Seguir o O MINHO

País

Jovens de etnia cigana com acesso a bolsas para continuarem a estudar no ensino secundário

100 bolsas de estudo

em

Foto: DR / Arquivo

O Governo anunciou hoje, em Tomar, a atribuição de 100 bolsas de estudo para jovens de etnia cigana frequentarem o ensino secundário e divulgou boas práticas ao nível do emprego e da intervenção local para a integração.

Numa sessão que decorreu no Centro de Formação Profissional do Instituto do Emprego e Formação Profissional de Tomar (distrito de Santarém), a secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro, sublinhou o sentido de assinalar o Dia Nacional da Pessoa Cigana para dar visibilidade a uma população que “tem vários séculos de discriminação e exclusão”.

Numa sessão destinada a “dar vez e dar voz” às pessoas ciganas, Rosa Monteiro realçou as três “ferramentas fundamentais” apresentadas, visando o sucesso educativo e a manutenção dos jovens ciganos e ciganas nas escolas, a integração socioprofissional, através de estágios em autarquias e empresas, e o trabalho de inserção que está a ser desenvolvido ao nível dos 12 planos locais que estão a acontecer em 14 municípios do país.

O programa “Roma Educa” irá atribuir 100 bolsas de estudo para a frequência do ensino secundário, que incluem um subsídio mensal de 50 euros e a integração num programa de apoio com mentoria individual, cujas inscrições para jovens que querem frequentar o 10.º, 11.º e 12.º ano abrem esta semana e decorrem até setembro.

Rosa Monteiro disse que o programa surgiu por ter sido verificada a existência de dificuldades no prosseguimento de estudos depois do 9.º ano e pela necessidade de complementar o programa de bolsas para a frequência do ensino superior já existente.

Na sessão foram apresentados alguns dos projetos apoiados pelo Portugal 2020 e que visam a inserção socioprofissional de pessoas de etnia cigana com uma intervenção “multidimensional”, reforçando as competências profissionais em contexto de trabalho das pessoas ciganas.

“A componente de estágio é fundamental e por isso os projetos propuseram parcerias e apresentam modelos de intervenção, desde logo em parceria com instituições e entidades empregadoras” que acolhem projetos “que também contêm a componente de combate à exclusão e aos preconceitos”, disse, salientando a existência de relatos “de muitas pessoas ciganas que procuram emprego e que vêm as portas fechadas quando se identificam ou quando há identificação como pessoas ciganas”.

“Não queremos que isso continue a acontecer”, afirmou, adiantando que os projetos também testam metodologias e instrumentos de trabalho, tanto com as comunidades e as pessoas ciganas como com as entidades empregadoras.

Outro destaque foi para as experiências em curso em 14 municípios, que desenvolveram, com o Alto Comissariado para as Migrações, planos locais para a integração das comunidades ciganas.

Estes 12 planos multissetoriais (dois são intermunicipais) têm em conta as “particularidades da esfera local, nas áreas da educação, da saúde, da habitação, do acesso a serviços, da cidadania, do combate ao racismo”, disse, adiantando que a fase seguinte será, a partir da aprendizagem destas experiências, alargar a outros municípios do país.

Rosa Monteiro frisou que o objetivo é “afastar de uma lógica de um trabalho mais pontual” para realizar um trabalho “mais agregador”.

“As pessoas ciganas têm vários séculos de discriminação. São das comunidades e das pessoas que sofrem mais discriminação multidimensional nas várias esferas de vida, desde o acesso à habitação, não só pelas condições indignas em que muitas continuam a viver, a barreiras e resistências, como por exemplo no arrendamento de uma casa quando se percebe que uma pessoa é cigana, ou no acesso às condições de saúde e educação”, sendo esta “chave no acesso ao mercado de trabalho”, frisou.

Para a secretária de Estado, as medidas hoje apresentadas visam “combater estas formas de discriminação com uma diferenciação positiva e com intervenções estruturadas e que, em conjunto, formatam um puzzle”.

Rosa Monteiro referiu ainda outras ações em curso, como o relançamento da mediação intercultural ao nível dos municípios, “uma ferramenta fortíssima no esbater das barreiras que existem entre as comunidades e as pessoas ciganas no acesso a serviços”, sublinhando o facto de existirem já 20 pessoas ciganas a trabalhar nesta área.

Anúncio

País

Os números do Euromilhões

Sorte

em

Foto: DR / Arquivo

É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta terça-feira, 31 de março: 12, 17, 24, 30 e 36 (números) e 1 e 9 (estrelas).

Em jogo para o primeiro prémio está um valor de 29 milhões de euros.

Continuar a ler

País

84 detidos por desobediência ao estado de emergência

Covid-19

em

Foto: DR / Arquivo

A PSP e a GNR detiveram até hoje 84 pessoas pelo crime de desobediência no âmbito do estado de emergência iniciado dia 22 de março e decretado devido à pandemia de covid-19, anunciou hoje o Ministério da Administração Interna.

