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Braga

Jovens Ativos Ciganos de Braga editam seis vídeos contra preconceitos sobre a comunidade

No espaço Toca.

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Seis vídeos, seis preconceitos sociais sobre os ciganos. O Grupo de Jovens Ativos Ciganos de Braga, no âmbito do projeto Geração Tecla, concebeu o projeto e vai divulgá-lo dia 30, no espaço Toca, em Braga.

“Fizemos um levantamento das frases e expressões que frequentemente se ouvem sobre o modo de vida dos ciganos. Depois de identificadas várias situações, que indicam preconceito e falta de informação por parte da sociedade maioritária, foram selecionados seis preconceitos que ocorrem com mais frequência”, diz Regina Sequeira. Este projeto, que contou com a parceria de Os Tais do Vídeo e o apoio da professora Maria José Casa-Nova, surge do trabalho desenvolvido pela equipa do GT.E6G, no âmbito da atividade Oficinas de Fotografia e Vídeo, com e concretizou-se de uma forma bastante participativa.

Num segundo momento, -acrescentou – “os jovens construíram pequenos guiões que demonstram as situações que vivem e representaram-nos. Paralelamente, fez-se um resumo de dados concretos e de informações sobre a história e cultura cigana com o objetivo de clarificar e ajudar a desconstruir os preconceitos existentes”.

Assim surgem seis vídeos de DesPreConceito que serão disponibilizados nas redes sociais e poderão ser utilizados como recursos em sessões formativas e informativas sobre História e Cultura Cigana.

E a concluir, afirma: “Sendo o preconceito uma ideia prévia sobre uma pessoa ou um grupo de pessoas construída com base na informação existente, e percebendo que há pouca informação disponível sobre história e cultura cigana, entendemos que é importante disponibilizar mais informação, para que os conceitos possam ser atualizados. Assim, DesPreConceito visa a reconstrução dos conceitos criados sobre as comunidades ciganas.”

Geração Tecla

Conforme O MINHO noticiou, o Plano Estrategico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) de Braga inclui um Plano de Acão Integrado para as Comunidades Desfavorecidas (PAICD) que visa a reabilitação urbana no Bairro de Santa Tecla, no Bairro Social das Enguardas e no Complexo Habitacional do Picoto.

Nesse sentido, o Município – por ação do vice-presidente Firmino Marques – está a promover o Projeto “(Re)Escrever o nosso Bairro” com um conjunto de parceiros, a Bragahabit, a Associação Famílias, a Cruz Vermelha Portuguesa e a Fundação Bomfim. Tem como objetivo o de promover iniciativas de inclusão social naqueles bairros e tornar visível a identidade, cultura e modos de vida dos seus habitantes”.

Por seu lado, o Projeto Geração Tecla E6G – integrado no programa estatal Escolhas – realizado em parceria com a Cruz Vermelha Portuguesa, quer dar continuidade ao trabalho de inclusão social das crianças e jovens mais vulneráveis, residentes no Bairro Social de Santa Tecla. Promove a dinamização cultural e a formação profissional dos jovens e adultos.

Nesta área específica, o Plano de Atividades da autarquia desenvolve, ainda, o Projeto T3tris E6G – também do Programa Escolhas – em parceria com o Centro Cultural e Social de Santo Adrião, para “reforçar os objetivos previstos no Plano para a Inclusão das Comunidades Ciganas e no Plano para a Integração dos Imigrantes, dando especial ênfase às questões escolares, de empregabilidade, de empreendedorismo e de associativismo”.
Pretende-se “potenciar a comunicação entre as comunidades ciganas do Complexo Habitacional do Picoto, do Bairro Social de Ponte dos Falcões, e do Fujacal e proporcionar às crianças e jovens que vivem nesses bairros iguais oportunidades de ensino e emprego”.

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Braga

Idosa desaparecida no monte em Braga encontrada com vida

Encontrada em Esporões

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

A mulher de 83 anos que estava desaparecida desde a passada quinta-feira, em Morreira, Braga, foi esta manhã encontrada com vida, disse a O MINHO fonte dos Bombeiros Voluntários de Braga.

A idosa, que se tinha desorientado enquanto percorria um caminho florestal, naquela região junto aos sacromontes de Braga, acabou por ser encontrada pelos Bombeiros, tendo já sido encaminhada para o Hospital de Braga.

A mesma fonte indicou que a idosa “está livre de perigo”.

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Braga

Câmara de Braga avalia risco das ancoragens do Estádio Municipal

Se o seu resultado for negativo, o município segue para Tribunal contra os construtores

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Foto: Facebook de SC Braga (Arquivo)

A Câmara de Braga está a ultimar um relatório sobre a situação das ancoragens do estádio municipal, trabalho a cargo de um perito contratado em março, precisamente para monitorizar a segurança da estrutura. Se o seu resultado for negativo, ou seja, se houver necessidade de reparação ou mudança de uma parte das mais de 400 ancoragens, o Município segue para Tribunal contra os construtores.

As ancoragens são as estruturas de aço que seguram a bancada poente do estádio – construído para o Euro 2004 e usado pelo Sporting Clube de Braga – ao muro da antiga pedreira, as quais, por sua vez, são a garantia de sustentabilidade da pala do estádio.

