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Livre queria audição de partidos, PAN pede “reforma profunda” no executivo

Livre queria audição de partidos, pan pede “reforma profunda” no executivo
Foto: Lusa

O Livre defendeu hoje que o Presidente da República deveria ter chamado os partidos a Belém e o PAN pediu ao primeiro-ministro que faça uma “reforma profunda” no Governo para pôr fim ao momento de “elevada conturbação política”.

Em reações no parlamento à comunicação ao país de Marcelo Rebelo de Sousa, o deputado único do Livre, Rui Tavares, afirmou que, apesar de o Presidente da República ter dado os “passos necessários para não se aprofundar uma crise política”, deveria ter ouvido os partidos em Belém.

“O Presidente da República poderia, e não o fez e é pena, ter chamado os partidos a Belém, porque indo a Belém, o que o Livre diria é que há um plano para sair desta crise e que este plano passa pelo parlamento”, afirmou Rui Tavares.

O deputado do Livre considerou que Marcelo Rebelo de Sousa fez “uma declaração de sensatez e responsabilidade”, mas defendeu que não é “possível continuar com uma crise política em lume brando” que, considerou, “nasce e mantém-se no Governo e pelo Governo”.

“O Governo não pode culpar por esta crise política nem a oposição, nem a inflação externa, nem a guerra. Nasceu puramente no Governo, mas para sair desta crise política o Governo tem que dar passos e o Presidente da República podia dado mais passos, também”, afirmou.

A líder do PAN, Inês Sousa Real, considerou que Marcelo deveria ter ido “mais além” de modo a garantir “que havia uma reforma no Governo”.

“O que Portugal e o país precisam é que sejam feitas as reformas estruturais e haja responsabilidade, compromisso e sentido de bem comum que claramente não houve neste episódio e não tem havido nos últimos meses que têm levado, pela mão da maioria absoluta, a uma situação de elevada conturbação política”, defendeu a porta-voz do PAN.

A deputada única do PAN também afirmou que o “que aconteceu por parte do Governo foi grave, não só do ponto de vista da credibilidade do poder político, das instituições, mas também da autorresponsabilização que deve existir com o que aconteceu com o ministro João Galamba”.

“Infelizmente, não vimos nem António Costa, nem João Galamba, a assumir essa mesma responsabilidade. Por outro lado, o Presidente da República vem ao encontro de uma preocupação que o PAN já tinha dado nota, que é a estabilidade para os portugueses e colocarmos em todo este episódio os interesses de Portugal à frente dos interesses políticos”, acrescentou.

O Presidente da República prometeu hoje que estará “ainda mais atento e mais interveniente no dia a dia” para prevenir fatores de conflito que deteriorem as instituições e “evitar o recurso a poderes de exercício excecional”.

Numa comunicação ao país a partir do Palácio de Belém, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que não deseja usar os poderes que a Constituição lhe confere para interromper a governação, mas frisou que não abdica deles.

O chefe de Estado qualificou a sua discordância em relação à decisão do primeiro-ministro de manter João Galamba como ministro das Infraestruturas como uma “divergência de fundo” e considerou que essa decisão de António Costa tem efeitos “na credibilidade, na confiabilidade, na autoridade do ministro, do Governo e do Estado”.

 
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