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Liga Europa: Benfica e SC Braga com perspetivas de bom arranque

Futebol

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

O Benfica, que viaja à Polónia para defrontar o Lech Poznan, e o SC Braga, anfitrião com público do AEK Atenas, têm perspetivas de bom arranque na fase de grupos da Liga Europa em futebol, na quinta-feira.


Os ‘encarnados’ deslocam-se ao reduto daquela que é, em teoria, a equipa mais frágil do Grupo D, enquanto os ‘arsenalistas’ recebem um conjunto grego que se afigura como o seu principal adversário na luta pelo segundo lugar do Grupo G.

Pelas 17:55 de Lisboa, o Benfica é o primeiro clube português a entrar em ação e vai a ‘casa’ de Pedro Tiba muito moralizado, depois do quarto triunfo em quatro jogos na I Liga, no reduto do Rio Ave (3-0), que lhe permitiu reforçar a liderança da prova.

Numa altura em que está a solidificar um ‘onze’, é uma incógnita se o treinador Jorge Jesus fará poupanças, até porque esta é a primeira de três semanas seguidas com Liga Europa, mas, mesmo com alterações, o Benfica terá sempre de assumir o favoritismo.

Os vice-campeões lusos enfrentam um adversário que segue no oitavo posto do campeonato polaco, após sete rondas, com metade dos pontos (oito contra 16) e menos um jogo do que líder Rakow, e acabado de perder por 2-1 no reduto do Jagiellonia.

Ainda assim, a história diz que o Benfica empatou nas duas visitas europeias à Polónia, sempre na segunda mão da primeira ronda da Taça das Taças: 1-1 com o Katowice em 1993/94, após 1-0 na Luz, e 0-0 com o Ruch Chorzow em 1996/97, depois de 5-1.

Quanto ao Lech, já conseguiu bater em casa o SC Braga, em 2010/11, na primeira mão dos 16 avos de final da Liga Europa, para cair em Braga por 2-0, e, em 2015/16, empatou com o Belenenses a zero nos dois jogos da fase de grupos da mesma prova.

No outro encontro do Grupo D, o Rangers, líder isolado do campeonato escocês, depois do 2-0 de sábado na casa do rival Celtic, viaja invicto a Liège, para defrontar um Standard que é quarto na Bélgica, mas a apenas um ponto do líder Clube Brugge, com o qual empatou no sábado (1-1 em casa).

Pelas 20:00, o SC Braga tem o autêntico privilégio, nos tempos que correm, com a pandemia da covid-19 a não dar tréguas, de poder ter adeptos no Estádio Municipal, num total de 4.500, correspondentes a 15% da lotação.

É mais um incentivo para o conjunto comandado por Carlos Carvalhal, que, depois de entrar no campeonato com duas derrotas, encarrilou dois triunfos (4-0 em Tondela e 2-1 ao Nacional), o que lhe permitiu ganhar moral e subir a sexto da I Liga.

Os ‘arsenalistas’ têm ainda do seu lado o histórico de estreias na fase de grupos, já que, em cinco presenças, nunca perderam, somando quatro triunfos, todos fora, e um empate (1-1 com os belgas do Gent, em 2016/17).

O SC Braga conta ainda com um registo 100% vitorioso face ao AEK de Atenas, precisamente a primeira equipa que defrontou nas taças europeias: na primeira ronda da Taça das Taças de 1966/67, venceu por 1-0 fora, com um histórico golo de Luciano, Silva, em 28 de setembro de 1966, e por 3-2 em casa.

Face a conjuntos gregos, os bracarenses só têm mais um registo, um 1-1 com o Aris Salónica na fase de grupos da Taça UEFA de 2007/08, enquanto o AEK já goleou o FC Porto (6-1 em 1978/79) e venceu uma vez o Benfica (1-0 em 2009/10), face ao qual também colecionou três desaires, dois em 2018/19.

Após cinco jornadas, o conjunto de Atenas, que conta com os portugueses Hélder Lopes, André Simões e Nélson Oliveira e no fim de semana empatou 1-1 com o PAOK, segue, com menos um jogo, no quinto lugar do campeonato grego, a seis pontos do Aris.

