Seguir o O MINHO

Famalicão

Juiz de Famalicão condenado por violência doméstica recorre de pena de aposentação compulsiva

Aplicada pelo Conselho Superior da Magistratura

em

Foto: O MINHO / Arquivo

O juiz Vítor Vale disse hoje à Lusa que vai recorrer da pena de aposentação compulsiva que o Conselho Superior da Magistratura (CSM) lhe aplicou, por, na qualidade de testemunha, ter prestado falsas declarações num julgamento.

“Vou apresentar recurso”, referiu Vítor Vale, sem, no entanto, adiantar as razões da sua discordância com a decisão do CSM.

O Conselho Superior da Magistratura aprovou, por maioria, a aplicação da pena de “aposentação compulsiva” a Vítor Vale, na sequência de um processo disciplinar instaurado após aquele juiz ter sido condenado pelo crime de falso testemunho.

Em maio de 2017, o Tribunal da Relação de Guimarães condenou Vítor Vale a 400 dias de multa, à taxa diária de 20 euros, por um crime de falsidade de testemunho.

Em causa estão as declarações que aquele juiz prestou, na qualidade de testemunha, num julgamento no Tribunal de Braga, em setembro de 2013, relacionado com o testamento deixado pelo pai da sua ex-mulher.

Segundo o Tribunal da Relação de Guimarães, o juiz prestou falsas declarações com o intuito de prejudicar a sua ex-mulher, vingando-se assim do facto de ela se ter separado dele.

Vítor Vale foi ainda condenado a pagar uma indemnização de cinco mil euros à ex-mulher, por danos não patrimoniais.

A pena foi, entretanto, confirmada pelo Supremo Tribunal de Justiça.

O CSM, por deliberação tomada em plenário no passado dia 18 de junho, refere que Vítor Vale assumiu “um comportamento incompatível com a dignidade indispensável ao exercício das suas funções”.

Sete membros do CSM votaram pela aplicação da pena de aposentação compulsiva do magistrado, enquanto seis outros membros do mesmo órgão de disciplina defenderam que devia ter sido aplicada a pena de suspensão de exercício de funções.

Vítor Vale é também arguido num processo por violência doméstica alegadamente exercida sobre a ex-mulher, tendo já sido condenado, no Tribunal da Relação de Guimarães, em setembro de 2018, a um ano e meio de prisão, com pena suspensa.

Foi também condenado a pagar uma indemnização de 7.500 euros.

Em causa estão mensagens de telemóvel e de ‘e-mail’ que o arguido enviou à ex-mulher, alegadamente inconformado com o facto de esta ter, em 2011, terminado o relacionamento de quatro anos.

Para o tribunal, o arguido revelou “desprezo e desconsideração” pela vítima, com “provocações de cariz sexual, insultos e ameaças veladas”.

O tribunal deu ainda como provado que o arguido sabia que a ex-companheira estava “particularmente vulnerável” pela morte do pai e que as mensagens lhe provocaram “insegurança, intranquilidade e medo”.

Considerou também que os factos “merecem um juízo de censura acrescido” pelo facto de o arguido ser juiz.

Vítor Vale recorreu para o Supremo Tribunal de Justiça, que ainda não decidiu.

Natural de Vila Nova de Famalicão, Vítor Vale está atualmente colocado no Tribunal de Felgueiras.

Anúncio

Famalicão

Morreu o Pe. Manuel de Sousa Silva, pároco de Joane durante 60 anos

Uma vida ao serviço da comunidade de Joane

em

Foto: Arquidiocese de Braga

Faleceu o padre Manuel de Sousa Silva que exerceu funções como pároco da vila de Joane entre 1959 e 2019, anunciou hoje a Arquidiocese de Braga.

O pároco tinha sido substituído no cargo em junho de 2019 depois de um pedido de substituição motivado por doença.

Nascido a 03 de setembro de 1929, em S. Lourenço de Sande, Guimarães, foi ordenado sacerdote a 05 de julho de 1953.

