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JSD/Braga repudia declarações de vereador do PS sobre a Ucrânia

Adolfo Luxúria Canibal afirmou que o poder na Ucrânia é de extrema-direita
Jsd/braga repudia declarações de vereador do ps sobre a ucrânia

A Juventude Social Democrata de Braga repudiou, em comunicado, as declarações à Blitz do vereador eleito pelo PS/Braga, Adolfo Macedo, e reproduzidas por O MINHO, atinentes à situação de guerra vivida na Ucrânia, quando afirma: “(…) tudo isto se torna ainda mais absurdo, porque somos obrigados, pelas circunstâncias, a tomar partido por alguém que, numa situação normal, nunca tomaríamos partido, porque o que lá se passava era aberrante, perfeitamente anti-democrático. E de repente estamos a armar, a dar dinheiro e a fortalecer um poder que é próximo dos valores que são os primeiros a acabar com as democracias, que é a extrema-direita”.

Na entrevista, inicialmente publicada pela Blitz no dia 28 de abril, anota a JSD, Adolfo Macedo, também vocalista dos Mão Morta e conhecido pelo nome artístico Adolfo Luxúria Canibal, afirma ainda: “Isto é que é arrepiante. Somos empurrados a solidarizar-nos com decisores políticos que estão nos antípodas do que defendemos, do que queremos e de quem depositaríamos o voto numa sociedade democrática”.

Face a esta opinião, a JSD/Braga recorda que “a atualidade vivida no território ucraniano é uma realidade de guerra, sendo a Federação Russa um Estado governado de forma autocrática, o invasor num país soberano, democrático e livre, desconsiderando e assolando a autodeterminação do povo ucraniano, em completo desrespeito por todas as normas e princípios de Direito Internacional Público”.

Vidas inocentes e falsidades

Acrescenta que “todas as ações de guerra desencadeadas pelo regime russo têm como consequência direta a perda de milhares de vidas inocentes, numa tentativa atroz de destruir a cultura patrimonial, social e económica da nação ucraniana”.

“O vereador do PS propaga, com as suas declarações, a falsidade que tem sido protagonizada e disseminada pelo Partido Comunista Português, usando como subterfúgio atenuante para a invasão a existência de movimentos de extrema-direita para fundamentar a injustificável barbárie vivida pelos ucranianos, algo que não pode obter qualquer acolhimento num regime democrático que valoriza o princípio da autodeterminação dos povos e da soberania dos estados”, lê-se no comunicado.

E prosseguindo, afirma: “Como exemplo da fábula da necessidade de desnazificação da Ucrânia enquanto alicerce para a guerra, vários são os académicos e investigadores de movimentos políticos de extrema-direita, neonazis e antissemitas que vieram a público demonstrar e atestar a adulteração da realidade levada a cabo pelo regime de Putin , tese defendida em Portugal pelo Partido Comunista Português, alertando os mesmos de que a realidade da proliferação da extrema-direita se trata de um fenómeno vivido à escala mundial, sendo a Federação Russa um dos Estados onde a situação se manifesta de uma forma mais preocupante e temível que no caso ucraniano”.

Justificar o indefensável

Paralelamente, diz ainda a organização partidária de juventude, “quando o Vereador eleito pelo PS Braga afirma que ‘(…) e nós somos obrigados a tomar partido por uma extrema-direita, como os franceses nestas eleições foram obrigados a tomar partido por um liberal contra a extrema-direita. O mal menor’, revela um total desfasamento da realidade e uma preocupação em justificar o indefensável”.

Adolfo Luxúria Canibal: “Não é descabido quando Putin fala de desnazificação da Ucrânia”

“A verdade é que os eleitores franceses têm a liberdade e o direito de escolher, não de forma constrangida, mas em eleições livres e independentes, os seus representantes, cumprindo-se assim a democracia representativa, tal como na Ucrânia, como é prova a eleição presidencial ucraniana de 2019, na qual o Presidente Volodymyr Zelenskyy obteve 73% do voto popular. Comparar, assim, as eleições presidenciais francesas e a vitória de Emmanuel Macron com a situação de guerra na Ucrânia é uma ofensa ao mesmo e às democracias liberais europeias”, sustenta.

Por fim, a JSD/Braga reafirma que continuará a apoiar o povo Ucraniano, e “espera uma tomada de posição do PS e da JS de Braga crendo que não poderão concordar com as declarações do Vereador em questão, nem com a sua deformação da realidade”.

 
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