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Liga de bombeiros diz que protocolo com INEM “não é ainda o mais adequado”

Segundo o presidente da LBP

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Foto: DR / Arquivo

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) alertou hoje que o protocolo assinado com o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) sobre os valores atribuídos às corporações “não é ainda o mais adequado”, mas considera que foi dado “um passo”.

“O protocolo ainda não é aquele que nós entendemos que é o mais adequando para que os corpos de bombeiros possam atuar com qualidade e com capacidade financeira e operacional nas populações, mas é um passo”, disse à Lusa o presidente da LBP, António Nunes, à margem de uma reunião do conselho executivo da Liga em Ponte de Sor (Portalegre).

António Nunes adiantou que os valores para já atribuídos são “intercalares”, para “cobrir uma parte daquilo que é o prejuízo” que os corpos de bombeiros estão a registar para a efetivação de serviços no âmbito do sistema integrado de emergência médica.

“Até há duas decisões da Assembleia da República de 2020 que não foram cumpridas, que é o ressarcimento integral de todos os custos que os bombeiros possam ter com o sistema integrado de emergência médica, isso não foi conseguido”, disse.

“Nós estamos a ter e continuamos a ter reuniões com o INEM, no próximo dia 07 [terça-feira] vamos ter uma nova reunião com o INEM, as negociações não estão fechadas, mas houve uma decisão em que o Governo entendeu e bem, face ao aumento dos custos dos combustíveis e para não se prolongar no tempo uma situação que se poderia demorar por um ano, ano e meio, a discutir que o melhor era encontrar plataformas de entendimento e foi isso que aconteceu”, acrescentou.

António Nunes recordou ainda que o INEM e a LBP no final de quatro reuniões acordaram “valores possíveis” para tentar uma “minimização” não só do preço dos combustíveis, mas também do aumento do ordenado mínimo nacional e também de alguns custos que têm “algum impacto” na atividade dos corpos de bombeiros.

“O protocolo está em aberto”, concluiu.

O despacho que atualiza os valores dos subsídios atribuídos pelo INEM às corporações de bombeiros foi publicado na quinta-feira em Diário da República.

O despacho refere que a atualização dos valores a atribuir pelo INEM para subsidiar a atividade pré-hospitalar no âmbito do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM) foi decidida devido aos “riscos associados à incerteza da atual situação e reconhecendo a excecionalidade da medida”.

“As dificuldades económicas e financeiras atravessadas pelos parceiros do INEM no SIEM, nomeadamente bombeiros e Cruz Vermelha Portuguesa, poderão vir a provocar a indisponibilidade dos meios de emergência médica pré-hospitalar sedeados em Postos de Emergência Médica [PEM] e Postos Reserva [PR]”, lê-se no documento assinado pela secretária de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, e Adjunto e da Saúde Lacerda Sales.

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