No Grupo E, o Leicester, com nove pontos em cinco jogos na ‘Premier League’, após o 0-1 com o Aston Villa, é favorito na receção ao Zorya, apenas nono no campeonato ucraniano, com seis pontos em seis jornadas.

Nos restantes agrupamentos, a Roma, de Paulo Fonseca, joga no reduto dos suíços do Young Boys, para o Grupo A, o PAOK, de Abel Ferreira, recebe os cipriotas do Omonoia, no E, e o Tottenham, de José Mourinho, é anfitrião dos austríacos do LASK, no J.

Destaque ainda para o embate entre os campeões europeus Celtic e AC Milan, do Grupo H, em Glasgow.

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Futebol

Pepa espera “um grande jogo” contra Famalicão

I Liga

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Foto: Ilustrativa / DR

O treinador do Paços de Ferreira disse hoje acreditar que a receção ao Famalicão, equipa à qual não poupou elogios, “tem tudo para ser um grande jogo”, sexta-feira, na abertura da oitava jornada da I Liga de futebol.

“São duas equipas com formas de jogar diferentes, em que a fase de construção/criação é diferente, mas têm algo semelhante: vai ser um jogo fácil de identificar, porque podemos colocar as duas equipas a preto e branco e conseguimos saber que uma é o Paços e a outra é o Famalicão. E, perceber, dessa forma fácil, qual a equipa que está ali, é um elogio tremendo”, disse Pepa, em conferência de imprensa.

O técnico reconheceu o bom momento do Paços, satisfeito com a sustentabilidade proporcionada pela forma como a equipa joga e trabalha, mas garantiu que ninguém no plantel se coloca em bicos de pés, e apontou baterias ao adversário de sexta-feira, considerando que “o Famalicão tem muita qualidade e é fácil de analisar, mas muito difícil de anular”.

“Tem uma equipa jovem e perdeu muitos jogadores, mas, em termos de individualidades, continua com um plantel fortíssimo. Mais do que isso, já recuperaram resultados em Faro, como contra o Boavista, em casa, e isso num curto espaço de tempo é sinónimo de muita alma, muita entrega, muita raça e um acreditar tremendo. Há que tirar o chapéu e dar os parabéns à estrutura, à equipa técnica, ao clube, porque estão a enraizar em quem chega este tipo de valores”, sublinhou.

Pepa insistiu nos elogios, numa referência agora mais direta ao colega João Pedro Sousa, pelo que disse ser “o ‘upgrade’ na forma de jogar” do Famalicão 2020/21.

“Tanto com o Dyego [Sousa], como com o [Marcello] Trotta, ou com quem jogar a ponta, tem um futebol mais direto quando necessita. Tem um central de pé esquerdo, o Babic, que facilita muito até na fase de construção, o que é difícil de encontrar com um nível alto de qualidade. A própria linha de três, com o Gustavo, tem essas características, os próprios interiores, tanto o [Joaquín] Pereyra como o [Iván] Jaime são muito jovens, mas têm uma qualidade técnica individual acima da média”, analisou.

E, depois, ainda há o coletivo do Famalicão, acrescentou Pepa, contrapondo “um Paços forte, capaz e a atravessar um bom momento”, fatores que o levaram a repetir que estão reunidas as condições para se assistir a “um grande jogo”.

Na classificação, o Paços de Ferreira ocupa o 10.º lugar, com oito pontos, menos um do que o Famalicão, que é nono e tem mais um jogo disputado.

O confronto entre as duas equipas está marcado para o estádio Capital do Móvel, na sexta-feira, às 19:00, e terá arbitragem de João Bento, da associação de Santarém.

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Futebol

João Henriques recorda Maradona como um “talento inigualável”

Óbito

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Foto: DR / Arquivo

O treinador do Vitória SC, João Henriques, afirmou hoje que o argentino Diego Maradona, que morreu na quarta-feira, aos 60 anos, foi um “talento inigualável” e um dos “melhores, senão o melhor” futebolista de sempre.

“[Foi] único. Tinha um talento inigualável. É uma perda, infelizmente prematura, para o mundo do futebol. Foi um dia triste [o da sua morte], mas fica eterno, como um dos melhores jogadores de sempre, senão o melhor”, disse o técnico, de 47 anos, na antevisão ao jogo com o Tondela, da oitava jornada da I Liga portuguesa de futebol, agendado para as 21:00 de sexta-feira.

