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Lenços dos Namorados “invadem” Livraria Lello, no Porto

Exposição é composta por dezenas de lenços provenientes de Vila Verde, Amarante, Barcelos e Braga

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Foto: DR

A Livraria Lello, no Porto e a Direção Regional de Cultura do Norte inauguram, hoje, às 17:00 a exposição “Variações sobre uma tradição: Bordados com Poesia”.

Resultante da presença de Portugal na Feira Internacional do Livro de Guadalajara, no México, em 2018, a exposição “Variações sobre uma tradição: Bordados com Poesia” “nasce da originalidade de relacionar os Lenços dos Namorados, expressão do artesanato português, à arte que se alimenta de ingenuidades e de imaginação”, diz a DRCN em comunicado.

A exposição é composta por dezenas de lenços, provenientes – por exemplo – de Vila Verde, Amarante, Barcelos e Braga.

“Mais que uma mostra etnográfica esta exposição associa uma prática tradicional, onde a poesia popular é elemento essencial, à poesia dos autores portugueses contemporâneos. Altamente simbólicos na sua origem, os bordados assumem hoje novas aplicações, desde um passado de tradição até às suas mais recentes expressões decorativas, da porcelana à moda, manifestações de um Portugal moderno e criativo”, acrescenta o comunicado.

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Deputado do PS quer mais fronteiras com Espanha em Vila Real e Bragança

Covid-19

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Foto: DR

O deputado socialista da Assembleia da República Ascenso Simões disse hoje que “ainda há caminho a fazer” na reabertura de fronteiras com Espanha, defendendo uma “abertura económica e de circulação de pessoas” nos distritos de Vila Real e Bragança.

Ascenso Simões, deputado do PS eleito pelo distrito de Vila Real, falava à margem da visita ao concelho de Montalegre, na fronteira entre a freguesia portuguesa de Tourém com a localidade espanhola de Calvos de Randím, um dos três pontos que a partir de 01 de junho têm horários para atravessar a fronteira entre Portugal e Espanha.

Um despacho que determina os horários para atravessar a fronteira entre Portugal e Espanha, nas localidades de Rio de Onor (Bragança), Tourém (Vila Real) e Barrancos (Beja), na sequência da pandemia, foi publicado na quinta-feira em Diário da República (DR).

O despacho conjunto dos ministros dos Negócios Estrangeiros e da Administração Interna refere que a decisão decorre de uma resolução do Conselho de Ministros, de 16 de março, sobre reposição, “a título excecional e temporário”, do controlo “de pessoas nas fronteiras” entre Portugal e Espanha, no âmbito da situação de pandemia da doença provocada pelo novo coronavírus.

Em relação a Tourém, o ponto de passagem autorizado através da fronteira terrestre entre os dois países é às segundas e quintas-feiras, entre as 06:00 e as 08:00 e das 17:00 às 19:00.

Ascenso Simões, que visitou o território juntamente com o deputado Francisco Rocha, socialista também eleito por Vila Real, lembrou que “ainda falta responder a outras solicitações”.

“Há territórios que têm uma economia dependente de Espanha, e vice-versa. O que queremos para esses espaços é uma abertura económica e de circulação das pessoas que residem nesses espaços e é isso que continuamos a trabalhar”, garantiu.

Em causa estão pontos de passagem como em Sendin, também no concelho de Montalegre, que faz fronteira com a localidade espanhola de Baltar, e na fronteira da Eurocidade Chaves-Verín, ambas no distrito de Vila Real, e ainda na ligação entre Miranda do Douro e Salamanca, no distrito de Bragança, explicou.

O deputado lembrou que Espanha continua em estado de emergência, o que implica “limitações no âmbito de fronteiras”.

“É algo que temos de entender e compreender que continua a ser diferente da situação em Portugal. Temos de ter cuidados para equilibrar o retorno à normalidade económica sem pôr em causa as conquistas que já fizemos em termos do impacto da pandemia no território”, vincou, explicando ser positivo a inclusão de Montalegre numa das três fronteiras a abrir parcialmente.

Para o presidente da Câmara de Montalegre, Orlando Alves, a abertura, ainda que parcial, da fronteira em Tourém é importante no apoio aos agricultores e produtores de gado que têm terrenos em Espanha.

