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Viana do Castelo

Lisboa e Viana vão ser ligadas por Intercidades

Investimento global de 80 milhões

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Foto: DR/Arquivo

A CP (Comboios de Portugal) vai inaugurar uma ligação directa em serviço Intercidades entre Viana do Castelo e Lisboa em julho, quando for inaugurada a primeira fase da electrificação da linha do Minho.

No troço Nine-Viana, estes comboios vão efectuar paragem nas localidades de Trofa, Famalicão, Nine, Barcelos e Barroselas.

Só haverá um comboio directo em cada sentido, estando a oferta programada para se sair de Viana de manhã e chegar a Lisboa ao meio-dia. O regresso de Santa Apolónia pelas 17:30 e chega ao Porto às 20:46, seguindo depois para Viana.

O tempo de percurso ganho é pouco significativo, apenas sete minutos por comparação com a situação actual em que se faz transbordo em Campanhã. No entanto, será possível embarcar num comboio em Santa Apolónia ou no Oriente e sair no centro de Viana do Castelo, segundo o Público.

A electrificação até Viana é a primeira fase de um projecto global que custa mais de 80 milhões de euros e que pretende levar a catenária (cabo de alta tensão que fornece energia eléctrica aos comboios) até Valença, na fronteira com a Galiza.

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Viana do Castelo

Iniciada em Viana do Castelo instalação de primeiro parque eólico flutuante da Europa

Projeto Windfloat Atlantic

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Foto: DR / Arquivo

A primeira plataforma flutuante do projeto Windfloat Atlantic, primeiro parque eólico da Europa continental, já está a ser transportada para alto mar, onde ficará instalada, a 20 quilómetros de Viana do Castelo, informou hoje o consórcio Windplus.

Em causa está o Windfloat Atlantic (WFA), um projeto de uma central eólica ‘offshore’ (no mar), em Viana do Castelo, orçado em 125 milhões de euros, coordenado pela EDP, através da EDP Renováveis, e que integra o parceiro tecnológico Principle Power, a Repsol, a capital de risco Portugal Ventures e a metalúrgica A. Silva Matos.

Em comunicado, hoje enviado à imprensa, a EDP adiantou que “a estrutura, que saiu do porto de Ferrol, na Galiza, Espanha, em direção a Viana do Castelo, tem a maior turbina eólica ‘offshore’ do mundo assente numa plataforma flutuante”, sendo a primeira de “três torres eólicas” a instalar a 20 quilómetros da costa da capital do Alto Minho, numa zona em que a profundidade da água alcança os 100 metros.

“Quando estiverem prontas para entrar em fase operacional, as três estruturas flutuantes vão medir 30 metros de altura e terão uma distância de 50 metros entre si”, especifica a empresa.

Segundo a EDP, “duas das plataformas foram fabricadas no porto de Setúbal, em Portugal, e a terceira nos portos de Avilés e Ferrol, em Espanha”.

“O Windfloat Atlantic inclui tecnologia de ponta que minimiza o impacto ambiental e permite produzir energia eólica em alto mar em águas profundas, como é o caso da costa portuguesa”, explica a empresa que integra a Windplus, consórcio titular da Utilização do Espaço Marítimo Nacional para a instalação daquele projeto.

Segundo a nota, “nos próximos meses, as duas outras plataformas serão também transportadas para a localização final, para completar o parque eólico que terá uma capacidade instalada de 25 megawatt (MW), capaz de produzir eletricidade suficiente para abastecer cerca de 60 mil habitações por ano”.

O WindFloat Atlantic utiliza tecnologia “de ponta”, fornecida pela Principle Power, que vai permitir a instalação das plataformas flutuantes em águas profundas, antes inacessíveis, com o aproveitamento de abundantes recursos eólicos.

O projeto é apoiado por entidades públicas e privadas e é financiado pela Comissão Europeia, pelo Governo português e pelo Banco Europeu de Investimento (BEI).

Segundo a EDP, este projeto “vai acelerar a implementação comercial de tecnologia inovadora WindFloat, que aproveita a abundância dos recursos eólicos em águas profundas, até agora inacessíveis, constituindo-se um marco importante para o setor, por ser o primeiro parque eólico flutuante semi-submersível do mundo”.

As três turbinas eólicas alicerçadas em estruturas flutuantes, ficarão “presas apenas por correntes ao leito do mar”.

“Esta tecnologia tem amplos benefícios que aumentam a sua acessibilidade e melhoram o custo-benefício, incluindo a possibilidade de a montagem ser feita em terra, numa doca seca, sem ser necessário recorrer a reboques especializados”, acrescenta.

Segundo o consórcio responsável pelo parque eólico flutuante, o projeto tem também o benefício de não depender das complexas operações que são necessárias para instalar estruturas tradicionais fixas ao fundo do mar, como nos parques eólicos ‘offshore’ tradicionais.

