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Lançado primeiro concurso de azeites ‘online’ em Portugal

Como forma de apoiar os produtores olivícolas

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Foto: DR/Arquivo

O Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo (CEPAAL) anunciou hoje a realização do primeiro concurso de azeites ‘online’ em Portugal, na sequência da pandemia de covid-19, como forma de apoiar os produtores olivícolas.


“O CEPAAL viu-se obrigado a procurar uma alternativa ao cancelamento dos concursos [habituais], de forma a apoiar os produtores olivícolas e também para que a campanha de 2019/20, uma campanha história para Portugal, não passasse despercebida”, explicou a entidade em comunicado.

Neste sentido, o centro vai realizar o habitual Concurso de Azeite Virgem da Feira Nacional de Olivicultura, mas via ‘online’, “sendo este o primeiro concurso português nestes moldes”.

O concurso, marcado para o dia 04 de junho, decorrerá através de uma plataforma disponibilizada na Internet pela direção técnica do CEPAAL a cada um dos membros do júri, que fará as provas dos azeites “em suas casas ou local de trabalho”.

Com o cancelamento de várias feiras e concursos, devido à pandemia de covid-19, o centro considerou que os produtores vêm dificultada “a promoção dos seus produtos e o reconhecimento do seu trabalho”, numa altura em que a promoção é “crucial”, o que levou a “inovar” no concurso que organiza anualmente.

“Esta é uma iniciativa pioneira em Portugal para que não deixemos de premiar o que de melhor se faz na olivicultura portuguesa, valorizando e reconhecendo o trabalho de cada produtor”, referiu o CEPAAL.

O centro, cuja atividade está orientada para a promoção e valorização dos azeites nacionais, no geral, e alentejanos, em particular, é a entidade organizadora de dois concursos de azeite em Portugal com o objetivo de “potenciar o reconhecimento do trabalho dos olivicultores durante a campanha e a valorização e promoção dos seus produtos”.

Portugal contabiliza 1.277 mortos associados à covid-19 em 29.912 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

No Alentejo, de acordo com a DGS, há 250 casos de infeção confirmados e registo de um morto associado à covid-19.

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Portugal é pouco poupador e tem patrões e trabalhadores com baixa escolaridade

Pordata traça “Retrato de Portugal na Europa”

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Foto: DR / Arquivo

Portugal é um país envelhecido, com idosos a viverem sozinhos, pouco poupador e onde o trabalho é precário, os patrões e empregados têm baixa escolaridade e há poucas mulheres na polícia, revela uma publicação da Pordata hoje divulgada.

O “Retrato de Portugal na Europa” – edição de 2020 – é uma publicação lançada pela Pordata, a base de dados estatísticos da Fundação Francisco Manuel dos Santos, na data em que se assinala o Dia Europeu da Estatística.

A publicação, que reúne dados do Eurostat, o gabinete de estatísticas da União Europeia (UE), compara, sempre que possível, vários indicadores socioeconómicos de Portugal com os restantes 26 Estados-Membros, incluindo população, rendimentos, educação, saúde, emprego, proteção social, macroeconomia, ciência e tecnologia, ambiente, energia, turismo, justiça e segurança.

As estatísticas mais atuais disponíveis centram-se nos anos 2018 e 2019 (com exceção das relativas à proteção social, que recuam a 2017).

Em 2018, Portugal tinha 157 idosos (com 65 ou mais anos) por 100 jovens (com menos de 15 anos), superando a média da UE a 27 países (132 idosos) e ocupando o terceiro lugar da tabela, liderada por Itália (171 idosos).

O país subiu para a segunda posição, em 2019, ao ter 55% de agregados domésticos de uma só pessoa com 65 ou mais anos, ultrapassando a média de 40% da UE. Neste item, a Croácia é o país que tem mais idosos a viverem sozinhos (66% dos agregados) e a Suécia menos (13%).

Genericamente, contudo, sem considerar a idade, Portugal figurava em 2019, a par da Croácia e da Eslováquia, no último lugar da tabela dos países com agregados domésticos de uma só pessoa (23%), enquanto a Suécia na primeira posição (57%), transpondo a média da UE (35%).

Portugal liderava, em 2019, o pódio em termos de percentagem de empregadores e trabalhadores por conta de outrem sem o ensino secundário ou superior, respetivamente com 47,4% e 39,8% (a média europeia era de 16,3% em ambos os casos).

O país manteve-se no pódio, mas baixando para a terceira posição, ao ter 20,8% da população empregada com contrato de trabalho temporário (Espanha ocupava o primeiro lugar com 26,3%, sendo que a média da UE era 15,0%).

Segundo as estatísticas, Portugal era, em 2019, o sétimo país com maior número médio de horas de trabalho por semana (35,6 horas para os trabalhadores dependentes, sendo que a média da UE era 29,9 horas). Neste campo, a Polónia foi o país que despendeu mais horas de trabalho semanais (38,0) e a Alemanha menos (25,6).

O sétimo lugar também é ocupado por Portugal quanto à taxa de abandono escolar precoce, que, em 2019, se situou nos 10,6% entre os jovens dos 18 aos 24 anos que não completaram o ensino secundário (a média da UE a 27 foi 10,2%, com a Espanha a figurar no topo, com 17,3%).

A percentagem da população residente em Portugal sem o ensino secundário ou superior (com idade entre os 25 e os 34 anos) foi, no ano passado, a terceira mais alta (24,8%) de uma tabela liderada novamente por Espanha (30,2%).

