O prolongamento do acesso pedonal à albufeira da Barragem da Queimadela em Fafe, um investimento camarário de 155 mil euros, está a gerar polémica. Um grupo de fafenses lançou uma petição contra os passadiços após a colocação de uma ponte metálica na zona da cascata. “É um atentado ambiental”, criticam.
- Anúncio -
A petição, endereçada à Câmara e ao Ministério do Ambiente, defende que “os passadiços em redor não acrescentam valor à barragem de Queimadela”.
“As obras já se iniciaram e o que vimos não foi bonito. Uma ponte em ferro mesmo por cima da cascata da barragem é um atentado ambiental. Queremos ouvir a vereadora do ambiente e o presidente da câmara sobre este assunto e, claro, não queremos passadiços na barragem”, realça o texto.
“Pela barragem, pelo meio ambiente, pelos cidadãos e pelas espécies animais, queremos o fim da construção dos passadiços na barragem! Já!”, conclui a petição que, até às 10:00 desta segunda-feira, tinha sido subscrita por mais de 200 pessoas.
Como O MINHO noticiou, a Câmara de Fafe vai prolongar o acesso pedonal à albufeira da Barragem da Queimadela num investimento em passadiços a rondar os 155 mil euros.
O projeto “prevê o prolongamento do percurso pedonal na margem poente da albufeira” criando “um passadiço em madeira que permitirá aos utentes circularem a toda a volta da albufeira, aumentando, desse modo, a sua área de utilização”.
A autarquia prevê que esta intervenção possa dotar de melhores condições os caminhos pedonais existentes.
Raul Cunha, presidente da Câmara, explicou que “este projeto pretende valorizar a Albufeira de Queimadela e melhorar as condições para todos os que visitam aquele espaço ao longo do ano”.
“Pretendemos melhorar as acessibilidades das margens da barragem de modo a assegurar condições que viabilizem a sua utilização para que todas as pessoas desfrutem deste espaço com equidade, dignidade, segurança e conforto”, afirmou.
“Como sabemos, a Barragem da Queimadela é uma das nossas maiores ofertas do ponto de vista turístico, com a praia, os percursos pedestres, o parque de campismo, os desportos náuticos, mas também pela presença de uma zona de concessão de pesca desportiva”, finalizou o autarca.