Em comunicado, o Ministério da Administração Interna (MAI) refere que, entre as 00:00 do dia 22 de março e as 18:00 de hoje, foram detidas 84 pessoas por crime de desobediência, designadamente por violação da obrigação de confinamento obrigatório e por outras situações de desobediência ou resistência.

Em relação ao último balanço feito pelo MAI, às 18:00 de segunda-feira, nas últimas 24 horas foram detidas mais três pessoas pelo crime de desobediência.

Estas duas forças de segurança encerraram também 1.600 estabelecimentos por incumprimento das normas estabelecidas no estado de emergência.

No comunicado, o Ministério da Administração Interna volta a apelar para o “cumprimento rigoroso das medidas impostas pelo estado de emergência”, tendo em conta “a imperiosa necessidade de todos contribuírem para conter o contágio da covid-19”.

No âmbito do estado de emergência, a Guarda Nacional Republicana e a Polícia de Segurança Pública têm vindo a desenvolver uma intensa atividade de sensibilização, vigilância e fiscalização junto da população.

O novo coronavírus responsável pela pandemia da covid-19 foi detetado na China em dezembro de 2019 e já infetou mais de 791.000 pessoas em todo o mundo, das quais mais de 38.000 morreram. Ainda nesse universo de doentes, pelo menos 163.000 recuperaram.

Em Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, o último balanço da Direção-Geral da Saúde indicava 7.443 infeções confirmadas. Desse universo de doentes, 160 morreram, 627 estão internados em hospitais, 43 recuperaram e os restantes convalescem em casa ou noutras instituições.

No dia 17 de março, o Governo declarou o estado de calamidade pública no concelho de Ovar e a 19 de março todo o país ficou em estado de emergência, o que vigorará pelo menos até às 23:59 de quinta-feira.

Continuar a ler

País

TAP avança com ‘lay-off’ para 90% dos trabalhadores

Covid-19

em

Foto: melhoresdestinos.com.br / DR

A TAP vai avançar com um processo de ‘lay-off’ para 90% dos trabalhadores e com a redução do período normal de trabalho em 20% para os restantes colaboradores, informou hoje a companhia aérea numa mensagem aos funcionários.

Assim, o grupo determinou “a suspensão temporária da prestação do trabalho para cerca de 90% dos colaboradores” e “uma redução do período normal de trabalho, em 20%, para os restantes 10% dos colaboradores”, para fazer face ao impacto da pandemia de covid-19, que inviabiliza quase toda a operação da transportadora aérea, lê-se na mesma missiva, a que a Lusa teve acesso.

“As condições remuneratórias definidas contemplam o pagamento de 2/3 das remunerações fixas mensais para os colaboradores em suspensão temporária da prestação do trabalho e o pagamento de 80% da remuneração fixa mensal para os colaboradores em redução de horário de trabalho, porque estes continuam a trabalhar para assegurar a retoma”, indicou a TAP, sendo que estas medidas entram em vigor em 02 de abril por um período de 30 dias, que pode vir a ser alargado.

Segundo a companhia aérea, os “administradores executivos e não executivos propuseram, de forma voluntária, uma redução maior da sua remuneração, no valor de 35%”, ao abrigo destas medidas, que “impactam todos os colaboradores de forma transversal”.

A transportadora garantiu ainda que “de acordo com a lei e independentemente da função ou cargo, os postos de trabalho estão garantidos, durante 60 dias, no fim do período da suspensão ou redução do horário de trabalho”.

A companhia aérea conta com perto de 11 mil trabalhadores.

A TAP adiantou também que “todos os colaboradores serão informados individualmente, antes da implementação, sobre a modalidade que lhes será aplicada”, destacando que “existem várias questões específicas sobre o detalhe do programa”, e garantindo que “os recursos humanos da TAP estarão prontos para as responder nos diversos canais de comunicação existentes”.

Além disso, a administração da transportadora “ciente da atual situação e do contexto adverso, reitera que tudo fará para proteger os empregos, a saúde e a segurança da família TAP e que se mantém totalmente empenhada em assegurar a recuperação, a sustentabilidade e o futuro da companhia”.

No mesmo comunicado, a TAP recorda que a partir de 01 de abril e, pelo menos, até 04 de maio “estima apenas poder operar para a Terceira e Ponta Delgada, nos Açores e para o Funchal, na Madeira”, num total de cinco voos semanais, “para assegurar a continuidade territorial, suspendendo todas as demais rotas”.

A companhia aérea “procurará ainda garantir pontualmente uma operação extraordinária, focada exclusivamente na missão específica de garantir voos de repatriamento e de transporte de carga humanitária”.

No passado dia 19, a TAP já tinha anunciado que não iria renovar o contrato a prazo com 100 trabalhadores, que já foram notificados.

Continuar a ler

Populares