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Braga

Voluntários para a Natureza e Floresta salvam adolescente de afogamento na Barragem do Ermal

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Foto: Divulgação

Os jovens que integram o programa “Voluntariado Jovem para a Natureza e Floresta”, promovido pelo Município de Vieira do Minho, salvaram um jovem adolescente em pré afogamento na Barragem do Ermal, nomeadamente na Praia Fluvial das Carvalhas, em frente ao edifício de apoio da Junta de Freguesia de Guilhofrei, esta quinta-feira.

O incidente aconteceu pelas 11:30, quando um jovem, com cerca de 15 anos, pertencente a uma família de emigrantes, e que estavam de visita ao concelho de Vieira do Minho, se encontrava exausto, no meio da barragem, dando já sinal de pré-afogamento.

Perante a situação, um familiar tentou socorrê–lo, no entanto foram os jovens Voluntários acabaram por prestar auxilio aos dois banhistas, retirando-os da água em estado consciente.

Não houve a necessidade de deslocar as vítimas ao hospital.

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Braga

Ciclista gravemente ferido em despiste na Falperra

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Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

Um ciclista ficou gravemente ferido num despiste ocorrido ao final da manhã deste domingo, na zona da Falperra, em Braga.

A vítima, de 54 anos, estava a treinar Enduro no Monte de Santa Marta das Cortiças, na freguesia de Esporões, em Braga, tendo sofrido politraumatismos.

Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

Os Bombeiros Sapadores de Braga e o INEM socorreram a vítima, transportada num helicóptero do INEM para o Hospital de Braga.
Assistido ainda no local pela Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Grupo de Guimarães do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), a vítima não corre perigo de vida.

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Braga

Manuel Monteiro diz “estar de bem com o CDS”, só não sabe se CDS está de bem consigo

Candidato da Nova Democracia em Braga nas eleições legislativas de 2009, Monteiro obteve apenas 0,7% dos votos e a sucessão de desaires ditou o fim do partido que disputava o espaço da direita ao CDS.

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Foto: abnoxio.com / Ademar Matos

O antigo líder do CDS-PP Manuel Monteiro, natural de Vieira do Minho, admitiu hoje ter dúvidas quanto a uma eventual refiliação no partido, dizendo estar “de bem com o CDS”, mas ainda não saber se o contrário se verifica.

“Eu quero estar de bem com o CDS, eu ainda não percebi se o CDS está de bem comigo”, afirmou Manuel Monteiro, numa conferência organizada pela Tendência Esperança e Movimento (TEM) do CDS-PP.

Desafiado por um militante democrata-cristão da Batalha a dizer quando voltará a filiar-se no partido que liderou entre 1992 e 1998, Manuel Monteiro admitiu ainda ter “imensas dúvidas” a esse respeito.

“Mas também não tenho nenhum comboio à espera nem horários a cumprir (…) Eu estou de bem com o CDS-PP e, portanto, se isso tiver de acontecer acontecerá com naturalidade. Se não tiver de acontecer, não será por isso que, se me convidarem, deixarei de fazer campanha pelo CDS”, assegurou.

Dizendo concordar com a maioria das ideias do partido, Monteiro salientou ter “o maior respeito pela presidente do CDS-PP”, Assunção Cristas, – cuja presença foi anunciada no encerramento da iniciativa pela TEM, mas acabou por não constar da sua agenda oficial – com quem esteve na quinta-feira, depois de a ter convidado para dar uma aula na cadeira que leciona na Universidade Lusíada, no Porto.

Monteiro, que saiu do CDS-PP para fundar um partido, a Nova Democracia, revelou que, na rua, as pessoas continuaram sempre a associá-lo aos democratas-cristãos.

“Eu não preciso de ser militante do CDS para, sempre que o CDS queira, eu esteja disponível para ajudar no que eu puder e desde que isso não cause nem ciúmes, nem engulhos, nem perturbações que não fazem sentido”, disse.

Na sua intervenção, subordinada ao tema “Portugal e o Mundo: Como nos reafirmamos?”, o antigo presidente centrista defendeu que se vive “um momento ímpar na vida política portuguesa”.

“Pode permitir que o CDS se catapulte em termos eleitorais, mas desde que seja para fazer diferença e não apenas para eleger mais umas quantas pessoas”, alertou.

Manuel Monteiro apontou um enviesamento ao sistema político português, salientando que “um regime que começa à esquerda e termina ao centro é um regime que lhe falta algo”.

“Houve uma época em que o CDS se afirmou claramente precisamente na ideia de que nenhum regime pode ser um regime estável se é coxo”, disse.

Afirmando-se como “uma pessoa de direita”, o antigo deputado referiu que hoje “há jovens que têm vergonha, receio, medo” de se assumirem como tal, o que considerou “profundamente grave e preocupante”.

Apontando a “crise de valores” como o principal problema do país, Monteiro considerou que esta deriva de um problema mais vasto no mundo ocidental e manifestou-se contra o que chamou uma “Europa de portas escancaradas”.

