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Região

Jump impulsiona novos negócios de economia circular em Famalicão

Interessados têm até 15 de junho para apresentar a sua candidatura

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Foto: CM Famalicão

Vila Nova de Famalicão está à procura de startups e projetos assentes em novos modelos de negócio que promovam a circularidade da economia.

Jump é o concurso promovida pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão através do Famalicão Made In, em parceria com o Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto (UPTEC) e algumas empresas do concelho, para novos negócios e que promete dar um impulso importante para o desenvolvimento e crescimento dos projetos.

Os três projetos com melhor pontuação atribuída pelo júri terão direito a um ano de instalação gratuita na incubadora Famalicão Made In e acesso ao programa de aceleração. Serão ainda atribuídos prémios monetários, sendo 5 mil euros para o primeiro classificado (prémio TMG/Primor); 1500 euros para o segundo classificado (prémio Maqfort) e mil euros para o terceiro classificado (prémio AAC Têxteis).

Os interessados têm até 15 de junho para apresentar a sua candidatura, através do formulário online disponível em www.famalicaomadein.pt.

Os objetivos do concurso “passam por atrair novas ideias de negócio e promover novas soluções e serviços para a industria, a cidade e os cidadãos, desenvolvendo uma cultura empreendedora no concelho, com vista á instalação de novas empresas nos polos da Incubadora Famalicão Made In”, segundo refere nota municipal.

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Alto Minho

Arcos de Valdevez: Isabel sofre de ELA e precisa urgentemente de ajuda

Vamos ajudar?

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Foto: Facebook Nós, e agora ELA

Em janeiro de 2017 foi caminhar na ecovia de Arcos de Valdevez quando começou a notar “uma diferença no pé esquerdo, perda de força e arrastamento de pé”.

Foi aí que iniciou o calvário de Isabel Silva, residente em Gondoriz, Arcos de Valdevez, atravessando os meses seguintes por entre exames e internamentos, até que chegou o diagnóstico “assustador”: Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).

Não existe cura para esta doença que afeta o sistema nervoso de forma degenerativa e progressiva, mas é possível melhorar a qualidade de vida dos utentes. E Isabel precisa de ajuda para isso, depois de ter sido atirada para uma cadeira de rodas, uma das consequências iniciais da doença.

Esta quarta-feira foi lançada pela família uma conta solidária, devidamente autorizada pelo Ministério da Administração Interna, de forma a angariar fundos para a compra de uma carrinha adaptada, para transportar Isabel e a sua cadeira de rodas elétrica.

Apesar de existirem comparticipações do Estado para este tipo de doentes, a burocracia atrasa de tal forma os pagamentos que muitos chegam já depois do utente falecer.

Numa tentativa de se alhear a esse problema, Isabel realça que hoje [quarta-feira], inicia “mais uma batalha”, para que “possa passar mais tempo com a filha e família”.

Com o tempo, Isabel vai deixar de conseguir cuidar de si própria. Mas, mesmo assim, consegue ver um lado “positivo”.

“O melhor é ver o lado positivo, os dias que ainda tenho para estar com os que amo, os passeios a locais novos onde ainda poderei ser levada para conhecer, os mimos, abraços e beijos que ainda posso dar e receber à minha filha, ao meu companheiro, à minha família e às minhas amigas”, destaca.

Isabel adianta que a conta solidária estará aberta durante sete dias, para a colaboração de todos.

Esta quarta-feira, o marido e dois irmãos estiveram no programa televisivo “Júlia”, na SIC, para divulgar a história da arcuense. “Há muita gente que só oferece ajuda quando já não é preciso, quando é demasiado tarde, por isso é que deixamos este apelo agora”, disse Pedro Silva, marido e cuidador informal de Isabel.

Foi-se criando, ao longo desta noite, uma onda de solidariedade para com Isabel, aparecendo várias testemunhos de como ela “estava sempre pronta para ajudar”, quando tinha saúde para isso.

Rui Ferreira, responsável pelo grupo coral da freguesia, escreveu e divulgou uma “carta aberta” à Fábrica da Igreja de Gondoriz, salientando que a mesma prestou “vários serviços à igreja”, quer através do grupo coral, na catequese, leituras ou no arranjo de altares.