O perito, Carlos Quinaz, tem vindo a visitar o local, nomeadamente a bancada poente, bem como a consultar documentação sobre a construção do estádio. Ao que o MINHO soube nem toda a documentação se encontra na Câmara, por que terá, uma parte, “desparecido”, algo, outrora, relativamnete comum no Município. O especialista terá, ainda, de consultar o processo judicial do foro administrativo, interposto pelo consórcio que projetou o estádio – Souto Moura/AfaAssociados – e que se encontra no Tribunal Central Administrativo do Norte, no Porto, à espera de uma decisão sobre o recurso camarário da sentença que o condenou, no Administrativo de Braga, a pagar quatro milhões – já com juros – aquele consórcio.

Fonte ligada ao processo adiantou que, “se o relatório do perito concluir que as ancoragens, ou uma boa parte delas, têm defeitos que exijam reparação ou substituição”, a Câmara avança com uma ação em Tribunal pedindo uma indemnização ao consórcio construtor, ASSOC/Soares da Costa(originalmente com a Soares da Costa e seis empresas de Braga, três delas já falidas).

As ancoragens foram da responsabilidade deste consórcio, que encarregou a DST de as colocar em 2003. Em 2015, as peritagens feitas ao local, deteteram problemas em 23, tendo as mesmas sido alteradas pela própria DST. Esta construtora tem dito que as estruturas estão,
na generalidade, capazes, sendo os defeitos encontrados fruto do natural desgaste do tempo. Nega, por isso, qualquer anomalia de construção ou colocação.

Afaconsulting alerta para perigo

Em 2015, menos de dois anos após ter tomado posse, o presidente da Câmara Ricardo Rio foi confrontado com um relatório da empresa AfaConsulting, encarregada pelo executivo anterior de Mesquita Machado de monitorizar todo o estádio, de que havia as tais 23 ancoragens «estragadas», devido a corrosão, e avisando para que outras iriam deteriorar-se. Falava mesmo em “perigo” e em eventual necessidade de, um dia, vir a ser necessário “evacuar o estádio”.

O autarca mandou reparar as ancoragens, para o que pagou 500 mil euros. E tem dito que a situação está controlada não havendo perigo.Fonte ligada ao processo disse que, na ocasião, o sistema de monitorização digital da estrutura, que estava ligado a um computador
municipal e a outro na AfaConsulting deixara de funcionar. Algo que – disse ao MINHO – o vice-presidente da Câmara, Firmino Marques – já foi retificado estando, agora, o sistema, a funcionar com normalidade.

Mais dinheiro para o estádio

Contactado a propósito, Ricardo Rio disse apenas que a Câmara defende os seus interesses legítimos, confirmando que instruiu o advogado Fernando Barbosa e Silva para instaurar a ação. Este – ao que soubemos – aguarda o dito relatório para o fazer. Uma outra fonte disse a O MINHO que, além de eventuais problemas ligados ao emprego de técnicas deficientes na colocação das ancoragens, estas estão sujeitas ao esforço mecânico provocado pelas palas de cimento do estádio, que atingem milhares de toneladas. Acrescenta que a degradação deve continuar. A solução seria a sua substituição total (20 milhões de euros) ou a retirada das palas em cimento, substituindo-as por outras de materiais mais leves.

A Câmara já perdeu, no Tribunal Administrativo, duas ações postas pela ASSOC, consórcio em que a Soares da Costa tem 40 por cento. A primeira, de quatro milhões já foi liquidada pela Autarquia, mas a segunda, num montante, que pode chegar aos dez milhões, transitou, agora, em julgado. O Município terá, assim, de negociar o valor a pagar e a forma de o fazer, para não ser penhorado.

Para não pagar, e se vier a colocar a ação das ancoragens, a Câmara pode pedir ao Tribunal um compasso de espera, argumentando que, eventualmente terá alguns milhões a receber, pelo que – e explicando a situação em termos não-jurídicos será melhor que, no final, se faça um “encontro de contas”.

Referendo

Recorde-se que, e atendendo aos custos do estádio, que já terão chegado aos 180 milhões de euros, mas os da sua manutenção anual, Ricardo Rio avançou com a decisão de fazer um referendo aos municípes sobre a possibilidade de o vender.O ato, a realizar-se, só pode ocorrer após as eleições legislativas, ou seja, na prática, no princípio de 2020.

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Braga

Gabriela Monteiro vai a sepultar este sábado em Braga

Funeral realiza-se em Real, Braga

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Foto: DR

Gabriela Monteiro, mulher que perdeu a vida às mãos do companheiro na passada quarta-feira, na via pública, em Braga, vai a sepultar este sábado, em Real, concelho de Braga, pelas 17:00 horas.

A quarta mulher vítima mortal de violência doméstica deixa dois filhos e uma grande onda de consternação na cidade de Braga que se alastrou um pouco por todo o país, face ao cenário de horror em que perdeu a vida.

Em nota da agência responsável pelos serviços funerários, é indicado que o corpo da falecida ficará em câmara ardente a partir das 10:00 de sábado, a Igreja Paroquial de Real, com a missa de corpo presente a realizar-se pelas 17:00.

Gabriela foi a quarta mulher a perder a vida no distrito de Braga durante o ano de 2019, e a vigésima primeira a nível nacional.

Paulo Fernandes, autor das facadas que vitimaram Gabriela, está em prisão preventiva enquanto aguarda julgamento, depois de se ter apresentado no posto da PSP de Santa Tecla poucos minutos após ter cometido o bárbaro crime.

A morte de Gabriela, de 46 anos, e funcionária no Theatro Circo, em Braga, causou uma grande onde de pesar na cidade, que lhe prestou homenagem na noite desta quinta-feira, com mais de 500 pessoas em vigília silenciosa às portas do local onde trabalhava, em pleno centro histórico da cidade.

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