“Não tenho nada contra a emigração, mas atenção à ideia de que quem entra tem liberdade de ser exatamente como é. Amanhã serão a maioria na Europa e nós não teremos liberdade de sermos como somos”, alertou, lembrando que, no passado, os cristãos sempre tiveram como objetivo converter os que não partilhavam da sua religião.

Para o antigo líder do CDS-PP, atualmente os partidos, mesmo quando acreditam nestes princípios, “têm medo de os afirmar, convencidos que perdem voto”.

“Não perdem”, defendeu.

No encontro organizado pela TEM, liderada por Abel Matos Santos, que defende abertamente o regresso de Monteiro ao CDS, participaram várias personalidades, entre elas os economistas João Ferreira do Amaral, os professores universitários Nuno Garoupa e Paulo Otero, além de Francisco Rodrigues dos Santos, presidente da Juventude Popular.

Líder dos centristas entre 1992 e 1998, Manuel Monteiro saiu do CDS em rutura com Paulo Portas, para fundar o Partido da Nova Democracia, em 2003, extinto em 2010 pelo Tribunal Constitucional.

Candidato da Nova Democracia em Braga nas eleições legislativas de 2009, Monteiro obteve apenas 0,7% dos votos e a sucessão de desaires ditou o fim do partido que disputava o espaço da direita ao CDS.

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Braga

Os acusados e a acusação de fraude de quase 10 milhões na Associação Industrial do Minho

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Foto: O MINHO (via Google Earth)

A acusação que impende sobre a Associação Industrial do Minho, com 126 arguidos, 79 pessoas singulares e 47 coletivas, considera como os mentores de um alegado esquema de fraude com fundos comunitários, os arguidos António Marques, Nuno Martinho Martins, Raquel Vilaça, Rui Fernandes, Nuno Gomes e António Rocha.

António Marques, ex-presidente da AIMinho. Foto: Divulgação / AIMinho

A acusação do Ministério Público do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) que incidiu na Associação Industrial do Minho (AIMinho), de Braga, envolve o seu ex-presidente, António Marques – caucionado em 400 mil euros – e 20 outros elementos da última direção – representantes das maiores empresas da região, alguns com cauções de 50 mil. Ao todo, a Associação terá obtido “uma vantagem ilícita” de 9,7 milhões.

O DCIAP investigou projetos cofinanciados pela União Europeia e acusou os principais arguidos dos crimes – praticados entre 2008 e 2013 – de associação criminosa, fraude na obtenção de subsídio, burla qualificada, branqueamento, falsificação e fraude fiscal qualificada.

A acusação, que deve agora ser contestada por vários dos implicados em requerimento de abertura de instrução, diz que aqueles seis acusados, “em momentos temporais não coincidentes e em data não rigorosamente apurada, mas que se determina pelo menos já em 2008, confluíram as suas vontades, colocando-se de acordo quanto à constituição e ou à adesão de e a um esquema organizacional orientado para a prossecução da atribuição de subvenções ou incentivos financeiros suportados pelo FSE, Orçamento do Estado e FEDER”.

Informações falsas

Faziam-no, “por via de fornecimento de informações falsas sobre factos determinantes para tal atribuição e com recurso a documentos justificativos do direito a tais subsídios corporizando falsas informações, a que bem sabiam não ter direito, criando falsas representações de factos determinantes para a tomada de decisões”.

Acrescenta que utilizaram pessoas coletivas apontando os nomes da SOLUCIONA, OFICINA DA INOVAÇÃO, IEMINHO, IDITE-MINHO, UERN, NEWBRAIN, PRORGANIZA, SERVERLINK, CENTRALINK OBJECIVO INOVAR, e AIMINHO.

Através do suposto esquema criminoso, “torpedearam os concretos fins de interesse público de desenvolvimento económico e social prosseguidos por estes incentivos financeiros e inviabilizando que outros operadores económicos utilizassem escrupulosamente tais recursos no prosseguimento das concretas políticas públicas contribuindo ainda para assimetrias no funcionamento da economia”. A acusação refere que a AIMinho e pessoas coletivas à sua volta, “obtiveram subsídios de forma fraudulenta, surgindo como fornecedores de bens e serviços que não eram prestados”. Candidatavam-se, também, “a projetos que nunca tencionavam executar”.

…E faturas

O MP diz que “que recorriam a faturas falsas, através de acordos entre as várias entidades, conseguindo também diminuir a matéria coletável e pagar menos impostos”.

“Os proveitos obtidos eram reintroduzidos na economia lícita depois de passarem por circuitos financeiros triangulados e enganosos”, sublinha.

O inquérito nasceu em 2012, com uma comunicação do Organismo Europeu de Luta Antifraude (OLAF). Foram, então, efetuadas cem buscas e realizaram-se interceções telefónicas e de correspondência eletrónica.

Foi reunida extensa prova documental e digital em 2.400 pastas de arquivo contendo documentos em papel e mais de 50 milhões de dados informáticos. Há também 500 apensos bancários.

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