“Com a aproximação do período para o corte do feno seria uma produção perdida se não abrissem a fronteira, permitindo que os produtores pecuários de Tourém possam arranjar sustento para passar o período de invernia e ter o gado bem tratado”, vincou.

Orlando Alves alertou ainda para o “cumprimento rigoroso” das normas que irá ser feito naquela fronteira.

“Haverá um controlo rigoroso e quem prevaricar estará sujeito a multas e por isso quero deixar um aviso à população das localidades limítrofes com Tourém, pois só passa naquele espaço quem vai trabalhar os terrenos do lado de lá e a população está identificada pelo SEF e GNR”, sublinhou.

O autarca de Montalegre continua a solicitar a abertura da fronteira com Espanha em Sendim, pelos “fluxos que alimentam a atividade comercial de um lado e do outro”.

“Está toda a gente ansiosa por implementar esse tipo de movimentos, pois há gente jovem que trabalha em Baltar e tem de dar uma volta por Vila Verde da Raia [concelho de Chaves, num dos pontos de passagem autorizado para Espanha] o que constitui um prejuízo muito grande”, realçou.

O controlo das fronteiras terrestres com Espanha está a ser feito desde as 23:00 do dia 16 de março em nove pontos de passagem autorizada devido à pandemia de covid-19 e termina às 00:00 de 15 de junho.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 360 mil mortos e infetou mais de 5,8 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Em Portugal, morreram 1.383 pessoas das 31.946 confirmadas como infetadas, e há 18.911 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

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Primeira grande exposição de Yoko Ono em Portugal inaugurada sábado em Serralves

No Porto

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Foto: Divulgação

O Museu de Serralves, no Porto, inaugura este sábado a exposição “O Jardim da Aprendizagem da Liberdade”, de Yoko Ono, onde vão estar expostos trabalhos como “Maçã” e “EX IT”.

Em entrevista à agência Lusa, o diretor do museu e curador da mostra, Philippe Vergne, disse que a exposição é marcada por algumas peças históricas, como por exemplo o trabalho “Maçã” (1966) e o livro de instruções e desenhos de Yoko Ono “Grapefruit”, no qual a artista mostra como é que o público pode fazer as obras em casa.

“Nas peças históricas temos a ‘Maçã’, que é uma espécie de ícone de Yoko Ono. Há uma obra que é muita discreta e que não é espetacular, do ponto de vista do objeto, que é o livro ‘Grapefruit’ (1964), que são todas as definições conceptuais e instruções que Yoko Ono dá para que o público possa construir ele próprio as obras”, declarou.

Philippe Vergne destaca também “EX IT”, obra realizada nos anos 1990 e constituída por cem caixões de diversos tamanhos — homem, mulher, criança — e por cem árvores que deles emergem, sendo uma “metáfora construída pela associação da vida (árvore) e da morte”, explica um comunicado do museu.

A exposição, que conta com um total de 297 peças, estende-se ao Parque de Serralves, onde estão erguidas peças de palavras com cerca de dois metros de área, bem como obras como “Garden Sets”.

Na exposição “O Jardim da Aprendizagem da Liberdade” pode constatar-se a “universalidade” da artista – viúva do músico John Lennon-, e como ela conseguiu “cristalizar uma época” nas suas obras, considerou Philippe Vergne, referindo que a artista sempre lutou contra todos os tipos de violência, designadamente violência contra as mulheres.

“A violência feita contra as mulheres é um dos temas da obra de Yoko Ono, mas também a violência em geral”, afirmou o diretor do museu.

“É a primeira vez que há uma grande exposição de Yoko Ono em Portugal e espero que o público português se interesse, porque é uma exposição que, por um lado, aborda temas muito sérios, problemáticos e problemas que começaram no século XX e que continuam a construir a nossa época como o racismo”, disse Vergne.

Por outro lado, acrescentou, “é uma exposição interativa, e dá a ideia de liberdade a o público possa tocar nas obras”, considerando que Yoko Ono “trouxe honra ao estatuto de artista ‘avant garde’ e marcou a história de arte na segunda metade do século XX”.

A exposição exibe também vários filmes, alguns deles realizados em parceria com John Lennon, em que se desafia a ”noção tradicional de realização” para pertencer à “corrente americana da cultura do filme independente dos anos 1960”.

