Libertadas irmãs suspeitas de atirar droga para a cadeia de Braga

Ficam proibidas de visitar a prisão
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

As duas irmãs detidas pela Polícia Judiciária por suspeitas de introduzirem droga na Cadeia de Braga saíram em liberdade ao final da tarde desta sexta-feira.

Segundo revelaram a O MINHO fontes judiciais, do Tribunal de Braga, ambas encontraram-se proibidas de aceder à Cadeia Regional de Braga ou a outro qualquer estabelecimento prisional e interditas de contactarem entre si, já que residem em casas diferentes, no Bairro do Monte Picoto, em Braga.

As suspeitas, de 27 e 24 anos, tinham sido detidas pela Polícia Judiciária de Braga e a ambas foi apreendido o montante total de cerca de onze mil euros, durante as buscas domiciliárias, ambas no Monte Picoto, na freguesia de São José de São Lázaro, em Braga.

A defesa das duas irmãs esteve a cargo dos advogados Miguel Torrinha (Braga) e Cátia Pinto (Porto), que no final não prestaram declarações aos jornalista.

As duas irmãs foram detidas por introduzirem droga na cadeia de Braga quando iam visitar os companheiros ou atirando-a para a zona de recreio dos reclusos a partir do exterior, informou hoje a Polícia Judiciária.

Em comunicado, aquela força policial revelou que os factos foram reportados pelo Estabelecimento Prisional de Braga ao Departamento de Investigação Criminal de Braga da PJ que, de imediato, iniciou investigações, que culminaram com as detenções e com a apreensão de avultadas quantias em dinheiro e outros objetos.

Segundo a PJ, foram recolhidos “indícios que, em momentos diferentes e sucessivos, nas visitas que concretizavam aos companheiros, as duas detidas, em contacto com estes e de forma dissimulada, concretizavam a entrega das substâncias”.

“Noutras ocasiões, a partir do exterior, chegaram mesmo a arremessar consideráveis quantidades de estupefaciente e de outros objetos para a zona de recreio dos reclusos, tendo em vista o seu tráfico no interior do estabelecimento”, acrescenta.

A fonte da PJ especificou à Lusa que aqueles objetos são telemóveis e cartões para os mesmos.

As irmãs, suspeitas do crime de tráfico de estupefacientes agravado, serão presentes às autoridades judiciárias competentes para interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação.

 
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