Portugal foi também, em 2019, o terceiro país com mais consumo privado e dívida nas administrações públicas em percentagem do Produto Interno Bruto (respetivamente 64,1% e 117,7%), numa lista encabeçada, em ambas as situações, pela Grécia (respetivamente 68,0% e 176,6%).

No ano passado, a maioria das empresas em Portugal (com 10 ou mais pessoas ao serviço) tinha uma página na Internet (59%), mas o país figurava nos três piores lugares, atrás da Dinamarca, no topo (94%), e da média da UE (77%).

Portugal integra igualmente as três piores posições quanto ao número de agregados domésticos com ligação à Internet (81%), atrás da Holanda, na liderança (98%), e da média europeia (90%).

Apesar de em 2018 ser o quinto país com mais polícias por 100 mil habitantes (451), Portugal é o que tem, no mesmo ano, menos mulheres nas polícias (8,1%), ao contrário da Lituânia (39,3%).

Ainda de acordo com as estatísticas, Portugal era, em 2018, um dos sete países com menos emissões de gases com efeito de estufa ‘per capita’, com 6,6 toneladas equivalentes de dióxido de carbono (contra 17,3 do Luxemburgo, no topo da tabela, e 8,4 da média da UE).

No mesmo ano, muito embora Portugal fosse o terceiro país com mais médicos por 100 mil habitantes (515), ultrapassando a média europeia (378), era um dos oito com menos camas em hospitais por 100 mil habitantes (345), numa tabela em que o “campeão” foi a Bulgária (757).

Portugal foi, em 2018, o quinto país que mais gastou em saúde, setor que representou 5,3% do total das despesas das famílias (a Bélgica é líder com 6,6%), e o quarto com mais nascimentos de bebés fora do casamento (55,9%), depois da Eslovénia, Bulgária e França (líder, com 60,4%).

Ainda no mesmo ano, Portugal foi um dos sete países onde as famílias menos pouparam (7,1%), ao contrário do Luxemburgo, o país mais poupador (21,9%).

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Costa afasta regresso do estado de emergência

Primeiro-ministro lembra que confinamento teve “custos imensos”

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Foto: Ivo Borges / O MINHO

O primeiro-ministro afirmou hoje que regresso do país ao estado de emergência não está em cima da mesa, frisando que esta é uma competência constitucional do Presidente da República e que o anterior confinamento teve “custos imensos”.

Esta posição foi transmitida por António Costa em entrevista à TVI, realizada na residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento, que durou cerca de uma hora, depois de questionado sobre um possível regresso de Portugal a uma situação de estado de emergência face ao aumento constante do número de casos de covid-19 nas últimas semanas.

“Não é um cenário que neste momento esteja em cima da mesa”, respondeu o líder do executivo, depois de questionado se já abordou este assunto com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Neste ponto, António Costa salientou que o cenário adotado pelo Governo foi o de elevar o estado de alerta para o nível de calamidade.

“Neste momento, este é o nível adequado, mas tudo depende de um conjunto de fatores. É verdade que vamos ter um maior número de novos casos por dia do que na pior fase da pandemia em abril passado. Mas, felizmente, agora, com muito menos internados do que havia na altura e, sobretudo, com muito menos internados em cuidados intensivos, o que se deve muito ao facto de ter havido uma alteração significativa da faixa etária atingida”, defendeu o primeiro-ministro.

António Costa advogou também que, atualmente, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) “está mais bem preparado do que estava no início desta crise” pandémica.

“Temos uma taxa de ocupação das camas de cuidados intensivos para covid-19 de 66%. Felizmente, estamos longe da situação de termos o SNS sob pressão”, considerou.

Questionado sobre a possibilidade de o Governo adotar uma medida de recolher obrigatório à noite, tal como acontece já em vários países europeus, o líder do executivo respondeu que não pode excluir nenhuma medida.

“Mas devo dizer que o custo dessas medidas é imenso”, sobretudo nos planos social e económico, declarou, antes de referir que o confinamento da primavera passada gerou quase cem mil desempregados no país.

Nesta fase da entrevista, sem que fosse questionado sobre as suas relações institucionais com o Presidente da República, António Costa aproveitou mesmo para elogiar globalmente a ação de Marcelo Rebelo de Sousa.

“Se há coisa que tem corrido muito bem nestes últimos cinco anos é a excelente articulação entre o Governo o Presidente da República, quer com o atual, quer com o anterior”, acrescentou.

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PSD dá liberdade de voto aos deputados no referendo à eutanásia

Votação na sexta-feira

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Foto: DR / Arquivo

A Comissão Política Nacional do PSD decidiu hoje dar liberdade de voto aos deputados no projeto de resolução que pede um referendo à eutanásia e que será votado na sexta-feira, disse hoje à Lusa fonte da direção.

De acordo com a mesma fonte, o assunto foi debatido na reunião desta noite da Comissão Política Nacional e “ninguém se opôs” à decisão de dar liberdade de voto à bancada social-democrata.

O assunto já tinha sido discutido na reunião de quinta-feira da Comissão Permanente, o núcleo duro da direção, e a Rádio Renascença avançou que seria essa a intenção do presidente do partido, Rui Rio, hoje confirmada na reunião da direção alargada.

De acordo com o regulamento interno da bancada do PSD, atualizado este ano, cabe à Comissão Política Nacional definir o sentido voto em iniciativas de referendo, ouvido o Grupo Parlamentar.

O tema será abordado numa reunião do grupo parlamentar do PSD, na quinta-feira de manhã, horas antes de o projeto de resolução, com base numa iniciativa de cidadãos, ser debatido em plenário.

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