A exposição vai também ter patentes em Serralves algumas performances criadas pela artista, como por exemplo “Bag Piece” (1964), que convida o espectador a entrar num saco, que pode ser individual ou duplo e despir-se e voltar a vestir-se, porque dentro de um saco uma pessoa é “apenas alma, despojada de qualquer característica diferenciadora”, de cor, idade ou sexo.

Esta exposição abrange a produção da artista desde as primeiras obras concebidas ainda na década de 1950 até à atualidade e foi “desenhada especificamente para os espaços do Museu de Serralves”.

Yoko Ono, 86 anos, nasceu em Tóquio, no Japão, em 1933 e mudou-se para Nova Iorque em 1953, após ter estudado filosofia no seu país de origem.

O nome da artista fica ligado ao coletivo artístico Fluxus, cujo fundador, George Maciunas, lhe facultou a oportunidade de apresentar a sua primeira exposição individual, em 1961.

A exposição de Yoko Ono vai ficar patente em Serralves até dia 15 de novembro.

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Concentração de pessoas em Lisboa tem sido superior ao desejável

Covid-19

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Foto: O MINHO / Arquivo

A diretora-geral da Saúde afirmou hoje que a concentração de pessoas em espaços públicos tem sido superior ao desejável em Lisboa, apelando à alteração do comportamento, sobretudo, dos mais jovens.

“Não podem continuar a tolerar-se comportamentos que ponham em risco a saúde pública e sobretudo a saúde daqueles mais vulneráveis, os idosos e os doentes”, avisou Graça Freitas, durante a habitual conferência de imprensa sobre a pandemia da covid-19 em Portugal.

Questionada sobre a situação epidemiológica na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde o aumento de novos casos tem sido, nos últimos dias, superior em relação ao resto do país, a diretora-geral reforçou que a situação é complexa.

“Quando digo complexa é porque tem várias e diversas causas”, explicou, referindo que além dos pequenos focos no polo industrial da Azambuja, em seis grandes obras, em bairros sociais e em lares, também se regista a circulação comunitária do vírus.

Segundo os últimos dados, na região de Lisboa e Vale do Tejo há cerca de 4.400 doentes ativos entre os 10.643 casos confirmados desde o início da pandemia, sendo que a maioria dos doentes (cerca de 5.700) já recuperou.

Sem adiantar se estão previstas medidas excecionais para Lisboa durante a terceira fase de desconfinamento, remetendo a questão para a reunião do Conselho de Ministros que decorre hoje, Graça Freitas aproveitou a conferência de imprensa para fazer um apelo à população jovem, que compõe a região.

Recordando que a sintomatologia da doença da covid-19 tende a ser ligeira nos mais jovens, a diretora-geral sublinhou que mesmo essas pessoas podem transmitir o vírus a grupos de risco e, por isso, também o comportamento dos jovens deve ser exemplar.

“O meu apelo para a população jovem é que evite concentrações, que mantenha a distância física, que altere o seu comportamento, porque depende de todos nós e do nosso comportamento interromper cadeias de transmissão”, afirmou.

Graça Freitas sublinhou ainda que as autoridades de saúde gostariam que os próprios cidadãos “autorregulassem” o seu comportamento, lamentando que, nos últimos dias, isso não se tem verificado na região de Lisboa, onde tende a haver uma maior concentração de pessoas nos espaços públicos.

Questionada sobre a possibilidade da reabertura dos centros comerciais durante a terceira fase de desconfinamento, que arranca segunda-feira, a diretora-geral não confirmou a medida, dizendo apenas que “o risco depende do comportamento” de cada um.

“Mesmo com os centros comerciais encerrados, não se está a conseguir evitar o risco de pessoas se concentrarem noutros espaços”, lamentou.

Portugal contabiliza pelo menos 1.383 mortos associados à covid-19 em 31.946 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado na quinta-feira.

Portugal entrou no dia 03 de maio em situação de calamidade devido à pandemia, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

O Governo aprovou novas medidas que entraram em vigor no dia 18 de maio, entre as quais a retoma das visitas aos utentes dos lares de idosos, a reabertura das creches, aulas presenciais para os 11.º e 12.º anos e a reabertura de algumas lojas de rua, cafés, restaurantes, museus, monumentos e palácios.

O regresso das cerimónias religiosas comunitárias está previsto para 30 de maio e a abertura da época balnear para 06 de junho.

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