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Viana do Castelo

Leilão de sede de panificadora de Viana fecha com proposta de 315 mil euros

Economia

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Foto: DR

O leilão eletrónico para venda da sede de uma panificadora de Viana do Castelo que encerrou em 2017 com dívidas superiores a dois milhões de euros fechou hoje com uma proposta no valor de 315 mil euros.


O prazo para a apresentação de propostas ao leilão eletrónico promovido pelo administrador de insolvência estava fixado para as 16:00.

De acordo com a página na Internet da leiloeira LC Premium, consultada pela agência Lusa, o leilão foi concluído às 16:01 e pode ler-se “venda concluída”, referindo-se o montante de 297.500 euros como o valor de venda e de 315.000 euros como valor atual.

Contactada pela Lusa, fonte do gabinete do administrador de insolvência disse “aguardar a receção do relatório do leilão hoje realizado para o poder submeter à apreciação da comissão de credores no sentido de obter a anuência à venda do imóvel”.

Em causa está um edifício no Cais Novo, em Darque, na margem esquerda do rio Lima que, em janeiro de 2019, foi colocado à venda, em leilão, pelo valor mínimo de 297.500 euros, mas que fechou deserto e sem a presença da comissão de credores nomeada pelo tribunal.

O pedido de insolvência da panificadora foi apresentado pela própria empresa, a sociedade Fernandes e Alves, com sede no Cais Novo, em Darque, em setembro de 2017, alegando dívidas no valor 1.358.974 euros, a mais de 200 credores.

Naquele valor não estavam contabilizados os créditos aos cerca de 60 trabalhadores que a empresa empregava na altura.

Em março de 2019, o tribunal local qualificou de dolosa a insolvência da panificadora fundada em 1945 e condenou um dos gerentes, entretanto falecido, a indemnizar os mais de 200 credores por dívidas superiores a dois milhões de euros.

Entre os principais credores da empresa, que, além da fábrica, detinha ainda quatro lojas, em regime de aluguer e concessionadas a outra empresa cujo proprietário também é credor, encontram-se além dos trabalhadores, a Caixa Geral de Depósitos, o Novo Banco, e a Segurança Social.

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Viana do Castelo

Acusado de matar em Viana alega defesa da própria vida, assim como da mulher e do filho

Crime

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Tribunal de Viana do Castelo. Foto: DR

Um homem acusado de ter matado outro a tiro em Viana do Castelo, em 2013, e que foi detido em julho em França, remeteu-se hoje ao silêncio no início do julgamento, a decorrer no tribunal da cidade.

O arguido, de 36 anos, que se encontra em prisão preventiva após sete anos em fuga, está acusado de um crime de homicídio qualificado, um crime de ofensa à integridade física qualificada e um crime de detenção de arma proibida.

No início da sessão, o advogado do arguido, Aníbal Pinto, disse que o seu constituinte “lamenta a morte, mas que pretende demonstrar, em sede de julgamento, que agiu em clara e legítima de defesa” e que “o que fez foi para repelir agressões, defendendo a sua integridade física e a sua vida”, bem como a “da mulher e do filho”.

Após a leitura da acusação, a juíza que preside coletivo que julga o caso questionou Valdemar Silva, conhecido pela alcunha de ‘Nono’, que se escusou a prestar declarações.

“Por aconselhamento do meu advogado, para já não presto declarações”, afirmou.

A vítima mortal, Jorge Matos, de 35 anos e conhecido pela alcunha de ‘Cuba’, foi morto a tiro, enquanto o seu irmão, Márcio Gonçalves, na altura com 16 anos, ficou gravemente ferido na sequência de um esfaqueamento.

O testemunho do irmão da vítima mortal, assistente no processo, motivou um requerimento ao tribunal para ser extraída uma certidão das declarações que o jovem prestou às autoridades, e remetida ao Ministério Público.

O advogado do arguido disse que as declarações hoje proferidas em sede de julgamento são “totalmente contrárias” às efetuadas à Polícia Judiciária (PJ) sobre situações “absolutamente essenciais” do processo.

O advogado considerou ser necessário “aferir da falsidade das declarações prestadas à PJ” ou se a testemunha “está a faltar à verdade em sede de julgamento”.

Em agosto, em comunicado enviado às redações, a PJ informou que “os factos remontam a 15 de janeiro de 2013, em Viana do Castelo, e vitimaram dois irmãos”.

“O primeiro foi atingido por golpes de arma branca e o segundo foi atingido mortalmente com um tiro de uma espingarda caçadeira, quando, acompanhados por outros familiares, procuravam o suspeito, junto da respetiva residência. Na sequência dos factos, e ainda nessa noite, o suspeito colocou-se em fuga, ausentando-se para o estrangeiro onde tinha familiares emigrados”, especifica a nota.

