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Famalicão

Jovem empreendedor de Famalicão engraxa sapatilhas e até tem serviço de urgência

Oportunidade de negócio agarrada há dois anos

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Foto: Divulgação / Famalicão Made IN

Engraxar sapatilhas, reinventando a atividade do avô, foi a oportunidade de negócio agarrada há dois anos por um jovem de Famalicão, que agora abriu uma loja própria naquela cidade, sinal do “sucesso” alcançado.

Alexandre Marques, de 25 anos, admitiu hoje à Lusa que a história da “Engraxat” vem fazendo jus ao “primeiro estranha-se, depois entranha-se”.

“No início, havia aquela dúvida sobre quem estaria por detrás do negócio, se a engraxadela funcionaria ou não, se seria financeiramente compensadora, mas, entretanto, a coisa foi passando de boca em boca e hoje posso dizer que o negócio está a correr bem”, referiu.

Neto de engraxador, Alexandre trabalhou alguns anos em lojas de desporto, sendo frequentemente questionado pelos clientes sobre como limpar as sapatilhas.

Foi então que lhe surgiu a ideia de se tornar “engraxador de sapatilhas”, tendo começado a estruturar o plano de negócios da “Engraxat” em setembro de 2016, com o apoio da equipa do Gabinete de Apoio ao Empreendedor do Famalicão Made IN.

O negócio foi lançado em março de 2017 e no sábado Alexandre abriu a sua loja própria, em Famalicão.

“Agora, os clientes podem deixar diretamente aqui as suas sapatilhas para engraxar”, referiu.

No entanto, o calçado pode ainda ser deixado em vários locais da cidade, como um café, uma barbearia, uma escola de dança, um ginásio e uma academia de futebol.

Em três ou quatro dias, as sapatilhas ficam prontas, “a brilhar”.

“A engraxadela acaba por compensar ao cliente, já que há sapatilhas que são extremamente caras e que, depois de passarem pelas minhas mãos, ficam como novas”, explicou.

A “Engraxat” tem mesmo um “serviço de urgência”, que resolve “na hora” o problema de um qualquer par de sapatilhas pelo qual o cliente não possa esperar.

No fundo, como referiu Alexandre Marques, este serviço segue, “de certa forma”, o espírito dos tradicionais engraxadores de rua, em que o cliente, ao fim de poucos minutos, sai com os sapatos a brilhar.

No entanto, a “Engraxat” vai muito para além disso, apostando na total reinvenção da atividade de engraxador.

Ali, o cliente pode optar pela limpeza clássica, relativa apenas ao exterior da sapatilha, ou pela limpeza profunda, que inclui limpeza exterior, interior, serviço de fragrância e desodorização.

A empresa vai também começar a trabalhar com uma transportadora a nível nacional, para recolher e entregar as sapatilhas em qualquer ponto do país, sem que a pessoa tenha de se deslocar a Famalicão.

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Ave

Continental instala centro de serviços no Porto e pretende contratar 300 engenheiros

Atualmente a funcionar em Famalicão

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Foto: DR / Arquivo

A Continental vai instalar no Porto um centro de desenvolvimento de tecnologias que poderá empregar “cerca de 300 engenheiros” e apoiará o desenvolvimento de soluções para veículos elétricos, condução autónoma e cibersegurança, anunciou hoje o grupo alemão.

“Após quase seis anos de troca de informações, estudos, análises e negociações, é com enorme satisfação que vemos a instalação desta nova empresa [Continental Engineering Services (CES)] em Portugal. Trata-se de mais um passo significativo do que tem sido a nossa estratégia dos últimos anos: trazer para Portugal outras áreas de negócio do Grupo Continental, tal como esta”, refere o presidente do Conselho de Administração da Continental Mabor, citado num comunicado.

“Com esta empresa – acrescenta Pedro Carreira – abrimos uma porta aos jovens licenciados em Portugal, pois todos os colaboradores da CES são altamente qualificados”.

Inicialmente localizada nas instalações da Continental Mabor – Indústria de Pneus, S.A. em Lousado, Vila Nova de Famalicão, a CES irá instalar-se “até ao final do ano” na sua localização definitiva, “perto da FEUP” (Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto), no polo universitário da Asprela.

Segundo adianta a Continental, a cerimónia de inauguração das novas instalações da empresa no Porto está prevista “para o início do ano de 2020”.

