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Alto Minho

Jovens nas fronteiras para receber emigrantes que regressam a Portugal

Este sábado, em Valença, durante todo o fim de semana, em Chaves e Vilar Formoso

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Foto: DR /Arquivo

A associação de jovens luso-descendentes Cap Magellan promove este fim de semana nos postos fronteiriços de Valença, no Minho, e em Vilar Formoso e Chaves ações de sensibilização rodoviária para receber os automobilistas emigrantes que neste período de férias regressam a Portugal.

A campanha “Sécur’Eté 2019 : Verão em Portugal” vai decorrer no sábado nas fronteiras de Valença, Vilar Formoso e Chaves e no domingo apenas nestas duas últimas.

No domingo, pelas 11:00, decorrerá no posto fronteiriço de Vilar Formoso “uma ação especial” com a presença do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, do secretário de Estado do Proteção Civil, José Artur Neves, e do presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), Rui Ribeiro, revelou a associação.

Segundo Luciana Gouveia, delegada-geral da Cap Magellan, estas iniciativas são realizadas desde 2003 e culminam num mês de sensibilização de automobilistas, que teve início no final de junho, em França, “na área de serviço de Bordeaux-Cestas, onde a Cap Magellan começou a seguir os automobilistas nas estradas a caminho de Portugal”.

“Temos várias equipas que, ao longo do mês de julho, vão acompanhando os automobilistas nas estradas. Temos várias paragens em áreas de serviço em França”, disse, salientando o grande volume de tráfego rodoviário que este fim de semana ocorre de França para Portugal.

Este fim de semana vão “receber os emigrantes, verificar se correu tudo bem na viagem até cada um desses pontos e relembrar que, embora faltem duas ou três horas até casa, é preciso continuar a ser vigilante e continuar a conduzir de maneira segura”.

“Basicamente vamos ao contacto das pessoas, das famílias que se estão a deslocar de carro, e relembramos todos os cuidados em termos de segurança e de prevenção rodoviária a ter durante estes longos percursos, que muitas vezes chegam aos 1.500 ou 2.000 quilómetros”, afirmou.

A associação vai também realizar ações em discotecas e festivais de música, especialmente dirigidas a jovens.

“Vamos estar à saída das discotecas a controlar a taxa de alcoolemia dos jovens e relembrar os limites legais e os conselhos em termos de prevenção rodoviária”, salientou.

A Cap Magellan é a maior associação de jovens luso descendentes e portugueses em França, com vários eixos de atividade, como o apoio em termos de estágios e emprego, organização de eventos culturais e de ações de cidadania, como esta de prevenção rodoviária e outras de apelo ao voto e apoio ao recenseamento, por exemplo.

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Ponte de Lima

Jovem morre na A27 em Ponte de Lima

Sentido Viana do Castelo-Ponte de Lima

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Foto enviada a O MINHO

Uma jovem morreu, este domingo à noite, na sequência de um despiste de um automóvel na A27, na zona de São Pedro de Arcos, quando seguia no sentido Viana do Castelo – Ponte de Lima.

A vítima, natural de Moreira do Lima,  freguesia daquele concelho, tinha 22 anos, segundo disse a O MINHO fonte dos bombeiros. Ficou presa nos escombros da viatura, que capotou.

Ao local da ocorrência acorreram 15 operacionais, apoiados por seis viaturas, divididos entre Bombeiros de Ponte de Lima, VMER e SIV do Alto Minho e militares do destacamento de trânsito da GNR.

O alerta foi registado pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes do INEM cerca das 20:43.

Desconhecem-se ainda as causas do sinistro.

O corpo da vítima foi transportado para o Instituto de Medicina Legal de Viana do Castelo.

Última atualização: 23h33

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Viana do Castelo

Viana voltou a bater forte, fortemente. As imagens do segundo dia de música e ruas cheias

Fotorreportagem de Vasco Morais

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Fotos: Vasco Morais / O MINHO

O segundo e último dia do festival Viana Bate Forte, em Viana do Castelo, voltou a juntar muitos milhares de pessoas, este sábado, para os concertos de Ana Moura, no Palco da Liberdade, seguida dos Wet Bed Gang. No Palco da República atuaram os Kappa Jotta, Dino D’Santiago e o DJ Patife. O Palco da Erva contou com os vianenses Pedaço Mau, Phoenix RDC e Vítor Hugo.

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

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Foto: Vasco Morais / O MINHO

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Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

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Foto: Vasco Morais / O MINHO

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Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

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Foto: Vasco Morais / O MINHO

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Foto: Vasco Morais / O MINHO

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Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

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Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

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Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

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Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

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Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

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Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

A 4.ª edição do Festival Viana Bate Forte voltou a trazer duas noites de música e muita animação à capital do Alto Minho.

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Alto Minho

Proximidade e língua levam crianças galegas a creches de Cerveira

Ano letivo

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Foto: DR/Arquivo

A proximidade e a aprendizagem da língua portuguesa estão entre as razões apontadas pelas famílias da Galiza ouvidas pela Lusa para justificar a frequência das suas crianças de creches em Vila de Cerveira.

