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Jovens absolvidos de tiros na zona dos bares académicos em Braga

Após vítima recuar nas declarações
Jovens absolvidos de tiros na zona dos bares académicos em braga

Os dois jovens suspeitos da autoria de tiros contra um rival, na zona dos bares académicos, em Braga, acabaram de ser absolvidos, a meio da tarde desta sexta-feira, por ausência das provas testemunhais que antes os tinham levado a serem acusados pelo Ministério Público de crimes por tentativa de homicídio, na forma agravada, na noite de 28 de maio de 2021, e da posse de armas proibidas.

“Joelinho” e “Fire”, de 20 e de 31 anos, respetivamente, do Grupo das Enguardas, estavam em liberdade, desde que no julgamento a própria vítima dos tiros, Elton M., de 24 anos, do Grupo do Fujacal, já não reconheceu nenhum dos dois como autores dos tiros.

Em face das declarações iniciais que Elton prestou, à Polícia Judiciária de Braga, “Joelinho” e “Fire” chegaram a estar ambos presos preventivamente e o segundo passou depois a prisão domiciliária, controlado por pulseira eletrónica, porque a acusação era de tentativa de homicídio qualificado, mas os indícios caíram, perante o volte face da vítima.

Elton disse aos três juízes da Instância Central Criminal de Braga “já não ter a certeza” de que quem o agrediu, perseguiu e baleou naquela madrugada, em que se deslocou a um bar, para comprar comida, tendo sido surpreendido num túnel e alvo de tiros, parte dos quais o atingiram, sucessivamente, enquanto fugia dos rivais, sempre a pé.

Este caso, ao contrário dos outros dois, um ocorrido no Fujacal e o outro já nas Enguardas, foi o único que se verificou em “campo neutro”, isto é, fora dos seus locais de residência, onde terão protagonizado lutas de hegemonia de um sobre o outro, sucessivamente, desde provocações mútuas nas redes sociais até cenas de pugilato, sempre que se encontravam.

Nas alegações finais, a defesa, através dos advogados Miguel Torrinha e Miguel Neves, os defensores de “Joelinho” e de “Fire”, respetivamente, tinham pedido a absolvição para ambos os acusados, afirmando que “nem sequer estiveram no local dos incidentes”, tendo já o procurador do Ministério Público solicitado ao Tribunal Coletivo “a justiça possível”.

“Joelinho” já tinha negado tudo

Um dos arguidos do processo, “Joelinho”, que prestou declarações, ao contrário de “Fire”, negou desde logo a autoria dos tiros, afirmando mesmo que nem sequer esteve no local dos disparos, enquanto a vítima afirmou não ter agora a certeza quem foram os agressores, mas reconhecendo que os dois arguidos teriam caraterísticas parecidas com os agressores.

“Joelinho” começou por afirmar, no julgamento, desconhecer a existência de guerras, entre grupos rivais, do Fujacal e das Enguardas, dois bairros sociais de Braga, referindo ainda não ter sido o autor dos disparos, nem ter sequer estado presente no local do tiroteio, acrescentando que nessa data e hora se encontrava em casa com a sua namorada.

Nos três julgamentos que já decorreram, todos os arguidos, de ambos os bairros de Braga, negaram haver “guerras”, muito menos por eventuais questões raciais, mas reconheceram que o facto de uma jovem ligada a um membro das Enguardas passar então a privar com outro homem, este do Fujacal, terá precipitado os acontecimentos, com trocas de tiroteios, mas nenhum dos suspeitos admitiu a autoria dos disparos, nem de um lado, nem do outro.

 
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