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Região

Jovem de 22 anos oferece ventilador ao Hospital de Famalicão

Covid-19

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Ricardo Costa, António Barbosa e Pedro Veiga Teixeira. Foto: DR

Pedro Veiga Teixeira, de 22 anos e natural de Cabeceiras de Basto, doou um ventilador e material de proteção hospitalar ao Hospital de Famalicão, onde foi recebido pelo presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar do Médio Ave, António Barbosa.


Estudante de Direito na Universidade Lusíada – Norte e sócio das empresas familiares Avícola Cabeceirense, Trovador City Guest House e Avisêco – Arrendamento de Imóveis, o jovem associou-se a um movimento promovido pelo vereador da Câmara de Guimarães, Ricardo Costa, para apoiar o Serviço Nacional de Saúde.

O jovem empresário invocou um “total sentido de responsabilidade” para poder ajudar “a salvar vidas e facultar mais meios aos que, todos os dias, dão o melhor de si pela saúde”.

Para o jovem empresário a oferta deste ventilador “é um contributo para que não se tenha que escolher, em nenhum momento, que vida salvar, mas que a escolha seja salvar todas as vidas”.

Face aos problemas identificados pelo Centro Hospitalar, Ricardo Costa organizou este movimento que contou com o contributo de várias empresas que se disponibilizaram para apoiar no reforço de meios, equipamentos e material imprescindíveis para a garantia de uma resposta capaz.

Para Ricardo Costa, “os problemas dos outros são os nossos problemas e só com este sentido de responsabilidade e de solidariedade somos capazes de vencer os desafios do futuro”.

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Alto Minho

Caminha aprova contas municipais de 2019

Oposição critica

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Foto: DR / Arquivo

A maioria PS na Câmara de Caminha aprovou hoje as contas de 2019, destacando um resultado líquido positivo de 121.660 euros, com a oposição PSD a rejeitar o “vazio estratégico” da gestão do executivo municipal.


Em declarações à agência Lusa, no final da reunião camarária que hoje decorreu de forma presencial nos Paços do Concelho, o presidente da Câmara, Miguel Alves, referiu tratar-se “da segunda vez, nos últimos 10 anos, em que o resultado líquido de exercício apresenta números favoráveis”.

“As contas de 2019 têm outros dois aspetos muito positivos, cumprem com o equilíbrio orçamental que a legislação determina (a receita cobrada bruta é superior à despesa corrente paga e ao valor das amortizações dos empréstimos) e com o limite ao endividamento depois de dois anos em incumprimento”, disse.

Segundo o socialista, a Câmara de Caminha, no distrito de Viana do Castelo, “efetuou uma despesa total de 19.362.377,20 euros, em contraponto com uma execução global de receita de 19.387.014,86 euros”.

“Estamos a falar de uma execução orçamental na ordem dos 75% que revela um aumento na receita e na despesa relativamente aos últimos anos. A receita subiu devido ao aumento de IMI aprovado para 2019, pelo ajustamento do preço da água e saneamento ao valor real do serviço e pelo incremento da atividade económica que permitiu, por exemplo, que o IMT (Imposto Municipal de Transação de Imóveis) tenha subido 41% relativamente ao ano anterior”, especificou.

Miguel Alves referiu ainda que a “despesa aumentou por terem sido pagas mais faturas do que nos anos anteriores, incluindo muitas de 2018, o que permitiu a diminuição da dívida de curto prazo em 1,8 milhões de euros (16,3%) relativamente ao ano anterior”.

“A despesa em investimento foi de 4,6 milhões de euros, em linha com o ano transato, em obras como a execução das redes de saneamento de Âncora, Argela e Vilar de Mouros, a requalificação da zona da Sandia e Vista Alegre, em Vila Praia de Âncora, a requalificação do centro histórico, o alargamento da rede de fibra ótica a 75% do concelho e o início da obra da nova Escola Secundária de Caminha”, referiu o autarca, acrescentando que “a dívida total desceu 1, 2 milhões de euros”.

“Os números são globalmente positivos e isso deve-se ao esforço da população, que percebeu a necessidade de aumentarmos receita, e à gestão municipal, que permitiu diminuir a dívida da Câmara e cumprir com os limites de endividamento. Falta muito para resolver o desequilíbrio estrutural da Câmara Municipal, esta é uma maratona que teremos de correr juntos durante mais tempo, mas já vemos uma luz ao fundo do túnel”, sustentou Miguel Alves.

