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Ponte de Lima

Fazer o Caminho de Santiago ao som do forró

Vindos de vários cantos do Mundo, percorrem o caminho de sanfona, ferrinhos e pandeiro

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Foto; Pedro Antunes Pereira / O MINHO

Sete jovens vindos de vários pontos do país e de vários países estão a percorrer, em doze etapas, o caminho de Santiago. A uni-los o forró. De sanfona, ferrinhos e pandeiro vão dando a conhecer, por onde passam, aquele estilo de música brasileira. Peregrinos e populares têm-se juntado a uma forma diferente de encarar o Caminho.


Foto: Pedro Antunes Pereira / O MINHO

O MINHO encontrou-os no albergue de Ponte de Lima, quando as primeiras mazelas físicas começavam a fazer efeito. Paulo é português, Wander e Caio são brasileiros, Natália veio da Ucrânia e Federica de Itália. Há ainda a polaca Alexandra e o libanês Adeeb. São do Porto, Lisboa e Ponte de Lima mas são, sobretudo, amigos. A paixão é o forró e “queríamos fazer coisas diferentes para levar o forró ao maior número de pessoas”, diz, sentado na esplanada em frente ao albergue, Paulo Domingues.

A ideia, que “até poderia ser considerada idiota”, de percorrer ao Caminho de Santiago com forró começou a ganhar corpo e em Mafamude instalaram o seu quartel-general. Durante 25 encontros semanais, às segundas-feiras, começaram a ensaiar, a dançar, a cantar “para fazer boa figura. O espaço era aberto a todos e foi isso que tornou tudo ainda mais interessante”.

Às quintas começaram a tocar nas Galerias de Paris, no Porto e a percorrer algumas ruas como aquecimento para a jornada do Caminho. Cinco etapas depois o balanço era “muito positivo. A receptividade tem sido muito boa. Já há que nos deixe comida e há gente à nossa espera para tocar e dançar o forró connosco”, revela Paulo.

Foto: Pedro Antunes Pereira / O MINHO

Forró do Santo

A chegada a Santiago irá reservar uma comemoração especial. “Criamos um forró original, da autoria do Ildebrando Coelho, que iremos tocar em Santiago”. Até lá, a caminhada “é feita devagar, sem pressas” e com muita música e dança à mistura. Em frente ao albergue, franceses, italianos, alemães e portugueses juntam-se para dar uma perninha de dança e mesmo os mais desajeitados conseguem ondular o corpo. “É isto que nós pretendemos, celebrar a amizade através do forró”. Aliás o lema dos sete é bem elucidativo: “pode balançar que o forró é por nossa conta”.

Mudar vidas

Paulo revela que o forró mudou a sua vida: “melhorou o meu contacto com as pessoas, permitiu-me conhecer pessoas fantásticas numa altura complicada”. Foi através de uma amiga que conheceu este estilo de música “e desde o primeiro momento, fiquei cativado”. Para além de dançar, Paulo é o responsável pela sanfona, ou se se quiser, acordeão.

Planos para o futuro não faltam. Para além da experiência do Caminho ser para repetir, há ideias para o S. Martinho e outras datas importantes. “O forró é uma dança respeitada. A sociedade, ainda, não está desperta para ela mas quando sentem o encanto, percebem que muda de vida”.

A prova é que dos sete amigos iniciais, mais pessoas se foram juntando com eles e ao som do forró minimizam as dores físicas de um Caminho exigente, contemplativo mas que pode ser alegre e de partilha.

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Alto Minho

Quatro meios aéreos mobilizados para incêndio em Ponte de Lima

Vento tem sido maior dificuldade

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Foto: Ângelo Reis

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima disse hoje terem sido acionados quatro meios aéreos pesados para apoiar os 141 operacionais que combatem o incêndio que deflagrou, na terça-feira, às 20:57, na freguesia de Fornelos.

“Já foram acionados quatro meios aéreos de combate ampliado. Quando começarem a atuar no teatro de operações contamos conseguir dominar as chamas nas próximas horas. O vento forte que se tem feito sentir tem sido a principal dificuldade dos bombeiros. O fogo é levado pelo vento o que dificulta o combate”, afirmou Carlos Lima.

Contactado pela agência Lusa, cerca das 08:30, o comandante disse que a “principal preocupação é proteger a zona industrial de Fornelos e Queijada”.

“Temos uma frente de fogo perto da zona industrial. Não há fábricas afetadas, mas a nossa preocupação é proteger as unidades fabris”, disse.

Carlos Lima adiantou que, durante a noite, “o fogo chegou a ter três frentes ativas que causaram alguma tensão junto de habitações, mas os operacionais no terreno conseguiram dominar as chamas”.

“Para já não há feridos nem danos materiais a registar. O fogo tem uma única frente, que arde em zona de eucaliptal e mato”, referiu.

No combate às chamas estão evolvidos 140 operacionais e 46 viaturas de várias corporações dos distritos de Viana do Castelo, Braga e Porto.

A secretária de Estado da Administração Interna alertou na terça-feira para “um cenário meteorológico muito complicado” nos próximos dias, com um potencial de ocorrências de incêndios florestais “difíceis de gerir” e que se podem tornar “quase catastróficos”.

Patrícia Gaspar avisou a população que junto aos espaços florestais “é completamente proibido o uso do fogo”.

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Alto Minho

BMW que vale um milhão desaparecido em Ponte de Lima foi recuperado em Lisboa

Clássico

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Foto: ACP Clássicos

Foi recuperado em Lisboa, na tarde desta segunda-feira, o clássico BMW modelo 328 do ano de 1939 que tinha sido dado como roubado de uma coleção particular situada em Ponte de Lima.

