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Região

Kyaia tem de devolver corte salarial aos trabalhadores de Guimarães e Paredes de Coura

Notificação da Autoridade para as Condições do Trabalho

em

Foto: DR / Arquivo

A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) notificou o fabricante de calçado nacional Kyaia para que proceda ao pagamento dos valores devidos aos trabalhadores com retroativos, disse, esta segunda-feira, o secretário de Estado Adjunto, do Trabalho e da Formação Profissional.


“A ACT fez intervenções e já notificou a empresa e o que está em causa é uma tentativa unilateral de alteração de horários de trabalho e das regras da sua contabilização em termos salariais”, afirmou à Lusa Miguel Cabrita, no parlamento, em Lisboa.

Segundo o secretário de Estado, os inspetores da ACT visitaram os locais da empresa Kyaia em Guimarães e em Paredes de Coura, e “tanto a verificação no local como os documentos que foram apresentados levaram a ACT a concluir que havia necessidade de notificar a empresa para proceder à correção da situação, exigindo os retroativos, os valores devidos aos trabalhadores”.

“Essa notificação foi feita, há ainda prazos que estão a decorrer e, no caso de não haver uma notificação de cariz voluntário, a ACT avançará para um procedimento coercivo que poderá implicar contraordenações ou outro tipo de atuação”, explicou Miguel Cabrita.

Os partidos voltaram, esta segunda-feira, a questionar o Governo no parlamento sobre o conflito laboral na Kyaia, durante uma audição à ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, no âmbito da discussão na generalidade da proposta de Orçamento do Estado para 2020.

A administração da empresa de calçado, sediada em Guimarães, mas com unidade de produção em Paredes de Coura há 31 anos, introduziu unilateralmente, em 08 de outubro, duas pausas de 10 minutos e exigiu aos trabalhadores que compensassem esses 20 minutos no final do turno, sendo que quem não cumprisse teria reduções no salário.

O sindicato tem reunião marcada no Ministério do Trabalho esta terça-feira.

O grupo Kyaia foi fundado em 1984 por Fortunato Frederico e Amílcar Monteiro, emprega cerca de 600 trabalhadores entre Guimarães e a unidade de fabrico de Paredes de Coura.

Segundo informações do grupo, o volume de negócios é de 55 milhões de euros, sendo que o modelo de negócio se estende, além da produção de calçado, às áreas da distribuição e do retalho, mas também ao ramo imobiliário e das tecnologias de informação.

Em meados de novembro, o PCP e o Bloco de Esquerda criticaram a decisão “prepotente e ilegal” do grupo Kyaia de “aumentar o horário de trabalho diário em 20 minutos” e perguntaram ao Governo, liderado pelo PS, que medidas iria tomar para repor a legalidade.

Em requerimentos dirigidos ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, aqueles dois partidos queriam saber, desde logo, se a ACT já tinha interveio.

Os partidos referem que o grupo decidiu, numa “clara violação” do contrato coletivo de trabalho e da lei laboral, “aumentar o horário de trabalho diário em 20 minutos”.

Acrescentam que, face à recusa da maioria dos trabalhadores em aceitar este “aumento” de horário de trabalho e à “indisponibilidade” da administração em dialogar com o sindicato que os representa, a empresa, em outubro, descontou aos trabalhadores “ilegalmente” 20 minutos diários.

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Braga

‘Top model’ Sara Sampaio rendida às cascatas do Gerês

Turismo

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Foto: Facebook de Sara Sampaio

A super modelo portuguesa Sara Sampaio esteve por estes dias à ‘redescoberta’ de Portugal em período de férias, passando pela zona do Gerês, mais precisamente nas cascatas da Várzea, mais conhecidas como Tahiti.

Em linha do que tem acontecido ao longo destes meses de férias, o recanto minhoto tem sido bastante procurado pelos famosos de Portugal, como foi o caso dos humoristas Eduardo Madeira e Nilton, das apresentadores Rita Pereira e Cristina Ferreira, do jornalista Daniel Oliveira e do futebolista Adrien Silva.

angel da Victória’s Secret fez-se acompanhar por uma amiga portuguesa e por uma colega modelo internacional durante alguns dias que se dividiram pela zona Norte, com passagens por Vila Real e pela zona do Douro.

Com mais de 7,5 milhões de seguidores na rede social Instagram, a modelo portuguesa é uma das mais reconhecidas a nível internacional e uma das personalidades portuguesas mais seguidas nas redes sociais, a par de Cristiano Ronaldo.

