técnico e material intrínseco” do monumento e a sua “importância” para a “investigação histórica ou científica”.

A classificação agora atribuída pretende travar a “diminuição ou perda da sua perenidade ou integridade”.

“Apesar da sua situação privilegiada em termos geoestratégicos na época de conquista e consolidação do território, o castelo da Pena da Rainha foi sendo progressivamente abandonado, e no início do século XVIII as pedras remanescentes da estrutura da fortificação foram usadas na obra da igreja paroquial de Abedim. No entanto, a notável singularidade do local, que conserva um elevado valor patrimonial, justifica plenamente a sua classificação”, destaca a portaria.

O castelo está “implantado no topo do maciço granítico do monte de São Martinho, o sítio arqueológico integra os vestígios de um castelo roqueiro, incluindo marcas da cerca, das estruturas rupestres habitacionais, de culto e sepulcrais, e trechos de uma antiga torre de menagem, posterior à edificação primitiva”.

O monumento “constitui um testemunho dos modelos de ocupação do território no período de transição entre o primeiro e o segundo milénio, atestados pelos indícios pré-românicos datáveis dos séculos IX e X, apresentando ainda vestígios de ocupação até ao século XIII”.

A portaria aponta ainda um conjunto de restrições de proteção, como a necessidade de elaboração de “projeto específico” e “parecer da autoridade competente” para “todas as ações de valorização” que venham a ser efetuadas no castelo.

Também “não são admitidas ações de plantação de árvores ou florestação”, bem como de “exploração de inertes”.

A portaria cria ainda uma Área de Sensibilidade Arqueológica (ASA), correspondente a todo o sítio classificado”.

“Todas as ações destinadas à conservação, como limpeza de matas e arranjo de caminhos, devem ser sujeitas a acompanhamento arqueológico por parte de arqueólogo devidamente autorizado pela tutela”, refere a portaria.

Segundo o documento, “todos os trabalhos de valorização devem ser executados mediante acompanhamento arqueológico” e a realização de estudos ou investigações no castelo “devem ser alvo de um Projeto de Investigação Plurianual em Arqueologia (PIPA), sob a responsabilidade de arqueólogo ou equipa de arqueologia”.

A classificação agora atribuída foi proposta, em 2013, pela Direção Geral do Património Cultural (DGPC) e justificada com a sua “exemplaridade e autenticidade no âmbito do património cultural português”.

Apresenta um conjunto de vestígios arqueológicos que remetem para funções “não só de defesa, mas também de caráter religioso/culto, enterramento e de habitação”.

Trata-se de um castelo que é “testemunho das características fortificações dos séculos IX e XI, da época da reconquista”.

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