“Já apareceu”, confirmou a O MINHO Pedro Lopo Carvalho, filho da proprietária, que lançara um apelo nas redes sociais, agradecendo “a grande ajuda da GNR de Ponte de Lima, da PSP e do Facebook, que foi uma grande mais-valia”.

BMW que vale um milhão de euros roubado de garagem em Ponte de Lima

A viatura foi localizada numa garagem em Lisboa, confirmou O MINHO junto de fonte oficial do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa, acrescentado que “a situação está em desenvolvimento”.

A mesma fonte revelou que não se tratará “de um verdadeiro roubo, mas de questões familiares”.

De acordo com o departamento de Clássicos do ACP, o departamento histórico da BMW em Munique já tinha sido alertado para o desaparecimento da viatura, uma vez que existem apenas cerca de 400 exemplares deste modelo.

BMW de um milhão de euros “é da minha mãe e assim será”, diz membro da família

Numa breve pesquisa em sites de leilões deste tipo de automóveis, é possível ver diferentes preços, variando entre os 500 mil e o milhão de euros.

O modelo, que atingia os 135 quilómetros horários, foi fabricado entre os anos de 1936 e 1940, tendo sido produzidas 434 unidades. Tem motor de seis cilindros com 80 cavalos de potência.

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Alto Minho

Freguesias de Ponte de Lima vários dias sem água

Águas do Alto Minho

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Foto: DR

Duas freguesias de Ponte de Lima estiveram vários dias sem água. A Águas do Alto Minho (AdAM) retomou o abastecimento esta segunda-feira e adiantou a O MINHO que está a estudar a implementação de “uma solução definitiva” para o problema que é “recorrente” nesta altura do ano.

Na freguesia de Serdedelo, há casas que estão sem água desde a passada quarta-feira, tendo a situação sido resolvida apenas na madrugada de hoje.

“Durante a noite de hoje andaram com camiões-cisterna a fazer reforço de água”, refere a O MINHO Maurício Pereira, proprietário da Casa do Cabo – Ponte de Lima, alojamento local que foi afetado pela falta de água no domingo durante “cinco ou seis horas”.

“De qualquer modo, o problema persiste. Neste momento temos água, o que não quer dizer que ao final do dia não volte a falhar, porque não estão a conseguir dar resposta”, aponta o empresário. “A infraestrutura, aparentemente, não tem as condições necessárias para o número de pessoas que utilizam a rede, no entanto essa infraestrutura já era utilizada nos anos anteriores e, este, apesar de estar muito calor, não é dos verões mais quentes. Nem ainda houve falhas das águas de nascente. Nunca tivemos falhas de quatro, cinco, seis dias, como é o caso, tínhamos falhas de duas horas e a situação era resolvida”, acrescenta.

Maurício Pereira nota que a solução é “muito temporária”. “Estão a encher os reservatórios de água com recurso aos camiões-cisterna, mas não garantem que os reservatórios não voltem a ficar vazios”, destaca.

“Condutas antigas rebentam todas”

Numa parte da freguesia vizinha de Ribeira, a água começou a falhar na sexta-feira. O abastecimento foi reposto esta manhã.

O MINHO contactou o presidente da Junta, Nuno Pimenta, que confirmou o corte do abastecimento, do qual deu conhecimento à Câmara e à AdAM.

O autarca revela que o problema já aconteceu outra vezes no passado, quando a gestão do abastecimento da água era municipal, mas não por tanto tempo. “Os funcionários da câmara resolviam logo o problema”, afirma Nuno Pimenta, considerando que um dos problemas são as fugas de água.

Perguntas e Respostas: Águas do Alto Minho e suas “sucessivas trapalhadas”

“As condutas são muito antigas e a água vindo com mais um bocado de pressão rebentam todas, o problema também é por haver muitas fugas”, destaca, acrescentando que o problema afetou “entre 30 a 40 fogos”.

Na freguesia de Fornelos, onde o problema também se costuma verificar, contactado por O MINHO, o presidente da Junta, João Matos, revelou que, na semana passada, houve “dois ou três dias” em que o abastecimento foi interrompido durante “algumas horas”, mas as equipas da AdAM resolveram o problema.

“Falhas são situação recorrente” e AdAM “está a estudar solução definitiva”

Questionada por O MINHO, a AdAM confirmou que “o abastecimento de água em Ponte de Lima já foi restabelecido”.

“Durante os últimos dias, e tendo em vista garantir que não faltava água às populações, foi efetuado o abastecimento de água por recurso a transporte em camião-cisterna”, acrescenta a empresa.

Considerado que “as falhas de abastecimento são uma situação recorrente que resultam do aumento da temperatura e do elevado consumo de água que se faz sentir nesta época do ano”, a AdAM garante que “está a estudar a situação com vista a implementar uma solução definitiva para este problema que ocorre todos os anos”.

Em declarações à Antena 1, o presidente do conselho de administração da AdAM, Carlos Martins, afirmou que, “infelizmente, as infraestruturas que existem no local não permitem criar expectativas muito elevadas de conseguirmos resolver o problema num curto período de tempo. Vamos tentar que no próximo Verão criemos as condições para não se repetir”.

Carlos Martins refuta também que o problema tenha que ver com a AdAM, que começou a operar no início deste ano. “É um problema estrutural, não é por causa da mudança da empresa. O problema que se coloca é que as origens dessa água quando chega o verão esgotam-se”, realça.

A Águas do Alto Minho é detida em 51% pela Águas de Portugal (AdP) e em 49% por sete municípios do distrito de Viana do Castelo (Arcos de Valdevez, Caminha, Paredes de Coura, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira), que compõem a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.

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