A Continental Engineering Services é uma subsidiária do Grupo Continental que foi fundada em 2006 para fornecer serviços de engenharia às indústrias. Iniciou a sua atividade nas cidades alemãs de Frankfurt e Nuremberga, com 30 engenheiros, mas atualmente emprega mais de 1.800 colaboradores e tem 20 localizações em todo mundo.

“Estamos orgulhosos por expandir as nossas atividades para a cidade do Porto e construir uma equipa de excelência. Acreditamos na qualidade dos engenheiros portugueses e estamos confiantes que esta nova localização será o pilar do nosso sucesso, no futuro”, sustenta o diretor da Continental Engineering Services Portugal, Jochen Diehm, também citado no comunicado.

Focada no desenvolvimento e fornecimento de produtos e em serviços de integração e de consultaria, a CES atuará em Portugal “especialmente nas áreas de veículos elétricos, condução autónoma e cibersegurança”, adianta a empresa.

Segundo explica, a CES “adapta tecnologia de produção em massa a requisitos específicos de clientes, oferecendo tecnologia de ponta num curto espaço de tempo, para um número muito restrito de clientes”.

“A CES apresenta-se como o melhor parceiro em soluções de engenharia dentro do setor automotivo, bem como para todas as outras indústrias”, refere, salientando que “possui um ‘know-how’ abrangente, criatividade e acesso a todas as tecnologias do Grupo Continental e, por isso, proporciona uma enorme flexibilidade e rapidez das suas equipas de desenvolvimento”.

Em 2018, o Grupo Continental em Portugal (que engloba a Continental Mabor, Continental Pneus, Continental Indústria Têxtil do Ave, Continental Lemmerz e Continental Teves e a recente Continental Advanced Antenna) tinha no seu quadro permanente cerca de 3.400 colaboradores, tendo faturado 1.236 milhões de euros em 2018.

Fundada em 1871, a Continental oferece soluções para veículos, máquinas, tráfego e transporte e, em 2018, registou vendas globais de 44,4 mil milhões de euros, empregando mais de 240.000 colaboradores em 60 países e mercados.

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Ave

Famalicão com 111 milhões de Orçamento Municipal para 2020

15,5 milhões para Educação

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Foto: DR / Arquivo

A Câmara de Vila Nova de Famalicão apresentou para 2020 um orçamento de 111 milhões de euros, destacando-se o investimento na Educação e Coesão Territorial, documento que será votado na Assembleia Municipal no dia 29.

Com o mote “Promover a Educação de Sucesso para Todos”, o Plano e Orçamento de 2020 de Famalicão, aprovado já pelo executivo camarário liderado por Paulo Cunha (PSD/CDS-PP), pretende “consolidar” a posição do município como território acolhedor de pessoas e investimento, com o capítulo “Educação e Conhecimento” a ser “o maior” Grandes Opções do Plano”.

O Plano e Orçamento de 2020 foi aprovado em reunião extraordinária do executivo a 04 de novembro, com o voto favorável da maioria CDS-PP e com contra do PS, que considerou o documento “um somatório do exercício de gestão corrente mais umas obras há muito anunciadas”.

Na mensagem de abertura do documento, Paulo Cunha afirma que o objetivo é “consolidar Vila Nova de Famalicão como um território cada vez mais moderno, inclusivo, sustentável e inteligente, dotado de uma governança eficiente e participativa, capaz de acolher todos e de a todos oferecer a oportunidade de uma vida digna e feliz”.

O líder da concelhia do PS, Rui Faria, explicou à Lusa que para os socialistas as opções de Paulo Cunha podem levar “a um abismo” o município: “Assinalamos o endividamento a que o município se está a submeter, mais o elevado aumento da despesa, para o qual o PS tem vindo a alertar e a câmara a fazer ouvidos mucos”, enumerou Rui Faria.

O PS “entende que o Orçamento e as Grandes Opções do Plano não sendo uma tragédia também não são motivo para entusiasmo”, disse.

O Orçamento autárquico prevê um investimento de 15,5 milhões de euros na Educação, quer “material, de que é exemplo a evolução do programa de modernização do parque escolar do concelho”, quer “imaterial, com a dinamização dos mais variados projetos de promoção da aprendizagem ao longo da vida”.

A autarquia salienta que uma das “grandes prioridades do próximo ano em Famalicão” é a coesão social e a governança do território, “traduzidas em ações concretas de descentralização cultural, na aposta na autonomia das Juntas de Freguesia e na capacidade de realização das Comissões Sociais Interfreguesias”, onde estão todas as associações e movimentos de Vila Nova de Famalicão, com as suas agendas e dinâmica de realização.