De acordo com Rita Marques, secretária de Estado do Turismo, a região do Minho e Trás-os-montes tem registado um aumento da procura de turismo da natureza, cm contra-ciclo com a procura nas grades cidades de Porto e Lisboa e ainda das ilhas e do Algarve.

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Alto Minho

INEM assegura que levou uma hora a socorrer piloto após queda de avião em Lindoso

Óbito

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Foto: Redes Sociais

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) assegurou hoje que o primeiro helicóptero mobilizado para o socorro aos pilotos do ‘Canadair’ que caiu no sábado, quando combatia o fogo que lavra no Parque Nacional da Peneda-Gerês, chegou ao local cerca de uma hora depois do alerta.

“Recebemos às 11:25 o alerta para o acidente [da queda do ‘Canadair’]. Às 12:28, chegou ao local o primeiro helicóptero do INEM mobilizado para o acidente. Aterrou a 300 metros do acidente porque não foi possível aterrar mais perto. Às 12:43, a equipa do INEM, que fez o resto do percurso a pé, estava junto da vítima a prestar-lhe socorro”, disse à agência Lusa fonte oficial do INEM.

O Instituto rejeitou assim que tenha havido atrasos no socorro às duas vítimas do acidente e a fonte contactada pela Lusa acrescentou que o piloto português, de 65 anos, estava “em paragem cardiorrespiratória” quando chegou ao local a equipa do INEM, que fez manobras de suporte básico de vida “sem conseguir reverter a paragem”.

Na sua edição de hoje, o JN noticia que, “à falta de uma aeronave adaptada ao socorro aéreo em zonas montanhosas, falha apontada à Proteção Civil há vários anos, o héli do INEM só chegou ao local às 14.28 horas, quando a queda do avião se deu às 11.19 horas, e ainda teve de pousar a 300 metros dos operacionais que estavam num terreno que já fica do lado espanhol do Gerês”.

O INEM esclareceu que, depois das 11:25, hora a que receberam o alerta para o acidente, acionaram uma ambulância e, pelas 11:27, uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER).

Pelas 11:30, foi acionado o helicóptero do INEM de Macedo de Cavaleiros que acabaria por ser o primeiro dos meios do INEM a chegar ao local, às 12:28.

Foi ainda acionado outro helicóptero do INEM, de Viseu.

A fonte do INEM ouvida pela Lusa explicou ainda que, “como o acidente aconteceu do lado espanhol, foi um helicóptero espanhol de resgate que levou a vítima para junto desse helicóptero de Viseu, que entretanto chegou”.

O primeiro Comandante Operacional Distrital de Viana do Castelo disse no sábado, em declarações aos jornalistas no posto de comando instalado na freguesia de Lindoso, concelho de Ponte da Barca, que o acidente do ‘Canadair’ foi detetado “quase simultaneamente” à descolagem do helicóptero de reconhecimento”.

“Foi detetado de imediato”, informou Marco Domingues, adiantando que o co-piloto, de nacionalidade espanhola, que sofreu ferimentos graves, foi transportado por via aérea para o hospital de Braga.

O CODIS acrescentou que o acidente vai ser investigado pelas autoridades espanholas, por ter ocorrido em território espanhol.

Cento e cinquenta operacionais combatiam às 12:15 o incêndio no Parque Nacional da Peneda-Gerês, em Lindoso, Ponte da Barca, que não contou hoje de manhã com a ajuda dos meios aéreos por causa da nebulosidade, segundo fonte da Proteção Civil.

Entretanto, ainda no sábado, o Ministério da Administração Interna determinou à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) a abertura de um inquérito ao incêndio, no âmbito do qual ocorreu o acidente com a aeronave portuguesa que estava a combater as chamas e que causou a morte do piloto.

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Região

Braga e Viana: Temperaturas baixam para menos de 30º e pode chover na quarta-feira

Estado do tempo

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Foto: DR

As temperaturas vão descer gradualmente ao longo da próxima semana no distrito de Braga e Viana do Castelo, podendo, inclusive, chover na próxima quarta-feira.

Segundo as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, para este domingo é esperada uma descida da temperatura máxima para menos de 30 graus em quase todos os concelhos do Minho, com exceção para Arcos de Valdevez, Ponte da Barca e Monção, onde ainda poderá atingir os 31 graus no pico da tarde.

Ao longo da próxima semana, os termómetros não devem passar dos 28/29 graus na maioria dos concelhos minhotos, com as temperaturas mínimas a baixarem até aos 11 graus a partir de quinta-feira.

Para esta terça e quarta-feira, são esperados alguns aguaceiros no Minho, segundo o IPMA.

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