O alegado homicida foi detido em 16 de julho em Longlaville, Nancy, em França, e no dia seguinte presente a um juiz do Tribunal de Recurso de Nancy, que ordenou a extradição para Portugal.

A PJ adiantou que, “ao longo dos sete anos que mediaram os factos e a detenção, houve intensa troca de informação entre a Polícia Judiciária e as congéneres europeias, visando a localização do suspeito, o qual acabou por ser localizado pela polícia francesa”.

O arguido “identificou-se com o nome de um familiar, procurando iludir o controlo policial”, mas “através da partilha de informação internacional, rapidamente foi confirmada a verdadeira identidade”.

Em 2013, fonte da PSP explicou que os dois casos aconteceram em pontos diferentes do centro da cidade, entre as 23:10 e as 23:25, suspeitando-se que tenham envolvido o mesmo agressor.

Os dois irmãos foram transportados ao hospital de Viana do Castelo, mas o mais velho acabou por morrer.

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Viana do Castelo

Maior sala de espetáculos do Alto Minho ‘vira’ unidade de vacinação para a gripe

Centro Cultural de Viana do Castelo

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Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

O Centro Cultural de Viana do Castelo está a funcionar, a partir desta terça-feira, como Unidade de Vacinação para a gripe sazonal, anunciou a Câmara local.

O equipamento está destacado como local de vacinação para os utentes de Santa Maria Maior e Monserrate, e assegurou a vacina de 160 munícipes ao longo de terça-feira.

Iniciou também esta semana a campanha de vacinação contra a gripe sazonal nas Juntas de Freguesia do concelho. As Juntas de Freguesia estão a funcionar como postos de vacinação contra a gripe sazonal para aliviar a pressão sobre os centros de saúde do concelho, sendo a vacina sempre administrada pelas equipas de enfermagem da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM).

Esta parceria resulta da estratégia de vacinação descentralizada em postos de proximidade à comunidade que foi proposta pela ULSAM aos dez municípios do distrito de Viana do Castelo.

O objetivo é “descentralizar a prestação de cuidados à população com a vacinação contra a gripe sazonal, cuja importância é acrescida para o grupo prioritário de pessoas com idade igual ou superior a 65 anos”.

Com esta medida, “pretende-se evitar que a população mais idosa e vulnerável tenha de se deslocar aos três centros de saúde situados na cidade e nas vilas de Darque e Barroselas, diminuindo a concentração de pessoas nesses espaços”, refere a autarquia.

Para apoio à medida, foi lançada uma Linha de Apoio Municipal de Vacinação, para permitir a inscrição da população através do telefone 258 819 310.

A campanha de vacinação do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que começa habitualmente em 15 de outubro, iniciou-se este ano mais cedo com uma primeira fase para qual foram disponibilizadas 350 mil vacinas.

Na segunda fase, que começou na terça, estão incluídos outros grupos de risco: pessoas com 65 ou mais anos e pessoas com doenças crónicas.

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Viana do Castelo

Cemitérios de Viana abertos com permanência máxima de 30 minutos

Dia de Todos os Santos

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Foto: DR

Os cemitérios de Viana do Castelo vão estar abertos nos dias 01 e 02 de novembro com limitação de permanência até 30 minutos, lotação definida para cada situação, e sem ajuntamentos com mais de cinco pessoas, foi hoje divulgado.

Em resposta a um pedido de esclarecimento da agência Lusa, fonte autárquica explicou que o plano de contingência acordado com as Juntas de Freguesia do concelho e “adaptado a cada freguesia” inclui “recomendações sobre utilização, zonas de acesso, circulação e lotação”

“Foi determinado um despacho conjunto com as indicações sobre a limitação máxima do número de pessoas em cada cemitério (de acordo com a área de cada um), respeitando as orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS), não permitindo ajuntamentos de mais de cinco pessoas no interior do cemitério e limitando a permanência das pessoas até um máximo de 30 minutos”.

Daquele plano consta ainda a “obrigatoriedade de utilização de máscara, de controlo de acessos com o apoio da Corpo Nacional de Escutas (CNE) e forças de segurança”.

No edital publicado hoje pela freguesia urbana de Areosa, no Facebook, hoje consultado pela Lusa, a autarquia limita o acesso ao cemitério a 200 pessoas, em simultâneo.

O documento, assinado por Rui Mesquita, refere ainda “não serem permitidas no cemitério, as celebrações religiosas e de homenagem habitualmente realizadas nos dias 01 e 02 de novembro”.

Caso não se verifique o “cumprimento generalizado” das disposições acordadas para o concelho, a Junta de Freguesia de Areosa alerta que, “de forma imediata”, poderá “reduzir” a lotação, os ajuntamentos mais de cinco pessoas e a permanência no cemitério.

Já “em casos extremos”, poderá encerrar o recinto.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 40,4 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.213 pessoas dos 103.736 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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