“Ela e a sua família não foram as únicas, mas sempre foram das primeiras a dizer: Estamos aqui para servir a igreja“, apontou no mesmo documento enviado à entidade religiosa.

Como ajudar?

TITULAR: Pedro Miguel Oliveira Da Silva
IBAN: PT50 0035 0102 00052212 430 10
BIC: CGDIPTPL

Esclerose Lateral Amiotrófica

Filomena Borges, responsável pelo departamento de comunicação da Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica (APELA), já havia explicado a O MINHO que este tipo de aquisições [carrinha adaptada] acarretam “demoras” do Estado nas comparticipações aos utentes que sofrem desta doença que afeta a comunicação entre cérebro e músculos.

A responsável daquela associação explicou que existem, atualmente, cerca de 800 casos identificados com ELA em Portugal, surgindo 200 novos casos a cada ano, e que a Segurança Social, através do Estado, disponibiliza apoios para garantir o direito à mobilidade, como é o caso de adaptar viaturas, mas também à comunicação.

Acrescentou, todavia, que estes processos são “muito demorados e os doentes que submetem estes pedidos” nem sempre chegam a usufruir deles em vida, dada a “imprevisibilidade da doença” que não tem ainda qualquer cura.

Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)

Filomena Borges sumarizou as caraterísticas da ELA, apontando que esta doença surge quando os “neurónios motores responsáveis deixam de transmitir informação entre o cérebro e os músculos, porque morrem precocemente, paralisando o doente”.

“É uma doença profundamente incapacitante, sem causas definidas e sem cura, que, em proporções imprevisíveis, vai tomando conta do corpo da pessoa”, acrescentou.

É uma doença sem reabilitação possível, mas com a possibilidade de assegurar qualidade de vida, através de fisioterapia, terapia da fala, psicologia, entre outros métodos clínicos.

Explicou que a doença pode manifestar-se inicialmente com dificuldades em mover os membros ou de falar e deglutir, afetando ainda a pressão respiratória. “Esta doença, por ser incapacitante, acaba por ser não só da pessoa que a tem mas também da própria família, dos cuidadores informais”.

Segundo dados da mesma associação, existem atualmente cerca de 800 portugueses diagnosticados com Esclerose Lateral Amiotrófica, surgindo cerca de 200 novos casos a cada ano.

A nível mundial, de acordo com informação disponibilizada pela CUF, os dados variam muito segundo o tipo de estudo e a população em causa mas estima-se que existam três a cinco casos de Esclerose Lateral Amiotrófica por cada 100 mil pessoas a nível global.

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Braga

Deputada independente recebeu ‘Mulheres de Braga’ e destacou esforço contra a violência

Luta contra a violência doméstica

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Foto: Facebook de Joacine Katar Moreira

A deputada não inscrita Joacine Katar Moreira recebeu, durante a manhã desta quinta-feira, representantes da associação Mulheres de Braga, criada poucos dias depois do bárbaro assassinato passional de Gabriela Monteiro, em setembro de 2019, às mãos do ex-companheiro.

Emília Santos, atual presidente do coletivo bracarense, deu a conhecer o projeto da associação, que formalizou durante este mês de fevereiro os seus novos órgãos sociais.

Joacine destacou a associação como “inspiradora”, depois de ficar ” a conhecer de perto e em primeira mão (…) aquilo que é o fruto do poder e da empatia” quando “neste caso em particular, as mulheres, reúnem braços e esforços para lutar contra formas de violência”.

“A sororidade também faz a força”, escreveu a deputada nas redes sociais.

Já ontem [terça-feira], a associação tinha reunido com Mariana Silva, a deputada do partido Os Verdes, eleita pelo círculo de Setúbal, mas natural de Guimarães. É intuito do grupo reunir-se, até sexta-feira, com todos os grupos parlamentares daquele plenário.

Criada a 14 de fevereiro, data simbolicamente escolhida por ser Dia dos Namorados, a AMBRAGA pretende apoiar pessoas vítimas de violência doméstica, prestando-lhes serviços gratuitos e confidenciais, promover medidas de combate/prevenção da violência doméstica e contribuir para o aperfeiçoamento das políticas públicas e sociais focadas no estatuto da vítima.