“Escolhemos a creche em Vila Nova de Cerveira pela proximidade e porque consideramos muito importante que a nossa filha, desde cedo, aprendesse outra língua”, disse hoje à Lusa, Andreia Rodriguez.

Residente no concelho vizinho de Tomiño, a família Rodriguez atravessa todos os dias o rio Minho, através dos cerca de 500 metros da ponte internacional que liga a localidade galega até à vila situada no distrito de Viana do Castelo para que a filha, de um ano, frequente a creche da Santa Casa da Misericórdia.

A Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) dispõe ainda de jardim de infância. Nas duas respostas estão 81 crianças dos três meses aos seis anos, sendo que 11 são galegas.

Em Vila Nova de Cerveira não há rede pública de creches e jardins de infância, mas Câmara local apoia as duas IPSS concelho. Além das respostas da Santa Casa, que recentemente foi cofinanciada pelo município nas obras de beneficiação das estruturas, a autarquia apoia ainda a creche do centro social e paroquial de Campos, que funciona num dos polos da zona industrial, em instalações municipais.

A filha de Andreia Rodriguez está na sala dos mais pequenos da creche da Santa Casa da Misericórdia, também pelo “horário alargado” que lhe dá “mais liberdade” do que o praticado pela rede galega, onde “pagaria menos”, por ter convenção com o Estado.

“Em Vila Nova de Cerveira fica-nos mais caro, mas preferimos a qualidade”, destacou.

Quando chegou à creche da santa casa já levava “boas referências” de outras famílias galegas.

“Conhecíamos outros casais amigos que tinham colocaram os seus bebés em Cerveira e tinham ficado muito satisfeitos. Gostei muito das condições da creche e a forma como os funcionários cuidam a infância”, referiu.

Em 2008/2009, Adele, filha de Francisco Pereira, foi das primeiras crianças galegas a frequentar aquela instituição. Agora tem 11 anos e frequenta o sexto ano de escolaridade, também num agrupamento de Vila Nova de Cerveira, apesar de a família continuar a residir do outro lado do rio internacional.

A falta de vagas na aldeia de Goián, concelho de Tomiño, onde a família reside levou-o à creche da Santa Casa, “a cerca de cinco minutos de distância”, explicou Paco, como é conhecido, de 69 anos.

Técnico de máquinas, aposentado, Paco apontou o contacto com o português como outro dos fatores que pesou na decisão.

“Há estudos psicológicos que demonstram que uma criança que cresce a aprender outro idioma desenvolve-se melhor”, observou.

A diretora, Cristina Malheiro, destacou que, “de ano para ano, a procura por parte de famílias galegas tem vindo a aumentar” porque “nem a distância nem a língua” são “barreiras” num relacionamento “antigo e muito forte” entre as duas localidades.

“As famílias acabam por se relacionar entre elas. Criam-se laços entre os próprios adultos e frequentam a casas uns dos outros. Até porque os galegos não procuram só a creche como a piscina e outras ofertas que temos na vila”, reforçou.

A creche e o jardim de infância funcionam todo o ano, “sem paragens em agosto”, e 07:30 às 18:30 (hora portuguesa).

Criada há 13 anos, a creche de apoio às empresas instaladas na zona industrial de Campos, foi construída pela Câmara de Vila Nova de Cerveira, mas é gerida pelo centro social e paroquial da freguesia.

Tem capacidade para 75 crianças até aos três anos, sendo que este ano têm três bebés galegos. Uma delas é a filha de 18 meses de Sílvia Fontan.

Silvia vive em Tomiño e trabalha em Vila Nova de Cerveira, “pertinho” do equipamento onde a filha mais velha também frequentou o pré-escolar.

Além da proximidade, a “confiança” nos serviços da creche determinam a escolha.

A diretora, Severina Ribeiro, explicou que a creche foi para responder às necessidades dos trabalhadores das empresas instaladas nos dois polos industriais criados pela autarquia na freguesia de Campos.

“Todos os anos temos procura de famílias galegas, mas essa procura está muito dependente da dinâmica da zona empresarial porque os nossos meninos são filhos dos trabalhadores das empresas da zona industrial”, explicou.

Segundo Severina Ribeiro, “o horário de funcionamento da creche, entre as 05:30 às 19:00, para acompanhar os turnos das fábricas e a localização, no Centro de Apoio às Empresas, no polo II da zona industrial” são os fatores apontados pelos encarregados de educação.

Para o presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira, Fernando Nogueira, este relacionamento reflete a “grande de confiança” que existe entre as populações das duas localidades.

“É uma confiança que se traduz na qualidade dos serviços prestados nesta área educativa no município de Vila Nova de Cerveira e, no excelente relacionamento entre os municípios de fronteira, como é o caso tão peculiar da eurocidade Cerveira-Tomiño”, reforçou o autarca.

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