Após a sua ordenação, foi nomeado vigário cooperador da paróquia do Divino Salvador de Joane, Vila Nova de Famalicão, assumindo este trabalho a 3 de setembro do mesmo ano.

Seis anos depois, em 30 de junho de 1959, por morte do pároco, foi nomeado para o substituir, tendo dedicado todo o seu ministério ao serviço dessa paróquia.

Em nota de imprensa, a Arquidiocese de Braga sublinha que o Pe. Manuel de Sousa e Silva demonstrou sempre grande preocupação por construir e manter a unidade da paróquia atráves das famílias e diversos grupos pastorais.

“Destaca-se, entre outras, a construção ou recuperação do Centro Social, Capela Mortuária, o Salão Paroquial e a Residência Paroquial. Ao mesmo tempo, cuidou de diversos grupos pastorais, nomeadamente: a catequese, Acção Católica, Fraternidade Nun’Álvares, Legião de Maria, Jovens sem Fronteiras e os dois grupos corais”, refere a mesma nota.

Já o arciprestado de Famalicão, na altura da sua substituição, deixou um agradecimento ao pároco “pelo serviço prestado”.

Continuar a ler

Famalicão

Incêndio destrói exaustor industrial em fábrica de tubos em Famalicão

Em Bente

em

Foto: DR/Arquivo

Um incêndio destruiu, esta manhã, um exaustor industrial de uma fábrica de produção de tubos de aço, em Bente, Vila Nova de Famalicão, não tendo havido vitima a registar, disse hoje à Lusa fonte da Proteção Civil de Braga.

Segunda fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Braga, o alerta foi dado às 10:45 e “destruiu um exaustor industrial”, sendo que, pelas 13:00, a ocorrência estava “já dada como encerrada”.

No local, referiu a fonte, estiveram 16 operacionais dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Famalicão, apoiados por cinco viaturas.

Continuar a ler

Famalicão

Chocolate de Famalicão fecha acordo com a Amazon

Empresa com sede em Ribeirão

em

Foto: DR/Arquivo

Os Chocolates Casa Grande, com sede em Ribeirão, Famalicão, anunciou um acordo de distribuição com a Amazon através dos supermercados Whole Foods. A marca pretende aumentar a sua presença nos Estados Unidos a partir de setembro.

A empresa já tinha anunciado a sua entrada nos supermercados Central Market, no Texas, e agora o novo acordo permite entrar também em Nova Iorque e Boston.

“A Whole Foods incorpora e representa todos os princípios que preconizamos para os Chocolates Casa Grande, nomeadamente a sustentabilidade ambiental e social. Temos a certificação UTZ, temos um programa que combate a escravatura infantil, o cacau utilizado no processo de fabrico respeita as pessoas e não utilizamos óleo de palma nem aromas. Os nossos chocolates são um produto clean label. Procuramos parceiros que tenham os mesmos valores de um planeta mais sustentável e com alimentos mais naturais”, destaca João Pinho Vítor, business director da Fábrica de Chocolates Casa Grande.

“Estamos entusiasmados com estes acordos recentemente celebrados nos EUA, sentimos que existe um reconhecimento grande e que as nossas marcas acrescentam valor no sortido dos nossos clientes. Em boa verdade é fácil de explicar porque somos diferentes e são estes parceiros que estão dispostos a ter produtos com mais valor para os seus consumidores, cada vez mais exigentes e ávidos de marcas diferentes. Atualmente estamos a fechar mais acordos internacionais que em breve estarão concluídos e que dele daremos nota oportunamente”.

A cadeia de supermercados Whole Foods foi adquirida pela Amazon em 2016, e é conhecida por apostar na agricultura sustentável e na alimentação saudável. A Fábrica de Chocolates Casa Grande foi fundada em 2009 e tem duas marcas, a premium Casa Grande e a Trendy Not Guilty – The Right Way – e produz chocolates para incorporação noutros produtos alimentares para outras indústrias portuguesas e estrangeiras.

Continuar a ler

Populares