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Ponte de Lima

Julgamento do caso da morte de Dylan da Silva no curso de Comandos começa a 27 de setembro

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Dylan da Silva. Foto: DR

O Tribunal Central Criminal de Lisboa marcou para 27 de setembro o início do julgamento dos 19 militares acusados no processo do 127.º curso de Comandos, no qual morreu o recruta Dylan da Silva, de Ponte de Lima, e o colega Hugo Abreu.

Segundo um despacho judicial deste tribunal, a que a agência Lusa teve acesso, a primeira sessão está agendada para as 10:00, com continuação às 14:00, no Juiz 2, no Campus da Justiça. Caso haja adiamento, o tribunal marcou o início do julgamento para a sessão de 01 de outubro, às 10:00.

O tribunal designou ainda as seguintes datas para continuação do julgamento, sempre com início às 10:00 e continuação às 14:00, exceto o dia 24 de outubro: 04, 10, 11, 15, 17, 18, 24 (14:00), 25 e 31 de outubro, 07, 08, 14, 15, 21, 22, 28, 29 de novembro, e 05, 12 e 19 de dezembro.

As sessões de 27 de setembro, 01 e 04 de outubro vão ser “para identificação dos arguidos e eventuais declarações destes”, refere o despacho judicial.

Dylan da Silva e Hugo Abreu, ambos com 20 anos à data dos factos, morreram enquanto vários outros instruendos sofreram lesões graves e tiveram de ser internados, na sequência de uma prova do 127.º curso de Comandos, que decorreu na região de Alcochete, distrito de Setúbal, a 04 de setembro de 2016.

Em junho do ano passado, o Ministério Público (MP) acusou 19 militares no processo relativo à morte de dois recrutas dos Comandos e internamento de outros, considerando que os arguidos atuaram com “manifesto desprezo pelas consequências gravosas que provocaram nos ofendidos”.

Da lista dos 19 acusados de abuso de autoridade e de ofensa à integridade física, no processo desencadeado pela morte dos recrutas Hugo Abreu e Dylan Silva e pelo internamento de outros, constam oito oficiais do Exército, oito sargentos e três praças, todos do Regimento de Comandos.

“Os princípios e valores pelos quais se regem os arguidos revelam desrespeito pela vida, dignidade e liberdade da pessoa humana, tratando os ofendidos como pessoas descartáveis”, indica a acusação assinada pela procuradora Cândida Vilar.

A acusação refere que, ao sujeitarem os ofendidos a essa “penosidade física e psicológica” durante a recruta efetuada em setembro de 2016, todos os arguidos sabiam que “excediam os limites” permitidos pela Constituição e pelo Estatuto dos Militares da Forças Armadas e “colocaram em risco a vida e a saúde dos ofendidos, o que aconteceu logo no primeiro dia de formação.

Alguns dos arguidos requereram a abertura de instrução – fase facultativa que visa decidir por um juiz se o processo segue para julgamento -, mas a juíza de instrução criminal, Isabel Sesifredo, decidiu levar a julgamento (proferiu despacho de pronúncia) todos os arguidos nos exatos termos da acusação do Ministério Público (MP).

“Nesta fase processual, os indícios são muito fortes para não pronunciar os arguidos (não levar a julgamento). Por isso pronuncio-os”, disse a juíza de instrução criminal Isabel Sesifredo, durante a leitura da decisão instrutória, que decorreu a 09 de março deste ano, no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa.

Em causa estão crimes de abuso de autoridade e ofensa à integridade física. Ao todo, os 19 militares e arguidos vão ser julgados por 489 destes crimes.

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Ponte de Lima

Hospital de Ponte de Lima é um dos cinco do país com quadro completo de reumatologistas

Por sua vez, o Hospital de Guimarães é um dos hospitais que não dispõe de qualquer reumatologista.

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Foto: O MINHO (via Google Earth)

Cerca de metade dos portugueses não tem acesso a reumatologista nos hospitais públicos, havendo muito poucas unidades do Serviço Nacional de Saúde com o quadro completo de especialistas, alerta a Sociedade Portuguesa de Reumatologia.