Maradona, considerado um dos melhores futebolistas da história, morreu, na quarta-feira, na sua residência, na Argentina, aos 60 anos, anunciou o seu agente e amigo Matías Morla.

Para o ‘timoneiro’ vimaranense, Maradona “influenciou toda uma geração do futebol mundial” e distinguia-se em campo, porque se “divertia com a bola e passava essa mensagem para as pessoas que o viam”.

Segundo a imprensa argentina, Maradona, que treinava os argentinos do Gimnasia de La Plata, sofreu uma paragem cardíaca na sua vivenda na província de Buenos Aires.

A sua carreira de futebolista, de 1976 a 1997, ficou marcada pela conquista, pela Argentina, do Mundial de 1986, no México, e os dois títulos italianos e a Taça UEFA vencidos ao serviço dos italianos do Nápoles.

O Presidente argentino, Alberto Fernández, decretou três dias de luto nacional pela morte de Maradona.

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Vitória SC quer vencer Tondela para se apurar para a Taça da Liga

I Liga

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Foto: DR / Arquivo

O treinador João Henriques frisou hoje que o Vitória SC quer vencer no reduto do Tondela, na sexta-feira, em partida da oitava jornada da I Liga portuguesa de futebol, e apurar-se para a Taça da Liga.

Oitava classificada, com 10 pontos, a equipa de Guimarães quer somar mais três no Estádio João Cardoso para manter acesa a esperança de participar na fase final da Taça da Liga, destinada aos seis primeiros classificados do escalão principal e aos dois primeiros da II Liga, no final de novembro.

“É um jogo importante por esse fator decisivo da classificação necessária para se entrar na Taça da Liga. Esse é o fator mais importante. É imperativo ganhar”, afirmou o técnico, em conferência de antevisão ao desafio, agendado para as 21:00.

Para João Henriques, há ainda outros dois fatores que acentuam a importância de um triunfo na sexta-feira: responder à goleada infligida pelo Sporting (4-0), na ronda anterior do campeonato, e voltar a marcar golos, depois de ultrapassada a terceira eliminatória da Taça de Portugal, frente ao Arouca, mas no desempate por penáltis (7-6), após um ‘nulo’ nos 120 minutos.

O ‘timoneiro’ admitiu que o Vitória deveria ter criado “mais oportunidades” frente à formação da II Liga, depois de ter vencido por 3-1 um jogo particular com o Vizela, desse mesmo escalão, no qual os seus pupilos exibiram um “nível muito superior”, embora sem a “pressão dos pontos ou de uma eliminatória”.

Quanto ao Tondela, 12.º classificado, com oito pontos, João Henriques realçou que a formação treinada por Pako Ayestarán venceu os dois últimos embates em casa – Portimonense (1-0) e Santa Clara (2-0) -, contrariando a tendência de somar mais pontos nos jogos fora, verificada na época passada – somou 22 dos 36 pontos nessa condição.

“O Tondela inverteu essa situação e fez um somatório de pontos que lhe permite estar numa situação estável na tabela. É uma equipa difícil, que vai lutar pelos três pontos”, perspetivou.

O treinador, de 47 anos, assumiu que os vimaranenses ainda oscilam entre “momentos aceitáveis ou até bons” e outros em que a “estabilidade parece deixar de existir”, referindo que a juventude e o desconhecimento do campeonato e da própria língua portuguesa de vários jogadores do plantel possa alongar o processo necessário para o Vitória ter mais “consistência”.

“Se olharmos para os jogos que fizemos, tivemos dificuldade em manter o ‘onze’, seja pela covid-19, as idas às seleções ou as lesões. Ainda não temos conseguido uma base. Não podemos ficar contentes com 30 ou 45 minutos bons de cada vez. Temos ainda jogadores jovens, que chegaram sem conhecerem o campeonato e a língua. Tudo isto [o processo de adaptação] leva muito mais tempo do que numa equipa estável”, disse.

O Vitória de Guimarães, oitavo classificado da I Liga, com 10 pontos, defronta o Tondela, 12.º, com oito, em partida da oitava jornada, agendada para as 21:00 de sexta-feira, no Estádio João Cardoso, em Tondela.

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