“O transporte da primeira das três estruturas é um marco importante neste projeto, já que conseguiu evitar a necessidade de ter um rebocador especificamente construído para este projeto. Este benefício, a somar ao processo simples de ancoragem, torna possível replicar esta iniciativa noutras áreas geográficas e facilita a fase de comissionamento de um projeto semelhante, independentemente dos limites geográficos”, revela o consórcio.

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Viana do Castelo

Viana dá nome de José Natário a pavilhão municipal

Homenagem

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Foto: Juventude de Viana

O pavilhão municipal de Monserrate, em Viana do Castelo, pode vir a chamar-se pavilhão José Natário, após proposta do presidente da autarquia local, José Maria Costa.

José Natário foi o fundador do Juventude de Viana, equipa de hóquei em patins que tem a sua história associada a este pavilhão, como explicou o autarca.

A proposta já foi debatida em reunião de executivo e aprovada por unanimidade pelos vereadores presentes.

José Natário morreu aos 86 anos, na passada segunda-feira, deixando não só o legado desportivo mas também na economia local, ao ter fundado várias pastelarias que ainda hoje perduram.

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Viana do Castelo

Liga dos Amigos investe mais de 30 mil euros no Hospital de Viana do Castelo

Ampliação do serviço de radiologia para rentabilizar novo mamógrafo digital oferecido

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Foto: DR /Arquivo

A Liga dos Amigos do Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, está a investir mais de 30 mil euros na ampliação do serviço de radiologia para rentabilizar o novo mamógrafo digital com estereotaxia da unidade.

“O novo equipamento entrou em funcionamento em abril e já realizou exames a 660 mulheres, além de ter permitido intervenções que não eram viáveis com o equipamento que foi desativado, mas a falta de espaço nas atuais instalações condiciona ainda o pleno funcionamento do mamógrafo oferecido pela Liga dos Amigos ao hospital”, explicou hoje à agência Lusa o presidente da Liga dos Amigos do hospital de Viana do Castelo (LAHVC), Defensor Moura.

O médico especialista em medicina interna, já reformado, antigo presidente da Câmara de Viana do Castelo e fundador da Liga, acrescentou que a intervenção “já iniciada” prevê “a transferência do bar, com o objetivo de libertar área para a expansão do serviço de radiologia do hospital”.

“Com esta intervenção, e mais a participação no apetrechamento da nova unidade de cuidados intermédios polivalente, a Liga dos Amigos vai investir mais de 30 mil euros na melhoria dos serviços hospitalares, graças aos contributos regulares dos seus amigos beneméritos”, especificou Defensor Moura.

A LAHVC homenageou publicamente, na quinta-feira, os beneméritos que contribuíram para a aquisição do mamógrafo digital com estereotaxia. A sessão realizada no auditório da unidade foi ainda marcada pelo “pagamento da última prestação à empresa fornecedora do equipamento, cujo custo final orçou em 92.250 euros”.

A campanha para angariação de fundos para recolher a verba necessária à aquisição do mamógrafo digital começou em abril, sendo que a 06 de junho o equipamento começou a funcionar, tendo sido realizados, no primeiro mês, 202 exames a mulheres do distrito de Viana do Castelo que não tiveram de ser deslocar ao Instituto Português de Oncologia (IPO), no Porto.

“Até agora foram recebidos 424 contributos individuais e coletivos, de montantes entre dois euros e dezenas de milhares de euros, a quem a Liga agradeceu e passou os correspondentes recibos para efeitos fiscais”, referiu Defensor Moura.

O novo equipamento veio substituir um existente na unidade, que “avariava com frequência”, causando “adiamentos de mamografias e de intervenções cirúrgicas programadas, com nefastas consequências para o equilíbrio psicológico das doentes”.

O novo aparelho de mamografia digital, com estereotaxia, “veio evitar que, todos os anos, mais de 100 mulheres tenham de se deslocar a hospitais ou centro privados no Porto para a realização de biopsias e colocação do arpão de localização pré-operatória dos tumores da mama”.

A Unidade de Saúde Local do Alto Minho (ULSAM) é constituída por dois hospitais, o de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima.

Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas, contando com 2.500 profissionais, entre os quais 501 médicos e 892 enfermeiros.

Além da oferta de equipamentos ao hospital de Santa Luzia, a Liga dos Amigos tem um corpo de voluntariado que, em 2018, “prestou mais de 10 mil horas de trabalho voluntário junto dos doentes e, também um grupo de promotores da dádiva de sangue que contribui para a contínua renovação e rejuvenescimento dos dadores benévolos do hospital, cujo serviço colheu, no ano passado, mais de 4.500 dádivas de sangue”.

A Liga dos Amigos do Hospital de Viana do Castelo foi criada em 1981, comemorando no próximo dia 30 de novembro o seu 38.º aniversário de “atividade ininterrupta”.

Em 38 anos de atividade, a Liga dos Amigos do Hospital já ofereceu “múltiplos equipamentos técnicos aos serviços de urgência, de cirurgia, medicina, cardiologia, pneumologia, obstetrícia, pediatria e imuno-hemoterapia”.

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