Em entrevista à agência Lusa, o presidente da Sociedade de Reumatologia, Luís Cunha Miranda, revelou que são apenas cinco os hospitais do SNS com o quadro completo de especialistas, lista da qual faz parte o Hospital de Ponte de Lima, e mais quatro grandes hospitais do país, dois deles centrais: Santa Maria, Centro Hospitalar Lisboa Oeste e Hospital Garcia da Orta, em Lisboa, e S. João, no Porto.

Por sua vez, o Hospital de Guimarães é um dos hospitais que não dispõe de qualquer reumatologista.

Uma avaliação feita nos últimos meses por esta sociedade científica sobre a capacidade dos hospitais públicos concluiu que 51,8% dos portugueses não tem acesso à especialidade de reumatologia devido à deficiência cobertura da rede hospitalar.

O problema não é só de agora, reconhece o médico, indicando que se trata de uma questão quase estrutural, que se tem arrastado ao longo dos anos, e que faz da reumatologia uma especialidade “esquecida e negligenciada”.

Em mais de 40% dos hospitais públicos não há sequer um único especialista em reumatologia. O que significa que cinco milhões de portugueses, metade dos quais com uma doença reumática, não tem acesso a um especialista no SNS.

Isto não ocorre apenas no interior do país ou em zonas onde tradicionalmente é mais difícil colocar médicos, acrescenta Luís Cunha Miranda. Hospital de Guimarães, Santo António (no Porto) ou Amadora-Sintra são algumas das unidades sem reumatologistas.

Só na área de abrangência de Amadora e Sintra há 900 mil pessoas que não têm qualquer reumatologista. Luís Cunha Miranda avisa ainda que se vai criar um novo hospital em Sintra, mas que na sua lista de especialidades a abrir não consta a reumatologia.

“O que é mais chocante é que existem pessoas disponíveis para abrir unidades em hospitais como Amadora Sintra ou Santo António e esses hospitais não abrem unidades. Há reumatologistas disponíveis, mas há sempre obstáculos à abertura de unidades, ou da parte das administrações dos hospitais ou da parte das administrações regionais de saúde. Mas quem tinha de ter um plano definido era a Administração Central do Sistema de Saúde”, defende o presidente da Sociedade de Reumatologia.

No último levantamento feito pelo colégio de reumatologia da Ordem dos Médicos, com data de novembro de 2017, estavam definidos 177 reumatologistas em Portugal, sendo que nem todos trabalham no SNS.

De acordo com a Sociedade de Reumatologia, faltam pelo menos mais de 80 especialistas nos hospitais públicos para cobrir as necessidades da população.

O presidente da Sociedade recorda que 56% da população portuguesa tem queixas reumáticas, sendo que se estima que 35% dos doentes não sabe que tem uma doença reumática.

Luís Cunha Miranda recorda que as doenças reumáticas têm um enorme impacto social e económico. Só em termos de reformas antecipadas, as doenças reumáticas custam mais de 900 milhões de euros por ano ao Estado, o que significa 0,5% do PIB nacional.

Já o absentismo provocado por doenças reumáticas se traduz em custos de quebra de produtividade de cerca de 200 milhões por ano.

“O acesso a um especialista pode ajudar a melhorar a vida dos doentes e pode ajudar a mudar este panorama”, considera o médico.

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Ponte de Lima

Desporto de alto rendimento junta “elite” em congresso internacional em Ponte de Lima

Evento internacional conta com a presença de sete dos melhores treinadores/cientistas do desporto mundial.

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O sérvio Mladen Jovanovic participa no evento. Foto: DR

Cerca de 150 participantes, entre treinadores e profissionais de desporto de alto rendimento de diferentes países e continentes, vão reunir-se, os dias 15 e 20, num congresso internacional em Ponte Lima, disse hoje à Lusa fonte autárquica.

Segundo aquela fonte, o evento internacional que contar com a presença de sete dos melhores treinadores/cientistas do desporto mundial, nas modalidades de futebol, futebol americano, rugby, alpinismo,

Mladen Jovanovic, da Sérvia, Dan Baker, David Joyce e Sophia Nimphius da Austrália, os americanos Mike Young e Brett Bartholomew e Matt Jordan, do Canadá são os treinadores convidados pela organização, a cargo da empresa Elite Training, com sede no Brasil, para os seis dias de trabalhos do congresso internacional dedicado à alta ‘performance’.

