Seguir o O MINHO

Cabeceiras de Basto

Juntas apoiam gestão camarária da compensação pela construção da Barragem de Daivões

em

Foto: DR/Arquivo

Um grupo de presidentes de junta de Cabeceiras de Basto manifestou-se hoje favorável à gestão pela autarquia da compensação auferida pelos constrangimentos da construção da Barragem de Daivões, acusando o colega de Cavez de “usar e manipular” a população.

LEIA MAIS: População de Cavez manifesta-se exigindo obras com verbas da Iberdrola

Em comunicado enviado hoje à Lusa, assinado pelos autarcas de 10 das 13 freguesias do município de Cabeceiras de Basto, o grupo reconhece o mérito dos “critérios e prioridades definidas pela Câmara Municipal, nos últimos três anos, para aplicação das verbas do protocolo assinado com a IBERDROLA”.

Em declarações à Lusa o autarca de Cavez acusou hoje a Câmara Municipal de estar a “desviar para outras freguesias” parte da verba de cerca de 2.5 milhões de euros, defendendo que aquele dinheiro devia ser investido naquela localidade em virtude do “acordo entre autarquia, governo e a IBERDROLA para compensar os constrangimentos na freguesia” com a construção daquela barragem.

MAIS: Câmara diz que cumpre acordo com Iberdrola e acusa junta de Cavez de “intoxicação”

No texto, o grupo de autarcas salienta que “compreende, aceita e defende as decisões até agora tomadas pela Câmara Municipal, que tem privilegiado neste período a freguesia de Cavez”.

“Mas já não compreendemos, nem nunca podemos aceitar, o comportamento do seu presidente de Junta que, além de desinformar os seus conterrâneos, ainda tem procurado usá-los e manipulá-los, para que um ou outro, por vezes de uma forma não educada, utilize palavras insultuosas contra a Câmara Municipal e, consequentemente, contra as restantes freguesias do concelho de Cabeceiras de Basto”, desenvolve o grupo.

O grupo salienta que “de acordo com informações seguras, em defesa da verdade” em “nenhuma das cláusulas do protocolo assinado entre a IBERDROLA e a Câmara Municipal, se refere que as verbas resultantes do protocolo deviam, ou tinham, de ser aplicadas exclusivamente na freguesia de Cavez”.

Segundo o grupo, o citado protocolo estipula que a “gestão das verbas recebidas pelo município é da competência da Câmara Municipal” e que a autarquia “de acordo com as atribuições e competências previstas na Lei, decidiu, e bem, dar prioridade à afetação e atribuição de verbas para obras na freguesia de Cavez”.

Os autarcas apontam como exemplo da aplicação dos 2.5 ME a “requalificação do Centro Urbano da Vila de Cavez – 179.100,00 euros”, a “beneficiação do sistema de abastecimento de água – 120.000,00 euros” ou o “apoio para a Requalificação do Edifício Sede do Rancho de Arosa – “Os Camponeses de Arosa” – 56.000,00 euros”.

O texto salienta que em Cavez houve um “total de investimentos de 687.578,43 euros”, desde 2016, enquanto o investimento nas restantes freguesias foi de 503.081,25 euros, aos quais acrescem 60 mil euros para aquisição de uma nova viatura – Unidade Móvel de Atendimento ao Cidadão.

Populares