A ideia é disponibilizar apoio, social, jurídico e psicológico às vítimas de violência doméstica, no decorrer dos processos judiciais, após o seu término ou sempre que necessário.

Mulheres de Braga pedem aos políticos “medidas prioritárias” de combate à violência doméstica

Promover atividades que visam contribuir para o aumento da autoestima e independência emocional das vítimas e auxiliá-las na integração do mercado de trabalho, de forma a contribuir para a sua autonomia económico-financeira, são outros objetivos.

A AMBRAGA propõe-se ainda colaborar com estruturas representativas da justiça, das polícias, da saúde, da segurança social e ainda com as autarquias locais e outras entidades públicas ou particulares.

Pretende igualmente promover e participar em programas, projetos e ações de sensibilização e formação na área da violência doméstica, bem como contribuir para a adoção de medidas legislativas, regulamentares e administrativas, facilitadoras da defesa, proteção e apoio à vítima de violência doméstica, com vista à prevenção dos riscos.

Mulheres de Braga: “Vítimas de violência doméstica sentem-se gozadas pelos tribunais”

Em novembro de 2019, as “Mulheres de Braga” entregaram na Assembleia da República uma petição com cerca de oito mil assinaturas, que pede medidas prioritárias de proteção das vítimas de violência doméstica.

Na sequência dessa petição, Emília Santos vai ser recebida, de 26 a 28 de fevereiro, por todos os partidos com assento na Assembleia da República.

Intitulada “Basta de nos matarem”, a petição exige a criação de gabinetes especializados para o atendimento às vítimas nas esquadras policiais em todo o país, garantindo a presença de agentes especializados para este atendimento 24 horas.

Mulheres de Braga saíram à rua para exigir que “parem de as matar”

Pede ainda o reforço da formação dos agentes judiciários e dos serviços sociais de apoio aos tribunais e criação de tribunais mistos (criminal e família e menores) especializados para julgar todas as questões relacionadas com a prática daquele crime num processo único.

A criação de mecanismos de “efetiva” aplicação da Convenção de Istambul, designadamente quanto à proteção da vítima após a denúncia, criando planos de segurança e seu acompanhamento ao longo do processo, é outra das reivindicações.

A petição apela também à promoção de medidas legislativas que assegurem a segurança da vítima e seus filhos durante o processo, designadamente mediante aplicação de medidas de coação eficazes que protejam as vítimas do agressor e lhes permitam manterem-se na sua residência.

Quer igualmente a proteção das crianças vítimas diretas ou indiretas de violência e abuso sexual, suspendendo-se os contactos com o agressor até ao fim do processo-crime e, em caso de condenação, restrição das responsabilidades parentais em conformidade com o crime.

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Viana do Castelo

Viana com parques geriátrico, ‘skate’ e voleibol de praia até ao verão

Na Praia Norte e no parque da cidade

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Foto: DR / Arquivo

O presidente da Câmara de Viana do Castelo anunciou hoje a entrada em funcionamento, até ao verão, de três espaços públicos para a prática desportiva, num investimento municipal a realizar na Praia Norte e no parque da cidade.

José Maria Costa, que falava aos jornalistas no final da reunião camarária, explicou que o parque geriátrico irá ser criado na Praia Norte, ao abrigo das obras de requalificação que a sociedade Polis Litoral Norte realizou naquela zona da cidade, orçadas em 2,4 milhões de euros.

Já o ‘skate’ parque e o recinto destinado ao voleibol de praia ficarão instalados junto à antiga praça de Touros da cidade que vai ser reconvertida em ‘campus’ desportivo por mais de 4,9 milhões de euros.

A reconversão da antiga praça de touros, desativada desde 2009, ano em que cidade se declarou anti-touradas, está integrada no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), candidatado a fundos comunitários do Portugal 2020.

A criação de áreas de prática desportiva no concelho foi defendida pela vereadora da CDU no executivo municipal, Cláudia Marinho, no período antes da ordem do dia da reunião camarária.

Na sequência da intervenção da vereadora comunista, o autarca socialista avançou que “se encontram em fase de contratação” os três novos espaços, cujo investimento não foi especificado.

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