No capítulo da renovação urbana, as Grandes Opções do Plano e Orçamento apontam para a concretização de um “investimento histórico” no âmbito da renovação urbana, com o novo mercado municipal e um novo espaço cultural, em Riba de Ave.

O próximo ano será também o ano de início do processo de uma “verdadeira transformação urbana para os modos de mobilidade suaves com o arranque da construção de uma rede de ciclovias intraurbana e da conclusão da via ciclável e pedonal com 10 quilómetros de extensão no antigo canal ferroviário que ligava Famalicão à Póvoa de Varzim.

“Será um ano de grandes investimentos materiais, que se vão somar ao forte investimento imaterial previsto para o programa de governança do território, para os projetos de descentralização cultural, para a promoção de uma Educação para Todos, e de Mais e Melhores Anos para os seniores, para além dos inúmeros projetos e ações sociais de apoio aos mais desfavorecidos do concelho”, refere no texto o autarca.

O documento será submetido à aprovação da Assembleia Municipal dia 29 de novembro.

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Famalicão

Pais avaliam refeições escolares em Famalicão e o resultado é “excelente”

Novo programa educativo

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Foto: Divulgação

“Para quem não gosta muito de jardineira, achei que estava muito bem confecionada e os sabores apurados. A sopa estava mesmo muito boa. Foi uma excelente refeição”.

Catarina Inácio, mãe de três filhos, dois dos quais a frequentar o pré-escolar e o 1.º ciclo, no concelho de Famalicão, foi uma das primeiras encarregadas de educação a aceitar o desafio lançado, neste ano letivo, pela Câmara de Famalicão, para acompanhar as refeições escolares dos filhos.

Catarina Inácio ficou muito satisfeita com a refeição e aconselha todos os pais a fazerem o mesmo. “Por vezes, as crianças reclamam das refeições, mas, nós pais, não podemos criticar se não conhecermos a realidade e o ideal é irmos ver o que se passa”.

“Não tinha uma boa perceção das refeições, algo que foi completamente ultrapassado”, graças a esta iniciativa municipal afirma Catarina, louvando a iniciativa do município de Famalicão.

Para além dos encarregados de educação, a autarquia desafia também os professores a partilharem todos os dias, a refeição com os alunos.

“Esta é uma forma de os pais e os professores nos apoiarem na monitorização da qualidade das refeições servidas nas cantinas das escolas do pré-escolar e do 1.º ciclo de Famalicão” explica edil Paulo Cunha, acrescentando que para além da “qualidade da ementa é possível também avaliar a qualidade e o conforto do espaço”.

A medida faz parte do novo programa educativo promovido pela Câmara de Famalicão, intitulado NutriEduca (Educação Alimentar e Nutricional em contexto escolar), que reconhece a escola como o espaço próprio para a promoção de uma alimentação saudável, envolvendo os encarregados de educação e a comunidade educativa na adoção de hábitos alimentares equilibrados.

O projeto que está a ser desenvolvido desde o inicio do ano letivo nas escolas do ensino pré-escolar e 1º ciclo do concelho inscritas no programa (33), envolve um total 91 turmas e cerca de 1.900 alunos.

“Entendemos que a escola é o local ideal para educar as novas gerações para uma alimentação mais saudável e amiga do ambiente, por isso, procuramos o apoio da comunidade educativa através dos professores, e também dos encarregados de educação para a capacitação e monitorização das refeições escolares. Queremos ganhar a confiança da comunidade na qualidade das refeições”, adianta Paulo Cunha.

“Acredito que todos juntos, conseguimos incentivar as crianças a fazer as escolhas mais saudáveis e conseguimos aperfeiçoar a prestação dos serviços de refeições escolares”, explica o autarca que, desde 2014, tem por hábito almoçar nas cantinas escolares do concelho, juntando-se aos alunos e partilhando com eles a refeição.

Ao longo do ano, serão muitas as atividades desenvolvidas no âmbito deste programa educativo, nomeadamente ações de formação, workshops e atividades comemorativas, relacionadas com a temática da alimentação saudável.

Para além dos almoços nas cantinas, o programa procura ainda sensibilizar a comunidade educativa para a preparação de lanches saudáveis.

Entretanto, de acordo com a autarquia, os encarregados de educação estão convidados a almoçar na escola dos filhos, no dia de aniversário da criança, de forma gratuita. Para isso, basta que avisem a escola antecipadamente.

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