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Líder cessante da Iniciativa Liberal avisa que jogo ainda está 0-0 e pede consolidação

Carlos Guimarães Pinto

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Foto: Twitter

O presidente cessante da Iniciativa Liberal, Carlos Guimarães Pinto, avisou este sábado que o jogo ainda está “0-0” para os liberais apesar da vitória ao eleger um deputado, pedindo a consolidação como um “movimento de contracultura, moderado e não populista”.

A intervenção de Carlos Guimarães Pinto na III Convenção Nacional da Iniciativa Liberal, que decorre hoje em Pombal, distrito de Leiria, foi feita através de um vídeo gravado uma vez que o presidente que hoje cessa funções está no Vietname.

Carlos Guimarães Pinto, que no final de outubro anunciou que iria abandonar a liderança do partido, usou uma imagem do tempo em que era árbitro de futebol e muitas vezes acontecia que numa equipa, quando marcava um golo muito cedo, os jogadores, depois de festejarem, repetiam uns para os outros “ainda está 0-0” para “passar aquela mensagem de que aquele golo tão cedo não mudava nada no seu plano de jogo”.

“Nós também conseguimos marcar um golo mais cedo do que o esperado, mas nada disso deve mudar o nosso espírito, a nossa forma de fazer as escolhas. (…) Por isso vos digo, está 0-0. Continuamos a ser um partido de ataque, um partido que quer renovar a política, quer trazer ideias novas, quer trazer pessoas novas, sem ter medo, apenas agora temos mais meios para o fazer do que tínhamos antes”, comparou, referindo-se à eleição de um deputado para o parlamento nas últimas eleições.

Para o presidente em fim de funções – que será substituído na convenção eletiva de hoje pelo deputado João Cotrim Figueiredo, o único a apresentar candidatura – foi um “prazer ter liderado o partido neste ‘sprint’ inicial”, mas avisou que “continua a ser uma grande maratona” já que o partido precisa de continuar a crescer.

“Precisamos acima de tudo de nos consolidar como movimento de contracultura, um movimento moderado, não populista, um movimento que num país socialista é um movimento de contra cultura”, defendeu.

Na perspetiva do liberal, “para defender o autoritarismo, o identitarismo, as falsas boas intenções, qualquer idiota populista serve”.

“Mas para defender a liberdade, o progresso e os caminhos muitas vezes pouco intuitivos para lá chegarmos precisamos de gente capaz, inteligente. O primeiro quilómetro desta maratona acabou e é com muita felicidade que digo que estamos no pelotão da frente. Agora o objetivo é ganhá-la”, enfatizou.

À futura comissão executiva, que será liderada por João Cotrim Figueiredo, só quis “desejar muito boa sorte” uma vez que sabe que “tudo o resto que precisam já têm”.

“Não há nenhuma direção de nenhum partido nacional que conte com uma equipa tão boa como esta e a liberdade precisa de pessoas assim”, elogiou.

Logo no início do vídeo, durante o qual foram aparecendo várias fotografias da atividade de Carlos Guimarães Pinto e do partido nos últimos tempos, o liberal fez questão de destacar os “números da participação da Convenção deste ano”.

“Que grande diferença face à convenção do ano passado, não só pelo número de participantes, mas também pelo número de candidatos às vagas deixadas no Conselho Nacional, assim como o número de moções apresentadas. É fantástico perceber este crescente interesse e a vontade de participar de todos”, afirmou.

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Pescado transacionado em lota atinge “valor histórico” de 212,3 milhões de euros em 2019

Números divulgados pela Docapesca

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Foto: DR

O valor do pescado transacionado nas lotas e postos de Portugal continental, sob gestão da Docapesca, atingiu o “valor histórico” de 212,3 milhões de euros em 2019, mais 3,3% face a 2018, revelou, esta quarta-feira, a empresa.

Segundo dados divulgados pela Docapesca, que gere as lotas e os portos portugueses, o pescado transacionado atingiu “o valor mais elevado desde que existem registos estatísticos sistematizados”, crescendo 3,3% face a 2018, ano em que o valor alcançado se cifrou em 205,5 milhões de euros.

A quantidade de pescado transacionado também passa de 99,7 mil toneladas em 2018 para 112,6 mil toneladas em 2019, correspondendo a um aumento de 12,7%, lê-se numa nota enviada pela empresa tutelada pelo Ministério do Mar.

Já as lotas localizadas no Algarve foram as que registaram, em 2019, o maior crescimento a nível nacional da quantidade de pescado transacionado, passando de 11,9 para 20,5 toneladas, o que se refletiu também no aumento do valor das vendas.

