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Legionela ‘ataca’ no Norte: 72 infetados, 39 hospitalizados e sete mortos

Saúde pública

em

Vila do Conde. Foto: DR

O número de casos de infeção pela doença do legionário no Norte litoral do país aumentou para 72, depois de mais cinco infeções no concelho de Matosinhos, avança o Jornal de Notícias.

Foi em Vila do Conde onde se registaram os primeiros casos, levando a que a autarquia vizinha da Póvoa de Varzim, citando a unidade hospitalar, apontasse aquele concelho com origem do surto.

No entanto, Elisa Ferraz, presidente da Câmara de Vila do Conde, não admite para já essa hipótese uma vez que ainda não foi encontrada a fonte de contágios desta infeção que não se transmite entre humanos, mas sim através de gotículas de água contaminada com a bactéria letal.

Ao JN, Elisa Ferraz explica que foram detetados mais cinco casos, todos do concelho de Matosinhos, e que não foi encontrado nenhum local em Vila do Conde potenciador da infeção.

No entanto, a autarca admite que a inspeção que está a ser feita em empresas, centros comerciais e hospitais da região pode pecar pela falta de profissionais de saúde.

Elisa Ferraz diz que está a ser feito o que é “humanamente possível”, tendo em conta que apenas existem cinco profissionais da saúde pública para responder não só ao surto de legionela mas também à pandemia de covid~19.

“Não tenho nenhuma crítica a fazer à ação da delegação de saúde. Temos um concelho com 80 mil habitantes e, efetivamente, temos uma equipa de cinco pessoas para se distribuir por este universo com a pandemia em cima. Não é possível fazer mais”, disse a autarca aquele jornal.

“Não podemos desativar chaminés de fábricas, sem saber se, realmente, o foco é ali. Estamos a falar de vários concelhos, várias indústrias e há que fazer as coisas com a ponderação que nos é exigida”, acrescentou.

A responsável política explica que estão a ser feitas novas análises na rede de águas para consumo mas adianta que, em outubro, foram realizadas análises e não há qualquer indício da bactéria.

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Extinto surto de legionela que afetou Vila do Conde e Póvoa de Varzim

Saúde

Foto: DR

A Administração Regional de Saúde de Norte (ARS-N) deu por extinto o surto de ‘legionnella’ que atingiu a região do Grande Porto no último trimestre de 2020, atualizando em 88 casos e 15 mortos o balanço final da ocorrência.

A informação foi hoje prestada por responsáveis da ARS-N, durante uma audiência na Comissão de Saúde da Assembleia da República, requerida pelo PCP, onde foi divulgado que, até ao momento, não foi estabelecido o foco concreto da origem do surto.

“Estabelecemos uma relação entre o encerramento das torres de refrigeração de algumas indústrias da região e o fim do surto. Mas, infelizmente não podemos ainda fazer um nexo de causalidade entre nenhuma das torres em concreto como fonte de infeção”, disse Rui Capucho, médico do Departamento Saúde Pública da ARS-N.

O responsável partilhou que nas várias análises feitas em torres de refrigeração, nos concelhos de Matosinhos e Vila do Conde, que, tal como a Póvoa de Varzim, foram os mais afetados pelo surto, “foi detetado, através de testes PCR, a existência da bactéria”, nomeadamente na empresa de laticínios Longa Vida, em Matosinhos.

“Na colheita de amostras [da água dos sistemas de refrigeração] na torre da Longa Vida, foi detetada uma concentração elevada da bactéria, mas que ainda não foi encontrada no serótipo que infetou os doentes”, explicou Rui Capucho.

O clínico garantiu que todas as informações sobre este surto já se encontram num relatório provisório do incidente, garantindo que ARS-N continua em articulação com outras entidades, nomeadamente o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, para apurar mais dados.

Sobre os motivos para tão significativa taxa de mortalidade neste surto de ‘legionnella’, Rui Capucho considerou estar relacionada com a elevada faixa etária dos infetados.

“A média de idades dos 88 casos foi de 74 anos, sendo que os 15 óbitos ocorreram numa faixa etária entre os 74 e os 92 anos. Registamos, ainda, que em 11 casos houve também uma coinfecção de covid-19”, disse o responsável.

Já Carlos Nunes, presidente do Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde ARS-N, que também participou nesta audição, foi questionado pelos deputados sobre os recursos humanos alocados à investigação e combate deste surto, apontando que “deram uma resposta eficaz”

“A ARS-N não tem tantos técnicos de saúde ambiental como seria necessário, e é algo que já acontece há alguns anos, mas estamos a tentar colmatar com contratações. Lembro que este surto de ‘legionnella’ ocorreu nos mesmo período em que pandemia de covid-19 teve um forte impacto na região Norte, e só com grande esforço dos técnicos foi possível fazer um trabalho, que nos pareceu eficaz”, disse o responsável máximo da entidade.

O primeiro caso deste surto de ‘legionnella’, que afetou os concelhos de Matosinhos Vila do Conde e Póvoa de Varzim, foi detetado no final de outubro do ano passado.

A sucessão de casos, nos dias seguintes, levou as autoridades de saúde a fazerem análises nas redes de distribuição públicas de água e também em empresas com torres de refrigeração dos concelhos.

Já em novembro a fábrica de laticínios Longa Vida, em Matosinhos, desligou preventivamente os equipamentos, depois de ter sido detetada a bateria no local.

A empresa garantiu não ter recebido “informação sobre a correlação entre a presença desta bactéria” nas torres de refrigeração e a origem do surto.

Já antes, o Ministério Público (MP) determinou a abertura de um inquérito para investigar as causas do surto.

A doença do legionário, provocada pela bactéria ‘Legionella Pneumophila’, contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada (aerossóis) de dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.

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Quadrilha apanhada na A3 com 50 catalisadores roubados

Tinham sido furtados em Faro

Foto: GNR

A GNR apreendeu 50 catalisadores roubados e deteve quatro homens suspeitos dos crimes de furto e recetação, segunda-feira, na A3, no concelho de Santo Tirso, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a GNR refere que, na sequência de uma ação de patrulhamento, os militares abordaram uma viatura suspeita na Autoestrada A3, verificando-se que no seu interior eram transportados 50 catalisadores.

Após diligências, a GNR apurou que os mesmos tinham sido furtados em Faro.

Após buscas, numa casa e num anexo, foram apreendidos dois automóveis, 50 catalisadores, 1.850 euros em numerário, cinco telemóveis e várias ferramentas utilizadas para perpetrar este tipo de crime.

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Apesar do frio, incêndio lavra ao longo de vários quilómetros no Parque do Alvão

Vila Real

Foto: Marco Lousã de Sá / Facebook de Meteo Trás os Montes - Portugal

Um incêndio florestal deflagrou durante esta tarde no Parque Natural do Alvão, em Vila Real. As chamas lavram em zona de mato na freguesia de Paredes, mobilizando cerca de 30 operacionais e dez viaturas.

Apesar do frio, as chamas já lavram desde as 15:20, hora do alerta para o Comando de Operações e Socorro de Vila Real. O vento forte que se faz sentir está a dificultar as operações dos bombeiros no terreno.

Não há casas em perigo.

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