O encontro pretende proporcionar “uma interligação entre ciência e prática, feita pelos profissionais da área de treino e que estão inscritos para participar neste evento”.

De acordo com a organização, pretende-se ainda criar “um ‘networking’ específico para um mercado que vai estar representa no congresso por centenas de treinadores e técnicos de diferentes países e continentes”.

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Ponte de Lima

ESA-IPVC entre as 15 entidades que vão formar o primeiro ‘hub’ digital português para a agricultura

Coordenada pelo ISQ, a rede do Hub4Agri envolve 15 entidades nacionais, onde se incluiu o IPVC.

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O primeiro ‘hub’ português para a agricultura (Hub4Agri) vai ser apresentado na segunda-feira, em Lisboa, e pretende agregar soluções para desenvolver a competitividade dos setores agrícola, agro-alimentar, florestal, produção animal e desenvolvimento rural.

“O Hub4agri é uma iniciativa alinhada com as estratégias nacional e europeia para a digitalização da indústria. Envolve mais de 15 entidades [entre as quais o Instituto Politécnico de Viana do Castelo, através da sua Escola Superior Agrária, em Refóios do Lima, Ponte de Lima] que cobrem toda a cadeia de valor agro-alimentar, visa a criação de um ecossistema com soluções inovadoras para o desenvolvimento da competitividade dos setores agrícola, agro-alimentar, florestal, produção animal e desenvolvimento rural, capaz de dar uma resposta transversal aos grandes desafios que atualmente se colocam”, disse, em comunicado, Pedro Matias, presidente do ISQ, que coordena a rede.

Segundo o responsável, tanto a agricultura como o sistema alimentar mundial são “desafiados a alimentar uma população global estimada em quase 10 mil milhões de pessoas até 2050, com a diminuição dos recursos terrestres e hídricos. A produção mundial de alimentos necessitará duplicar até 2050 para poder dar resposta a este crescimento populacional, com exigências de mais produtos por parte dos consumidores”.

De acordo com Pedro Matias, para fazer face a este desafios é necessário adotar tecnologia, digitalizar processos e novos modelos de negócio, “baseados nas novas tecnologias de informação e comunicação”.

Neste contexto, o Hub4Agri quer ligar a procura e as necessidades dos produtores agrícolas com soluções e respostas tecnológicas para a digitalização da agricultura.

“O grande desafio é o de constituir e manter um ecossistema de inovação suportado numa rede de cooperação multissetorial e trabalhar em estreita colaboração com as autoridades regionais e nacionais para promover a transformação digital do setor agrícola”, sublinhou.

Mosteiro de Refóios do Lima e Escola Superior Agrária de Ponte de Lima. Foto: DR / Arquivo

Coordenada pelo ISQ, a rede do Hub4Agri envolve também entidades como a Confagri, o Crédito Agrícola de Portugal, as universidades de Évora e de Trás-os-Montes e Alto Douro, os institutos politécnicos de Santarém, Viana do Castelo e Bragança e o Centro Operativo e de Tecnologia de Regadio.

Fazem ainda parte da rede a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana, o Pólo das Tecnologias de Informação, Comunicação e Eletrónica, a Associação para a Competitividade das Indústrias da Fileira Florestal, a Inova+, o Laboratório Químico e Microbiológico, a Sociedade agropecuária e a ‘startup’ Portugal.

Neste momento, conforme indicou à Lusa uma fonte oficial do ISQ, a rede já foi formalizada junto da União Europeia, para, mais tarde, também ser convertida numa associação de modo a poder candidatar-se a apoios no âmbito dos programas Portugal 2020 e Horizonte 2020.

A mesma fonte referiu que na Europa existem cerca de 200 Digital Innovation Hub (DIH), 20 dos quais no setor agrícola, enquanto, em Portugal, existem três DIH, sendo o Hub4Agri um deles.

A apresentação do Hub4Agri vai decorrer na sede da Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas de Portugal (Confagri) e contará com a presença do ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Capoulas Santos, e da secretária de Estado da Indústria, Ana Lehmann.

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