Já os três vereadores do PSD, em nota enviada à imprensa, justificaram o voto contra com os “22 milhões euros de dívidas, 240 dias de prazo médio de pagamento, 41 milhões de passivo e falta de investimento em setores estratégicos”.

“Uma capacidade de endividamento de 20 milhões de euros mesmo já com 22 milhões de euros de dívidas são a prova do descontrolo financeiro segurado somente por almofadas legais baseadas na permissividade e irresponsabilidade”, sustentam os vereadores Paulo Pereira, Liliana Silva e Manuel Marques.

Segundo a bancada social-democrata, “o relatório de gestão refere claramente que as receitas do município aumentaram de 2018 para 2019, em rubricas como a água, saneamento e IMI, em mais de dois milhões de euros. Nem com este aumento brutal da receita conseguiram equilibrar as contas porque as despesas também aumentaram cerca de 2,6 milhões de euros”.

“Ou seja, os munícipes pagaram muito mais, mas a Câmara também gastou muito mais e, por isso, o ano de 2019 não gerou liquidez para diminuir os prazos médios de pagamento aos fornecedores, tendo terminado 2019 com um prazo médio de pagamento de cerca de 240 dias de atraso. O passivo atual da Câmara atingiu os 41 milhões de euros”, referem os vereadores.

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Alto Minho

Arcos de Valdevez investe 100 mil euros para relançar turismo

Covid-19

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Foto: Divulgação / Arquivo

A Câmara de Arcos de Valdevez vai investir 100 mil euros nas duas fases de um programa de apoio ao turismo, hoje apresentado, que inclui um novo portal para promoção do setor, afetado pela pandemia de covid-19.


Em declarações hoje à agência Lusa, o presidente João Manuel Esteves explicou que a primeira fase do Programa de Apoio ao Turismo de Arcos de Valdevez (PATAV), orçada em 50 mil euros, arranca este mês, “destinada às pessoas do concelho que estiveram na primeira linha de combate à pandemia do novo coronavírus”.

“Vamos oferecer uma noite num alojamento local e um jantar para duas pessoas. Nesta fase, o apoio destina-se aos profissionais que operam no concelho nas áreas da saúde, socorro, forças de segurança, colaboradores dos lares de idosos e do serviço de apoio domiciliário das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS). Os vales serão para descontar nos hotéis e restaurantes que aderirem ao PATAV. É uma forma de reconhecermos o trabalho que desenvolveram no período de emergência de combate e, ao mesmo tempo, ajudarmos a economia local”, especificou.

O autarca social-democrata de Arcos de Valdevez, no distrito de Viana do Castelo, explicou que a partir de hoje os restaurantes e hotéis podem aderir ao PATAV, através de inscrição a formalizar no novo portal criado pela autarquia, sendo que na próxima semana arrancará o período de inscrição para os interessados em beneficiar deste apoio.

A segunda fase do projeto, “de igual valor financeiro, será lançada no verão, mas os vales a atribuir serão para descontar na época baixa, a partir de setembro”, disse.

Já o sítio na Internet hoje apresentado [www.visitarcos.pt] reúne “todas as atividades disponíveis, que podem ser feitas em casal, em família ou em grupo, informação sobre restaurantes, pastelarias, sobre as quintas que promovem degustação de vinho, bem como toda a programação cultural e gastronómica da vila”.

“O portal desenvolvido pela autarquia disponibiliza uma ferramenta de planeamento. O turista escolhe as experiências que quer viver e a plataforma junta as propostas e cria um roteiro de viagem num destino seguro, de confiança e que tem muitos atrativos”, referiu o autarca.

Em maio a Câmara de Arcos de Valdevez lançou um programa de apoio a famílias com quebra temporária de rendimentos, devido à pandemia de covid-19, através de vales de compras no comércio tradicional, num investimento de 100 mil euros.

O próximo programa de apoio terá como alvo os produtos endógenos do concelho.

Portugal contabiliza pelo menos 1.424 mortos associados à covid-19 em 32.700 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Relativamente ao dia anterior, há mais 14 mortos (+1%) e mais 200 casos de infeção (+0,6%).

O número de pessoas hospitalizadas desceu de 474 para 471, das quais 64 se encontram em unidades de cuidados intensivos.

O número de doentes recuperados é de 19.552.

