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Liga dos Bombeiros diz que helicópteros Kamov deviam ter operado em Ponte de Lima

Alto Minho

Liga dos Bombeiros diz que helicópteros Kamov deviam ter operado em Ponte de Lima

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) considerou hoje que a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) devia ter acionados os helicópteros Kamov para o incêndio que lavrou mais de 24 horas no concelho de Ponte de Lima.

“Se fosse eu a decidir, decidia pela libertação das aeronaves”, disse Jaime Marte Soares, adiantando que numa situação de emergência devem ser ultrapassadas as questões administrativas.

O presidente da LBP falava depois da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) ter avançado que os cinco helicópteros pesados, utilizados no combate aos incêndios florestais, estão parados devido ao processo de transferência para a empresa Everjets, que ganhou o concurso público de operação e manutenção dos aparelhos para os próximos quatro anos.

Entretanto, o secretário de Estado da Administração Interna garantiu hoje que três dos cinco helicópteros Kamov podem, a qualquer momento, combater um incêndio florestal, apesar de estarem envolvidos no processo de transferência.

O incêndio florestal em Ponte de Lima, que lavrou na quinta-feira e sexta-feira e levou ao cancelamento de uma etapa do rali de Portugal, foi combatido por um helicóptero ligeiro.

Destacando as diferentes entre um aparelho ligeiro e um pesado, Jaime Marta Soares disse que, numa questão de emergência, deve-se decidir por empenhar no combate os Kamov e deixar as questões administrativas.

“Entre responsabilidade administrativa e necessidade operacional, optou-se pela administrativa, são pontos de vista que não defendo”, sustentou, acrescentando que o secretário de Estado “tem toda a razão” ao afirmar que os três aparelhos “estão operacionais e podem sair a qualquer momento se a ANPC assim o decidir”.

O presidente da LBP realçou que, quando está “em causa o património, ambiente, economia e a vida das pessoas”, tem que se optar pela necessidade operacional, “mesmo que exista o aspeto burocrático ou legal que possa estar de alguma forma a empecilhar tudo isto”.

Jaime Marta Soares disse, ainda, que nas várias reuniões que se realizam semanalmente à terça-feira, na ANPC, tem questionado sobre a questão dos helicópteros, recebendo sempre como resposta que “dentro de dias estão prontos”.

“A resposta é sempre a mesma – ‘dentro de dias estão prontos’ -, só que se passam os dias, as semanas e os meses e a situação é esta com que nos deparamos neste momento”, disse.

O secretário de Estado esclareceu que os três Kamov “podem perfeitamente voar”, sendo uma decisão da ANPC, que “gere a questão operacional e administrativa da gestão dos contratos”.

Atualmente, o dispositivo de combate a incêndios florestais conta com seis helicópteros ligeiros, situados na Guarda, Castelo Branco, Monchique, Aveiro, Braga e Porto, tendo sido substituídos os dois Kamov em reparação por quatro ligeiros.

A Everjets vai ficar responsável pela operação e manutenção dos helicópteros Kamov do Estado, nos próximos quatro anos, depois de ter vencido o concurso público de valor superior a 46 milhões de euros, tendo a ANPC assinado o contrato com esta empresa, no início de fevereiro.

Além da operação e manutenção dos seis helicópteros Kamov, a Everjets é também responsável pelos trabalhadores da Empresa de Meios Aéreos (EMA), que foi extinta no final de outubro do ano passado.

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