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Juros do crédito à habitação descem em janeiro pelo 6.º mês consecutivo para 1%

Instituto Nacional de Estatísticas

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Foto: DR

A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação desceu para 1,000% em janeiro, caindo pelo sexto mês consecutivo, segundo dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) divulgados esta terça-feira.

Em dezembro, a taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação tinha sido de 1,011%.

Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro subiu de 1,065% para 1,090%, sinaliza o INE.

No mês em análise, o INE dá ainda conta que o capital médio em dívida aumentou 148 euros, fixando-se em 53.608 euros e a prestação média desceu um euro, para 247 euros.

Para o destino de financiamento “Aquisição de Habitação”, o mais relevante no conjunto do crédito à habitação, a taxa de juro implícita para o total dos contratos desceu para 1,022% (-1 ponto base face a dezembro de 2019).

Já nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro para este destino de financiamento aumentou 4,3 pontos base no mês em análise, fixando-se em 1,081%.

A taxa de juro implícita no crédito à habitação reflete a relação entre os juros totais vencidos no mês de referência e o capital em dívida no início desse mês, antes de amortização.

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Covid-19: Ovar registou hoje mais um doente recuperado

Coronavírus

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Foto: Facebook

O presidente da Câmara de Ovar, município em cerco sanitário desde 17 de março devido à covid-19, anunciou que a lista local de recuperados passou hoje de cinco para seis pessoas, o que encara como “uma extraordinária notícia”.

Nesse concelho do distrito de Aveiro, com 148 quilómetros quadrados e cerca de 55.400 habitantes, a autarquia registava hoje um total de 407 casos de infeção, mantendo os 16 óbitos e referindo agora seis recuperações.

Num vídeo enviado aos jornalistas e publicado nas redes sociais, Salvador Malheiro afirma: “No nosso hospital de Ovar fizemos um segundo teste, negativo, a um infetado que foi confirmado há algumas semanas”.

Começa assim a crescer o número de doentes “recuperados de acordo com as indicações da Organização Mundial de Saúde”, que só valida uma cura após o sujeito em causa ter obtido dois testes com resultado negativo num intervalo de 48 horas.

Para o presidente do município em estado de calamidade pública, isso confirma a tendência a que já se tinha referido no sábado, quando afirmou que, no gráfico sobre a evolução local da doença, “a curva de novos infetados estava a decrescer”.

Quanto ao pedido de esclarecimento que os deputados socialistas da Assembleia Municipal de Ovar dirigiram ao executivo do PSD também no sábado, exigindo saber porque é que as unidades locais da Bosch e Lanema têm permissão para laborar apesar de o cerco sanitário proibir atividade não-essencial no concelho, a resposta da Câmara só chegou hoje.

“Trata-se de uma resolução do Conselho de Ministros e não da Câmara Municipal, e a fiscalização também não é responsabilidade da autarquia”, disse fonte oficial à Lusa.

O novo coronavírus responsável pela pandemia da covid-19 foi detetado na China em dezembro de 2019 e já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais mais de 68.000 morreram. Ainda nesse universo de doentes, mais de 283.000 recuperaram.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 295 mortes, mais 29 do que na véspera (+11%), e 11.278 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 754 em relação a sexta-feira (+7,2%).

Dos infetados, 1.084 estão internados, 267 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 75 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 de março o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar, que ficou sujeito a cerco sanitário com controlo de fronteiras e suspensão de toda a atividade empresarial que não afete bens de primeira necessidade.

A medida foi entretanto prolongada até 17 de abril.

Todo o país está desde as 00:00 de 19 de março em estado de emergência, o que vigora até às 23:59 do dia 17 de abril. A medida proíbe toda a população de circular fora do seu concelho de residência entre 9 e 13 de abril, para desincentivar viagens no período da Páscoa.