Portugal entrou no dia 03 de maio em situação de calamidade devido à pandemia, que sexta-feira foi prolongado até 14 de junho, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

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Cávado

Suspeito de fabricar notas falsas em Esposende nega acusação

Justiça

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Foto: DR / Arquivo

O alegado líder de um grupo de contrafação de notas de 50 e 10 euros, acusado de prejuízos em toda a Europa de 1,3 milhão de euros, negou hoje ao Tribunal de Coimbra a acusação do Ministério Público.


O suspeito é natural de Arcos de Valdevez e começou por produzir as notas falsificadas em Fão, Esposende.

O arguido, de 34 anos, está acusado de liderar um grupo de quatro pessoas que se dedicava à produção de notas de euro contrafeitas e à sua venda na ‘darknet’, enviando para destinos na Europa, como Montenegro, Irlanda, Alemanha, Inglaterra, França, Áustria, Luxemburgo, Bélgica ou República Checa.

Segundo o Ministério Público, o grupo liderado por este homem, natural do concelho de Arcos de Valdevez, produziu entre o início de 2017 e agosto de 2019 24.775 notas de 50 euros e 10 euros.

Fabricava notas falsas em Esposende para vender na internet

A procuradora da República salientou hoje que o arguido “emitiu notas de 50 e 10 euros falsas, com qualidade muito apurada, com material importado da China, que facilmente passavam por verdadeiras”.

“E ainda teve o requinte de emitir notas de 50 euros da série Europa, numa imitação quase perfeita”, sublinhou.

Na primeira sessão de julgamento, que decorreu hoje no auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra, perante um tribunal de júri, o arguido disse que toda a acusação “é mentira”.

“Nunca falsifiquei moeda e nunca entrei na ‘darknet'”, frisou hoje o alegado cabecilha, que está detido preventivamente há cerca de 10 meses no estabelecimento prisional de Caxias, perante o coletivo de juízes presidido por Rui Pacheco Duarte e sete jurados.

O arguido, que está a ser julgado em processo separado dos restantes quatro elementos, por ter requerido um tribunal de júri, disse que negociava (comprava e vendia) ‘bitcoin’ através de plataformas autorizadas.

O advogado de defesa, Romão Araújo, defendeu hoje em tribunal que o réu está a ser vítima do depoimento dos outros quatro elementos, entre eles uma ex-namorada e os seus pais.

“Não existe prova física nem documental, a não ser estes testemunhos que não podem ter credibilidade, porque são parte interessada”, referiu o advogado, convicto de que o arguido é “vítima da acusação de pessoas que foram apanhadas a fabricar notas e querem salvaguardar a sua pele”.

Na manhã de hoje, foi ouvida a ex-namorada do alegado líder do grupo de contrafação de moeda, cujo relacionamento decorreu entre 2014 e 2017, que o acusou de ter iniciado o fabrico de notas falsas em 2016 e de ter colaborado voluntariamente naquela atividade.

Ao início eram fabricadas na residência da sua companheira e dos seus pais, em Fão, Esposende, bem como num anexo de uma casa que estes tinham em Valadares, Vila Nova de Gaia.

“A ideia [de contrafação] foi dele e eu alinhei”, disse a mulher de 26 anos, que foi ouvida na qualidade de testemunha, embora seja arguida em processo separado, referindo que o antigo namorado passava “muito tempo na Internet e na ‘darknet'”.

Ao tribunal, a testemunha disse que o processo de contrafação começou “de forma rudimentar, com papel normal” e com a passagem das notas em cafés de Coimbra, Leiria e Viseu, “para perceber se [a atividade] podia funcionar”.

“Com o lucro, comprou uma impressora, tintas na China e papel de algodão”, idêntico ao das notas verdadeiras, adiantou a antiga namorada, acrescentando que o início da atividade aconteceu numa anexo à casa da mãe, onde o casal chegou a residir.

Mais tarde, contou, as notas eram vendidas na ‘darknet’ através de contactos do arguido.

A produção de notas foi desenvolvida em várias zonas do país, devido ao facto do casal mudar de casa constantemente.

No dia de Natal de 2017, o arguido rumou ao Brasil e depois para a Colômbia, onde negociava ‘bitcoin’, mas, segundo a antiga namorada, continuou a controlar o negócio, que não sofreu “nenhuma perturbação” com a sua ida para a América do Sul por estar “tudo organizado”.

Já depois de o réu ter viajado, os pais da antiga namorada participaram também na contrafação, que incluiu duas séries das notas de 50 euros, juntamente com outro homem, que está também acusado de integrar o grupo.

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