Nas lotas do distrito de Faro o valor das vendas evoluiu de 46,1 para 53,1 milhões de euros, com destaque para a lota de Vila Real de Santo António, que vendeu no ano passado o equivalente a 14 milhões de euros, seguida de Portimão (nove milhões), Quarteira (8,9 milhões) e Olhão (8,2 milhões).

Relativamente à quantidade de pescado transacionado, a lota de Quarteira atingiu as 6,6 toneladas (um aumento de 147,3% face ao ano anterior), seguida de Portimão (5,1 toneladas), Olhão (4,7 toneladas), Sagres e Vila Real de Santo António (ambas com 1,3 toneladas).

A nível nacional, as espécies mais relevantes em valor de vendas foram o polvo-vulgar, a sardinha, o carapau, o biqueirão e a cavala, refere a Docapesca.

O ano de 2019 ficou ainda marcado pela extensão da certificação do sistema de gestão da segurança alimentar às lotas de Viana do Castelo, Aveiro e Vila Real de Santo António, totalizando sete estabelecimentos certificados.

Este processo irá ser reforçado com vista à certificação de um total de 10 lotas em 2020, prevê a empresa.

A Docapesca tem a seu cargo, no continente, o serviço da primeira venda de pescado e o apoio ao setor da pesca e respetivos portos, dispondo de 22 lotas e 37 postos.

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PCP critica “cedência” à Vinci e insiste em aeroporto em Alcochete

Comunistas exigem uma infraestrutura com “capacidade de expansão e desenvolvimento”

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Foto: portugaldigital.com.br / DR

O PCP defendeu, esta quarta-feira, que a decisão favorável da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) ao novo aeroporto no Montijo “não afasta a necessidade” da construção de um aeroporto com capacidade de expansão no Campo de Tiro de Alcochete.

Para o PCP, a decisão favorável da APA à utilização da Base Aérea do Montijo para uso civil representa uma “cedência do Governo PS aos interesses da multinacional Vinci [concessionária]”, permitindo-lhe a construção de um “apeadeiro” e o benefício de novos direitos de cedência no aeroporto da Portela.

“Por mais que queiram justificar a construção de um apeadeiro, o que Portugal precisa é de um novo aeroporto! Um aeroporto digno desse nome. Que tenha capacidade de expansão e de desenvolvimento, que permita um investimento faseado para dar resposta às necessidades futuras do país”, afirmou o PCP, em comunicado.

A APA confirmou na terça-feira a viabilidade ambiental do novo aeroporto no Montijo, projeto que recebeu uma decisão favorável condicionada em sede de DIA.

Esta decisão mantém cerca de 160 medidas de minimização e compensação a que a ANA – Aeroportos de Portugal “terá de dar cumprimento”, as quais ascendem a cerca de 48 milhões de euros, adianta a nota da APA.

A decisão “favorável aos interesses da Vinci, não afasta a necessidade de prosseguir a luta pela construção de um novo aeroporto internacional no Campo de Tiro de Alcochete”, defendeu o PCP.

Independentemente do escrutínio e “intervenção política” que a utilização da Base Aérea do Montijo como pista complementar ao aeroporto da Portela suscitará, o PCP continuará a luta por um novo aeroporto internacional no Campo de Tiro de Alcochete.

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Seguradoras estimam danos causados pelo mau tempo em 34 milhões de euros contando 17 mil sinistros

Associação Portuguesa de Seguradores

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Foto: wort.lu / DR

A Associação Portuguesa de Seguradores (APS) revelou, esta quarta-feira, que as tempestades Elsa e Fabien, que atingiram Portugal em dezembro, provocaram danos estimados de 34 milhões de euros em “quase 17 mil sinistros cobertos por apólices de seguros”.

Num comunicado em que atualiza os “danos cobertos por contratos de seguro”, a APS destaca estar em causa uma duplicação “face ao apuramento anterior, de 31 de dezembro de 2019, em que se tinham registado 10 mil sinistros e um valor agregado de danos de 18 milhões de euros”.

Os 34 milhões de euros da atualização feita esta quarta-feira dizem também respeito ao “valor agregado de danos”, ou seja, “valores pagos e provisionados”, na sequência do mau tempo que provocou três mortos, deixando 144 pessoas desalojadas e outras 352 deslocadas por precaução, sobretudo na zona Centro, com as inundações provocadas pelo rio Mondego.

O mau tempo provocado pela tempestade Elsa, entre 18 e 20 de dezembro, a que se juntou no dia 21 a depressão Fabien, provocou danos em habitações, linhas de comboio, vias rodoviárias e na rede elétrica, afetando a distribuição de energia a milhares de pessoas, em especial na região Centro.

Na ocasião, registaram-se mais de 11.600 ocorrências, na maioria inundações e quedas de árvores.

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