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Covid-19: Primeiro-ministro britânico hospitalizado para novos exames

Boris Johnson

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Foto: DR / Arquivo

O primeiro-ministro inglês, Boris Johnson, que deu positivo para o novo coronavírus há dez dias, foi hoje hospitalizado para novos exames, informaram os seus serviços.

“A conselho do seu médico, o primeiro-ministro foi internado no hospital para exames esta noite”, indicou o porta-voz de Downing Street num comunicado hoje divulgado, acrescentando que se tratava de uma “medida de precaução”.

Johnson, de 55 anos, informou que havia testado positivo para o novo coronavírus em 27 de março e permaneceu isolado desde então em sua residência oficial em Londres.

“Esta é uma medida de precaução, uma vez que o primeiro-ministro continua a apresentar sintomas persistentes de coronavírus dez dias após o teste positivo”, acrescenta a nota.

Downing Street, que até agora sustentava que Johnson havia desenvolvido “sintomas leves”, enfatiza que essa não é uma entrada de “emergência” e que o primeiro-ministro exibe, entre outros sintomas, “alta temperatura”.

A declaração também enfatiza que Johnson permanece no comando do Governo e em contacto com seus ministros e altos funcionários.

“O primeiro-ministro agradece aos trabalhadores do NHS (sistema de saúde pública) pelo seu trabalho incrivelmente árduo e insta os cidadãos a continuarem a cumprir as recomendações do governo de ficar em casa, proteger o NHS e salvar vidas”, lê-se na declaração de Downing Sreet.

A mulher do primeiro-ministro, Carrie Symonds, grávida do primeiro filho, relatou que passou uma semana na cama com sintomas compatíveis com o novo coronavírus, embora não tenha sido submetida a um teste de diagnóstico.

No Reino Unido, foram registadas 4.903 mortes relacionadas com a covid-19 e um total de 47.806 infeções.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 68 mil.

Dos casos de infeção, mais de 283 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com mais de 664 mil infetados e mais de 49 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, 15.887 óbitos em 128.948 casos confirmados até hoje.

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Mais de 100 mil trabalhadores independentes pediram apoio por redução da atividade

Covid-19

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Foto: Ilustrativa / Arquivo

Mais de 100 mil trabalhadores independentes, que viram a sua atividade económica reduzida, devido à pandemia covid-19, candidataram-se ao apoio extraordinário do Governo, divulgou hoje o Ministério do Trabalho.

Desde que a linha de apoio foi aberta, na quarta-feira passada, candidataram-se 102.708 trabalhadores independentes, diz o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS), em comunicado hoje divulgado.

De acordo com o ministério, candidataram-se ainda 17.397 trabalhadores independentes à medida excecional de apoio à família, no seguimento da suspensão das atividades letivas e não letivas presenciais.

Os apoios foram criados no contexto da pandemia, “garantindo um mecanismo extraordinário de apoio que não existia e que deixava desprotegidos estes trabalhadores”, explica o Governo, na nota de imprena.

Na passada terça-feira, o MTSSS explicou que o apoio extraordinário de, no máximo, 438,81 euros, por quebra de atividade para os trabalhadores independentes, será pago em abril.

Este apoio destina-se aos trabalhadores independentes (recibos verdes) que nos últimos 12 meses tenham tido obrigação contributiva em pelo menos três meses consecutivos e que se encontrem em situação de paragem da sua atividade ou da atividade do respetivo setor em consequência da pandemia de covid-19.

Os trabalhadores têm direito a um apoio financeiro correspondente ao valor da remuneração registada como base de incidência contributiva, com o limite de um Indexante de Apoios Sociais (IAS), ou seja, até 438,81 euros.

O apoio financeiro tem a duração de um mês, prorrogável até ao máximo de seis meses.

Os trabalhadores podem ainda adiar o pagamento das contribuições sociais dos meses em que estiveram a receber o apoio.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 65 mil.

Dos casos de infeção, mais de 233 mil são considerados curados.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 295 mortes, mais 29 do que na véspera (+11%), e 11.278 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 754 em relação a sexta-feira (+7,2%).

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