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Líder do CDS critica Pires de Lima e as “tentativas públicas para destabilizar” o partido

Política

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O presidente dos centristas criticou hoje “tentativas públicas para destabilizar” o partido e defendeu que o CDS não é “de barões”, rejeitando as críticas do antigo dirigente e ministro António Pires de Lima.


Questionado pelos jornalistas relativamente às críticas do antigo dirigente, num artigo de opinião no Expresso, Francisco Rodrigues dos Santos insurgiu-se contra as “tentativas públicas para destabilizar” o CDS “a soldo de versões sobre a vida do partido que não têm a mínima adesão à realidade”.

“Este partido é dos militantes e é dos portugueses, não é de barões, e eu creio que esta lição já devia ter sido aprendida há muito tempo através desta nova liderança do CDS”, frisou o presidente centrista, em declarações na sede do partido, em Lisboa.

“O CDS, como eu já disse tantas vezes, é uma locomotiva em andamento, e eu prefiro falar das pessoas que estão dentro desta locomotiva do que daquelas que preferiram ficar na estação”, afirmou Francisco Rodrigues dos Santos, destacando aqueles que se juntaram a este “momento importantíssimo para a clarificação do partido”.

Num artigo de opinião publicado no semanário Expresso, o antigo ministro da Economia António Pires de Lima critica a atual liderança do CDS e dá conta de que deixou o Grupo para a Recuperação Económica e Social de Portugal (GRESP), para o qual foi convidado pelo líder do CDS.

Pires de Lima afirma estar “muito preocupado” com o CDS, que considera reduzido “à dimensão de um homem só”, e diz esperar que “o partido acorde e a direção assuma um estilo de liderança mais plural e uma intervenção menos proclamatória e mais substancial”.

“O CDS faz muita falta à democracia portuguesa e não devia acabar assim”, acrescentou.

O GRESP, do qual fazem parte também os antigos dirigentes centristas Luís Nobre Guedes e António Lobo Xavier, entre outras personalidades, foi anunciado em junho e Pires de Lima justifica a sua saída com o facto de o grupo não se ter reunido até agora.

Esta versão é desvalorizada pelo presidente do partido, que afirmou hoje que têm existido reuniões setoriais, desde há dois meses, “em áreas onde o CDS já apresentou propostas”, mas assumiu que “esta é a primeira reunião presencial de todos os elementos do grupo”.

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País

Covid-19: Portugal ultrapassa os 2.000 casos diários e regista mais 7 mortos

Boletim diário da DGS

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Foto: O MINHO (Arquivo)

Portugal regista hoje mais 7 mortos e 2.072 novos casos de infeção por covid-19, em relação a terça-feira, segundo o boletim epidemiológico diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

É a primeira vez que Portugal ultrapassa os mil casos diários.

1.001 dos novos casos são no Norte.

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 91.193 casos de infeção confirmados e 2.117 mortes.

Há ainda 54.493 recuperados, mais 446 do que ontem.

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Isolamento passa para 10 dias nos casos assintomáticos ou com sintomas ligeiros

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Os doentes assintomáticos ou os que têm sintomas ligeiros de covid-19 passam a ter um período de isolamento de 10 dias, de acordo com a norma da Direção-Geral da Saúde (DGS) hoje atualizada.

Segundo a norma da DGS, o fim das medidas de isolamento, sem necessidade de realização de teste ao novo coronavírus, dos doentes assintomáticos ou dos que têm doença ligeira ou moderada ocorre ao fim de 10 dias, desde que, nos casos com sintomas, estejam sem usar antipiréticos durante três dias consecutivos e com “melhoria significativa dos sintomas”.

Os casos de doença grave ou crítica têm de permanecer em isolamento 20 dias desde o início de sintomas, o mesmo tempo definido para os doentes que tenham problemas de imunodepressão grave, independentemente da gravidade da doença.

A norma esclarece ainda que, nos doentes assintomáticos, os 10 dias começam a contar desde a data do diagnóstico laboratorial de covid-19.

Costa admite agravamento de medidas caso a situação piore

Até aqui, a referência temporal para o isolamento profilático era de 14 dias.

A DGS sublinha ainda que no caso de profissionais de saúde ou prestadores de cuidados de elevada proximidade, de doentes que vão ser admitidos em lares ou unidades de cuidados continuados ou paliativos ou doentes que vão ser transferidos nas unidades hospitalares para áreas não dedicadas, será preciso sempre um teste negativo para que o isolamento seja considerado completo.

A norma define ainda que “nos 90 dias após o diagnóstico laboratorial de infeção por SARS-CoV-2 não deve ser realizado novo teste” a menos que a pessoa tenha sintomas da doença, seja “contacto de alto risco de um caso confirmado de covid-19 nos últimos 14 dias” ou não exista diagnóstico alternativo (incluindo outros vírus respiratórios) para o quadro clínico.

Define ainda a organização do internamento hospitalar, que terá uma área para doentes com teste positivo (enfermarias ou unidades de cuidados intensivos dedicadas a covid-19) e outra para doentes com teste negativo, mas com suspeita clínica da doença ou de infeção respiratória grave (áreas intermédias – fisicamente separadas das áreas dedicadas em serviço de urgência – ou enfermarias ou unidades de cuidados intensivos dedicadas a covid-19 onde devem fazer o teste).

Há ainda um terceiro nível na organização do internamento hospitalar para doentes com teste para SARS-CoV-2 negativo e sem suspeita clínica de COVID-19 ou de infeção respiratória aguda (as chamadas enfermarias ou unidades de cuidados intensivos não covid-19).

Sobre a medicação a utilizar, a norma define que a terapêutica com Remdesivir deve ser administrada “o mais precocemente possível” nos doentes internados que tenham teste positivo, pneumonia confirmada em radiograma ou tomografia e necessidade de oxigenoterapia suplementar, idade igual ou superior a 12 anos e peso igual ou superior a 40 quilos.

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Costa admite agravamento de medidas caso a situação piore

Covid-19

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António Costa: Foto: Twitter

O primeiro-ministro admitiu hoje o agravamento de medidas face à pandemia de covid-19, caso a situação de pandemia no país piore, pedindo responsabilidade coletiva à população para o evitar.

“Vamos evoluir para o estado de calamidade e podemos evoluir para outros estados se as circunstâncias assim o impuserem, mas temos todos de concentrar no esforço coletivo para evitar que isso seja necessário e se todos o fizerem isso não será necessário. Se nem todos o fizerem, o risco de isso acontecer será maior”, disse António Costa.

O primeiro-ministro falava aos jornalistas na conferência de imprensa realizada após o Conselho de Ministros que decidiu elevar para situação de calamidade, a partir de quinta-feira, o nível de alerta em Portugal para face à covid-19.

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